BrOffice

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BrOffice agora é LibreOffice
BrOffice.
Captura de tela
BrOffice 3.3.1 em execução no Windows 7.
Desenvolvedor The Document Foundation
Plataforma Multiplataforma
Modelo do desenvolvimento Software livre
Lançamento 1 de maio de 2002 (11 anos)
Versão estável 3.3.2 (22 de março de 2011; há 160 semanas e 4 dias)
Idioma(s) Português brasileiro
Escrito em C++ e Java
Gênero(s) Suíte de programas de escritório
Licença GNU LGPL Versão 3
Estado do desenvolvimento Ativo
Tamanho De 146 a 214 MiB (instalador da versão 3.3.2)
Página oficial pt-br.libreoffice.org

BrOffice era o nome adotado no Brasil da suíte para escritório gratuita e de código aberto LibreOffice. O BrOffice incluía seis aplicativos: um processador de textos (o Writer), uma planilha eletrônica de cálculos (o Calc), um editor de apresentações (o Impress), um editor de desenhos vetoriais (o Draw), um gerenciador de banco de dados (o Base) e um editor de fórmulas científicas e matemáticas (o Math).

O BrOffice.org, antigo nome adotado, passou a ser conhecido apenas como BrOffice, sem o sufixo, a partir de sua versão 3.3. A mudança no nome deveu-se à bifurcação do projeto original, OpenOffice.org, que culminou na criação do LibreOffice, projeto ao qual o BrOffice alinhou-se a partir de então. No intuito de obter um desenvolvimento mais avançado, grande parte dos desenvolvedores do projeto original migraram exclusivamente para o LibreOffice, uma vez que se mostravam descontentes com o rumo dado pela Oracle ao projeto desde que a empresa adquiriu a Sun Microsystems, até então a principal patrocinadora. Após a decisão da comunidade brasileira em extinguir a Associação BrOffice.org, uma ONG criada com o intuito de apoiar juridicamente a comunidade do OpenOffice.org no Brasil, a comunidade concordou em adotar o nome LibreOffice, já adotado mundialmente pelo projeto, também para o projeto brasileiro. A versão 3.4, sucessora da versão 3.3.2, já apresentava o nome internacional do projeto, oficializando a transição do nome do projeto. Além da tradução da suíte, a comunidade brasileira focou-se em desenvolver diversos projetos ligados aos programas, dando continuidade ao desenvolvimento após a extinção do nome BrOffice.

História[editar | editar código-fonte]

A origem do BrOffice remete-se ao StarOffice, suíte de escritório produzida pela Star Division que surgiu na década de 1990. Após adquirir a Star Division, em 1999, a Sun Microsystems anunciou, em 19 de julho de 2000, a intenção de formar uma comunidade para o desenvolvimento do StarOffice e doou parte do código fonte do StarOffice 5.2, lançado em 13 de outubro de 2000, para uma comunidade de código aberto desenvolvê-lo sob as licenças GNU Lesser General Public License (LGPL) e Sun Industry Standards Source License (SISSL), tornando-se a principal colaboradora e patrocinadora do projeto. A iniciativa, que deu origem ao projeto OpenOffice.org, ganhou o apoio de diversas organizações envolvidas em tecnologia, como a Intel, a Red Hat, a Mandriva, a Novell e o Debian. O site do projeto estreou no mesmo dia da doação do código, em 13 de outubro de 2000.[1] [2]

Cláudio Ferreira Filho e Julio Cezar Neves durante a Assembleia do BrOffice.org no Rio de Janeiro.

