Brasão

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Brasão de Armas do Rei D. Manuel I
Brasão de armas do conde de Porto Alegre
Brasão de armas do Império Alemão

Brasão de armas ou, simplesmente, brasão, na tradição europeia medieval, é um desenho especificamente criado - obedecendo às leis da heráldica - com a finalidade de identificar indivíduos, famílias, clãs, corporações, cidades, regiões e nações.

O desenho de um brasão é normalmente colocado num suporte em forma de escudo que representa a arma de defesa homónima usada pelos guerreiros medievais. No entanto, o desenho pode ser representado sobre outros suportes, como bandeiras, vestuário, elementos arquitectónicos, mobiliário, objectos pessoais, etc.. Era comum, sobretudo nos séculos XIV e XV, os brasões serem pintados ou cosidos sobre as cotas de malha, o vestuário de protecção usado pelos homens de armas. Por isso, os brasões também são, ocasionalmente, designados por cotas de armas.

Em sentido restrito, o termo brasão refere-se apenas à descrição do desenho inserido no escudo de armas. No entanto, em sentido lato, pode designar-se por brasão a descrição do conjunto das armas, incluindo, além do escudo, os elementos exteriores (coronel, timbre, virol, paquifes, etc.). Por extensão, o termo brasão, passou a aplicar-se não só à descrição, mas, também ao próprio objecto descrito: o escudo ou o conjunto armorial completo.

Não se sabe, com rigor, quando é que esta prática teve início. O campo de estudo dos brasões denomina-se heráldica. Os brasões não eram fornecidos ao acaso para as pessoas. Tiveram as suas origens em actos de coragem e bravura efetuados por grandes cavaleiros. Era uma maneira de os homenagear e às suas famílias. Com o passar do tempo, como era um ícone de status, passou a ser conferido a famílias nobres no intuito de identificar o grau social delas, assim sendo, somente os heróis ou a nobreza possuíam tal ícone e o poderiam transmitir a seus descendentes.

A partir do século XIX, com a ascensão ao poder da burguesia e o declínio da aristocracia, o brasão foi perdendo a sua importância. No século XX o brasão renasceu, mas, desta vez, aplicado na simbologia de municípios, corporações, estados e outras entidades colectivas. De observar que, desde o século XIX, por tradição, muitas dessas entidades chamaram "brasões" aos seus emblemas distintivos. No entanto, trata-se de emblemas e não propriamente brasões, já que, apesar da denominação formal de "brasão", não obedecem às regras da heráldica. [carece de fontes?]

Atualmente é frequente o uso de brasões como símbolo de freguesias, município ou regiões, que têm sua bandeira, onde normalmente figura um brarrtrrsão. Associações, clubes (especialmente clubes de futebol), empresas e mesmo pessoas físicas continuam a usar brasões de armas como elemento gráfico de identificação.

Tipos de brasões[editar | editar código-fonte]

Os brasões podem dividir-se em diferentes classes, segundo as entidades que representam.[1] A classificação básica, divide-os em duas classes:

  1. Brasões simples: representam uma única entidade;
  2. Brasões compostos: combinam dois ou mais brasões, cada qual representando uma entidade diferente.

Os brasões também podem ser classificados segundo a categoria da entidade que representam:

  1. Brasões: representam um monarca ou um estado soberano;
  2. Brasões de titulares: representam o titular de um cargo ou de uma honra;
  3. Brasões de família: representam, em sentido restrito, o chefe de uma família e, em sentido lato, o conjunto da família;
  4. Brasões eclesiásticos: representam um titular eclesiástico ou uma entidade colectiva religiosa;
  5. Brasões corporativos: representam uma entidade colectiva moral, tanto civil como militar;
  6. Brasões de domínio: representam uma entidade territorial não soberana.

