Braço do Norte

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Município de Braço do Norte
"Capital catarinense da moldura"
Igreja Nosso Senhor do Bonfim e outros templos católicos de Braço do Norte, pelo fotógrafo Heitor Cunha, em 1951

Igreja Nosso Senhor do Bonfim e outros templos católicos de Braço do Norte, pelo fotógrafo Heitor Cunha, em 1951
Bandeira de Braço do Norte
Brasão de Braço do Norte
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 22 de outubro
Fundação 22 de outubro de 1955 (59 anos)
Gentílico braçonortense
Prefeito(a) Ademir Matos (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Braço do Norte
Localização de Braço do Norte em Santa Catarina
Braço do Norte está localizado em: Brasil
Braço do Norte
Localização de Braço do Norte no Brasil
28° 16' 30" S 49° 09' 57" O28° 16' 30" S 49° 09' 57" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Sul Catarinense IBGE/2008 [1]
Microrregião Tubarão IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Rio Fortuna, Armazém, Gravatal, São Ludgero, Orleans e Grão Pará
Distância até a capital 173 km
Características geográficas
Área 221,311 km² (BR: 4008º)[2]
População 30 868 hab. (SC: 42º) –  estatistica. IBGE 2013[3]
Densidade 139,48 hab./km²
Altitude 75 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,778 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 434 006,777 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 15 012,86 IBGE/2008[5]
Página oficial

Braço do Norte é um município brasileiro localizado no sul do estado de Santa Catarina. Pertencente à mesorregião do Sul Catarinense e microrregião de Tubarão, localiza-se ao sul da capital do estado, distando desta cerca de 173 km. Ocupa uma área de 221,311 km² e sua população é 30 868 habitantes, segundo estimativa 2013 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,[3] sendo então o 42º mais populoso de Santa Catarina e o quarto de sua microrregião. A cidade é banhada pelo rio Braço do Norte.

A cidade de Braço do Norte foi desmembrada de Tubarão em 1955. Dela desmembraram-se:

História[editar | editar código-fonte]

Placa comemorativa, Praça Coronel Collaço. A data correta é 1862, não 1826!

Denominações[editar | editar código-fonte]

O município teve diferentes denominações, oficiais ou não:

  • Guerrilha, devido ao posseiro José Mariano Guerrilha (1839);
  • Quadro do Norte, devido ao formato de suas quadras, projeto do agrimensor Carlos Othon Schlappal, que projetou as largas ruas do centro, quando somente cargueiros (animais de carga, cavalos e muares) conseguiam transitar até o porto de Gravatal (1879). Os colonos estabelecidos em Braço do Norte, acompanhados pelo padre Guilherme Roer, estabeleceram-se onde é atualmente o centro de São Ludgero;
  • Collaçópolis, devido ao Coronel Collaço, de acordo com lei do ano 1926;
  • Braço do Norte, denominação definitiva fixada por lei do ano 1928.
Guerrilha Quadro do Norte Collaçópolis Braço do Norte
Fotografia aérea em 21 de abril de 2008. No canto inferior direito a ponte pensil sobre o rio Braço do Norte, unindo os bairros Centro e Lado da União. No centro inferior a Praça Coronel Collaço (formato triângulo-retangular) e no meio da foto a Igreja Nosso Senhor do Bonfim, no centro da Praça Padre Roer. No canto superior esquerdo está localizado o bairro Santa Augusta. Fotografia do bioquímico Roberto Pereira, Braço do Norte.

O médico e viajante alemão Robert Christian Avé-Lallemant esteve de 5 a 7 de junho de 1858 em Tubarão, onde foi hóspede do Coronel Collaço, que na época era capitão da Guarda Nacional. Partiu em 7 de junho de 1858 para Lages, passando por Pindotiba, na época chamada Raposa, e seguindo o Rio Tubarão até suas nascentes na Serra Geral. Sobre o início de sua viagem ao longo do rio Tubarão descreve: "... O braço principal do rio já está cultivado até Raposa; mas, a partir dali, tudo está no mato e no silêncio da natureza, embora aquelas brenhas ocultem maravilhosos pedaços de terra, capazes de melhor cultura. Há um braço setentrional do rio, com a sua zona florestal, inteiramente inaproveitado.[6] Dali parte uma via fluvial para o pequeníssimo tráfego do planalto.[7] O Braço do Norte reúne as mais belas terras de pastagem à planície do Capivari; ali está escondido o germe de uma colônia alemã, na qual fique em equilíbrio a lavoura e a criação de gado."[8]

Caminho dos Tropeiros - Serra do Imaruí[editar | editar código-fonte]

Na grafia antiga, Imaruí era grafado como Imaruhy e Maroim.[9]

Sobre a ligação entre o planalto serrano catarinense (Lages) e seu litoral sul (Laguna) estabelecem dois registros do historiador João Leonir Dall'Alba:

  • Talvez ainda na primeira metade do século XIX abriu-se nova serra e nova estrada, esta pela Serra do Imaruí, nome que lhe foi atribuído quase na certeza por tratar-se de estrada de tropas que contornava a lagoa de Imaruí e passava em Imaruí.[10]
  • Via de ligação entre o planalto serrano catarinense e o litoral, o caminho das tropas, aberto mais a casco que a picareta, conduz até o Porto de Gravatal ou diretamente à Lagoa de Imaruí. No caminho um único morador, no atual Lado da União, o famigerado ex-revolucionário Guerrilha. Isto por volta de 1840.[11]

Era a estrada dos serranos, ou estrada do Imaruí. Partindo da localidade que lhe deu o nome, passava nas proximidades do atual Braço do Norte e, alcançando e margeando o rio Laranjeiras, escalava os contrafortes da Serra Geral, pelas fraldas do Morro da Igreja. Estrada de tropas, mas de Gravatal a Braço do Norte prestava-se a carro de boi. O Gravatal, aliás, era um centro de irradiação de estradas: Para a serra, para Imaruí, para Teresópolis, para a vila de Tubarão. Sem contar sua via principal, o rio Capivari, que conduzia a maioria dos produtos coloniais para Laguna. A canoa era o meio de condução mais rápido e cômodo, largamente utilizada por todos. Canoas escavadas em grandes troncos, guarnecidas de tábuas na parte superior. Impulsionadas a remo, puxadas da praia ou, nos campos de Piratuba e da Laguna, tocadas a vela.[12]

Sesmarias Rabello e Miranda[editar | editar código-fonte]

Os atuais distritos de Barra do Norte (São Ludgero) e Ilhota (Orleans) foram as primeiras terras efetivamente ocupadas no vale do Braço do Norte, por duas famílias que obtiveram grandes extensões de terra, ca. 1840: as sesmarias dos Rabello e dos Miranda. No Arquivo Nacional, documento 54 da caixa 1148, lavra de João Leonir Dall'Alba,[13] consta: "Terra do Rabello". A primitiva concessão, na foz do rio Braço do Norte com o Tubarão, limitava-se com estes rios. Subia o Tubarão, até alcançar a linha Miranda, e o Braço do Norte, até o rio Mar Grosso. Em 1860 já fora subdividida entre herdeiros: na Barra do Norte, Francisco Rabello Vieira. Seguia-se-lhe, Tubarão acima, José Antônio Amorim, Manuel Pereira Gomes, Ana Carolina de Figueiredo, Ana Garcia e Manuel Domingos de Oliveira. Em frente, na outra margem, morava Marcos Fernandes.

