Brasão de Americana
O Brasão de Armas do município de Americana é um dos simbolos oficiais do município e de seu povo. Desde a emancipação política em 12 de novembro de 1925, até os dias atuais, a cidade teve quatro brasões de armas, retratando os momentos históricos do município. O antigo brasão não estava de acordo com a Lei Orgânica Municipal, que diz no seu Artigo 2º que os simbolos municipais devem retratar os povos fundadores de Americana. O antigo brasão retratava os americanos confederados, mas não retratava a comunidade italiana, que também contribuiu significativamente para o progresso do município.
O atual brasão foi resultado de estudos realizados por uma comissão de americanense. Foi criado pelo heraldista Paulo de Barros Camargo e oficializado pela Lei nº 3.152, de 17 de abril de 1998, assinada pelo Prefeito Municipal, Dr. Waldemar Tebaldi
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[editar] Primeiro brasão
O primeiro brasão foi elaborado pelo Padre Victor Randuá, pároco da antiga Matriz de Santo Antônio, de 1923 a 1927. O Padre Victor tinha conhecimento em heráldica, e elaborou um brasão que foi usado à partir de 12 de novembro de 1925 logo após a emancipação político administrativa do município. Este brasão foi usado até 17 de setembro de 1965. Tinha como componente principal um escudo Samnítico, com um enxame de abelhas ao redor de uma colméia, representando o trabalho, e oito listras em preto e branco representando a bandeira paulista. O listel "Ex Labore Dulcedo" (do latim: "O prazer vem do trabalho", ou "Do trabalho vem a doçura/prazer") que até os dias de hoje é o lema do município, teve origem neste brasão. Sobre o escudo uma coroa com oito merlões, e como suporte ornamental a representação das culturas agrícolas da época (algodão e café).
[editar] Segundo brasão
Os documentos oficiais não informam o criador deste brasão, mas acredita-se pelo seu estilo, que tenha sido obra do professor Arcinoé Antônio Peixoto de Faria, famoso heraldista da época. Foi adotado oficialmente em 18 de setembro de 1965 pelo Prefeito Municipal, Dr. João Baptista de Oliveira Romano, junto com a primeira bandeira do município. Era formado por um escudo Semnítico azul (blau), com uma coroa mural de oito torres de prata. No escudo era retratado uma colméia de ouro iluminada com um enxame de abelhas de prata. No canto superior esquerdo a iconografia da bandeira paulista. Como apoio ao escudo uma lançadeira a direita e um conical com uma aste a esquerda, ambos unidos por um fio que se enlaça, tudo em ouro. Sobre o conjunto sobrepõe-se um listel azul, contendo em letras de ouro a divisa: "Ex labore dulcedo". Indiscutivelmente o segundo brasão de armas de Americana representou, de maneira marcante, a fase industrial do município, com a inclusão de apoios alusivos à indústria têxtil (conical e lançadeira) e a manutenção do símbolo relativo ao trabalho, isto é, a abelha.
[editar] Terceiro brasão
O terceiro brasão de armas de Americana, foi idealizado pelo Dr. Lauro Ribeiro Escobar, do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito, e oficializado pela Lei nº 1.408, de 3 de novembro de 1975, assinada pelo Prefeito Municipal, Engº Ralph Biasi. Trás um escudo ibérico em goles (vermelho) evocando os portugueses, primeiros colonizadores e desbravadores de nossa Pátria. Dentro do escudo uma aspa (cruz de Santo André), firmada de blau (azul), debruada de prata e carregada de treze estrelas de cinco pontas do mesmo, representando a bandeira confederada, que trás alusão aos colonizadores que radicando-se em nosso Município, contribuiram eficazmente para seu progresso, inspirando-lhe até mesmo o topônimo. Acantonada em chefe, uma colméia entre duas abelhas; este antigo símbolo do nosso município representa a operosidade do povo de Americana, trabalhando diuturnamente pelo progresso do município. Por fim, em ponta uma roca em ouro, representando a indústria têxtil. O escudo é encimado de uma coroa mural de oito torres em prata, representando a emancipação política do município, e com suas portas abertas de goles, proclamando o caráter hospitaleiro do povo de Americana. A cor goles, na posição em que se encontra, e por ser no Brasil indicativo do Direito e da Justiça, está a lembrar que Americana é a cabeça de Comarca, como a dizer "Dentro destas portas, encontrareis a Justiça". Como suporte do brasão, dois integrantes da Guarda Nacional do Império, em uniformes característicos de gala. Eles representam os guardas de honra que recepcionaram Sua Majestade D. Pedro II e sua comitiva, quando da inauguração da estação ferroviária, em 1875, o marco da fundação de Americana. O listel de goles, com a divisa "Ex Labore Dulcedo", em letras de ouro, é outro antigo símbolo municipal, exteriorizando o denominador comum dos munícipes, que objetivam o bem através do trabalho.
Escudo ibérico com goles, tendo em chefe a Cruz de Santo Antonio – TAU (representando o Santo Padroeiro). Ao centro uma Colmeia entre duas abelhas, representando o trabalho de todas as colônias; em ponta dois machados em aspa, representando a Fazenda Machadinho, que deu origem ao primeiro núcleo urbano; no centro, a sinistro uma roca (representando a atividade têxtil) e a destro um arado representando a colaboração dos confederados.
O escudo é encimado por uma coroa mural em prata, tendo suas portas abertas em goles. Como suporte a destro um galho de café frutificado ao natural e a sinistro uma haste de algodão florido, também ao natural, representando as culturas do início, entrecruzados em ponte sobre os quais se sobrepõem um listel de goles, tendo em divisa "Ex Labore Dulcedo" em letras de ouro. Segundo o professor de latim Leandro Abel Vendemiatti da Faculdade de Americana (FAM), o significado da divisa divisa "Ex Labore Dulcedo" é "Do trabalho vem a doçura".
