Braço do Norte
| Município de Braço do Norte | |||||
| "Capital catarinense da moldura" | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 22 de outubro | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 22 de outubro de 1955 (57 anos) | ||||
| Gentílico | braçonortense | ||||
| Prefeito(a) | Ademir Matos (PMDB) (2013–2016) |
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| Localização | |||||
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Localização de Braço do Norte em Santa Catarina
Localização de Braço do Norte no Brasil |
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Sul Catarinense IBGE/2008 1 | ||||
| Microrregião | Tubarão IBGE/2008 1 | ||||
| Municípios limítrofes | Rio Fortuna, Armazém, Gravatal, São Ludgero, Orleans e Grão Pará | ||||
| Distância até a capital | 173 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 221,311 km² (BR: 4008º)2 | ||||
| População | 29 018 hab. (SC: 42º) – Censo IBGE/20103 | ||||
| Densidade | 131,12 hab./km² | ||||
| Altitude | 75 m | ||||
| Clima | subtropical | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,846 elevado PNUD/2000 4 | ||||
| PIB | R$ 434 006,777 mil IBGE/20085 | ||||
| PIB per capita | R$ 15 012,86 IBGE/20085 | ||||
| Página oficial | |||||
Braço do Norte é um município brasileiro localizado no sul do estado de Santa Catarina. Pertencente à mesorregião do Sul Catarinense e microrregião de Tubarão, localiza-se ao sul da capital do estado, distando desta cerca de 173 km. Ocupa uma área de 221,311 km² e sua população é 29 018 habitantes, pelo censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,3 sendo então o 42º mais populoso de Santa Catarina e o quarto de sua microrregião. A cidade é banhada pelo rio Braço do Norte.
A cidade de Braço do Norte foi desmembrada de Tubarão em 1955. Dela desmembraram-se:
- Rio Fortuna (21 de junho de 1958)
- Santa Rosa de Lima (10 de maio de 1962)
- São Ludgero (12 de junho de 1962)
Índice |
História [editar]
Denominações [editar]
O município teve diferentes denominações, oficiais ou não:
- Guerrilha, devido ao posseiro José Mariano Guerrilha (1839);
- Quadro do Norte, devido ao formato de suas quadras, projeto do agrimensor Carlos Othon Schlappal, que projetou as largas ruas do centro, quando somente cargueiros (animais de carga, cavalos e muares) conseguiam transitar até o porto de Gravatal (1879). Os colonos estabelecidos em Braço do Norte, acompanhados pelo padre Guilherme Roer, estabeleceram-se onde é atualmente o centro de São Ludgero;
- Collaçópolis, devido ao Coronel Collaço, de acordo com lei do ano 1926;
- Braço do Norte, denominação definitiva fixada por lei do ano 1928.
| Guerrilha | Quadro do Norte | Collaçópolis | Braço do Norte |
O médico e viajante alemão Robert Christian Avé-Lallemant esteve de 5 a 7 de junho de 1858 em Tubarão, onde foi hóspede do Coronel Collaço, que na época era capitão da Guarda Nacional. Partiu em 7 de junho de 1858 para Lages, passando por Pindotiba, na época chamada Raposa, e seguindo o Rio Tubarão até suas nascentes na Serra Geral. Sobre o início de sua viagem ao longo do rio Tubarão descreve: "... O braço principal do rio já está cultivado até Raposa; mas, a partir dali, tudo está no mato e no silêncio da natureza, embora aquelas brenhas ocultem maravilhosos pedaços de terra, capazes de melhor cultura. Há um braço setentrional do rio, com a sua zona florestal, inteiramente inaproveitado. Dali parte uma via fluvial para o pequeníssimo tráfego do planalto.6 O Braço do Norte reúne as mais belas terras de pastagem à planície do Capivari; ali está escondido o germe de uma colônia alemã, na qual fique em equilíbrio a lavoura e a criação de gado."7
Caminho dos Tropeiros - Serra do Imaruí [editar]
Na grafia antiga, Imaruí era grafado como Imaruhy e Maroim.8
Sobre a ligação entre o planalto serrano catarinense (Lages) e seu litoral sul (Laguna) estabelecem dois registros do historiador João Leonir Dall'Alba:
- Talvez ainda na primeira metade do século XIX abriu-se nova serra e nova estrada, esta pela Serra do Imaruí, nome que lhe foi atribuído quase na certeza por tratar-se de estrada de tropas que contornava a lagoa e passava em Imaruí.9
- Via de ligação entre o planalto serrano catarinense e o litoral, o caminho das tropas, aberto mais a casco que a picareta, conduz até o Porto de Gravatal ou diretamente à Lagoa de Imaruí. No caminho um único morador, no atual Lado da União, o famigerado ex-revolucionário Guerrilha. Isto por volta de 1840.10
Era a estrada dos serranos, ou estrada do Imaruí. Partindo da localidade que lhe deu o nome, passava nas proximidades do atual Braço do Norte e, alcançando e margeando o rio Laranjeiras, escalava os contrafortes da Serra Geral, pelas fraldas do Morro da Igreja. Estrada de tropas, mas de Gravatal a Braço do Norte prestava-se a carro de boi. O Gravatal, aliás, era um centro de irradiação de estradas: Para a serra, para Imaruí, para Teresópolis, para a vila de Tubarão. Sem contar sua via principal, o rio Capivari, que conduzia a maioria dos produtos coloniais para Laguna. A canoa era o meio de condução mais rápido e cômodo, largamente utilizada por todos. Canoas escavadas em grandes troncos, guarnecidas de tábuas na parte superior. Impulsionadas a remo, puxadas da praia ou, nos campos de Piratuba e da Laguna, tocadas a vela.11
Sesmarias Rabello e Miranda [editar]
Os atuais distritos de Barra do Norte (São Ludgero) e Ilhota (Orleans) foram as primeiras terras efetivamente ocupadas no vale do Braço do Norte, por duas famílias que obtiveram grandes extensões de terra, ca. 1840: as sesmarias dos Rabello e dos Miranda. No Arquivo Nacional, documento 54 da caixa 1148, lavra de João Leonir Dall'Alba,12 consta: "Terra do Rabello". A primitiva concessão, na foz do rio Braço do Norte com o Tubarão, limitava-se com estes rios. Subia o Tubarão, até alcançar a linha Miranda, e o Braço do Norte, até o rio Mar Grosso. Em 1860 já fora subdividida entre herdeiros: na Barra do Norte, Francisco Rabello Vieira. Seguia-se-lhe, Tubarão acima, José Antônio Amorim, Manuel Pereira Gomes, Ana Carolina de Figueiredo, Ana Garcia e Manuel Domingos de Oliveira. Em frente, na outra margem, morava Marcos Fernandes.