No Brasil, formou-se uma comunidade de voluntários no intuito de traduzir o OpenOffice.org. Raffaela Braconi, então líder internacional da equipe do projeto L10N, repassou a Cláudio Ferreira Filho, em fevereiro de 2002, a coordenação do projeto de tradução.[1] [3] O grupo foi responsável pela tradução do glossário padrão, que serviria para a compilação das primeiras versões do OpenOffice.org em português brasileiro, dando origem à versão brasileira do projeto, o OpenOffice.org.br. Além da tradução, o grupo destinou-se a criar funcionalidades específicas para a versão do Brasil.[1] Assim, em 1 de março de 2002, foi lançada a versão 1.0 do OpenOffice.org incluindo os cinco aplicativos já presentes no StarOffice, sendo a versão para Mac OS anunciada posteriormente, em 23 de junho de 2003.[2] [4] O OpenOffice.org.br passou a representar a suíte OpenOffice.org oficialmente no Brasil desde a sua criação, trazendo todas as inovações presentes no software distribuído mundialmente e adicionando as funcionalidades desenvolvidas voltadas para os usuários do Brasil, como algumas extensões e a organização das listas de discussões.[1]

Em 2 de setembro de 2005, a Sun Microsystems retirou a licença SISSL do OpenOffice.org, permanecendo, assim, a licença LGPL como única, e, em 20 de outubro de 2005, mais um aplicativo passou a fazer parte da suíte de escritórios, o Base.[2] Em 25 de janeiro de 2006, devido a um processo movido pela BWS Informática, uma microempresa de comércio de equipamentos e prestação de serviços em informática sediada na cidade do Rio de Janeiro, alegando o registro da marca Open Office, feito anteriormente, e que, mesmo sendo apenas semelhante ao nome OpenOffice.org, poderia causar confusão aos usuários, o OpenOffice.org em português brasileiro passou a denominar-se BrOffice.org.[5] [6] Nessa mesma data, foi criada a ONG Associação BrOffice.org com o propósito de dar suporte às atividades da comunidade, bem como difundir o software livre e de código aberto e também relacionar-se juridicamente com outras organizações, tanto para arrecadar doações como para a contratação de projetos junto à Associação.[1] A partir de então, a comunidade brasileira desalinhou-se das datas de lançamento do OpenOffice.org, sendo o BrOffice.org lançado pouco tempo depois. O desalinhamento ocorreu devido à necessidade de modificação do nome e da adição dos incrementos produzidos pela comunidade brasileira, tendo como desvantagem a falta da infraestrutura disponibilizada pela Sun Microsystems ao projeto internacional. O retorno ao alinhamento junto ao projeto internacional ocorreu na versão 2.2.0 do BrOffice.org, lançada em 28 de abril de 2007, sendo a versão 2.2.1 a primeira lançada seguindo o calendário internacional desde a adoção do nome BrOffice.org, lançada em 25 de junho de 2007. Apesar do desalinhamento, o BrOffice.org era reconhecido internacionalmente como a versão brasileira do OpenOffice.org e trazia todas as novas implementações do projeto internacional.[7] [8] Embora o problema com a marca tenha ocorrido em outros países, os outros países contornaram o problema e o Brasil foi o único país que necessitou da adoção de uma marca diferente da utilizada mundialmente.[2]

Antigo logotipo do BrOffice

Em 2010, foi criada uma bifurcação do projeto OpenOffice.org devido à venda da Sun Microsystems para a Oracle, pois a grande maioria dos colaboradores não concordavam com as atitudes adotadas pela Oracle em relação ao software livre, gerando, assim, o LibreOffice, tendo a The Document Foundation como gestora do projeto, criada juntamente com o novo projeto.[9] Uma outra bifurcação já existente do OpenOffice.org, o Go-oo, fundiu-se à The Document Foundation e descontinuou seu desenvolvimento de forma independente em favor do LibreOffice, anexando o seu trabalho realizado ao novo projeto.[10] O projeto brasileiro, BrOffice.org, passa a acompanhar o LibreOffice e, consequentemente, a representá-lo oficialmente no Brasil, desvinculando-se do OpenOffice.org sob a interferência da Oracle e adotando o novo nome da marca, apenas BrOffice.[11] A primeira versão do LibreOffice, a versão 3.3, foi lançada em 25 de janeiro de 2011 e disponibilizada em diversas línguas, incluindo no lançamento a versão em português brasileiro utilizando o nome BrOffice. O LibreOffice, então, segue com as constantes atualizações, mantendo todo o trabalho já realizado até então, implantando as contribuições do Go-oo e as novidades do OpenOffice.org da Oracle e adicionando novas funcionalidades na nova bifurcação.[10] [12]