Antes porém, em 1807, uma sesmaria tinha sido concedida a José de Souza Pacheco, na margem direita do rio Tubarão, na região do atual Pindotiba.

Sesmaria Gaspar Xavier Neves[editar | editar código-fonte]

Na confluência do rio Bonito com o rio Braço do Norte havia uma sesmaria do coronel Gaspar Xavier Neves, desde o rio Capivari (em Gravatal).[14] Foi um sesmeiro que não se instalou nestas suas terras e nem seus descendentes lá estiveram. O agrimensor Carlos Othon Schlappal relata que "estas terras foram deixadas em mata, também pelos herdeiros".[15] A rodovia SC-438 entre o bairro Trevo de Braço do Norte seguindo para Gravatal percorre suas antigas terras, sobre o caminho aberto pelos tropeiros da Serra do Imaruí.

O agrimensor Carlos Othon Schlappal[editar | editar código-fonte]

Sobre a planta da sede de Braço do Norte, o documento 8-81 de João Leonir Dall'Alba no seu livro "O Vale do Braço do Norte" relata:[16] "Memorial e explicação da planta da sede da colônia do Rio Braço do Norte, no município de Tubarão, Província de Santa Catarina, pelo engenheiro Carlos Othon Schlappal, 1881:

Ocupando a colônia do rio Braço do Norte desde a junção do dito rio com o Tubarão, o seu vale em ambas as margens, numa extensão de 70 km, sem ter ficado um terreno reservado para a sede do referido núcleo colonial, e tendo um lugar muito próprio para este fim, de propriedade particular, dirigi-me respeitosamente em 15 de janeiro de 1879 ao Exmo. Sr. Presidente da Província, fazendo Sua Excia. ciente da conveniência de efetuar a troca com particulares, por terras pertencentes ao Estado, do lugar onde deve ser a sede do referido núcleo colonial. Por ofício da Presidência de 15 de maio do mesmo ano em resposta ao meu dito Ofício, foi-me enviado por cópia o Aviso do Ministro da Agricultura de 30 de abril do mesmo ano, autorizando a efetuar a referida troca, por terrenos pertencentes ao Estado, para fundar a dita sede, cuja troca, achando-se realizada com Luís Nazário Correia e Francisco de Oliveira Sousa, conforme planta e Ofício que tive honra de dirigir à Presidência, em 18 de outubro de 1879, sendo de uma área de 193.600 m2.

A sede acha-se dividida em 89 lotes urbanos, conforme a tabela junta, as ruas com 20 m de largura, e a praça de um quadrado de 220 m de lado.

A planta junto, de que remeti um exemplar à Inspetoria Geral de Terras e Colonização, em 14 de outubro de 1879, que acompanhava o meu projeto, o qual foi aprovado em 17 de dezembro de 1879, e assim tenho efetuada a medição e divisão dos lotes urbanos, que devem ser vendidos por conta do Estado aos requerentes que ali querem edificar casas."