Antes porém, em 1807, uma sesmaria tinha sido concedida a José de Souza Pacheco, na margem direita do rio Tubarão, na região do atual Pindotiba.
Sesmaria Gaspar Xavier Neves [editar]
Na confluência do rio Bonito com o rio Braço do Norte havia uma sesmaria do coronel Gaspar Xavier Neves, desde o rio Capivari (em Gravatal).13 Foi um sesmeiro que não se instalou nestas suas terras e nem seus descendentes lá estiveram. O agrimensor Carlos Othon Schlappal relata que "estas terras foram deixadas em mata, também pelos herdeiros".14 A rodovia SC-438 entre o bairro Trevo de Braço do Norte seguindo para Gravatal percorre suas antigas terras, sobre o caminho aberto pelos tropeiros.
Cronologia [editar]
| Ano | Dia e mês | Evento | ||||||||||||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1494 | 7 de junho | Assinatura do Tratado de Tordesilhas | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1500 | 22 de abril | O navegador portugues Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil. O evento marca o início dos registros escritos sobre o território brasileiro, devido a Pero Vaz de Caminha | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1534 — 1536 | Criação da Capitania de Santana | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1605 | Os padres jesuitas João Lobato e Jerônimo Rodrigues contactam o cacique Tub-nharô15 | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1676 | Domingos de Brito Peixoto funda o povoado de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, o terceiro mais antigo da Capitania de Santana, ao qual pertencia o atual território de Braço do Norte, bem como todo o sul do atual estado de Santa Catarina, e também a maior parte do litoral do atual estado do Rio Grande do Sul. A região permanece aproximadamente por mais dois séculos domínio exclusivo de seus primitivos habitantes, os índios carijós, denominados bugres pelos imigrantes europeus | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1714 | Santo Antônio dos Anjos da Laguna foi elevada à categoria de vila, correspondendo na época à fundação do município | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1738 | 11 de agosto | É criada a Capitania de Santa Catarina | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1749 | 20 de junho | É criada a ouvidoria de Santa Catarina, sediada em Desterro, com jurisdição desde o sul da vila de São Francisco do Sul (subordinada à ouvidoria de Paranaguá) até o limite sul do domínio lusitano16 | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1774 | 5 de agosto | Onde atualmente localiza-se a área central de Tubarão são concedidas as duas primeiras sesmarias17 | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1821 | 28 de fevereiro | A Capitania de Santa Catarina torna-se Província de Santa Catarina | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1833 | 23 de agosto | É criado o distrito de São João Batista de Imaruí, ao qual passou a pertencer o atual território de Braço do Norte | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1835 | 20 de setembro | Eclode a Guerra dos Farrapos | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1838 | As forças legalistas, lideradas por Manuel dos Santos Loureiro, entram em Lages, expulsando os rebeldes farroupilhas. Foi possivelmente nesta época que José Mariano Guerrilha evadiu-se de Lages, na mesma época em que também evadiu-se para o litoral sul-catarinense uma parte da família de Antônio da Silva Ribeiro, tio de Anita Garibaldi | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 27 de outubro | Ordem do presidente da província, João Carlos Pardal, sobre a criação de dois distritos coloniais, de duas léguas em quadro cada um, nas margens do rio Braço do Norte, distrito de Imaruí, Vila da Laguna, na direção do caminho aberto recentemente para a Vila de Lages. Os dois distritos eram fronteiros um ao outro, separados pelo rio Braço do Norte18 | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1839 | 14 de março | Parecer da Comissão de Colonização, da qual fazia parte Jerônimo Coelho, reconhece a conformidade da ordem de 27 de outubro do ano anterior | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 29 de julho | Proclamação da República Juliana | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 15 de novembro | Termina a República Juliana, com a retomada de Laguna pelas forças imperiais | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| José Mariano Guerrilha (também referenciado como Manuel Guerrilha), paulista, proveniente de Lages, fugindo com os rebeldes farroupilhas, após a entrada das forças legalistas em 1838, estabelece-se com venda e pousada de tropas à margem direita do Rio Braço do Norte, no "Caminho Lageano" ou "Caminho do Imaruí", no atual bairro Lado da União, ocupando terras como posseiro. Foi assassinado em sua casa, entre os anos 1846 a 1849, responsável pelo assassinato de diversos tropeiros, hóspedes de sua estalagem. A ele Braço do Norte deve sua primeira denominação: Guerrilha | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| O primeiro morador fixado oficialmente no vale, na confluência do rio Braço do Norte com o rio Tubarão, na margem direita, foi Francisco Rabello. Em 1839, pouco mais ou menos, requereu meia légua quadrada, isto é, 1500 braças de frente, por 3000 braças de fundo. Requereu ao mesmo tempo com o sr. Pedro Miranda (na margem do Tubarão), e foi-lhe concedida ao mesmo tempo. A primeira marcação foi em seu tempo. Foi medida judicialmente em 1861, isto é, 22 anos depois que requereu as terras. Primeiro pediu o rumo NE, como divisão entre ele e o Miranda. Porém, quando feita a medição judicialmente, pediu mudança para o norte, e assim foi demarcada. Rabello gastou um conto de réis nessa medição judicial. Morreu em 1871, mais ou menos. Deixou a viúva, que mora ainda na mesma terra. Deixou também quatro filhos: João, casado; Joaquina, casada com um francês de nome Tomás; Antônio de Meio, casado; Maria, casada com Jesuíno Gordo. A partilha entre esses herdeiros está feita, e cada um está de posse de sua terra. Isto foi escrito em 188119 . As terras de Rabello e Miranda foram, por exemplo, marcos na medição das áreas da Colônia Grão Pará;20 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1845 | 1 de março | Termina a Guerra dos Farrapos | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1846 — 1849 | É assassinado José Mariano Guerrilha | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1847 | 15 de abril | A região passa a pertencer à cidade de Santo Antônio dos Anjos da Laguna | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1849 | A Igreja em Santa Catarina compreendia um arcipreste e 21 freguesias, divididas em 4 comarcas, sendo a da Laguna composta por 4 freguesias: Santo Antônio dos Anjos, Tubarão, Imaruí