Brad Wilk

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Brad Wilk
Informação geral
Nome completo Bradley J. Wilk
Nascimento 5 de Setembro de 1968
Origem Portland, Oregon
País  Estados Unidos
Gênero(s) Hip Hop Alternativo
Funk
Hard Rock
Rapcore
Rock Alternativo
Ocupação(ões) Baterista, Compositor
Instrumento(s) Bateria
Percussão
Modelos de instrumentos Premier Signia Marquis Drums
Gretsch Custom Drums
Zildjian & Paiste Cymbals
Período em atividade 1988 - presente
Gravadora(s) Epic
Interscope Records
Afiliação(ões) Rage Against The Machine
Audioslave
Street Sweeper Social Club
Puscifer
Greta
Black Sabbath

Bradley J. "Brad" Wilk (nascido em Portland, Oregon, 1968) é um baterista norte-americano, mais conhecido por ser membro dos grupos Rage Against the Machine e Audioslave.

Carreira musical[editar | editar código-fonte]

A música entrou na vida de Brad Wilk ainda muito cedo. Quando ele tinha apenas 5 anos seu pai foi em uma viagem de pesca com o seu irmão mais velho, mas ele era muito pequeno para ir, então para compensar o pai lhe disse que na volta lhe daria um presente e perguntou o que ele queria, sua primeira resposta foi:“um violão." Foi quando a obsessão por música teve inicio. [1]

A bateria começou a chamar sua atenção em 1979 quando ganhou o álbum “The Kids Are Alright” do The Who, um documentário sobre a banda que vinha acompanhado de um livro de fotos, após assistir ao documentário, Brad ficou fascinado com a energia da banda e principalmente de Keith Moon. Sobre este álbum Wilk declarou: “A emoção que eles estavam retratando como uma banda. Eu acho que isso teve um efeito enorme sobre mim, com certeza ". [2]

Brad mudou muito de residência enquanto criança, já que seu pai seguidamente mudava de empregos.

Aos 13 anos morando em Chicago, Brad fez amizade com um vizinho que tinha uma bateria Ludwig Silver Sparkle com um grande logotipo da banda Kiss na pele frontal do bumbo, a partir de então ele aproveitava todas as oportunidades para tocá-la, mesmo sem ter a mínima ideia do que estava fazendo. Por falta de preparo físico só conseguia tocar por poucos minutos, mas segundo ele, aqueles minutos na bateria do amigo eram maravilhosos.

Aos 14 anos comprou sua primeira bateria, e pode aprimorar sua técnica. [3] Aos 19 anos fez aulas por seis meses com o baterista David Garibaldi, com quem adquiriu a pegada do funk, aprendeu a observar os toques e silêncios com outros olhos, e ganhou confiança. [4]

A família não apoiava sua ideia de se tornar um músico profissional, e para ele isso soava como um incentivo a mais. Em 1989 Brad se mudo-se para a Califórnia onde participou de várias audições, e entrou para uma banda chamada Lock Up onde conheceu Tom Morello, guitarrista da banda. A Lock Up lançou um único álbum pela Geffen Records, mas se separou depois que o álbum recebeu pouca atenção da mídia. Após o fim desta banda ele decidiu então começar a sua própria, colocando um anúncio em um jornal onde dizia estar à procura de pessoas com influências diferentes para formar uma banda que não tivesse medo de fazer um som próprio. Mais tarde Morello entrou em contato novamente para lhe perguntar se ele não estaria interessado em começar um novo projeto. Pouco tempo depois, a dupla conheceu Zack de la Rocha, um rapper, e através dele conheceu o baixista Tim Commerford, amigo de infância de Zack. Assim surgiu a Rage Against the Machine.

Depois de tocar nos clubes de Los Angeles a Rage Against the Machine assinou um contrato de gravação com a Epic Records em 1992. Nesse mesmo ano, a banda lançou seu primeiro álbum auto-intitulado e alcançaram um sucesso fenomenal. Depois do lançamento em 06 de novembro de 1992 o álbum ficou na Billboard Top 200 por 89 semanas, chegando a um número muito respeitável, 45. A Billboard chamou de "uma das novas bandas de rock mais originais e virtuosas do país."

