Boto-cinza

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Como ler uma caixa taxonómicaBoto-cinza
Sotalia fluviatilis

Sotalia fluviatilis
Comparação entre o tamanho de um tucuxi e o tamanho de um ser humano
Comparação entre o tamanho de um tucuxi e o tamanho de um ser humano
Estado de conservação
Status none DD.svgDados insuficientes (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Família: Delphinidae
Género: Sotalia
Gray, 1866
Distribuição geográfica
Mapa de distribuição do boto-cinza
Mapa de distribuição do boto-cinza
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Boto-cinza

O boto-cinza (Sotalia spp.), também conhecido como tucuxi, pirajaguara e boto-preto[1] , é um boto da família dos delfinídeos. Tem o hábito de viver em grupo. É muito sociável. Como todos os cetáceos, tem de respirar ar periodicamente, podendo, porém, permanecer submerso por longos períodos. Possui um biossonar que lhe permite localizar objetos e se orientar, utilizando o som e o eco. Geralmente, seus dentes são todos iguais, existindo apenas uma dentição. A maioria dos botos-cinzas se alimenta de peixes e lulas e, ocasionalmente, de crustáceos.

A fêmea dá à luz apenas um filhote, após um ano de gestação. Durante o trabalho de parto, é comum a mãe ser ajudada por outros membros do grupo. O período de amamentação dura sete meses em média. Os botos-cinzas são ótimos nadadores, atingindo velocidades de até sessenta quilômetros por hora e saltando até cinco metros acima da água. Podem viver até oitenta anos. Utilizam a técnica de pesca em grupo, que facilita o cerco dos peixes. Seu tato é bastante desenvolvido. Ocorrem muitos toques entre os botos, o que, segundo pesquisas, pode ser um tipo de comunicação. Sua principal ameaça são as redes de pesca onde, por acidente, acabam ficando presos e morrendo afogados. Desde 1986, são proibidas a pesca, caça, perseguição ou captura de cetáceos nas águas brasileiras.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Boto-cinza" e "boto-preto" são referências ao seu dorso escuro e ao seu ventre pardo-violáceo[2] . "Tucuxi" é uma palavra com origem nas línguas caribes[3] . "Pirajaguara" é oriundo da junção das palavras tupis pirá ("peixe")[4] e yawara ("cão")[5] .

Biologia[editar | editar código-fonte]

Estudo publicado no ano 2011 na Proceedings of the Royal Society apontou que esta espécie tem a capacidade de detectar campos elétricos (eletroreceptividade) por meio de receptores localizados no focinho. Com isso, a espécie consegue detectar presas em potencial com base nos campos elétricos que esses emitem, a exemplo do que tubarões e arraias fazem. Este sentido existe também em algumas espécies de peixes e anfíbios. Entre os mamíferos, este sentido é conhecido apenas no ornitorrinco.

Espécies[editar | editar código-fonte]

Os botos-cinzas podem ser diferenciados em duas espécies:

Marinha (Sotalia guianensis)

Costuma viver entre a região costeira do Panamá a Baia Norte de Florianópolis Santa Catarina, passando pela região de Guaraqueçaba, que é Área de Proteção Ambiental.[6]

Fluvial (Sotalia fluviatilis)

Costuma viver nos rios da região amazônica.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 725
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 725
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 725
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 335
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 336
  6. Conheça dez dos animais mais famosos da fauna paranaense - Botos-cinza Portal Gazeta do Povo - acessado em 6 de outubro de 2011

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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