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Ano Dia e mês Evento
1494 7 de junho Assinatura do Tratado de Tordesilhas
1500 22 de abril O navegador português Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil. O evento marca o início dos registros escritos sobre o território brasileiro, devido a Pero Vaz de Caminha
1534 — 1536 Criação da Capitania de Santana
1605 Os padres jesuitas João Lobato e Jerônimo Rodrigues contactam o cacique Tub-nharô[17]
1676 Domingos de Brito Peixoto funda o povoado de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, o terceiro mais antigo da Capitania de Santana, ao qual pertencia o atual território de Braço do Norte, bem como todo o sul do atual estado de Santa Catarina, e também a maior parte do litoral do atual estado do Rio Grande do Sul. A região permanece aproximadamente por mais dois séculos domínio exclusivo de seus primitivos habitantes, os índios carijós, denominados bugres pelos imigrantes europeus
1714 Santo Antônio dos Anjos da Laguna foi elevada à categoria de vila, correspondendo na época à fundação do município
1738 11 de agosto É criada a Capitania de Santa Catarina
1739 7 de março É instalada a Capitania de Santa Catarina, com a posse do governador, José da Silva Pais
1749 20 de junho É criada a ouvidoria de Santa Catarina, sediada em Desterro, com jurisdição desde o sul da vila de São Francisco do Sul (subordinada à ouvidoria de Paranaguá) até o limite sul do domínio lusitano[18]
1774 5 de agosto Onde atualmente localiza-se a área central de Tubarão são concedidas as duas primeiras sesmarias[19]
1807 1 de agosto A primeira sesmaria no interior de Tubarão é concedida a José de Sousa Pacheco, conhecida como Sesmaria dos Pacheco[20]
1821 28 de fevereiro A Capitania de Santa Catarina torna-se Província de Santa Catarina
1833 23 de agosto É criado o distrito de São João Batista de Imaruí, ao qual passou a pertencer o atual território de Braço do Norte
1835 20 de setembro Eclode a Guerra dos Farrapos
1838 As forças legalistas, lideradas por Manuel dos Santos Loureiro, entram em Lages, expulsando os rebeldes farroupilhas. Foi possivelmente nesta época que José Mariano Guerrilha evadiu-se de Lages, na mesma época em que também evadiu-se para o litoral sul-catarinense uma parte da família de Antônio da Silva Ribeiro, tio de Anita Garibaldi
27 de outubro Ordem do presidente da província, João Carlos Pardal, sobre a criação de dois distritos coloniais, de duas léguas em quadro cada um, nas margens do rio Braço do Norte, distrito de Imaruí, Vila da Laguna, na direção do caminho aberto recentemente para a Vila de Lages. Os dois distritos eram fronteiros um ao outro, separados pelo rio Braço do Norte[21]
1839 14 de março Parecer da Comissão de Colonização, da qual fazia parte Jerônimo Coelho, reconhece a conformidade da ordem de 27 de outubro do ano anterior
29 de julho Proclamação da República Juliana
15 de novembro Termina a República Juliana, com a retomada de Laguna pelas forças imperiais
José Mariano Guerrilha (também referenciado como Manuel Guerrilha), paulista, proveniente de Lages, fugindo com os rebeldes farroupilhas, após a entrada das forças legalistas em 1838, estabelece-se com venda e pousada de tropas à margem direita do Rio Braço do Norte, no "Caminho Lageano" ou "Caminho do Imaruí", no atual bairro Lado da União, ocupando terras como posseiro. Foi assassinado em sua casa, entre os anos 1846 a 1849, responsável pelo assassinato de diversos tropeiros, hóspedes de sua estalagem. A ele Braço do Norte deve sua primeira denominação: Guerrilha
O primeiro morador fixado oficialmente no vale, na confluência do rio Braço do Norte com o rio Tubarão, na margem direita, foi Francisco Rabello. Em 1839, pouco mais ou menos, requereu meia légua quadrada, isto é, 1500 braças de frente, por 3000 braças de fundo. Requereu ao mesmo tempo com o sr. Pedro Miranda (na margem do Tubarão), e foi-lhe concedida ao mesmo tempo. A primeira marcação foi em seu tempo. Foi medida judicialmente em 1861, isto é, 22 anos depois que requereu as terras. Primeiro pediu o rumo NE, como divisão entre ele e o Miranda. Porém, quando feita a medição judicialmente, pediu mudança para o norte, e assim foi demarcada. Rabello gastou um conto de réis nessa medição judicial. Morreu em 1871, mais ou menos. Deixou a viúva, que mora ainda na mesma terra. Deixou também quatro filhos: João, casado; Joaquina, casada com um francês de nome Tomás; Antônio de Meio, casado; Maria, casada com Jesuíno Gordo. A partilha entre esses herdeiros está feita, e cada um está de posse de sua terra. Isto foi escrito em 1881[22] . As terras de Rabello e Miranda foram, por exemplo, marcos na medição das áreas da Colônia Grão Pará;[23]
1845 1 de março Termina a Guerra dos Farrapos
1846 — 1849 É assassinado José Mariano Guerrilha
1847 15 de abril A região passa a pertencer à cidade de Santo Antônio dos Anjos da Laguna
1849 A Igreja em Santa Catarina compreendia um arcipreste e 21 freguesias, divididas em 4 comarcas, sendo a da Laguna composta por 4 freguesias: Santo Antônio dos Anjos, Tubarão, Imaruí e Vila Nova[24]
1858 5 a 7 de junho Em viagem a cavalo de Desterro a Lages, o médico e viajante alemão Robert Christian Avé-Lallemant foi hospede de Luís Martins Collaço em Tubarão. Observou que "... Através de uma grande planície, coberta em parte de mato e em parte de relva, ao sopé da próxima serra, além do Tubarão, corre o Capivari, afluente navegável do Tubarão. A terra, ali, ainda está disponível; daria magnífico solo para uma colônia, que teria no rio uma adequada via de exportação. Que bela vista oferecerá esta magnífica região do Tubarão cem ou duzentos anos mais tarde, quando a cultura realizar aqui a sua grande obra de reforma e naquela esplêndida planície, naquelas serras pitorescas, até nos últimos desfiladeiros, o esforço humano tiver engastado um monumento no outro sob a forma de aldeias, quintas, sítios e fábricas!" Isto virá a se realizar duas décadas depois, pela intervenção direta de Luís Martins Collaço e do padre Guilherme Roer[25]
