Branca de Castela (1315-1375)

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Branca de Castela nasceu em 1315, sendo filha de Pedro, infante de Castela (filho de Sancho IV de Castela e de Maria de Molina), e de Maria, infanta de Aragão (filha de Jaime II de Aragão e de Branca de Anjou). Por isto, logo se vê que Branca era prima do infante D. Pedro de Portugal, que era filho de Beatriz de Castela, também ela filha de Sancho IV de Castela e de Maria de Molina, e de Inês de Castro, bisneta por via ilegítima de Sancho IV de Castela, e de Constança Manuel, visto ser filha de Constança de Aragão, irmã da mãe de Branca.

Branca nasceu em 1315 e era filha única. Seu pai, Pedro, era senhor de Cameros, Almazán, Berlanga, Monteagudo e Cifuentes, e mordomo do irmão, o rei Fernando IV de Castela. Após a morte deste, em 1312, Pedro tornou-se tutor de seu sobrinho, Afonso XI. O próprio Pedro faleceu em 1319, combatendo os mouros em Granada, com apenas vinte anos de idade, deixando esposa e filha.

Logo no ano seguinte à morte de Pedro, Maria levou Branca para o Reino de Aragão. Em 1322, a mãe de Branca e Garcilaso de la Vega, administrador das posses de Branca em Castela, concordaram em casá-la com seu primo, o rei Afonso XI, quando ambos atingisse a maioridade. Em 1325, porém, o avô de Branca, o rei Jaime II de Aragão, planejou dá-la em casamento a João, o Torto, senhor da Biscaia e adversário do infante Filipe de Castela, então regente em nome de seu sobrinho. Afonso XI, que no mesmo ano atingiu a maioridade e desbaratou o acordo de casamento, pois temia que João, o Torto, fosse empossado dos territórios de Branca, os quais estavam situados na fronteira entre Castela e Aragão. No ano seguinte, Afonso assassinou João.

Branca enfim casou-se com o infante Pedro de Portugal, herdeiro do rei Afonso IV de Portugal, em setembro de 1325, em Alfayete. O casamento durou oito anos, e não gerou descendência. Em 1330, Pedro obteve a anulação do matrimônio alegando que o mesmo não fora consumado. Branca então retornou a Castela e foi nomeada abadessa do Mosteiro de Las Huelgas, em Burgos, cargo que ocupo até o fim de sua vida, em 1375. A herança que seu pai lhe deixou foi dissipada por Afonso XI, que, desde 1336, foi dando como apanágios a seus filhos ilegítimos com Leonor de Gusmão[1] .

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. (em espanhol)