e Vila Nova21 | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1858 | 5 a 7 de junho | Em viagem a cavalo de Desterro a Lages, o médico e viajante alemão Robert Christian Avé-Lallemant foi hospede de Luís Martins Collaço em Tubarão. Observou que "... Através de uma grande planície, coberta em parte de mato e em parte de relva, ao sopé da próxima serra, além do Tubarão, corre o Capivari, afluente navegável do Tubarão. A terra, ali, ainda está disponível; daria magnífico solo para uma colônia, que teria no rio uma adequada via de exportação. Que bela vista oferecerá esta magnífica região do Tubarão cem ou duzentos anos mais tarde, quando a cultura realizar aqui a sua grande obra de reforma e naquela esplêndida planície, naquelas serras pitorescas, até nos últimos desfiladeiros, o esforço humano tiver engastado um monumento no outro sob a forma de aldeias, quintas, sítios e fábricas!" Isto virá a se realizar duas décadas depois, pela intervenção direta de Luís Martins Collaço e do padre Guilherme Roer22 | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1862 | Tomás Pinto interna-se nas matas do Vale do Braço do Norte, fugindo da justiça, após cometer um crime de morte em Desterro. Acompanham-no Manuel Guerrilha, José Marcolino da Rosa, Manuel Nazário Correia e Leandro Demétrio, com as respectivas famílias. Em discurso na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em 19 de outubro de 1953, por ocasião do pleito de criação do município de Braço do Norte, o deputado Frederico Kuerten tece breve relato sobre a vida dos cinco fundadores:
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| 1870 | 27 de maio | Lei provincial n° 635 - Braço do Norte passa a pertencer ao município de Tubarão, devido ao desmembramento deste de Laguna | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1872 | Cinquenta e duas famílias de colonos provenientes da Colônia Teresópolis, guiadas pelo padre Guilherme Roer à procura de terras férteis, requerem terras ao Imperador Dom Pedro II | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1873 | 6 de maio | É emitido um despacho do Ministério da Agricultura, permitindo a cessão de terrenos às 52 famílias de colonos. Provavelmente em julho tenham chegado os primeiros deles para a derrubada de árvores e construção de ranchos. As primeiras famílias estabelecem-se antes do fim do ano. Até a escolha da sede, em 1878, e sua demarcação e venda a partir de 1879, os colonos habitavam o atual município de São Ludgero, onde o padre Roer rezou a primeira missa | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1874 | No início do ano as 52 famílias estabelecem-se no vale, totalizando umas trezentas pessoas. Francisco de Oliveira Sousa, mais conhecido como Chico Galego, instala a primeira casa de negócios, em terras compradas dos Nazário, na margem do rio, em frente ao local denominado Guerrilha | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 20 de maio | Lei Imperial n° 740 autoriza a construção da Estrada de Ferro Donna Thereza Christina, entre os atuais municípios de Imbituba e Lauro Müller | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 22 de junho | Em ofício destinado ao presidente da província João Tomé da Silva, o agrimensor João Carlos Greenhalgh relata sobre o orçamento necessário para os reparos necessários à estrada da vila de Tubarão ao núcleo colonial de Braço do Norte. De acordo com seu ofício, "da barra do Braço do Norte ao rio Pequeno não existe estrada e nem ao menos caminhos"23 . | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 16 de dezembro | O engenheiro João Carlos Greenhalgh pede autorização ao presidente da província, João Tomé da Silva, para que a comissão possa proceder os trabalhos de medição dos lotes destinados aos alemães no rio Braço do Norte | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1877 | 10 de novembro | Edital do engenheiro Carlos Othon Schlappal, lavrado no Rio Braço do Norte:
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| Nesta época o engenheiro Joaquim Vieira Ferreira estava medindo as terras da Colônia Azambuja. Sua família morava em Pedrinhas, próximo à Barra do Norte. Seu filho relata25 : "Pela estrada não passavam só as tropas que vinham da serra, mas também os cargueiros em que os alemães do Braço do Norte levavam a Tubarão os produtos de suas lavouras e as linguiças de sua salsicharia. Vendiam um pão de milho amassado com alguma farinha de trigo à moda portuguesa." | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| A província de Santa Catarina é dividida em quatro comarcas eclesiásticas, sendo a da Laguna composta pelas freguesias de "S. Antonio dos Anjos da cidade da Laguna, S. Anna de Villa Nova, N. S. da Piedade do Tubarão, São João d'Imaruhi, e N. S. Mãe dos Homens do Araranguá"26 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1878 | Criado um sub-distrito policial, passo fundamental para a organização administrativa do vale | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| O agrimensor Carlos Othon Schlappal escolhe terras em mata, para um futuro povoado, centro administrativo e religioso de todo o vale | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1879 | 25 de agosto | A população dos colonos alemães é de 78 famílias, com 468 almas, e 44 famílias de colonos nacionais, com 248 almas, o que perfaz o total da população de 716 indivíduos27 | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 14 de outubro | Relatório de Carlos Othon Schlappal mapeia o local da sede da colônia, incorporando-o à província mediante a aquisição de terras pertencentes a Luís Nazário e Francisco de Oliveira Sousa. Por ser um quadrado de terras reservado para lotes urbanos, foi designado por Quadro, nome que substituiu o de Guerrilha. A sede foi dividida em 89 lotes urbanos, as ruas com 20 m de largura, e a praça com um quadrado de 220 m de lado. São Ludgero, onde as 52 famílias instalaram-se, continuou a ser designada como Braço do Norte, e mais tarde como "colônia" | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1881 | Documento de Charles Mitchell Smith Leslie, sobre a medição das terras do patrimônio dotal da Princesa Isabel, com os seguintes dados:
"Divisão da posse de Luis Nazário Correia, em que se acha colocada a sede da colônia de Braço do Norte: Luis Nazário Correia requereu do governo, em frente ao lugar outrora denominado Guerrilha, 1.500 braças de frente pelo rio, por 600 braças, mais ou menos, de fundo. Ele vendeu estas 1.500 braças em lotes, a diversas pessoas que hoje estão de posse28 :