Junto com a Rage Against the Machine, Brad alcançou o sucesso e passou por situações interessantes como o protesto na edição de 1996 do festival Lollapalooza na Filadélfia, Pensilvânia, quando todos os integrantes da banda subiram ao palco completamente nus, e não tocaram nenhuma música durante todos os 15 minutos reservados à apresentação, mas ficaram simplesmente parados com fitas pretas cobrindo a boca e cada um trazia estampada no peito uma letra. Em ordem da esquerda pra direita Tim Commerford, com a letra P, Zack de la Rocha, com a letra M, Brad Wilk, com a letra R, e Tom Morello, com a letra C, estas letras significam Parents Music Resource Center, comitê americano que tem por objetivo alertar os pais sobre o acesso das crianças à música considerada inapropriada. A banda tomou esta atitude por considerar que estava sendo alvo de censura. [5]

Outra passagem memorável foi a gravação do clipe da música "Sleep now in the fire", em 26 de janeiro de 2000 que ocorreu em Wall Street, centro financeiro de importância mundial. As filmagens foram iniciadas sem o conhecimento das autoridades e por isso o fato virou caso de polícia. O diretor Michael Moore possuía somente uma autorização para a realização de um vídeo, e não de uma apresentação com áudio amplificado, o que provocou muito tumulto e interrompeu transações milionárias. Por conta da confusão a bolsa de valores de New York fechou mais cedo e a tarde terminou com diretor e músicos levados pela polícia.

Com esta banda Brad lançou ao todo quatro álbuns de estúdio, são eles: “Rage Against The Machine” (1992), “Evil Empire” (1996), “The Battle Of Los Angeles” (1999) e “Renegades” (2000). A banda teve fim em 13 de setembro de 2000, realizando sua última apresentação no Grand Olympic Auditorium em Los Angeles, Califórnia, pois Zack decidiu partir para carreira solo.

Wilk estava na Rage Against The Machine principalmente pela música e nem tanto pela política como os outros membros. Passando a declarar-se anarquista.

Brad provavelmente era o músico mais completo da banda, tocando além da bateria, guitarra, contrabaixo e um pouco de piano, além de também ser compositor. Ele é o autor de "Sleep now in the fire", um dos grandes sucessos da RATM, posteriormente escreveu a música "Snoop Bounce (Roc N Roll Remix)" gravada por Snoop Dogg e a música "Momma Sed", gravada por Maynard James Keenan em seu projeto paralelo Puscifer, esta em parceria com outros autores, incluindo Tim Commerford[6]

Desde o início de sua carreira Wilk é patrocinado pela Gretsch Drums, marca da qual ele é um fervoroso entusiasta. [7]

Em 2001 o produtor musical Rick Rubin propôs a Brad e aos outros membros restantes da extinta Rage Against The Machine, uma união com o cantor Chris Cornell, ex-vocalista da também extinta Soundgarden, para formar uma nova banda. Daí surgiu a Audioslave.

Em 19 de novembro de 2002 a Audioslave lançou seu primeiro álbum auto-intitulado, que lhes rendeu um disco de platina triplo. Com a Audioslave, Brad tocou durante seis anos, e conquistou um público diferente daquele que frequentava os shows da RATM. No dia 06 de maio de 2005 a Audioslave entrou para a história como a primeira banda de rock americana a realizar uma apresentação em Cuba. Neste show gratuito a banda tocou músicas do primeiro cd e também algumas músicas então inéditas do álbum “Out of Exile” que só seria lançado no dia 23 de maio daquele ano. O público em Havana ficou em cerca de 70 mil pessoas; e posteriormente a gravação deste evento foi lançada em DVD. Com esta banda Brad lançou três álbuns de estúdio: “Audioslave” (2002), “Out of Exile” (2005) e “Revelations” (2006).

Em fevereiro de 2007, o cantor Chris Cornell deixou a banda, colocando um ponto final oficial na história da Audioslave. Dois meses depois, em 29 de abril de 2007, o Rage Against the Machine se reuniu para tocar no Coachella Valley Music and Arts Festival, na Califórnia. Apesar de a reunião ter sido pensada para um evento único, a banda continuou a realizar apresentações ao redor do mundo, tocando em grandes festivais incluindo o Lollapalooza em Chicago, e uma passagem pelo Brasil em 09 de outubro de 2010 para tocar no festival SWU, sendo esta a primeira apresentação da banda no país.[8]

Wilk continuou tocando com a Rage Against the Machine, mas no início de 2013 foi escolhido para ser o baterista no álbum de reunião da Black Sabbath, substituindo Bill Ward, baterista original da banda que teria desistido por questões financeiras.

