Boutique hotel

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Boutique hotel é muito semelhante ao conceito de Hotel de charme, mas com uma ênfase maior nos elementos de arte, individualidade e interatividade.

Um boutique hotel deve ter poucos apartamentos, normalmente entre 5 e 50, mas uma completa infra-estrutura de lazer e serviços que só um hotel maior poderia oferecer, e ter grande individualidade.

É a infra-estrutura que diferencia um Bed&Breakfast (Café&Cama) e uma pousada de um boutique hotel. As pousadas e B&B não necessariamente oferecem instalações luxuosas e infra-estrutura de lazer, elementos que são mandatórios para que uma propriedade seja um verdadeiro boutique hotel. A idéia é que o hóspede de um boutique hotel - como o consumidor de uma loja boutique - tenha direito a usar toda uma infra-estrutura que um hóspede de um hotel normal teria, com o bônus da exclusividade por tratar-se de um estabelecimento para poucos.

Também é imprescindível que um boutique hotel tenha instalações consideradas charmosas, com um projeto arquitetônico diferenciado ou instalado em um prédio histórico. Deve haver um elemento criativo e individual a respeito da propriedade e dos serviços oferecidos. Padrões não servem para este tipo de propriedade: ele tem que oferecer o diferente, o individual e, em alguns casos, o temático.

Em sua decoração, um boutique hotel deve lançar moda: objetos de design ou de arte - que em muitas propriedades também são vendidos ao hóspede – devem estar presentes.

Um elemento não-indispensável - mas desejável - é a interatividade entre hóspedes e proprietários, ou de hóspedes com a propriedade. Desta interatividade surge um elemento contextual que aumenta a experiência do hóspede, transformando uma estadia em uma experiência. A interatividade, por outro lado, deve ser espontânea, e levar o hóspede a sentir-se em casa de amigos ou como "dono do lugar".

Um exemplo de interatividade são os livros de sugestões e mensagens existentes em alguns boutique hotéis. É necessário, no entanto, que as sugestões sejam - desde que pertinentes e dentro do possível - efetivamente levadas em conta, e o staff de fato lembre-se dos hóspedes, pois o hóspede que retorna deve sentir que ele também fez uma diferença para o local. Assim, um hóspede que retorna para comemorar um ano de casado - pois passou a lua-de-mel no local - deve ser lembrado.

Outro exemplo de interatividade são os chamados "honesty bars" [1], bares onde o hóspede serve-se a si mesmo, e comunica o que consumiu.

O exemplo último de interatividade é a presença constante do proprietário, que conversa com os hóspedes e interessa-se pela experiência dos mesmos dentro de sua propriedade.


Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Asensio, Francisco - Cool Hotels America. Ed. TeNeues, 2004. págs. 16 e 17.
  2. Rutes, Walter A. - Hotel Design, Planning, and Development. Ed. W.W. Norton, 2001.
  3. Horner, Suzana - International Cases in Tourism Management. Ed. Butterworth Heinemann, 2003. pág. 155.
  4. Amarnath, Nischinta & Ghosh, Debashish - The Voyage to Excellence: The ascent of 21 women leaders of India Inc. Ed. Pustak Mahal, 2005. Págs. 107, 114, 115.
  5. Inland Architecture Press, Inland Architect Corporation, American Institute of Architects Chicago Chapter - 1961. pág. 30
  6. Boswjik, A., The Experience Economy: A New Perspective. Ed.Pearson Education, 2007. pág. 112, 113.