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| A população em 1881 é de aproximadamente 920 almas29 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| De acordo com Joaquim Caetano Pinto Júnior, a população da frequesia do Tubarão é de 13 mil almas, sendo 2 mil pertencentes à Colônia Azambuja e 1 mil à colônia alemã de Braço do Norte30 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1882 | 2 de dezembro | Fundação da Colônia Grão Pará, com escritório estabelecido provisoriamente no Quadro | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1884 | 1 de setembro | Inauguração da Estrada de Ferro Donna Thereza Christina | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 27 de dezembro | Passagem do Conde d'Eu por Braço do Norte, ao deslocar-se de Orleans a Grão Pará31 | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1887 | 22 de agosto | Inauguração da Capela de Santa Augusta | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1888 | 2 de outubro | Lei n° 1217 - Criação do Distrito de Paz do Braço do Norte | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1889 | 15 de novembro | Proclamação da República do Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1892 | 17 de maio | Decreto n° 152 - Legislação de criação do distrito, subordinado a Tubarão | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1893 | fevereiro a agosto de 189532 |
Durante a Revolução Federalista, mais proximamente ao seu término, colonos e guerrrilheiros foram mortos em Braço do Norte. Na praça central foi morto José Voss, e nas imediações da ponte de arame, também no centro, foram mortos Huberto Venke e os irmãos Dimon. Foram fuzilados quando em fuga a nado no rio Braço do Norte. Em São José, no caminho para Rio Fortuna, foi morto um filho aleijado do velho Borgert. | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 16 de agosto | Lei n° 13 - A Câmara Municipal de Tubarão concede uma área de 440 metros quadrados em Quadro do Norte, para patrimônio da sede do distrito | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 24 de agosto | Nascimento de Nicolau Gesing | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 31 de dezembro | Nascimento de Huberto Rohden | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1902 | 3 de outubro | Resolução 719 - Criação do Distrito Policial | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1914 | 28 de julho | Início da Primeira Guerra Mundial | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1916 | 28 de março | Nascimento de Frederico Hobold, Arcebispo Metropolitano de Florianópolis. Faleceu em Florianópolis, em 12 de março de 1970 | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| Visita pastoral de Dom Joaquim, vindo de Florianópolis a cavalo. Celebrou 224 crismas. Viajou de 8 de maio a 30 de agosto33 34 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1917 | Curato | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1918 | 11 de novembro | Fim da Primeira Guerra Mundial | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1924 | Construção da escola paroquial, sendo seu primeiro professor Pedro Scharf | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1926 | 10 de junho | Lei Municipal n° 142 - O distrito é oficialmente denominado Collaçópolis, em homenagem ao coronel da Guarda Nacional Luís Martins Collaço | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1928 | 26 de junho | Lei n° 149 - Denominação definitiva de Braço do Norte | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1929 | É formada uma comissão para construção da torre e alargamento da igreja. Decidiu-se então pela construção de uma nova igreja, que é a atual, na praça Padre Roer | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1930 | 1 de março35 | Nas eleições havia 173 votantes, não ocorrendo abstinência. Os quatro candidatos listados a seguir obtiveram 173 votos, o que demonstra o rígido controle político do coronelismo na região:
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| 3 de outubro36 | Pedro Philippi e seu pai, de Braço do Norte, integram a tropa de civis na revolução de 1930, que partindo de Torres invadem Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 9 a 16 de outubro37 | As tropas revolucionárias comandadas por Trifino Correia estabelecem seu quartel-general em Braço do Norte | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 27 de outubro38 | Ligadas as chaves da primeira usina elétrica, propriedade do então intendente Teodoro Bernardo Schlickmann | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| A escola paroquial é transformada pelo governo em Grupo Escolar Dom Joaquim, com 4 professores | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Visita pastoral de Dom Joaquim, viajando de 18 de janeiro a 28 de fevereiro. Na paróquia de Quadro do Norte realiza 2589 crismas39 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1931 | 7 de setembro | É lançada a pedra fundamental da atual igreja matriz | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1932 | janeiro | Concluídos os fundamentos da atual igreja matriz | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1933 | Conclusão da torre direita da atual igreja matriz | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| Instala-se em Braço do Norte o médico charlatão André Kirialege, judeu da Tchecoslováquia, onde permaneceu atuando como médico até 1935 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1936 | É formada uma comissão pró hospital, presidida por Teodoro Bernardo Schlickmann, sendo o padre Jacó Luís Nebel presidente de honra. O hospital provisório foi instalado na casa anteriormente alugada pelo falso médico. Sem médico nem enfermeira, foi contratada a senhora Rosa Schroeder, parteira de Armazém, permanecendo até 1940. Nesta época o hospital provisório foi assistido por alguns médicos, dentre eles Miguel de Patta e Azan | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1937 | A comissão pró-hospital, presidida então por Bernardo Francisco Locks, decide-se pela construção de um prédio próprio | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1938 | Feitura e assinatura dos estatutos do futuro hospital | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| Continuam a circular na imprensa queixas contra o terço em alemão. É publicado um aviso indicando que as inscrições nos cruzeiros em frente às igrejas sejam redigidos em português | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1939 | 1 de setembro | Início da Segunda Guerra Mundial | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1940 | Visita pastoral de Dom Joaquim, agora de automóvel | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1941 | Instala-se o médico recém formado Hernesto Essenfeld | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1942 | 24 de julho | É lançada a pedra fundamental do Hospital Santa Terezinha, sob a presidência de Oswaldo Westphal, em terreno doado por Jacó Batista Uliano, anteriormente de propriedade da firma Pinho e Cia | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 23 de outubro | O vigário é detido por ordem do Secretário da Segurança Social e Política, retornando a Braço do Norte somente em 23 de dezembro | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1943 | Primeira tentativa de criação do município, desmembrando-o de Tubarão. Pedro Michels e Dorvalino Locks viajam a Florianópolis, a fim de discutir suas pretenções com o interventor Nereu Ramos, porém esta primeira tentativa de emancipação política foi frustrada | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1944 | 6 de agosto | Inauguração do Grupo Escolar Dom Joaquim Domingues de Oliveira | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1945 | 2 de setembro | Fim da Segunda Guerra Mundial | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1949 | fevereiro | Chegaram as duas primeiras irmãs do Instituto Coração de Jesus, irmã Sofia e irmã Dária, vindas do Rio de Janeiro | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| Retira-se de Braço do Norte o médico Davi Cutim (falecido em São Paulo em 11 de fevereiro de 2011, com 97 anos de idade)40 . Instala-se em Braço do Norte o médico Luís Mello | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1950 | Braço do Norte torna-se paróquia, tendo sido curato desde 1917. É iniciada a construção da casa paroquial | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1951 | 30 de setembro | É benzida a nova matriz. As estátuas de madeira foram feitas pelo italiano Artur Pederzoli | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| Instala-se em Braço do Norte o médico recém formado Oswaldo Dick, após ter-se retirado o médico Luís Mello | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Início da trasladação do antigo para o atual Cemitério Municipal de Braço do Norte | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1952 | Visita pastoral de Dom Joaquim, desta vez deslocando-se de avião. Decolou de Florianópolis em 27 de novembro, com destino a Tubarão. Retornou em 23 de dezembro. | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| Inauguração da casa paroquial | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Demolição do prédio antigo do Grupo Escolar Dom Joaquim | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1953 | 31 de dezembro | Lei n° 1022 - Criação do Município de Braço do Norte, constituído de dois distritos: Braço do Norte e Rio Fortuna41 . O tenente Pedro Nogueira de Castro foi indicado pelo governador Irineu Bornhausen como prefeito provisório | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1954 | 15 de novembro | Dorvalino Locks assume a prefeitura municipal, permanecendo no cargo até 22 de junho de 1955 | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 28 de dezembro | Criação da Diocese de Tubarão, desmembrada da Arquidiocese de Florianópolis. O primeiro bispo foi Dom Anselmo Pietrulla, de 11 de maio de 1955 a 17 de setembro de 1981 | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| Estabelece-se em Braço do Norte o médico Vilson Lapa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1955 | 22 de junho | A criação do município é declarada inconstitucional, e Braço do Norte volta a ser distrito de Tubarão | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 22 de outubro | Lei n° 231 - Criado novamente o município de Braço do Norte, desta feita definitivamente | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 26 de novembro | Instalação do município, constituído de dois distritos: Braço do Norte (sede) e Rio Fortuna | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1958 | 21 de junho | Lei estadual n° 348 - O município de Rio Fortuna é desmembrado de Braço do Norte42 | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1959 | 10 de maio | Criação da comarca de Braço do Norte | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1962 | 12 de junho | Lei n° 829 - O município de São Ludgero é desmembrado de Braço do Norte | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1972 | Inauguração do asfaltamento da estrada Braço do Norte - Gravatal, trecho da SC-438 | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1974 | 24 de março | A grande enchente destrói definitivamente o trecho da Estrada de Ferro Donna Thereza Christina entre Tubarão e Lauro Müller | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 1999 | 20 de novembro | Lei n° 11227 - São desmembrados do município de Orleans e anexados ao município de Braço do Norte os bairros: Lado da União, Rio Glória Baixo, Rio Glória Alto (anexação parcial) e Rio Cachorrinhos. A área anexada abrange 29,71  km² | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 2001 | 25 de outubro | Lei n° 11956 - O município é oficialmente reconhecido como Capital Catarinense da Moldura |
Lei de criação do município [editar]
Lei n° 231, de 22 de outubro de 1955.43 Cria o município de Braço do Norte, da qual são transcritos aqui os dois primeiros artigos:
- 1° — Fica, de conformidade com a Resolução n° 24, de 28 de julho do corrente ano, da Câmara Municipal de Tubarão, sobre desmembramento de seu território, criado o município de Braço do Norte, com sede na vila do mesmo nome.
- 2° — O município criado por esta lei terá os seguintes limites:
- a) — com o município de Bom Retiro: começa na nascente do Rio Pequeno, na Serra Geral, e segue pelos taimbé desta serra até a nascente do Rio Santo Antônio;
- b) — com o município da Palhoça: começa na nascente do Rio Santo Antônio, na Serra Geral, desce por ele até a sua foz no Rio do Meio; por este abaixo até desembocar no Rio Braço do Norte; sobe por este até a foz do Rio Felícia; por este acima até a sua nascente; continua por uma linha seca até alcançar a mais alta nascente do Rio Sete;
- c) — com o município de Imaruí: começa na mais alta nascente do Rio Sete e segue pelo divisor de águas dos afluentes dos rios Braço do Norte e Capivarí até alcançar a mais alta nascente do Rio Pinto; desce por este até a sua foz no Rio Gabiroba; por este abaixo até encontrar a foz do Rio Indaial;
- d) — com o município de Tubarão: partindo da foz do Rio Indaial, segue por uma linha seca até encontrar o ponto mais próximo do divisor de águas dos rio Braço do Norte e Capivarí, entre os rios Carolina e Peroba, segue por este divisor até a mais alta nascente do Rio Corujas; desce por este até receber o Rio Bom Retiro; segue por este até a sua mais alta nascente, na Serra do Bom Retiro; continua por esta até a mais alta nascente do Rio do Pouso; continua, ainda, por uma linha seca até a nascente da Sanga dos Mendes; por esta até a sua foz no Rio Braço do Norte;
- e) — com o município de Orleans: começa na foz da Sanga dos Mendes, no Rio Braço do Norte, por este até a foz do Rio Pequeno; sobe por este até a sua nascente na Serra Geral.
