Brasão de Alagoas
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O brasão de armas de Alagoas, projeto do professor Théo Brandão, foi instituído pela mesma Lei que estabeleceu a bandeira do estado (lei nº 2.628 de 23 de setembro de 1963).
É assim descrito:
"Escudo português antigo, em posição natural, partido de prata. À destra com um rochedo de goles (vermelho), sainte de um mar ondado e movente da ponta que sustem uma torre de goles (vermelho), que é de Penedo; à sinestra, com três morros de goles (vermelho), unidos, o do meio mais alto, saintes de um contra-chefe de oito faixas onduladas de blau (azul) e prata, alternadas, que é de Porto Calvo. No chefe, ondado de blau (azul), três tainhas nadantes de prata, postas em contra-roquete, que é das Alagoas (Alagoas do Sul, atual Marechal Deodoro. Por apoios, à destra, um coimo de cana-de-açúcar empedoado, e à sinestra, um ramo de algodoeiro, encapuchado e florado, ambos de sua cor. Em cima, estrela de prata, de cinco pontas, como timbre. Em baixo, listel de sinopla (verde) debruado de jalne (oiro) com o mote: AD BONUM ET PROSPERITATEM, LETRAS DO MESMO".
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[editar] Significado
O brasão de armas do Estado de Alagoas, lembra sua formação política, sua história e sua geografia. Tornou-se independente por ato do Rei D. João VI, a 16 de setembro de 1817, separando-se da então capitania de Pernambuco e constituindo-se do território da então comarca das Alagoas, formada pelas três vilas: Alagoas - cabeça da comarca - Porto Calvo e Penedo, seus termos.
Os motivos invocados pelo soberano do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarve constam do decreto real e podem ser sintetizados nas suas próprias palavras iniciais: quem me proponho elevá-lo, etc". O brasão de armas de Alagoas recorda em seu simbolismo esta formação histórica e os motivos determinantes da criação da então Capitania das Alagoas ao constituir-se dos escudos das tres vilas da comarca e ao inscrever em seu mote as mais significativas palavras do decreto. Para o bem ou o bom regime e para a prosperidade" - AD BONUM ET PROSPERITATEM (nas cores verde - letras - e amarela).
Os escudos representativos das tres vilas formadoras do Estado, Alagoas, Porto Calvo e Penedo, possuem também uma significação histórica e ao mesmo tempo geográfica. "As três tainhas postas em pala, isto é, uma por sobre a outra... representam as três principais e maiores lagoas da então povoação: A Mundaú ou do Norte, a Manguaba, ou do Sul ... e a de Jequiá, isolada. Representam igualmente a maior riquea da região: a pesca, com as indústrias e cultura do coqueiro (Cocus Nucifera), etc."
"O timbre - estrela de prata de cinco pontas - posta no alto do escudo, é uma tradição da heráldica brasileira e faz referência a uma das estrelas que estão no brasão e na bandeira do Brasil e quer dizer que Alagoas é uma das unidades da Federação Brasileira."
Fonte: Guia dos Municípios de Alagoas e Enciclopédia dos Municípios Alagoanos - 1977
[editar] Brasões anteriores
[editar] Colônia
Foram os portugueses, à época da colônia, que instituíram o primeiro brasão para o território alagoano. Trata-se de um escudo redondo de campo em prata, dispondo três tainhas postas em pala (uma por sobre a outra), representamdo as três principais lagoas da região: Mundaú ou "do Norte", a Manguaba, ou "do Sul" e Jequiá, isolada. Não se sabe ao certo quando se instituiu esse primeiro brasão. À época da ocupação holandesa do nordeste do Brasil é certo que tal escudo figurava como representativo da região, sendo adotado e adaptado pelos ocupantes, como atestam antigas estampas. A região só se tornou comarca em 1711, e província em 1817, o que denota certa carência de relevância administrativa à época.
[editar] República
O primeiro brasão do estado de Alagoas, já no período republicano, foi instituído por meio do decreto n.º 53, de 25 de maio de 1894, e suspensa em 10 de novembro de 1937, juntamente com todos os símbolos estaduais do Brasil, por meio da constituição brasileira de 1937.