Em 17 de março de 2011, foi decidida, em uma reunião no Rio de Janeiro, a extinção da Associação BrOffice.org por unanimidade dos votos dos membros presentes, encerrando as atividades sociais em 30 de abril de 2011 e cumprindo com todas as obrigações legais até o dia 16 de maio de 2011. Todo o patrimônio da Associação BrOffice.org, sendo apenas bens móveis e recursos financeiros em contas vinculadas ao CNPJ da Associação, foi revertido a entidades que promovem o software livre, com autorização de uma doação à comunidade do Debian Brasil e o pagamento do serviço de tradução da documentação do PostgreSQL 8.4.[13] Foi sugerido por Cláudio Ferreira Filho, em nota publicada no site do BrOffice.org sobre a extinção, que o momento da extinção da Associação era também o momento para um alinhamento dos esforços da comunidade brasileira com o projeto internacional LibreOffice, incluindo a substituição do nome no Brasil para LibreOffice.[14] Desde então, a comunidade brasileira trabalhou em diversas atividades de documentação para a mudança efetiva do nome BrOffice para LibreOffice e nas necessidades da transferência do conteúdo presente no site oficial do projeto brasileiro BrOffice para uma versão em português brasileiro do site do LibreOffice.[15] A versão 3.4, posterior à versão 3.3.2, já apresentava o nome LibreOffice para a versão em português brasileiro.

Visão geral[editar | editar código-fonte]

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Foi proposta a fusão deste artigo ou se(c)ção com OpenOffice.org. Por favor crie o espaço de discussão sobre essa fusão e justifique o motivo aqui; não é necessário criar o espaço em ambas as páginas, crie-o somente uma vez. Perceba que para casos antigos é provável que já haja uma discussão acontecendo na página de discussão de um dos artigos. Verifique ambas (1, 2) e não se esqueça de levar toda a discussão quando levar o caso para a central. (desde maio de 2011)
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Foi proposta a fusão deste artigo ou se(c)ção com LibreOffice. Por favor crie o espaço de discussão sobre essa fusão e justifique o motivo aqui; não é necessário criar o espaço em ambas as páginas, crie-o somente uma vez. Perceba que para casos antigos é provável que já haja uma discussão acontecendo na página de discussão de um dos artigos. Verifique ambas (1, 2) e não se esqueça de levar toda a discussão quando levar o caso para a central. (desde maio de 2011)

O BrOffice possui uma tela de abertura, chamada oficialmente de Start Center, esta, permite ao usuário a escolha de uma aplicação na qual trabalhará.[16] Ao carregar o Start Center, ou ao carregar diretamente qualquer aplicativo da suíte, automaticamente é pré-carregada toda a suíte na memória RAM, permitindo a abertura de outro arquivo, em qualquer aplicativo da suíte, de maneira mais rápida. Porém, devido ao pré-carregamento de toda a suíte, o processo de abertura do primeiro arquivo torna-se geralmente mais lento. Desde a versão 3.3, quando o BrOffice passou a acompanhar o LibreOffice, um inicializador rápido da suíte deixou de ser carregado em conjunto com os processos iniciais do sistema operacional, porém, ele ainda poderia ser habilitado manualmente pelo usuário através das opções de configuração.

Para utilizar todos os recursos do BrOffice, assim como utilizar algumas extensões, é necessário ter um Java Runtime Environment (JRE) instalado. O JRE pode ser adquirido gratuitamente e, em alguns casos, já vem instalado em computadores, notebooks (conhecidos também como laptops) e netbooks.