Guia do Estado de S. Catharina, 1941 [editar]
No Guia do Estado de S. Catharina, 2º Volume: Parte Comercial, 1941, publicado pela Livraria Central de Alberto Entres, Florianópolis,44 há diversas informações relativas a Braço do Norte, quando ainda distrito de Tubarão. A partir da página 431 colhe-se as informações relativas a Braço do Norte: o prefeito municipal era Marcolino Martins Cabral, sendo intendente distrital de Braço do Norte Bernardo Francisco Locks. Era escrivão de paz Pedro Teixeira Collaço, e a iluminação pública por luz elétrica de origem hidráulica era fornecida por Teodoro Bernardo Schlickmann. A linha de ônibus Tubarão - Braço do Norte estava a cargo de Inocêncio & Schlickmann, todos os dias, saindo de Braço do Norte as 5 horas da manhã e partindo de Tubarão as 15 horas, após a chegada dos trens da Estrada de Ferro Donna Thereza Christina. Segue então uma lista com o título, Comércio, Indústria e Profissão, selecionando-se os relativos a Braço do Norte:
- Café-bar: Germano Kuerten
- Casas comerciais de diversos gêneros e artigos: Alexandre Sandrini, Domício Zapelini, Eleutério Eduardo Germano, Fernando Kindermann, Jacó Brüning, José Manuel Mendes, João Augusto da Cunha, Júlio Manuel Mendes, Otávio Losso, Pascoina Sandrini, Teodoro Bernardo Schlickmann
- Dentistas: Frederico Kuerten
- Empresas de transporte: Bertino Schlickmann, Conrado Niehues, Inocêncio & Schlickmann, João Tomás Fraga
- Farmácias: Demétrio Paulo da Silva Medeiros
- Fábricas: Aguardente - Francisco Brüning, Jacó Bernardo Ruh, José Schlickmann, Martins & Irmão; Banha - Bernardo Blömer, Bernardo Felipe, Francisco Martins da Fonseca; Bebidas: Lauro Koch, Pascoina Sandrini; Empresa elétrica - Teodoro Bernardo Schlickmann; Fécula - Benjamin Bianchini; Laticínios - H. Sandrini & Cia; Marcenaria - Oswaldo Westphal
- Hotéis: João Ângelo, José Speck
- Marcenarias: Guilherme Daufenbach
- Médicos: Paulo Batista Rombo Benoni
- Oficinas mecânicas: João Jacó Uliano (filho de Jacó Batista Uliano), Oswaldo Westphal
- Padarias e confeitarias: Elias Garbelotto, Francisco Locks
- Sapatarias: Arcângelo Volpato, Eleotério Eduardo Germano, Jacó Ghizoni, João Jacó Uliano
Desta lista também fazem parte anúncios em destaque:
- João Jacó Uliano: Estabelecido com uma bem montada oficina mecânica. Concertos de automóveis, motocicletas, etc
- Otávio Losso: Casa de ferragens, tintas e gêneros alimentícios
- Fernando Kindermann: Casa de ferragens, louças e gêneros alimentícios
- Oswaldo Westphal: Estabelecido com uma bem montada oficina mecânica. Especializado em obras para construções e carrocerias de caminhões. Mantém em depósito grande quantidade de madeiras secas para atender com rapidez qualquer encomenda do ramo
- Domício Zapelini: Casa de gêneros alimentícios. Compra e vende gêneros do país (errata página 532)
- Gabinete dentário de Frederico Kuerten: Os trabalhos são executados pelo sistema mais moderno. Consultório em sua residência à Praça Padre Roehr
- Sapataria Futurista Jacó Ghizoni: Grande stock de calçados de fábricas. Os calçados de sua fabricação são em couros de 1ª qualidade por preços reduzidos
- Alexandre Sandrini: Casa de fazendas, armarinhos e miudezas. Agente da Empresa Auto-Viação Urussanga
- Teodoro Bernardo Schlickmann: Casa de fazendas, armarinhos, secos e molhados. Correspondente dos Bancos Nacional do Comércio e Indústria e Comércio de Santa Catarina
Em páginas relativas a outros municípios estão erroneamente localizadas as inserções comerciais:
- P. 398: Lucas Kindermann. Estabelecido com bar e salão de Snoocker
- P. 398: Banha de porco refinada marca "Buss". Fabricada com o máximo escrúpulo, alva e consistente. Fabricante e exportador: Buss Irmãos e Cia
- P. 402: Martins Irmãos. Estabelecidos com torrefação e moagem de café e com fábrica de aguardente. Emprega-se os melhores cafés do Rio (de Janeiro) e da Ilha (Florianópolis). Está apto para atender a qualquer pedido do sul do estado
- P. 402: Brognoli Sandrini. Estabelecidos com casa de gêneros alimentícios e muidesas, fábrica de gasosas de frutas e do afamado vinagre saboroso, analisado pelo Laboratório Bromatológico do Rio Grande do Sul, sob nº 1084, contém 4 ácidos
Poder Executivo [editar]
Eleições 2012 [editar]
Nas eleições municipais no Brasil em 2012, ocorridas em 7 de outubro de 2012, foi eleito prefeito de Braço do Norte Ademir Matos, com 52,53 % dos votos válidos.45
Poder Legislativo [editar]
Ver vereadores de Braço do Norte.
Mídia [editar]
Televisão [editar]
Geografia [editar]
Sua população é estimada em 27 730 habitantes (IBGE/2007), vivendo numa área de 223,91 km².
O Vale do Braço do Norte tem início na Barra do Norte (afluência do Rio Braço do Norte no Rio Tubarão), no município de São Ludgero, e estende-se até o município de Anitápolis.
