Bougainville (ilha)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde Abril de 2009).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde Abril de 2009).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Mapa de Bougainville e ilhas vizinhas

Bougainville é uma ilha no Oceano Pacífico, a maior das ilhas do grupo que forma o arquipélago das Ilhas Salomão mas faz parte da Papua-Nova Guiné. Seu nome foi dado pelo explorador francês Louis Antoine de Bougainville.

A ilha, com sua vizinha Buka e outras ilhas menores, também são conhecidas como Ilhas Salomão do Norte. Juntas elas formam a província de Bougainville da Nova Guiné, com uma população de 175 600 habitantes (censo 2000). Faz parte das Ilhas Salomão geográfica e ecologicamente, integrando o ecossistema de florestas úmidas da região, apesar de ser politicamente autônoma.

A baía Imperatriz Augusta é a maior da ilha, localizada em seu litoral oeste e de onde o povo da ilha retira sua maior fonte de subsistência através da pesca. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela foi palco de intensa luta entre norte-americanos e japoneses, durante o início da reconquista aliada do Pacífico, em 1943.

Nas décadas de 1970 e 1980, a baía foi largamente poluída, ameaçando a pesca na região, por resíduos de cobre provenientes da maior mina de cobre do mundo, em Panguna, operada pela corporação transnacional anglo-australiana Rio Tinto. Os conflitos começaram quando a população se ressentiu da grande exploração pela empresa transnacional das grandes reservas de cobre da ilha, sem apresentar maiores benefícios para os nativos, além de poluir suas águas de onde tiravam a maior parte de seu sustento. O fato acabou desembocando na criação do Exército Revolucionário de Bougainville de secessão em Bougainville e uma guerra civil que durou de 1989 a 1997. Este movimento separatista dos nativos de Boungaville foi chamado "Revolução dos Cocos".

Baía da Imperatriz Augusta em imagem da NASA
Bandeira da ilha de Bougainville

Duas tentativas de independência da ilha de Bougainville ocorreram em 1975 e 1990. A primeira disputa entre nativos da ilha e o governo da Papua-Nova Guiné se deu no processo de anexação da ilha por esta última, depois da mesma ter pertencido à Alemanha e à Austrália. Já a segunda iniciada em 1989 por trabalhadores minérios foi combatida pelo governo da Papua-Nova Guiné, que recebeu ajuda em armamentos da Austrália e de mercenários.

Em 1999, Mekere Morauta, do Movimento Democrático do Povo, tornou-se primeiro-ministro. No ano seguinte formou-se um governo interino em Bougainville.

No ano de 2001, foi definido que, no prazo de 10 a 15 anos a partir dessa data, haverá um plebiscito sobre sua independência.

Em 2007, os cerca de 2 000 moradores que habitam hoje o pequeno atol de Carterets, parte da província da ilha de Bougainville, foram removidas para para a esta última e engrossou o grupo de vítimas do aquecimento global e ao consequente subida do nível do mar.[1] , que não para de crescer nos últimos anos. Há pelos menos 20 anos, este atol a 90 km de distância de Bougainville vem sendo tragado pelo aumento no nível dos oceanos.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]


Bandeira de Papua-Nova Guiné Papua-Nova Guiné
Brasão • Cultura • Demografia • Economia • Geografia • História • Portal • Política • Subdivisões • Imagens