LibreOffice 3.3.1 Base Icon.png Base[editar | editar código-fonte]

O LibreOffice Base é um gerenciador de banco de dados, semelhante ao Access, disponível no Microsoft Office, e destina-se à criação e gerenciamento de bancos de dados, tendo suporte para a criação e modificação de tabelas, consultas, macros, relatórios e formulários.[17] O Base suporta diversos motores de banco de dados, como HSQLDB, MySQL, dBase, Microsoft Access, Adabas D e PostgreSQL, dando suporte também para outras bases de dados nos padrões JDBC e ODBC.[18] O programa também suporta catálogos de endereços nos formatos LDAP, Outlook, Windows e Mozilla.

LibreOffice 3.3.1 Calc Icon.png Calc[editar | editar código-fonte]

LibreOffice Calc

O LibreOffice Calc é um programa de planilha eletrônica e assemelha-se ao Lotus 1-2-3, da IBM, e ao Excel, da Microsoft. O Calc é destinado à criação de planilhas e tabelas, permitindo ao usuário a inserção de equações matemáticas e auxiliando na elaboração de gráficos de acordo com os dados presentes na planilha.[17]

O Calc utiliza o formato ODF como padrão, embora reconheça e exporte arquivos em formatos de outras planilhas eletrônicas, além de exportar arquivos em PDF sem a necessidade de instalação de uma extensão, assim como todos os aplicativos da suíte LibreOffice. O Calc possui o recurso de fórmulas em linguagem natural, permitindo a criação de uma fórmula sem a necessidade de aprendizagem de códigos específicos.[19] Uma de suas diferenciações dos demais programas do gênero é o sistema que define séries para representações gráficas a partir dos dados dispostos pelo usuário.[20]

A partir da versão 3.3, quando o projeto brasileiro passou a acompanhar o LibreOffice, o Calc passou a suportar até um milhão de linhas, além de obter melhoramentos no gerenciamento de folhas e células.[carece de fontes?] Com a incorporação do trabalho realizado pela comunidade do Go-oo ao LibreOffice, o Calc tornou-se capaz de suportar diversos macros utilizados pelo Excel (VBA).[carece de fontes?]

LibreOffice 3.3.1 Draw Icon.png Draw[editar | editar código-fonte]

O LibreOffice Draw é um programa de editoração eletrônica e construção de desenhos vetoriais, semelhante ao CorelDRAW, da Corel.[21] Desde a versão 3.3 da suíte, o Draw é capaz de editar arquivos em PDF mantendo o seu layout,[22] além de também exportar outros trabalhos nesse formato e no formato SWF.[21] A importação de arquivos em PDF é possível em versões anteriores através da instalação de uma extensão chamada PDF Import,[23] que passou a ser incluída nativamente no pacote de instalação da suíte desde a versão 3.3.[22] Embora apresente semelhança com o CorelDRAW, o Draw não é compatível com seu formato de arquivo e utiliza o formato ODF como padrão.[21]

LibreOffice 3.3.1 Impress Icon.png Impress[editar | editar código-fonte]

LibreOffice Impress

O LibreOffice Impress é um programa de apresentação de slides similar ao Keynote, presente no iWork, e ao PowerPoint, encontrado na suíte da Microsoft, e destina-se a criar e a apresentar slides, sendo possível inserir plano de fundo, títulos, marcadores, imagens, vídeos, efeitos de transição de slides, dentre outras opções.[17]

O Impress suporta uma apresentação em múltiplos monitores.[24] O Impress é capaz de exportar apresentações em formato SWF, do Adobe Flash, sendo capaz de ser reproduzido em qualquer dispositivo suportado ou com o Adobe Flash Player instalado.[carece de fontes?] Suporta diversos formatos, incluindo os formatos padrões do PowerPoint, e utiliza o formato ODF como padrão, podendo também exportar os trabalhos realizados em PDF.[24] Porém, geralmente, há perda de formatação ao abrir um arquivo gerado pelo PowerPoint.