Além disso, os brasões ainda podem ser classificados segundo as suas características ou o seu historial:

  1. Brasões assumidos: assumidos pela própria entidade que representam, ao invés de terem sido concedidos por uma autoridade superior.
  2. Brasões acrescentados: ao desenho dos quais foram acrescentadas peças honrosas ou feitas outras alterações, como forma de recompensa da entidade que representam;
  3. Brasões a inquirir: que infringem, propositadamente, uma ou mais regras da heráldica, como forma de significar algo que deve ser inquirido;

Emblemas, insígnias, marcas ou distintivos de entidades não são brasões de armas quando não se enquadrarem nos critérios da heráldica.[1]

Os brasões também podem ser classificados ainda quanto:

  1. Estilo de Coroa mural: aldeia, vila, cidade e cidade capital;
  2. Forma de seus elementos fundamentais - os escudos: francês antigo, francês moderno, somático ou samnítico, oval (feminino; mulheres casadas), losangos (feminino; mulheres solteiras; símbolo da virgindade), de torneio ou bandeira, italiano, suíço, inglês, alemão, polaco, espanhol, português e da Flandres e formas diversas;
  3. Tipos de suporte: apoios, sóstenes, suportes e tenentes.

Elementos de um brasão[editar | editar código-fonte]

Brasões ou armas têm como elemento fundamental o escudo, que contém o desenho fundamental do brasão.

Os restantes elementos são os chamados elementos exteriores, que incluem:

  1. Grito de guerra ou grito de armas: é uma palavra ou frase curta (interjeição) de incentivo ao combate ou à acção. Normalmente, é colocado num listel, sobre o conjunto das armas;
  2. Timbre: representa os emblemas que os cavaleiros colocavam no topo dos seus elmos, para melhor serem identificados nos torneios. O timbre é colocado sobre o virol e, ao contrário das figuras inseridas no escudo, pode ser figurado de forma naturalista;
  3. Coroa ou Coronel: representa a categoria da entidade representada pelo brasão. É chamada de coroa, se corresponde a uma entidade com soberania e coronel, nos restantes casos. Conforme o país ou a representação artística do brasão, a coroa ou coronel pode figurar sobre o elmo, sobre o pavilhão ou manto, ou, directamente sobre o escudo;
  4. Virol: é a reprodução da fita que amarrava o timbre ao elmo. Representa-se com duas cordas entrelaçadas, uma da cor do metal principal do escudo e a outra da cor do esmalte principal;
  5. Elmo: é a reprodução dos elmos dos cavaleiros. Na heráldica de alguns países a cor, o formato e a posição do elmo, indica o estatuto da entidade representada;
  6. Paquifes: são a reprodução do tecido que alguns cavaleiros colocavam sobre os elmos, para se protegerem do calor. São, normalmente representados com duas cores, uma a do metal principal do escudo e, a outra, a do esmalte principal;
  7. Pavilhão: representa um pavilhão ou tenda de campanha medieval. É, normalmente, representado a envolver o escudo e outros dos seus elementos exteriores, tendo, no seu topo a coroa correspondente à entidade representada;
  8. Manto: representa a peça de vestuário homónima, que cobre, simbolicamente um soberano ou alto membro da nobreza. Normalmente, envolve o escudo, tendo, no seu topo, a coroa ou coronel correspondente à entidade representada;
  9. Suportes ou Tenentes: são figuras que suportam o escudo. São chamados tenentes se representam seres humanos e suportes, nos restantes casos. Normalmente são representados aos pares, um de cada lado do escudo. Ocasionalmente pode ser representado apenas um, atrás do escudo;
  10. Insígnias: representam o cargo que uma pessoa representada pelo brasão detém. É comum representá-los como dois objectos cruzados atrás do escudo;
  11. Troféus: são a reprodução de objectos, geralmente armas e bandeiras, para significar feitos militares. São, normalmente colocados atrás do escudo;
  12. Condecorações: são a reprodução das insígnias das condecorações que, a entidade representada, detém. São colocadas em colares à volta do escudo, pendentes do mesmo ou, caso sejam cruzes, atrás do escudo, apenas com as pontas aparentes;
  13. Divisa: é o lema da entidade representada. É colocado num listel, sob o escudo.