Para este projeto da Black Sabbath, o produtor Rick Rubin, fez uma lista de possíveis bateristas substitutos e apresentou à banda. Rubin colocou na lista músicos que ele considerava que tivessem crescido no mesmo mundo que os integrantes da Black Sabbath, pessoas que tivessem tocado assim como eles. Porém a tarefa não foi fácil, pois segundo ele “Não sobraram muitos. A maioria já morreu”. Seguindo a ideia de buscar alguém com características semelhantes, Rubin dava preferência a Ginger Baker, mas a banda não aceitou, ele então sugeriu Brad Wilk que conheceu em 2000 quando produziu o cd "Renegades" da RATM.[9]

Mas para fazer parte do projeto Brad teve que fazer uma "espécie de teste", no qual foi à casa de Ozzy Osbourne para tocar os principais sucessos da Black Sabbath, e assim ganhou a vaga de baterista do álbum 13.[10]

Rick Rubin deu sua opinião sobre a participação de Wilk no projeto: “Havia outros bateristas muito bons, mas não havia aquela conexão emocional ou aquela tensão que é necessária, musicalmente falando. Para mim, toda grande banda tem um lado emocional. Quando o Brad tocou com Sabbath, dava para sentir que havia algo mais. Ele tinha essa conexão emocional.” “De todos com quem ouvi eles tocando, o Brad tem a melhor sensibilidade. Eu tive arrepios quando o ouvi tocando com eles”. [11]

Actualmente Brad toca com os The Last Internationale, uma banda em rápida ascensão denominando o seu estilo musica de "Blues and Boots". Vão estar em tour este Verão em Inglaterra e Portugal, pelo menos.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Brad Wilk afirma que seu pai era obcecado por dinheiro, dava muito valor à coisas materiais e nunca valorizou ao que realmente interessava, os sentimentos das pessoas ao redor. Quando seu pai morreu durante a temporada de Lollapalooza em 1994, isto o atormentou muito, pois eles tinham questões que nunca conseguiram resolver. O exemplo de seu pai que passou a vida em busca de riquezas e morreu na falência fez com que Brad jurasse para si mesmo que nunca daria mais valor à coisas do que às pessoas. [12]

Em 1993 Brad conheceu Selene Vigil, então vocalista da extinta banda feminina 7 Year Bitch. Em 1995 eles começaram um relacionamento que só foi oficializado no dia 10 de dezembro de 2005, em Emerald Bay no lago Tahoe, um parque estadual da Califórnia, em uma cerimônia íntima, apenas para pessoas muito próximas. [13] Exatos 9 meses e 4 dias após o casamento, nasceu o primeiro filho do casal, Luka, e em 2008 nasceu seu segundo menino Alex. Porém em junho de 2013 o relacionamento de 18 anos chegou ao fim quando a esposa do baterista, apresentou seu pedido de divórcio ao Tribunal Superior de Justiça de Los Angeles, e a documentação foi assinada, apenas 3 dias após a separação de corpos. O ex-casal passou a ter a guarda compartilhada dos filhos, e Selene pediu a custódia física das crianças, além da pensão alimentícia. [14]

No início de 1997, aos 28 anos, Wilk começou a sentir algumas alterações em sua saúde, e foi diagnosticado como portador de diabetes mellitus tipo 1. Posteriormente seu irmão e sua irmã também foram diagnosticados como portadores da doença.[15] [16]

Atualmente Brad faz doações à causas comunitárias, incluindo instituições que fornecem orientação e apoio aos portadores da doença.[17]

Brad também é o criador de uma bebida chamada Olade, feita especificamente para diabéticos. A bebida não contém açúcar refinado, em vez disso, utiliza um substituto do açúcar que é derivado de uma planta, a estévia, originaria do Paraguai. Ele começou fazendo a bebida em casa para oferecer aos amigos, mas a sua então esposa o convenceu de que a ideia era muito boa, e como a qualidade e o sabor dos produtos disponíveis no mercado deixavam a desejar, ele decidiu comercializar a bebida, que atualmente é fabricada em oito sabores, e levam de 95% a 99% de componentes orgânicos. [18]

Em 2005 Brad Wilk fez sua primeira participação em uma produção cinematográfica como protagonista no filme de curta metragem “Sleeping Dogs Lie”, onde ele interpretou o personagem Jeff Hannon, um homem que é assombrado por sonhos relacionados a um assassinato, e tenta solucionar este crime misterioso em uma pequena cidade no Texas. [19]

Wilk tem uma espécie de superstição referente ao número 3, que é como seu número da sorte. "É muito difícil explicar, por que desde que me lembro, esse número tem um significado especial para mim. É além das palavras ... 3, é o número mágico!" [20]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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