Na versão 3.3, o Impress passou a contar com um assistente para criação de slides, apontando diversas opções personalizáveis para facilitar na criação de um slide. O aplicativo também permite inserir contador de páginas, além de possuir marcadores para cada modificação e a possibilidade de inserção de comentários no texto.[17]

LibreOffice 3.3.1 Math Icon.png Math[editar | editar código-fonte]

O LibreOffice Math é um programa que auxilia na formatação de fórmulas científicas e matemáticas de maneira equivalente ao Equation Editor, ferramenta presente na suíte da Microsoft. De forma semelhante ao Equation Editor, pode-se trabalhar com o Math dentro dos outros aplicativos da suíte para formatar as fórmulas ou utilizá-lo como um aplicativo isolado dos demais. As formatações de fórmulas realizadas no aplicativo poderão ser salvas em formato ODF, em MathML, no formato do StarMath, no antigo formato padrão adotado pelo OpenOffice.org e também em PDF.[25]

LibreOffice 3.3.1 Writer Icon.png Writer[editar | editar código-fonte]

LibreOffice Writer

O LibreOffice Writer é o processador de textos da suíte, semelhante ao Word, presente na suíte de escritório Microsoft Office, ao WordPerfect, da Corel, e ao Pages, disponível no iWork. Assim como os demais programas semelhantes, utiliza o sistema WYSIWYG para a elaboração de textos complexos, com imagens e diversas opções de formatação.[17]

Um de seus atributos diferenciais é o reconhecimento nativo para leitura e escrita dos mais diversos tipos de arquivos desde a versão 2.0, sendo compatível com os arquivos padrões do Word, do StarWriter e do antigo formato do OpenOffice.org, embora utilize o formato ODF como padrão, que é suportado nativamente pelo Microsoft Office 2010 e também pelo WordPad do Windows 7, embora seja apenas um editor de textos.[26] [27] Também é possível com o Writer salvar o arquivo em formato PDF, permitindo que o documento seja aberto por qualquer leitor de PDF, como o Acrobat Reader e o Foxit Reader. Apesar de importar e exportar arquivos nos formatos padrões do Word, nem sempre toda a formatação do documento é mantida ao abrir o arquivo no Writer e vice-versa, deformando a característica original do documento.

O Writer pode ser utilizado para escrever textos curtos, como cartas e memorandos, textos longos, com imagens e gráficos, e até livros. O aplicativo também é um editor de HTML, sendo possível criar hiperligações e inserir outras características presentes nesse tipo de arquivo, embora essas características também possam ser mantidas ao salvar em outros formatos.[28]

Características[editar | editar código-fonte]

OpenDocument[editar | editar código-fonte]

O formato OpenDocument, conhecido também apenas pela sigla ODF, é um formato aberto e público utilizado para o compartilhamento de documentos de escritórios baseado em XML. Foi o primeiro a ser aprovado como norma ISO/IEC (ISO/IEC 26300), em 8 de maio de 2006.[29] Os aplicativos do BrOffice utilizam o formato ODF como padrão, embora seja possível configurá-lo para salvar os arquivos automaticamente em outros formatos.[30] Algumas extensões ODF são suportadas pelo Microsoft Office 2007, a partir do Service Pack 2 e, nativamente, pelo Microsoft Office 2010, além de serem suportadas, também, por outras suítes como o IBM Lotus Symphony, o KOffice e o Google Docs.[26] [31] [32] [33] Além das outras suítes, o WordPad presente no Windows 7, passou a adotar o formado ODF para a importação e a exportação de arquivos.[27] Apesar de existirem várias extensões ligadas ao ODF, seis delas são as mais comumente utilizadas.