De observar que o único elemento obrigatório de um brasão de armas é o seu escudo. Independentemente de terem sido atribuídos elementos exteriores a um brasão, este pode ser representado apenas pelo seu escudo, ou até, pelo desenho incluído no escudo, colocado sobre outro tipo de suporte.

Por outro lado, em certas representações artísticas de um brasão de armas, podem-lhe ser acrescentados certos elementos exteriores que não lhe tenham sido, formalmente, atribuídos. É o caso, por exemplo, dos suportes e dos tenentes, colocados em certos brasões apenas como decoração.

Já outros elementos exteriores, só podem ser colocados na representação de um brasão, no caso de terem sido, formalmente atribuídos ao titular do mesmo. É o caso, por exemplo, das coroas e dos coroneis.

Formas do escudo[editar | editar código-fonte]

Principais formatos de escudos.

O escudo, ou seja, o suporte material básico do brasão de armas, foi sendo representado, conforme a época e o local, com diversos formatos, alguns deles bastantes fantásticos e rebuscados. Os principais são os seguintes:

  1. Escudo clássico, ogival ou lanceolado: tem a ponta inferior em forma de lança ou ogiva. Sendo um dos mais antigos formatos de escudo, no século XX voltou a ser o tipo mais usado na Europa e nos países de influência europeia;
  2. Escudo francês, quadrado ou samnítico: tem um formato, aproximadamente quadrado, mas com os dois cantos inferiores arredondados e com uma pequena ponta na base. Introduzido, primeiro, em França, este formato de escudo tornou-se o tipo mais usado na Europa e nos países de influência europeia, durante o século XIX;
  3. Escudo oval: tem um formato oval. Com utilização generalizada durante o século XVIII, tornou-se, na heráldica portuguesa, o formato de escudo privativo do clero. Em outros países é o formato privativo dos escudos femininos;
  4. Lisonja: tem um formato em paralelogramo, com os quatro lados iguais. Na heráldica portuguesa e da maioria dos países europeus é o formato de escudo privativo das senhoras que não sejam titulares ou chefes de família. Na Catalunha e em outros territórios da antiga Coroa de Aragão é o formato de escudo de utilização generalizada;
  5. Escudo de torneio ou de bandeira: é um quadrilátero como sete partes de largura por oito de altura. Era o formato do escudo físico, utilizado pelos cavaleiros nos torneios medievais;
  6. Escudo italiano ou de cabeça de cavalo: tem o formato aproximado da parte frontal da cabeça de um cavalo. Utilizado, inicialmente, na Itália, durante o renascimento, este tipo de escudo baseava-se no formato das peças de armadura que protegiam a parte frontal da cabeça dos cavalos de batalha;
  7. Escudo suíço: de formato semelhante ao do escudo clássico, mas com a parte superior recortada;
  8. Escudo inglês: de formato semelhante ao do escudo francês, mas com uma "orelha" triangular em cada um dos bordos superiores. Este formato de escudo foi usado no século XVIII pelos nobres da Inglaterra, distinguindo-se dos escudos plebeus, pelas "orelhas";
  9. Escudo alemão: escudo de ponta arredondada ou ogival, com um recorte redondo num dos cantos superiores. Formato de escudo usado em torneiros pelos cavaleiros renascentistas, servindo o recorte superior para apoiar a lança;
  10. Escudo polaco/polonês ou russo: escudo de ponta arredondada, com recortes arredondados simétricos nas laterais e, geralmente, também na parte superior;
  11. Escudo português, espanhol, flamengo, ibérico, peninsular ou boleado: escudo com a ponta redonda. Actualmente é o escudo de uso dominante em Portugal. Também é bastante utilizado na Espanha, Brasil, Alemanha e Países Baixos;

Organização do Escudo[editar | editar código-fonte]

Ao descrever-se a organização de um escudo, deve ter-se em conta que ele é descrito pelo ponto de vista do, suposto, portador do escudo. Assim, por convenção a direita (ou dextra) do escudo é a esquerda de quem o olha de frente. Igualmente a esquerda (ou sinistra) do escudo é a direita em relação ao observador frontal.