1862 Tomás Pinto interna-se nas matas do Vale do Braço do Norte, fugindo da justiça, após cometer um crime de morte em Desterro. Acompanham-no Manuel Guerrilha, José Marcolino da Rosa, Manuel Nazário Correia e Leandro Demétrio, com as respectivas famílias. Em discurso na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em 19 de outubro de 1953, por ocasião do pleito de criação do município de Braço do Norte, o deputado Frederico Kuerten tece breve relato sobre a vida dos cinco fundadores:
  • Tomás Pinto. Faleceu alguns anos depois, e seu filho João Tomás Pinto ainda encontra-se por lá
  • José Marcolino da Rosa. Teve alguns descendentes, sendo Luís Marcolino Rosa o único que permaneceu na região
  • Leandro Demétrio. Seus filhos Júlio e José foram para outro lugar. A viúva de José voltou e vive em situação na região
  • Manuel Guerrilha. Teve três filhas. Morava separado dos outros companheiros, na margem direita do Rio Braço do Norte. (Obs: Este é na verdade José Mariano Guerrilha, assassinado nos anos 1846 — 1849!)
  • Manuel Nazário Correia. Dentre seus companheiros foi o que mais prosperou. Apossou-se das terras que atualmente correspondem ao centro do município
1870 27 de maio Lei provincial n° 635 - Braço do Norte passa a pertencer ao município de Tubarão, devido ao desmembramento deste de Laguna
1872 21 de outubro[26] Cinquenta e duas famílias de colonos provenientes da Colônia Teresópolis, guiadas pelo padre Guilherme Roer à procura de terras férteis, requerem terras ao Imperador Dom Pedro II.
1873 6 de maio É emitido um despacho do Ministério da Agricultura, permitindo a cessão de terrenos às 52 famílias de colonos. Provavelmente em julho tenham chegado os primeiros deles para a derrubada de árvores e construção de ranchos. As primeiras famílias estabelecem-se antes do fim do ano. Até a escolha da sede, em 1878, e sua demarcação e venda a partir de 1879, os colonos habitavam o atual município de São Ludgero, onde o padre Roer rezou a primeira missa
1874 No início do ano as 52 famílias estabelecem-se no vale, totalizando umas trezentas pessoas. Francisco de Oliveira Sousa, mais conhecido como Chico Galego, instala a primeira casa de negócios, em terras compradas dos Nazário, na margem do rio, em frente ao local denominado Guerrilha
20 de maio Lei Imperial n° 740 autoriza a construção da Estrada de Ferro Donna Thereza Christina, entre os atuais municípios de Imbituba e Lauro Müller
22 de junho Em ofício destinado ao presidente da província João Tomé da Silva, o agrimensor João Carlos Greenhalgh relata sobre o orçamento necessário para os reparos necessários à estrada da vila de Tubarão ao núcleo colonial de Braço do Norte. De acordo com seu ofício, "da barra do Braço do Norte ao rio Pequeno não existe estrada e nem ao menos caminhos".[27]
16 de dezembro O engenheiro João Carlos Greenhalgh pede autorização ao presidente da província, João Tomé da Silva, para que a comissão possa proceder os trabalhos de medição dos lotes destinados aos alemães no rio Braço do Norte
1876 21 de novembro Portaria do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas indica uma comissão com a tarefa específica de localizar e medir terras devolutas na região sul de Santa Catarina, resultando na fundação da Colônia Azambuja pelo engenheiro Joaquim Vieira Ferreira.[28]
1877 10 de novembro Edital do engenheiro Carlos Othon Schlappal, lavrado no Rio Braço do Norte:
"Edital
O Engenheiro Carlos Othon Schlappal nomeado pelo Governo Imperial, para verificar a medição de lotes coloniaes nos valles dos rios Braço do Norte e Capivary, e ahi discriminar as terras do dominio Publico das do particular e Juiz Commissario ad hoc. Faz publico q. ninguem pode abrir picada, medir e demarcar em terras devolutas, ainda que sejão requeridas ou para requerer, sem serem de definitiva propriedade nas respectivas zonas, sem que para isso sejão autorisados pelo Governo: os contraventores serão sujeitos ao Artº 2º 2 § unico da Lei nº 601 de 18 de Setembro de 1850. E para que chega ao conhecimento de todos, mandei afixar o presente Edital nos lugares mais publicos.
Rio Braço do Norte em 10 de Novembro de 1877.
O Engenheiro
Carlos Othon Schlappal"[29]
Nesta época o engenheiro Joaquim Vieira Ferreira estava medindo as terras da Colônia Azambuja. Sua família morava em Pedrinhas, próximo à Barra do Norte. Seu filho relata[30] : "Pela estrada não passavam só as tropas que vinham da serra, mas também os cargueiros em que os alemães do Braço do Norte levavam a Tubarão os produtos de suas lavouras e as linguiças de sua salsicharia. Vendiam um pão de milho amassado com alguma farinha de trigo à moda portuguesa."
A província de Santa Catarina é dividida em quatro comarcas eclesiásticas, sendo a da Laguna composta pelas freguesias de "S. Antonio dos Anjos da cidade da Laguna, S. Anna de Villa Nova, N. S. da Piedade do Tubarão, São João d'Imaruhi, e N. S. Mãe dos Homens do Araranguá"[31]
1878 Criado um sub-distrito policial, passo fundamental para a organização administrativa do vale
O agrimensor Carlos Othon Schlappal escolhe terras em mata, para um futuro povoado, centro administrativo e religioso de todo o vale
1879 3 de maio Zeferino José de Mattos pede a compra de trezentos e trinta metros de terra de frente, no rio de Braço do Norte, nos fundos do lote colonial pertencente a seu pai José da Silva Mattos, com fundos até a extrema das terras de Gaspar Xavier Neves.[32]
25 de agosto A população dos colonos alemães é de 78 famílias, com 468 almas, e 44 famílias de colonos nacionais, com 248 almas, o que perfaz o total da população de 716 indivíduos[33]
14 de outubro Relatório de Carlos Othon Schlappal mapeia o local da sede da colônia, incorporando-o à província mediante a aquisição de terras pertencentes a Luís Nazário e Francisco de Oliveira Sousa. Por ser um quadrado de terras reservado para lotes urbanos, foi designado por Quadro, nome que substituiu o de Guerrilha. A sede foi dividida em 89 lotes urbanos, as ruas com 20 m de largura, e a praça com um quadrado de 220 m de lado. São Ludgero, onde as 52 famílias instalaram-se, continuou a ser designada como Braço do Norte, e mais tarde como "colônia"
1881 Documento de Charles Mitchell Smith Leslie, sobre a medição das terras do patrimônio dotal da Princesa Isabel, com os seguintes dados:

"Divisão da posse de Luis Nazário Correia, em que se acha colocada a sede da colônia de Braço do Norte: Luis Nazário Correia requereu do governo, em frente ao lugar outrora denominado Guerrilha, 1.500 braças de frente pelo rio, por 600 braças, mais ou menos, de fundo. Ele vendeu estas 1.500 braças em lotes, a diversas pessoas que hoje estão de posse:[34]

Posseiro Lote
(braças de frente)
Observação
Alexandre Campos 200
Amorim 200
Nazarinho 200
Severino Francisco de Matos 80
Francisco de Souza 120
Luis Nazário Correia 150 Estas duzentas braças pelo rio, com duzentas de fundo, formam hoje a sede de Braço do Norte
Francisco de Oliveira Sousa 50
Custódio Gordo 110
Manuel Nazário 150
Custódio Gordo 240
A população em 1881 é de aproximadamente 920 almas[35]
De acordo com Joaquim Caetano Pinto Júnior, a população da frequesia do Tubarão é de 13 mil almas, sendo 2 mil pertencentes à Colônia Azambuja e 1 mil à colônia alemã de Braço do Norte[36]
1882 2 de dezembro Fundação da Colônia Grão Pará, com escritório estabelecido provisoriamente no Quadro
1884 1 de setembro Inauguração da Estrada de Ferro Donna Thereza Christina
27 de dezembro Passagem do Conde d'Eu por Braço do Norte, ao deslocar-se de Orleans a Grão Pará[37]
1887 7 de maio Fundação do município de São Joaquim. Uma ligação do planalto com o litoral, através da Serra do Imaruí, passa por Braço do Norte
22 de agosto Inauguração da Capela de Santa Augusta
1888 2 de outubro Lei n° 1217 - Criação do Distrito de Paz do Braço do Norte
1889 15 de novembro Proclamação da República do Brasil
1892 9 de março[38] O padre Carlos Boegershausen visita a Capela do Senhor Jesus do Bomfim e de São José, em Braço do Norte
17 de maio Decreto n° 152 - Legislação de criação do distrito, subordinado a Tubarão
1893 fevereiro a
agosto de 1895[39]
Durante a Revolução Federalista, mais proximamente ao seu término, colonos e guerrrilheiros foram mortos em Braço do Norte. Na praça central foi morto José Voss, e nas imediações da ponte de arame, também no centro, foram mortos Huberto Venke e os irmãos Dimon. Foram fuzilados quando em fuga a nado no rio Braço do Norte. Em São José, no caminho para Rio Fortuna, foi morto um filho aleijado do velho Borgert.
16 de agosto Lei n° 13 - A Câmara Municipal de Tubarão concede uma área de 440 metros quadrados em Quadro do Norte, para patrimônio da sede do distrito
24 de agosto Nascimento de Nicolau Gesing
31 de dezembro Nascimento de Huberto Rohden
1895 9 de maio[40] José Cláudio de Santana[41] é designado chefe escolar da escola mista municipal da sede de Braço do Norte ou Capela do Nosso Senhor do Bomfim, da qual era professor Manuel Barbosa Cabral
1902 3 de outubro Resolução 719 - Criação do Distrito Policial
1909 julho[42] Visita pastoral do bispo João Becker
1914 28 de julho Início da Primeira Guerra Mundial
1916 28 de março Nascimento de Frederico Hobold, Arcebispo Metropolitano de Florianópolis. Faleceu em Florianópolis, em 12 de março de 1970
Visita pastoral de Dom Joaquim, vindo de Florianópolis a cavalo. Celebrou 224 crismas. Viajou de 8 de maio a 30 de agosto[43] [44]
1917 Curato
1918 11 de novembro Fim da Primeira Guerra Mundial
1924 Construção da escola paroquial, sendo seu primeiro professor Pedro Scharf
1926 10 de junho Lei Municipal n° 142 - O distrito é oficialmente denominado Collaçópolis, em homenagem ao coronel da Guarda Nacional Luís Martins Collaço
1928 26 de junho Lei n° 149 - Denominação definitiva de Braço do Norte
1929 É formada uma comissão para construção da torre e alargamento da igreja. Decidiu-se então pela construção de uma nova igreja, que é a atual, na praça Padre Roer
1930 31 de janeiro[45] A Prefeitura Municipal de Tubarão apresentou a arrecadação (na época Braço do Norte e as outras localidades eram distritos de Tubarão):
  • Tubarão - 1:737$000
  • Gravatal - 355$000, desmembrado de Tubarão em 20 de dezembro de 1961
  • Capivary - 210$000, desmembrado de Tubarão em 30 de março de 1992
  • Rio Fortuna - 125$000, desmembrado de Braço do Norte em 21 de junho de 1958
  • Braço do Norte - 1:402$000 (Um conto e 402 mil réis), desmembrado de Tubarão em 22 de outubro de 1955
  • Pedras Grandes - 67$500, desmembrado de Tubarão em 20 de dezembro de 1961
  • Azambuja - 22$500, pertencente a Pedras Grandes
  • 13 de Maio - 60$000, desmembrado de Tubarão em 20 de dezembro de 1961
1 de março[46] Nas eleições havia 173 votantes, não ocorrendo abstinência. Os quatro candidatos listados a seguir obtiveram 173 votos, o que demonstra o rígido controle político do coronelismo na região:
3 de outubro[47] Pedro Philippi e seu pai, de Braço do Norte, integram a tropa de civis na revolução de 1930, que partindo de Torres invadem Santa Catarina
9 a 16 de outubro[48] As tropas revolucionárias comandadas por Trifino Correia estabelecem seu quartel-general em Braço do Norte
27 de outubro[49] Ligadas as chaves da primeira usina elétrica, propriedade do então intendente Teodoro Bernardo Schlickmann
A escola paroquial é transformada pelo governo em Grupo Escolar Dom Joaquim, com 4 professores
Visita pastoral de Dom Joaquim, viajando de 18 de janeiro a 28 de fevereiro. Na paróquia de Quadro do Norte realiza 2589 crismas[50]
1931 7 de setembro É lançada a pedra fundamental da Igreja Nosso Senhor do Bonfim
1932 janeiro Concluídos os fundamentos da Igreja Nosso Senhor do Bonfim
1933 Conclusão da torre direita da Igreja Nosso Senhor do Bonfim
Instala-se em Braço do Norte o médico charlatão André Kirialege, judeu da Tchecoslováquia, onde permaneceu atuando como médico até 1935
1936 É formada uma comissão pró hospital, presidida por Teodoro Bernardo Schlickmann, sendo o padre Jacó Luís Nebel presidente de honra. O hospital provisório foi instalado na casa anteriormente alugada pelo falso médico. Sem médico nem enfermeira, foi contratada a senhora Rosa Schroeder, parteira de Armazém, permanecendo até 1940. Nesta época o hospital provisório foi assistido por alguns médicos, dentre eles Miguel de Patta e Azan
1937 A comissão pró-hospital, presidida então por Bernardo Francisco Locks, decide-se pela construção de um prédio próprio
1938 Feitura e assinatura dos estatutos do futuro hospital
Continuam a circular na imprensa queixas contra o terço em alemão. É publicado um aviso indicando que as inscrições nos cruzeiros em frente às igrejas sejam redigidos em português
1939 1 de setembro Início da Segunda Guerra Mundial
1940 Visita pastoral de Dom Joaquim, agora de automóvel
1941 Instala-se o médico recém formado Hernesto Essenfeld
1942 24 de julho É lançada a pedra fundamental do Hospital Santa Terezinha, sob a presidência de Oswaldo Westphal, em terreno doado por Jacó Batista Uliano, anteriormente de propriedade da firma Pinho e Cia
23 de outubro O vigário é detido por ordem do Secretário da Segurança Social e Política, retornando a Braço do Norte somente em 23 de dezembro
1943 Primeira tentativa de criação do município, desmembrando-o de Tubarão. Pedro Michels e Dorvalino Locks viajam a Florianópolis, a fim de discutir suas pretenções com o interventor Nereu Ramos, porém esta primeira tentativa de emancipação política foi frustrada
1944 6 de agosto Inauguração do Grupo Escolar Dom Joaquim Domingues de Oliveira
1945 2 de setembro Fim da Segunda Guerra Mundial
1949 fevereiro Chegaram as duas primeiras irmãs do Instituto Coração de Jesus, irmã Sofia e irmã Dária, vindas do Rio de Janeiro
Retira-se de Braço do Norte o médico Davi Cutim (falecido em São Paulo em 11 de fevereiro de 2011, com 97 anos de idade)[51] . Instala-se em Braço do Norte o médico Luís Mello
1950 Braço do Norte torna-se paróquia, tendo sido curato desde 1917. É iniciada a construção da casa paroquial
1951 30 de setembro É benzida a nova matriz. As estátuas de madeira foram feitas pelo italiano Artur Pederzoli
Instala-se em Braço do Norte o médico recém formado Oswaldo Dick, após ter-se retirado o médico Luís Mello
Início da trasladação do antigo para o atual Cemitério Municipal de Braço do Norte
1952 Visita pastoral de Dom Joaquim, desta vez deslocando-se de avião. Decolou de Florianópolis em 27 de novembro, com destino a Tubarão. Retornou em 23 de dezembro.
Inauguração da casa paroquial
Demolição do prédio antigo do Grupo Escolar Dom Joaquim
1953 31 de dezembro Lei n° 1022 - Criação do Município de Braço do Norte, constituído de dois distritos: Braço do Norte e Rio Fortuna[52] . O tenente Pedro Nogueira de Castro foi indicado pelo governador Irineu Bornhausen como prefeito provisório
1954 15 de novembro Dorvalino Locks assume a prefeitura municipal, permanecendo no cargo até 22 de junho de 1955
28 de dezembro Criação da Diocese de Tubarão, desmembrada da Arquidiocese de Florianópolis. O primeiro bispo foi Dom Anselmo Pietrulla, de 11 de maio de 1955 a 17 de setembro de 1981
Estabelece-se em Braço do Norte o médico Vilson Lapa
1955 22 de junho A criação do município é declarada inconstitucional, e Braço do Norte volta a ser distrito de Tubarão
22 de outubro Lei n° 231 - Criado novamente o município de Braço do Norte, desta feita definitivamente
26 de novembro Instalação do município, constituído de dois distritos: Braço do Norte (sede) e Rio Fortuna
1958 21 de junho Lei estadual n° 348 - O município de Rio Fortuna é desmembrado de Braço do Norte[53]
1959 10 de maio Criação da comarca de Braço do Norte
1962 12 de junho Lei n° 829 - O município de São Ludgero é desmembrado de Braço do Norte
1972 Inauguração do asfaltamento da estrada Braço do Norte - Gravatal, trecho da SC-438
1974 24 de março A grande enchente destrói definitivamente o trecho da Estrada de Ferro Donna Thereza Christina entre Tubarão e Lauro Müller
1999 20 de novembro Lei n° 11227 - São desmembrados do município de Orleans e anexados ao município de Braço do Norte os bairros: Lado da União, Rio Glória Baixo, Rio Glória Alto (anexação parcial) e Rio Cachorrinhos. A área anexada abrange 29,71&nbsp km²
2001 25 de outubro Lei n° 11956 - O município é oficialmente reconhecido como Capital Catarinense da Moldura