A distância até a capital Florianópolis é de 170 km, seguindo inicialmente no sentido sul até Tubarão e então no sentido norte pela BR-101. A distância até a capital pode ser reduzida a 150 km, partindo de Braço do Norte a Rio Fortuna, passando por São Bonifácio, e prosseguindo então pela BR-282 até Florianópolis. O inconveniente deste percurso são os 48 km entre Rio Fortuna e São Bonifácio, pois a estrada é em leito natural e repleta de curvas.
Ligações rodoviárias regionais [editar]
Municípios fronteiriços. As conexões de Braço do Norte com os municípios fronteiriços, por rodovias estaduais pavimentadas, são:
- Armazém, a partir de Gravatal, distância de 8 quilômetros pela rodovia SC-431 (rodovia Sílvio João de Oliveira)
- Grão Pará, distância de 12 km pela rodovia SC-439 (rodovia Oswaldo Westphal)
- Gravatal, distância de 16 km pela rodovia SC-438 (rodovia Hercílio Zappellini)
- Orleans, a partir de São Ludgero, distância de 15 km, prosseguindo pela rodovia SC-438 (rodovia Daniel Bruning)
- Rio Fortuna, distância de 19 km pela rodovia SC-482 (rodovia Frederico Kuerten)
- São Ludgero, distância de 7 km pela rodovia SC-438 (rodovia Daniel Bruning)
- Municípios próximos
- Urussanga, distante 39 km, passando por Orleans e seguindo a rodovia SC-446
- Criciúma, distante 59 km, passando por São Ludgero, Orleans, Urussanga e Cocal do Sul
- Laguna, distante 60 km via Tubarão e BR-101
- Tubarão, distante 33 km via SC-438 (rodovia Hercílio Zappelini)
Economia [editar]
Até a década de 1960 a economia do município era fundamentada na agropecuária.
O município de Braço do Norte tem um parque industrial diversificado, produzindo entre outros bebidas e refrigerantes (por exemplo, Água da Serra), doces e produtos alimentícios (por exemplo, Áurea Alimentos), máquina para acabamento de molduras (por exemplo, Unesa Máquinas), principalmente os derivados de leite, suinos e aves.
Destacam-se os setores de máquinas e equipamentos, produtos de uso doméstico (higiene e limpeza), produtos têxteis e esmaltados. Porém de realce maior é o parque industrial dedicado à produção de molduras.
O parque industrial moldureiro, iniciado por Heriberto Effting em Braço do Norte, abrange atualmente os municípios de Grão Pará, Orleans e São Ludgero, constituindo o maior parque sul-americano na produção de molduras.
Bairros [editar]
O perímetro urbano de Braço do Norte é composto de 14 bairros mais o centro (Lei municipal nº 1465, de 30 de abril de 1999):
- Abissínia
- Bela Vista
- Centro
- Coloninha
- Floresta
- INSS
- Lado da União
- Nossa Senhora de Fátima
- Nossa Senhora das Graças
- Santa Augusta
- São Basílio
- São Francisco de Assis
- São Januário
- Trevo
- Vila Nova
Os demais bairros, compondo o perímetro rural, são:
- Açucena
- Alto Travessão
- Avistoso
- Azeiteiro
- Baixo Pinheiral
- Foz do Rio Amélia
- Linha Uruguaia
- Morro Azul
- Pinheiral
- Riacho Alegre
- Rio Amélia
- Rio Bonito
- Rio Cachorrinhos
- Rio Carolina
- Rio Coruja
- Rio Glória Baixo
- Rio Glória Alto
- Rio Indaial
- Rio Santo Antônio
- São José
- São Maurício
- Sertão do Rio Bonito
- Taquaruçu
- Tijuquinha
- Travessão
- Uruguaia
- Vila Alegre
- Vista Alegre
Galeria [editar]
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A primeira igreja de Braço do Norte, construída por João Batista Uliano e demolida no início da década de 1930
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Vista da Praça Coronel Collaço, a partir da rua Jacó Batista Uliano. O sobrado de Newton de Andrade Collaço, quarta construção a partir da direita, foi concluído em 1954, de acordo com seu filho Germano Gerlach Collaço (em 5 de novembro de 2010), sendo mestre de obras Francisco Cunha.
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Casa paroquial do pastor Schwab, depois hotel e então casa das freiras do Instituto Servian, approx. década de 1930. Localizado na praça Coronel Collaço, foi demolido na década de 1970. Fotografia do acervo de Edison Westphal
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
- ↑ a b Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ É afirmado assim, em 1858, que o caminho dos tropeiros, passando às margens do rio Braço do Norte, não era significativo!
- ↑ Viagens pelas Províncias de Santa Catarina, Paraná e São Paulo (1858) Editora Itatiaia, 1980. Página 210
- ↑ Arary Cardozo Bittencourt. O menino de Oficinas. Volume I: Recontando o sul catarinense e em especial Tubarão. Tubarão: Copiart, 2008. Página 63.
- ↑ João Leonir Dall'Alba: Colonos e Mineiros no Grande Orleans, 1986, página 300
- ↑ João Leonir Dall'Alba: Colonos e Mineiros no Grande Orleans, 1986, página 392
- ↑ Dall'Alba, João Leonir: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973, página 56.
- ↑ Dall'Alba, João Leonir: Colonos e Mineiros no Grande Orleans, 1986, página 287
- ↑ Dall'Alba, João Leonir. O Vale do Braço do Norte, p. 19
- ↑ Dall'Alba, João Leonir. O Vale do Braço do Norte, p. 19
- ↑ Arary Cardozo Bittencourt. O menino de Oficinas. Volume I: Recontando o sul catarinense e em especial Tubarão. Tubarão: Copiart, 2008. Página 77.
- ↑ Oswaldo Rodrigues Cabral, Nossa Senhora do Desterro, volume 2, página 460-1
- ↑ Arary Cardozo Bittencourt: O menino de Oficinas, página 83.
- ↑ Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Divisão de Documentação/Arquivo Permanente. Braço do Norte: Coleção municípios catarinenses em cadernos, 1839-1975, Florianópolis : Assembleia Legislativa, 2002. Página 10
- ↑ Dall'Alba, João Leonir: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973. Página 19.