Pontos do escudo

O escudo organiza-se em 9 zonas fundamentais, chamadas pontos:

  1. Cantão direito do chefe;
  2. Ponto do chefe ou, simplesmente, chefe;
  3. Cantão esquerdo do chefe;
  4. Ponto do flanco direito, ou, simplesmente flanco direito;
  5. Ponto do centro, coração ou abismo;
  6. Ponto do flanco esquerdo, ou, simplesmente flanco esquerdo;
  7. Cantão direito da ponta;
  8. Ponto da ponta ou, simplesmente ponta;
  9. Cantão esquerdo da ponta.

Adicionalmente existem: Ponto de honra (H) e Umbigo (N).

Os pontos podem ainda agrupar-se, formando quatro partes: Chefe (por extensão) - agrupando os pontos 1, 2 e 3, Flanco direito (por extensão) - agrupando os pontos 1, 4 e 7, Flanco esquerdo (por extensão) - agrupando os pontos 3, 6 e 9 e Ponta (por extensão) - agrupando os pontos 7, 8 e 9.

Partições e subpartições do escudo[editar | editar código-fonte]

Partições do escudo

O escudo pode ser subdividido em partições obtidas através de quatro traços principais, correspondentes aos golpes de espada que lhe podiam ser desferidos:

  1. Partido: traço vertical, de cima a baixo do escudo;
  2. Cortado: traço horizontal, do flanco direito ao esquerdo do escudo;
  3. Fendido: traço diagonal, descendo do canto direito até ao esquerdo do escudo;
  4. Talhado: traço diagonal, descendo do canto esquerdo até ao direito do escudo.

Repetindo a mesma ou combinando várias das partições, pode obter-se um sem número de subpartições, bem como peças de honra, obtidas a partir daquelas.

Exemplos de brasões[editar | editar código-fonte]

Brasões de Armas da União de Nações Sul-Americanas[editar | editar código-fonte]

Brasões de Armas da União de Nações Sul-Americanas e Bandeira da UNASUL

Brasões de Armas dos Estados-membros da União Europeia[editar | editar código-fonte]

Brasões de Armas dos Estados Membros da União Europeia e Bandeira da UE

Brasões das Capitais de Estados Brasileiros[editar | editar código-fonte]

De acordo com a circular de 4 de Abril de 1930 da Direcção Geral da Administração Pública de Portugal, as comissões administrativas das câmaras municipais portuguesas foram obrigadas a normalizar os brasões segundo o parecer compulsório da secção de heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Tal regra preconiza que as freguesias urbanas ou povoações simples sejam representadas por uma coroa mural de três torres, as vilas, de quatro torres, e as cidades, de cinco torres, sendo coroa e torres de prata. Dentre os 308 municípios portugueses, somente Lisboa, Caldas da Rainha e Horta fogem a esse padrão. Lisboa, por ser a capital do País, distingue-se dos demais municípios por possuir brasão com coroa e torres de ouro. Já Caldas da Rainha e Horta possuem brasões que sobreviveram à normalização de 1930. Caldas da Rainha mantém o brasão de sua fundadora, a Rainha D. Leonor, ladeado à esquerda pelo seu próprio emblema (o camaroeiro) e à direita pelo emblema de D. João II (o pelicano). Já Horta possui coroa ducal e, como timbre, um braço de prata armado duma espada do mesmo metal. Adicionalmente, os brasões dos municípios portugueses ainda devem ser compostos de escudo português e de listel com o nome do município (sendo que 16 municípios também acrescentam colar envolvendo o escudo, denotando agraciamento com a Ordem da Torre e Espada).