Lei de criação do município[editar | editar código-fonte]

Lei n° 231, de 22 de outubro de 1955.[54] Cria o município de Braço do Norte, da qual são transcritos aqui os dois primeiros artigos:

  • 1° — Fica, de conformidade com a Resolução n° 24, de 28 de julho do corrente ano, da Câmara Municipal de Tubarão, sobre desmembramento de seu território, criado o município de Braço do Norte, com sede na vila do mesmo nome.
  • 2° — O município criado por esta lei terá os seguintes limites:
    • a) — com o município de Bom Retiro: começa na nascente do Rio Pequeno, na Serra Geral, e segue pelos taimbé desta serra até a nascente do Rio Santo Antônio;
    • b) — com o município da Palhoça: começa na nascente do Rio Santo Antônio, na Serra Geral, desce por ele até a sua foz no Rio do Meio; por este abaixo até desembocar no Rio Braço do Norte; sobe por este até a foz do Rio Felícia; por este acima até a sua nascente; continua por uma linha seca até alcançar a mais alta nascente do Rio Sete;
    • c) — com o município de Imaruí: começa na mais alta nascente do Rio Sete e segue pelo divisor de águas dos afluentes dos rios Braço do Norte e Capivarí até alcançar a mais alta nascente do Rio Pinto; desce por este até a sua foz no Rio Gabiroba; por este abaixo até encontrar a foz do Rio Indaial;
    • d) — com o município de Tubarão: partindo da foz do Rio Indaial, segue por uma linha seca até encontrar o ponto mais próximo do divisor de águas dos rio Braço do Norte e Capivarí, entre os rios Carolina e Peroba, segue por este divisor até a mais alta nascente do Rio Corujas; desce por este até receber o Rio Bom Retiro; segue por este até a sua mais alta nascente, na Serra do Bom Retiro; continua por esta até a mais alta nascente do Rio do Pouso; continua, ainda, por uma linha seca até a nascente da Sanga dos Mendes; por esta até a sua foz no Rio Braço do Norte;
    • e) — com o município de Orleans: começa na foz da Sanga dos Mendes, no Rio Braço do Norte, por este até a foz do Rio Pequeno; sobe por este até a sua nascente na Serra Geral.

Guia do Estado de S. Catharina, 1941[editar | editar código-fonte]

No Guia do Estado de S. Catharina, 2º Volume: Parte Comercial, 1941, publicado pela Livraria Central de Alberto Entres, Florianópolis,[55] há diversas informações relativas a Braço do Norte, quando ainda distrito de Tubarão. A partir da página 431 colhe-se as informações relativas a Braço do Norte: o prefeito municipal era Marcolino Martins Cabral, sendo intendente distrital de Braço do Norte Bernardo Francisco Locks. Era escrivão de paz Pedro Teixeira Collaço, e a iluminação pública por luz elétrica de origem hidráulica era fornecida por Teodoro Bernardo Schlickmann. A linha de ônibus Tubarão - Braço do Norte estava a cargo de Inocêncio & Schlickmann, todos os dias, saindo de Braço do Norte as 5 horas da manhã e partindo de Tubarão as 15 horas, após a chegada dos trens da Estrada de Ferro Donna Thereza Christina. Segue então uma lista com o título, Comércio, Indústria e Profissão, selecionando-se os relativos a Braço do Norte:

  • Café-bar: Germano Kuerten
  • Casas comerciais de diversos gêneros e artigos: Alexandre Sandrini, Domício Zapelini, Eleutério Eduardo Germano, Fernando Kindermann, Jacó Brüning, José Manuel Mendes, João Augusto da Cunha, Júlio Manuel Mendes, Otávio Losso, Pascoina Sandrini, Teodoro Bernardo Schlickmann
  • Dentistas: Frederico Kuerten
  • Empresas de transporte: Bertino Schlickmann, Conrado Niehues, Inocêncio & Schlickmann, João Tomás Fraga
  • Farmácias: Demétrio Paulo da Silva Medeiros
  • Fábricas: Aguardente - Francisco Brüning, Jacó Bernardo Ruh, José Schlickmann, Martins & Irmão; Banha - Bernardo Blömer, Bernardo Felipe, Francisco Martins da Fonseca; Bebidas: Lauro Koch, Pascoina Sandrini; Empresa elétrica - Teodoro Bernardo Schlickmann; Fécula - Benjamin Bianchini; Laticínios - H. Sandrini & Cia; Marcenaria - Oswaldo Westphal
  • Hotéis: João Ângelo, José Speck
  • Marcenarias: Guilherme Daufenbach
  • Médicos: Paulo Batista Rombo Benoni
  • Oficinas mecânicas: João Jacó Uliano (filho de Jacó Batista Uliano), Oswaldo Westphal
  • Padarias e confeitarias: Elias Garbelotto, Francisco Locks
  • Sapatarias: Arcângelo Volpato, Eleotério Eduardo Germano, Jacó Ghizoni, João Jacó Uliano

Desta lista também fazem parte anúncios em destaque:

  • João Jacó Uliano: Estabelecido com uma bem montada oficina mecânica. Concertos de automóveis, motocicletas, etc
  • Otávio Losso: Casa de ferragens, tintas e gêneros alimentícios
  • Fernando Kindermann: Casa de ferragens, louças e gêneros alimentícios
  • Oswaldo Westphal: Estabelecido com uma bem montada oficina mecânica. Especializado em obras para construções e carrocerias de caminhões. Mantém em depósito grande quantidade de madeiras secas para atender com rapidez qualquer encomenda do ramo
  • Domício Zapelini: Casa de gêneros alimentícios. Compra e vende gêneros do país (errata página 532)
  • Gabinete dentário de Frederico Kuerten: Os trabalhos são executados pelo sistema mais moderno. Consultório em sua residência à Praça Padre Roehr
  • Sapataria Futurista Jacó Ghizoni: Grande stock de calçados de fábricas. Os calçados de sua fabricação são em couros de 1ª qualidade por preços reduzidos
  • Alexandre Sandrini: Casa de fazendas, armarinhos e miudezas. Agente da Empresa Auto-Viação Urussanga
  • Teodoro Bernardo Schlickmann: Casa de fazendas, armarinhos, secos e molhados. Correspondente dos Bancos Nacional do Comércio e Indústria e Comércio de Santa Catarina

Em páginas relativas a outros municípios estão erroneamente localizadas as inserções comerciais:

  • P. 398: Lucas Kindermann. Estabelecido com bar e salão de Snoocker
  • P. 398: Banha de porco refinada marca "Buss". Fabricada com o máximo escrúpulo, alva e consistente. Fabricante e exportador: Buss Irmãos e Cia
  • P. 402: Martins Irmãos. Estabelecidos com torrefação e moagem de café e com fábrica de aguardente. Emprega-se os melhores cafés do Rio (de Janeiro) e da Ilha (Florianópolis). Está apto para atender a qualquer pedido do sul do estado
  • P. 402: Brognoli Sandrini. Estabelecidos com casa de gêneros alimentícios e muidesas, fábrica de gasosas de frutas e do afamado vinagre saboroso, analisado pelo Laboratório Bromatológico do Rio Grande do Sul, sob nº 1084, contém 4 ácidos

Poder Executivo[editar | editar código-fonte]

Eleições 2012[editar | editar código-fonte]

Nas eleições municipais no Brasil em 2012, ocorridas em 7 de outubro de 2012, foi eleito prefeito de Braço do Norte Ademir Matos, com 52,53 % dos votos válidos.[56]

Poder Legislativo[editar | editar código-fonte]

Ver vereadores de Braço do Norte.