Extensão de arquivo Descrição Aplicativo relacionado
ODB
Banco de dados ODF
Base
ODF
Fórmula ODF
Math
ODG
Desenho ODF
Draw
ODP
Apresentação ODF
Impress
ODS
Planilha ODF
Calc
ODT
Documento de texto ODF
Writer

Projetos desenvolvidos[editar | editar código-fonte]

Extensões[editar | editar código-fonte]

Por ser a versão traduzida do LibreOffice, o BrOffice possui uma série de extensões presentes por padrão desde a sua instalação e outras extensões podem ser instaladas posteriormente pelo usuário.[22] As extensões desenvolvidas para o OpenOffice.org, como o OpenOffice.org2GoogleDocs, também podem ser instaladas no BrOffice. As principais extensões desenvolvidas no Brasil são:

Dicionários temáticos[editar | editar código-fonte]

A comunidade do BrOffice também desenvolve diversos dicionários temáticos desde o final de 2005, disponibilizando os primeiros dicionários, de termos gaúchos e de termos nordestinos, em 10 de fevereiro de 2006. O trabalho de criação dos primeiros dicionários temáticos foi desenvolvido por Gustavo Buzzatti Pacheco e Raimundo Santos Moura.[37] Contando com catorze dicionários temáticos atualmente, o maior dicionário em termos é o de nomenclatura botânica, apresentando cerca de dez mil termos cadastrados.[38]

Tema do dicionário Responsável Número de termos
Botânica
André Luís de Gasper
10 000
Informática
Raimundo Santos Moura
6 000
Militar
Cristian Molina
3 191
Indígena
Alexandre Santos Aguiar
2 000
Jurídico
Roberto Carlos Martins Pires
1 752
Microbiologia
Gervásio Paulo da Silva
1 201
Eletroeletrônica
Noel Reis
1 100
Economia
Fábio Santos de Lima
771
Gaúcho
Gustavo Buzzatti Pacheco
350
Música
Alexandre Santos Aguiar
350
Nordestino
Raimundo Santos Moura
350
Florianopolitano
Joé José Dias
183
Química
Edilson Ferreira
35
Filatelia
Carlos Dalmiro Silva Soares
6

Referências

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  2. a b c d Conti, Fátima (20 de março de 2011). BrOffice.org - História. Universidade Federal do Pará. Página visitada em 1 de abril de 2011.
  3. Campos, Augusto; Almeida, Rubens Queiroz de (31 de outubro de 2005). OpenOffice Brasil. Dicas-L. Página visitada em 31 de março de 2011.
  4. Lettice, John (1 de maio de 2002). OpenOffice suite goes 1.0 (em inglês). The Register. Página visitada em 1 de abril de 2011.
  5. Campos, Augusto (8 de junho de 2004). Problema sério ameaça marca OpenOffice no Brasil. BR-Linux.org. Página visitada em 1 de abril de 2011.
  6. Fusco, Camila (27 de janeiro de 2006). Comunidade OpenOffice muda de nome no Brasil. Computerworld. Página visitada em 1 de abril de 2011.
  7. Filho, Cláudio Ferreira (28 de abril de 2007). Lançamento do BrOffice.org 2.2.0. BrOffice.org. Página visitada em 9 de abril de 2011.
  8. Oliveira, Caio Tiago (25 de junho de 2007). BrOffice.org 2.2.1!. BrOffice.org. Página visitada em 9 de abril de 2011.
  9. Kirk, Jeremy (2 de novembro de 2010). More contributors leave OpenOffice.org for LibreOffice (em inglês). Computerworld. Página visitada em 31 de março de 2011.
  10. a b Go-oo (2010). Your Office Suite (em inglês). Go-oo.org. Página visitada em 16 de abril de 2011.
  11. Oliveira, Luiz (20 de janeiro de 2011). TDF e LibreOffice na Campus Party. BrOffice.org. Página visitada em 31 de março de 2011.
  12. Oliveira, Luiz (25 de janeiro de 2011). O LibreOffice chegou. BrOffice.org. Página visitada em 31 de março de 2011.
  13. Cezar, Leonardo Henrique (17 de março de 2011). Ata da assembleia geral ordinária da Associação BrOffice.org – Projeto Brasil (PDF). BrOffice.org. Página visitada em 8 de abril de 2011.
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Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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