Ao contrário de Portugal, o Brasil não normalizou as regras heráldicas domiciliares. Além disso, com a Proclamação da República em 1889 e a Revolução de 1930, as autoridades brasileiras não mais adotam a classificação tradicional do antigo Império Português (que separava as aglomerações administrativas em freguesias, vilas e cidades), sendo todas as sedes de municípios brasileiros categorizadas então como cidades de acordo com o Decreto-Lei nº 311 de 2 de março de 1938. Assim, os brasões municipais foram adoptados no Brasil com total liberdade de criação, apresentando variado conjunto heráldico. Alguns brasões retêm características puramente lusas como o escudo português e a coroa mural de três a cinco torres (ex: Batatais, São Paulo)), sendo que a quantidade de torres varia conforme o uso histórico (que pode ser atualizado). Contudo, a imensa maioria dos brasões municipais brasileiros poderia na verdade ser classificada como de luso-brasileiros, dado que além de apresentarem tais características heráldicas puramente portuguesas também são acrescidos de brasilianismos não presentes na heráldica portuguesa, tais como:

Por fim, há também brasões municipais brasileiros que buscaram elementos heráldicos longe da tradição heráldica portuguesa (ex: Itumbiara, Goiás[5] ), e alguns que inclusive nem mesmo se enquadram dentro de quaisquer regras tradicionais de heráldica (ex: Macapá, Amapá). Com uma maior disseminação da heráldica e da vexilologia no Brasil, recentemente há esforços pontuais[6] [7] [8] para, partindo desta heráldica luso-brasileira, ou harmonizar os brasões municipais existentes ou criar brasões municipais ainda inexistentes. Listam-se a seguir alguns de tais exemplos de brasões:

Ainda assim, nunca é demais lembrar que o Artigo 13 da atual Constituição Brasileira faculta aos municípios brasileiros a adoção de símbolos próprios.

A lista de brasões a seguir ilustra melhor a diversidade de brasões municipais brasileiros.

Brasão Capital Unidade Federativa Fundação do Município Aprovação do Brasão corrente
Brasão do Distrito Federal (Brasil).svg Brasília Distrito Federal 21 de abril de 1960 12 de setembro de 1960
Brasão de Rio Branco.svg Rio Branco Acre 28 de dezembro de 1882
Brasão de Maceió.svg Maceió Alagoas 5 de dezembro de 1815 4 de janeiro de 1958
Brasão de Macapá.svg Macapá Amapá 4 de fevereiro de 1758
Brasão de Manaus.svg Manaus Amazonas 24 de outubro de 1669 1906
Brasão de Salvador.jpg Salvador Bahia 29 de março de 1549
Brasão de Fortaleza.svg Fortaleza Ceará 13 de abril de 1726 11 de novembro de 1958
Brasão de Vitória, Espírito Santo.svg Vitória Espírito Santo 8 de setembro de 1551 26 de maio de 1978
Brasão de Goiânia.svg Goiânia Goiás 24 de outubro de 1933 12 de março de 2013
Brasão de São Luís.svg São Luís do Maranhão Maranhão 8 de setembro de 1612 2 de julho de 1927
Brasão de Cuiabá.gif Cuiabá Mato Grosso 17 de setembro de 1818 13 de setembro de 1961
Brasão Municipal Campo Grande.jpg Campo Grande Mato Grosso do Sul 21 de junho de 1872
Brasão de Belo Horizonte (Minas Gerais).svg Belo Horizonte Minas Gerais 12 de dezembro de 1897 16 de agosto de 1995
Coat of arms Belem do Para Brazil.jpg Belém do Pará Pará 12 de janeiro de 1616
Brasão de João Pessoa.svg João Pessoa Paraíba 5 agosto de 1585
Brasão de Curitiba.svg Curitiba Paraná 29 de março de 1693 11 de maio de 1967
Brasaorecife.jpg Recife Pernambuco 12 de março de 1537
Teresina.PNG Teresina Piauí 16 de agosto de 1852
Brasão de Natal.svg Natal Rio Grande do Norte 25 de dezembro de 1599 23 de agosto de 1909
Brasão de Porto Alegre (RS).svg Porto Alegre Rio Grande do Sul 26 de março de 1772 22 de janeiro de 1953
Brasão da cidade do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro Rio de Janeiro 1 de março de 1565 2000
Brasão Porto Velho.gif Porto Velho Rondônia 2 de outubro de 1914
Brasao Boa Vista.png Boa Vista Roraima 9 de julho de 1890
Brasao florianopolis.gif Florianópolis Santa Catarina 23 de março de 1726 15 de março de 1976
Brasão da cidade de São Paulo.svg São Paulo São Paulo 25 de janeiro de 1554 6 de março de 1987
Brasão de Aracaju.svg Aracaju Sergipe 17 de março de 1855
Brasão de Palmas.svg Palmas Tocantins 20 de maio de 1989