Mídia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população é estimada em 27 730 habitantes (IBGE/2007), vivendo numa área de 223,91 km².

O Vale do Braço do Norte tem início na Barra do Norte (afluência do Rio Braço do Norte no Rio Tubarão), no município de São Ludgero, e estende-se até o município de Anitápolis.

A distância até a capital Florianópolis é de 170 km, seguindo inicialmente no sentido sul até Tubarão e então no sentido norte pela BR-101. A distância até a capital pode ser reduzida a 150 km, partindo de Braço do Norte a Rio Fortuna, passando por São Bonifácio, e prosseguindo então pela BR-282 até Florianópolis. O inconveniente deste percurso são os 48 km entre Rio Fortuna e São Bonifácio, pois a estrada é em leito natural e repleta de curvas.

Ligações rodoviárias regionais[editar | editar código-fonte]

Municípios fronteiriços. As conexões de Braço do Norte com os municípios fronteiriços, por rodovias estaduais pavimentadas, são:

Municípios próximos

Economia[editar | editar código-fonte]

Até a década de 1960 a economia do município era fundamentada na agropecuária.

O município de Braço do Norte tem um parque industrial diversificado, produzindo entre outros bebidas e refrigerantes (por exemplo, Água da Serra), doces e produtos alimentícios (por exemplo, Áurea Alimentos), máquina para acabamento de molduras (por exemplo, Gaidzinski Máquinas), principalmente os derivados de leite, suinos e aves.

Destacam-se os setores de máquinas e equipamentos, produtos de uso doméstico (higiene e limpeza), produtos têxteis e esmaltados. Porém de realce maior é o parque industrial dedicado à produção de molduras.

O parque industrial moldureiro, iniciado por Heriberto Effting em Braço do Norte, abrange atualmente os municípios de Grão Pará, Orleans e São Ludgero, constituindo o maior parque sul-americano na produção de molduras.

Bairros[editar | editar código-fonte]

Igreja de Pinheiral, região densa em pinheiros (araucária) nos primórdios da colonização do Vale do Braço do Norte, que originaram a denominação do bairro. Em destaque na direita da foto uma araucária.

O perímetro urbano de Braço do Norte é composto de 14 bairros mais o centro (Lei municipal nº 1465, de 30 de abril de 1999):

  1. Abissínia
  2. Bela Vista
  3. Centro
  4. Coloninha
  5. Floresta
  6. INSS
  7. Lado da União
  8. Nossa Senhora de Fátima
  9. Nossa Senhora das Graças
  10. Santa Augusta
  11. São Basílio
  12. São Francisco de Assis
  13. São Januário
  14. Trevo
  15. Vila Nova

Os demais bairros, compondo o perímetro rural, são:

  1. Açucena
  2. Alto Travessão
  3. Avistoso
  4. Azeiteiro
  5. Baixo Pinheiral
  6. Foz do Rio Amélia
  7. Linha Uruguaia
  8. Morro Azul
  9. Pinheiral
  10. Riacho Alegre
  11. Rio Amélia
  12. Rio Bonito
  13. Rio Cachorrinhos
  14. Rio Carolina
  15. Rio Coruja
  16. Rio Glória Baixo
  17. Rio Glória Alto
  18. Rio Indaial
  19. Rio Santo Antônio
  20. São José
  21. São Maurício
  22. Sertão do Rio Bonito
  23. Taquaruçu
  24. Tijuquinha
  25. Travessão
  26. Uruguaia
  27. Vila Alegre
  28. Vista Alegre

