Brandon De Wilde

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Brandon De Wilde
Nome completo Andre Brandon De Wilde
Nascimento 9 de Abril de 1942
Brooklyn, Nova York
Nacionalidade Estados Unidos Norte-americana
Morte 6 de Julho de 1972
Denver, Colorado
Ocupação Ator
Cônjuge Susan Margot Maw (19631970)
Janice Gero (1972-1972)
Atividade 1951–1972
Prêmios Globo de Ouro
1953 - Melhor Ator Juvenil

Brandon De Wilde (Brooklyn, Nova York, 9 de abril de 1942Denver, Colorado, 6 de julho de 1972) foi um ator norte-americano, imortalizado pela sua interpretação do menino Joey Starrett no filme Os Brutos Também Amam (Shane, 1953), de George Stevens.

Vida e carreira[editar | editar código-fonte]

Nascido de mãe atriz e pai diretor teatral, De Wilde estreou de forma consagradora nos palcos: a peça The Member of the Wedding foi um retumbante sucesso, com 572 apresentações (o site IMDB registra 492). Com apenas oito anos de idade, ele tornou-se o primeiro ator mirim a receber o renomado prêmio Donaldson, na categoria "Melhor Estreante da Temporada 1949/1950". Repetiria o mesmo papel quando o diretor Fred Zinnemann o convidou para a versão cinematográfica da peça, naquele que seria o filme que o apresentaria às plateias de todo o mundo e que no Brasil recebeu o título de Cruel Desengano (The Member of the Wedding, 1952).

George Stevens deu-lhe o papel de sua vida, o do pequeno Joey, fascinado pelo misterioso pistoleiro feito por Alan Ladd no faroeste clássico Os Brutos Também Amam (Shane, 1953). Sua interpretação valeu-lhe uma indicação para o Óscar de melhor ator secundário. Passou a encarnar adolescentes em produções de prestígio, como A Passagem da Noite (Night Passage, 1957), de James Neilson, ao lado de James Stewart e Audie Murphy, O Anjo Violento (All Fall Down, 1962), de John Frankenheimer, estrelado por Eva Marie Saint e O Indomado (Hud, 1963), de Martin Ritt, com Paul Newman.

Entre 1953 e 1954 teve sua própria série na televisão, Jamie, cancelada por problemas contratuais, apesar da boa audiência. Voltou várias vezes ao teatro e, de certa forma cansado dos personagens repetitivos que o cinema lhe impunha, tentou construir uma carreira musical e começou a escrever canções, que apresentava anonimamente em um bar de Los Angeles. Despediu-se das telas na comédia Wild in the Sky, de 1972.

De Wilde casou-se em 1963 com Susan Margot Maw, mãe de seu único filho, Jesse. O matrimônio terminou em divórcio em 1970. Em 1972, uniu-se a Janice Gero, mas o casamento acabou de maneira trágica apenas três meses depois: na tarde de 6 de julho daquele ano, De Wilde seguia com seu carro em direção ao hospital de Denver onde sua esposa se recuperava de uma cirurgia, quando colidiu violentamente contra um caminhão parado. Gravemente ferido, faleceu poucas horas depois, aos trinta anos de idade. Seus amigos Gram Parsons e Emmylou Harris dedicaram-lhe a canção In My Hour of Darkness, cuja primeira estrofe revive o acidente: "Once I knew a young man/went driving through the night,/miles and miles without a word/but just his high-beam lights./ Who'd have ever thought they'd build/such a deadly Denver bend;/to be so strong, to take so long/as it would till the end.[1]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Todos os títulos em Português referem-se a exibições no Brasil.[1]

Referências

  1. a b UNONIUS, Kristian Erik, Brandon De Wilde, O Percurso Efêmero de um Astro Mirim, in MATINÊ 33, Ribeirão Preto, SP: Divino Rodrigues da Silva, 2003, periodicidade variável

Ligações externas[editar | editar código-fonte]