- ↑ Jucely Lottin: Colônia Imperial de Grão-Pará. 120 anos. Florianópolis : Elbert, 2002. Página 39.
- ↑ Piazza, Walter: A Igreja em Santa Catarina: Notas para sua História. Florianópolis : Edição do Governo do Estado de Santa Catarina, 1977. Página 97.
- ↑ Viagens pelas Províncias de Santa Catarina, Paraná e São Paulo (1858) Editora Itatiaia, 1980, página 39.
- ↑ Arquivo Público do Estado de Santa Catarina. Inventário Analítico das Correspondências dos Engenheiros.
- ↑ Arquivo Público de Santa Catarina
- ↑ Vieira Ferreira, Fernando Luís: Azambuja e Urussanga. Memória sobre a fundação, pelo engenheiro Joaquim Vieira Ferreira, de uma colônia de imigrantes italianos em Santa Catarina. 2ª edição. Orleans : Gráfica do Lelo, 2001.
- ↑ Coelho, Manuel Joaquim de Almeida: Memória histórica da Província de Santa Catarina. Florianópolis : J. J. Lopes, 1877. Página 79..
- ↑ Dall'Alba, João Leonir: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973. Página 87. Informação do engenheiro Schlappal.
- ↑ Dall'Alba, João Leonir: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973. Páginas 23 e 83.
- ↑ Jucely Lottin, Colônia Imperial de Grão-Pará. 120 anos. 2002. Página 102.
- ↑ Jucely Lottin, Colônia Imperial de Grão-Pará. 120 anos. 2002. Página 119. A data do documento não foi fornecida pelo autor.
- ↑ Jucely Lottin, Colônia Imperial de Grão-Pará. 120 anos. Florianópolis : Elbert, 2002. Página 265.
- ↑ Dall'Alba, João Leonir: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973. Página 227.
- ↑ Piazza, Walter: A Igreja em Santa Catarina: Notas para sua História. Florianópolis : Edição do Governo do Estado de Santa Catarina, 1977. Página 163.
- ↑ Referindo-se a esta visita pastoral, José Artulino Besen em seu livro "Dom Joaquim Domingues de Oliveira", página 16, relata: E como se desenrolava uma visita pastoral? Precedia-a uma série de consultas, onde se estudavam mapas, distâncias, cronogramas, roteiros. E, nos dias da visita, não conhecia descanso, o Sr. Bispo: missas, pregações, novenas, crismas, batizados, unções, confissões. Não fazia tudo sozinho: fazia-se ajudar. Movimentação total na Paróquia. Reuniões com associações, fábricas, revista ao patrimônio, alfaias, construções, livros de tombo, batizados, casamentos, ... receber comissões e abaixo-assinados que pediam remoção do Vigário, que pediam um padre para sua Capela, sobre os mais diversos assuntos, até para protestar contra o Vigário, que não deu a comunhão para certa criança da mais fina sociedade local.
Habitualmente celebrava cedinho, assistindo depois a missa das 8 horas, onde pregava e distribuia a comunhão. Para essa missa solene pedia-se o comparecimento dos institutos e associações religiosas da Paróquia.
À tarde, visitas canônicas às associações: revistas e livros e documentos, paramentos e alfaias.
A crisma dos adultos, preferivelmente de manhâ, para poderem comungar. Quanto às crianças: "no colo dos pais, e não dos padrinhos, para evitar berreiros. É prático que se faça por turmas, conservando para cada turma as portas fechadas, esperando os fiéis a sua vez, tanto para entrar como para sair." Circular sobre a Visita Pastoral ao Sul do Estado, 31 de março de 1916. - ↑ Amadio Vettoretti: História de Tubarão. Das origens ao século XX. Tubarão : Prefeitura Municipal, 1992. Página 99.
- ↑ João Leonir Dall'Alba: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973. Página 342.
- ↑ Walter Zumblick: Este meu Tubarão ...! 1º Volume. Tubarão : Edição do autor, 1974. Página 154.
- ↑ Dall'Alba, João Leonir: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973. Página 265.
- ↑ Piazza, Walter: A Igreja em Santa Catarina: Notas para sua História. Florianópolis : Edição do Governo do Estado de Santa Catarina, 1977. Página 166.
- ↑ Jornal Folha do Vale, de 18 de fevereiro de 2011.
- ↑ Biblioteca IBGE: Braço do Norte.
- ↑ Lei de criação de Rio Fortuna.
- ↑ Lei Promulgada nº 231, de 22 de outubro de 1955. Cria o Município de Braço do Norte. Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
- ↑ Livro que pertenceu a Fernando Kindermann, emprestado por sua filha Estela Maria Kindermann Bianchini.
- ↑ Apuração das eleições em Braço do Norte
Bibliografia [editar]
- Arquivo Público do Estado de Santa Catarina - Inventário Analítico das Correspondências dos Engenheiros - 1874 — 1882.
- Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Divisão de Documentação/Arquivo Permanente. Braço do Norte: Coleção municípios catarinenses em cadernos, 1839-1975, Florianópolis : Assembleia Legislativa, 2002.
- Dall'Alba, João Leonir: O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973.
- Harger, Enerzon Xuxa: Os Homens que Fizeram nossa História. Tubarão : Coan, 2006.
- Harger, Enerzon Xuxa: Expoentes da Política Braçonortense. Braço do Norte, 2008.
- JOCHEM, Toni Vidal: A formação da Colônia Alemã Teresópolis e a atuação da Igreja Católica (1860 — 1910). Palhoça : Edição do autor, 2002.
- Lottin, Jucely: O Verde Vale do Rio Braço do Norte. Tubarão : Copiart, 2009.
- Zumblick, Walter: Teresa Cristina. A Ferrovia do Carvão. Florianópolis : Editora da UFSC, 1987.
Ver também [editar]
- Municípios de Santa Catarina por data de criação
- Lista de municípios de Santa Catarina por população
- Lista de prefeitos de Braço do Norte