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. a b Estimativa Populacional 2013 Estimativa Populacional 2013 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (4 de outubro de 2013). Visitado em 4 de outubro de 2013.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 15 de fevereiro de 2014.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  6. Refere-se aqui à desembocadura do rio Braço do Norte no rio Tubarão.
  7. É afirmado assim, em 1858, que o caminho dos tropeiros via serra do Imaruí, passando às margens do rio Braço do Norte, não era significativo!
  8. Viagens pelas Províncias de Santa Catarina, Paraná e São Paulo (1858). Editora Itatiaia, 1980, página 210
  9. Arary Cardozo Bittencourt. O menino de Oficinas. Volume I: Recontando o sul catarinense e em especial Tubarão. Tubarão: Copiart, 2008, página 63.
  10. João Leonir Dall'Alba: Colonos e Mineiros no Grande Orleans, 1986, página 300
  11. João Leonir Dall'Alba: Colonos e Mineiros no Grande Orleans, 1986, página 392
  12. Dall'Alba, João Leonir: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973, página 56.
  13. Dall'Alba, João Leonir: Colonos e Mineiros no Grande Orleans, 1986, página 287
  14. Dall'Alba, João Leonir. O Vale do Braço do Norte, p. 19
  15. Dall'Alba, João Leonir. O Vale do Braço do Norte, p. 19
  16. João Leonir Dall'Alba: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973, página 83.
  17. Arary Cardozo Bittencourt. O menino de Oficinas. Volume I: Recontando o sul catarinense e em especial Tubarão. Tubarão: Copiart, 2008, página 77.
  18. Oswaldo Rodrigues Cabral, Nossa Senhora do Desterro, volume 2, página 460-1
  19. Arary Cardozo Bittencourt: O menino de Oficinas, página 83.
  20. Dall'Alba, João Leonir. Pioneiros nas Terras dos Condes. p. 10. Dall'Alba localizou no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro o documento de concessão desta sesmaria: Sesmaria a José de Sousa Pacheco. Dom Marcos de Noronha e Brito, conde dos Arcos, do conselho de sua Alteza Real, Vice-Rei e Capitão Geral do Mar e Terra do Estado do Brasil, faço saber aos que esta minha carta de Sesmaria virem, que atendendo a representar-me José de Sousa Pacheco, que ele entendia estabelecer-se na agricultura, e porque não possuía terras algumas, e sabia que na margem do rio Tubarão na parte do sul, no lugar denominado Rapoza, se achavam terras devolutas, e tinha possibilidade de as cultivar, me pedia que fizesse mercê conceder de Sesmaria uma légua de terras em quadro, fazendo frente para o mesmo rio, e fundos para o sertão, confrontando por um lado controlado por matos, realengos, e tendo visto o seu requerimento e a informação que deu à Câmara da Vila de Laguna, a quem se não ofereceu dúvida, nem a tendo o Provedor da Real Fazenda da Ilha de Santa Catarina e o Governador da mesma ilha. Hei por bem dar de Sesmaria em nome de Sua Alteza Real, em virtude da real ordem de quinze de junho de mil setecentos e onze, ao dito José de Sousa Pacheco, uma légua de terras em quadro, fazendo frente para o mesmo rio e com as confrontações expressas, sem prejuízo de terceiros ou o direito que alguma pessoa tenha aí, com a declaração que as cultivará, e mandará confirmar esta minha carta por Sua Alteza dentro de dois anos, e não o fazendo se lhe denegará mais tempo...
  21. Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Divisão de Documentação/Arquivo Permanente. Braço do Norte: Coleção municípios catarinenses em cadernos, 1839-1975, Florianópolis : Assembleia Legislativa, 2002, página 10
  22. Dall'Alba, João Leonir: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973, página 19.
  23. Jucely Lottin: Colônia Imperial de Grão-Pará. 120 anos. Florianópolis : Elbert, 2002, página 39.
  24. Piazza, Walter: A Igreja em Santa Catarina: Notas para sua História. Florianópolis : Edição do Governo do Estado de Santa Catarina, 1977, página 97.
  25. Viagens pelas Províncias de Santa Catarina, Paraná e São Paulo (1858) Editora Itatiaia, 1980, página 39.
  26. Data registrada na página 76 do Vale do Braço do Norte, constando ser João Nunes da Silva um dos signatários da petição
  27. Arquivo Público do Estado de Santa Catarina. Inventário Analítico das Correspondências dos Engenheiros.
  28. Walter Zumblick: Este meu Tubarão ...! 2º Volume. Tubarão : Edição do autor. Março de 1976, página 293.
  29. Arquivo Público de Santa Catarina
  30. Vieira Ferreira, Fernando Luís: Azambuja e Urussanga. Memória sobre a fundação, pelo engenheiro Joaquim Vieira Ferreira, de uma colônia de imigrantes italianos em Santa Catarina. 2ª edição. Orleans : Gráfica do Lelo, 2001.
  31. Coelho, Manuel Joaquim de Almeida: Memória histórica da Província de Santa Catarina. Florianópolis : J. J. Lopes, 1877, página 79..
  32. Ata da 10ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Tubarão, no 4º quartel do exercício de 1878-1879, celebrada em 3 de maio de 1879, página 5. Arquivo Público de Tubarão, consultado em 22 de julho de 2013.
  33. Dall'Alba, João Leonir: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973, página 87. Informação do engenheiro Schlappal.
  34. Dall'Alba, João Leonir O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973, páginas 23 e 83.
  35. Jucely Lottin, Colônia Imperial de Grão-Pará. 120 anos. 2002, página 102.
  36. Jucely Lottin, Colônia Imperial de Grão-Pará. 120 anos. 2002, página 119. A data do documento não foi fornecida pelo autor.
  37. Jucely Lottin, Colônia Imperial de Grão-Pará. 120 anos. Florianópolis : Elbert, 2002, página 265.
  38. Walter Zumblick: Este meu Tubarão ...! 2º Volume. Tubarão : Edição do autor. Março de 1976, página 351.
  39. Dall'Alba, João Leonir: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973, página 227.
  40. Walter Zumblick: Este meu Tubarão ...! 2º Volume. Tubarão : Edição do autor, 1976, página 155.
  41. De acordo com Enerzon Xuxa Harger, o baiano José Cláudio de Santana chegou em Braço do Norte em 1885, trabalhando como caixeiro-viajante de Francisco de Oliveira Sousa. Morreu com 53 anos de idade.
  42. Walter Zumblick: Este meu Tubarão ...! 2º Volume. Tubarão : Edição do autor. Março de 1976, página 354.
  43. Piazza, Walter: A Igreja em Santa Catarina: Notas para sua História. Florianópolis : Edição do Governo do Estado de Santa Catarina, 1977, página 163.
  44. Referindo-se a esta visita pastoral, José Artulino Besen em seu livro "Dom Joaquim Domingues de Oliveira", página 16, relata: E como se desenrolava uma visita pastoral? Precedia-a uma série de consultas, onde se estudavam mapas, distâncias, cronogramas, roteiros. E, nos dias da visita, não conhecia descanso, o Sr. Bispo: missas, pregações, novenas, crismas, batizados, unções, confissões. Não fazia tudo sozinho: fazia-se ajudar. Movimentação total na Paróquia. Reuniões com associações, fábricas, revista ao patrimônio, alfaias, construções, livros de tombo, batizados, casamentos, ... receber comissões e abaixo-assinados que pediam remoção do Vigário, que pediam um padre para sua Capela, sobre os mais diversos assuntos, até para protestar contra o Vigário, que não deu a comunhão para certa criança da mais fina sociedade local.
    Habitualmente celebrava cedinho, assistindo depois a missa das 8 horas, onde pregava e distribuia a comunhão. Para essa missa solene pedia-se o comparecimento dos institutos e associações religiosas da Paróquia.
    À tarde, visitas canônicas às associações: revistas e livros e documentos, paramentos e alfaias.
    A crisma dos adultos, preferivelmente de manhâ, para poderem comungar. Quanto às crianças: "no colo dos pais, e não dos padrinhos, para evitar berreiros. É prático que se faça por turmas, conservando para cada turma as portas fechadas, esperando os fiéis a sua vez, tanto para entrar como para sair." Circular sobre a Visita Pastoral ao Sul do Estado, 31 de março de 1916.
  45. Walter Zumblick: Este meu Tubarão ...! 2º Volume. Tubarão : Edição do autor. Março de 1976, página 199.
  46. Amadio Vettoretti: História de Tubarão. Das origens ao século XX. Tubarão : Prefeitura Municipal, 1992, página 99.
  47. João Leonir Dall'Alba: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973, página 342.
  48. Walter Zumblick: Este meu Tubarão ...! 1º Volume. Tubarão : Edição do autor, 1974, página 154.
  49. Dall'Alba, João Leonir: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973, página 265.
  50. Piazza, Walter: A Igreja em Santa Catarina: Notas para sua História. Florianópolis : Edição do Governo do Estado de Santa Catarina, 1977, página 166.
  51. Jornal Folha do Vale, de 18 de fevereiro de 2011.
  52. Biblioteca IBGE: Braço do Norte.
  53. Lei de criação de Rio Fortuna.
  54. Lei Promulgada nº 231, de 22 de outubro de 1955. Cria o Município de Braço do Norte Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
  55. Livro que pertenceu a Fernando Kindermann, emprestado por sua filha Estela Maria Kindermann Bianchini.
  56. Apuração das eleições em Braço do Norte

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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