Brasões Comunistas[editar | editar código-fonte]

A heráldica comunista, apresentada nos emblemas oficiais dos Estados socialistas, notadamente dos integrantes da antiga União Soviética, tende a usar como tema principal em sua simbologia comunista as ferramentas e produtos da produção agrícola e industrial de base, em geral sobre fundo rubro. Os elementos gráficos mais comuns na heráldica socialista são: estrelas vermelhas ou amarelas/douradas; sóis-nascentes ou raios de sol; campos e feixes de cereais (trigo, arroz, milho, centeio, cevada); engrenagens; barragens hidrelétricas; torres de transmissão elétrica; ferramentas (foice, martelo, pá, enxada, facão, compasso, pincel); armas de fogo (em contraste com armas brancas da heráldica medieval).

Referências[editar | editar código-fonte]

  • SOUSA, Manuel de, As Origens dos Apelidos das Famílias Portuguesas, Ed. SporPress, Mem Martins, 2003
  • NÓBREGA, Artur Vaz-Osório da, Compêndio Português de Heráldica de Família, Mediatexto, 2003
  • MATTOS, Armando de, Manual de Heráldica Portuguesa, Fernando Machado, 1941

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Encyclopaedia Britannica; or A dictionary of arts, sciences, and miscellaneous literature, Volume 10 (em inglês). 6 ed. [S.l.]: Printed for Archibald Constable and Company, 1823. Capítulo: VI. Heraldry. , p. 425.
  2. PREFEITURA MUNICIPAL DE TRÊS LAGOAS.. Simbologia do Município. Três Lagoas MS. Página visitada em 22 de agosto de 2013.
  3. PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS. Secretaria Municipal de Administração. Departamento de Auditoria (2009). Cartilha de Símbolos de Campinas. Campinas SP. Página visitada em 22 de agosto de 2013.
  4. PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.. Brasão. São José dos Campos SP. Página visitada em 22 de agosto de 2013.
  5. PREFEITURA MUNICIPAL DE ITUMBIARA.. Símbolos Municipais. Itumbiara GO. Página visitada em 22 de agosto de 2013.
  6. Cidades do Brasil, Editorial (outubro de 2003). Símbolos Municipais. Página visitada em 22 de agosto de 2013.
  7. Atelier Heráldico. Brasões Municipais Brasileiros. Página visitada em 22 de agosto de 2013.
  8. ANDRADE, J.S. Brasão Domiciliar e Bandeira Municipal.
  9. CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE (09 de novembro de 2009). Brasão - Proposta de Emenda visa normatizar símbolo de BH. Belo Horizonte MG. Página visitada em 22 de agosto de 2013.
  10. PREFEITURA MUNICIPAL DE MONTE MOR. Brasão. Monte Mor SP. Página visitada em 22 de agosto de 2013.
  11. PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA VENÉCIA. Município vai adotar novo brasão. Nova Venécia ES. Página visitada em 22 de agosto de 2013.
  12. PREFEITURA MUNICIPAL DE FELIZ. Símbolos Municipais. Feliz RS. Página visitada em 22 de agosto de 2013.
  13. PREFEITURA MUNICIPAL DE POÇO FUNDO. Brasão. Poço Fundo MG. Página visitada em 22 de agosto de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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