Brasão de Estrela do Norte (São Paulo)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Brasão de armas

O Brasão de Estrela do Norte é um símbolo de Estrela do Norte, município do estado de São Paulo, Brasil.

As armas foram garantidas ao município a 2 de junho de 1973, pela Lei Municipal nº 11.774/73, e são de criação do dr. Lauro Ribeiro Escobar, membro do Conselho Estadual de Honraria e Mérito.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Escudo ibérico de goles, com dois dragões batalhantes, encimados de uma estrela de cinco pontas, tudo de prata. O escudo é encimado de coroa mural de prata, de oito torres, suas portas abertas de sable e tem como suportes, à dextra, um ramo de algodoeiro e a sinistra um ramo de feijoeiro, ambos folhados e produzindo ao natural. Listel de goles, com o topônimo "ESTRELA DO NORTE" em letras de prata.

Interpretação[editar | editar código-fonte]

O Brasão de Armas tem a seguinte interpretação:

I - O escudo ibérico era usado em Portugal à época do descobrimento do Brasil e sua adoção evoca os primeiros colonizadores e desbravadores da nossa Pátria.

II - A cor goles (vermelho), tem o significado heráldico de audácia, coragem, valor, galhardia, intrepidez, nobreza conspícua, generosidade e honra, qualidades dos primitivos desbravadores da região, que enfrentaram indomitamente as dificuldades opostas pelo sertão bravio, para legar à descendência do próspero município.

III - Os dragões batalhantes (de frente um para o outro, em posição agressiva), constituem referência à antiga denominação do povoado - Patrimônio de Dragão. É ainda o dragão emblema heráldico de vigilância, custódia, prudência, fidelidade e verdadeira sabedoria, aludindo à posição do municípío de Estrela do Norte, nas proximidades da fronteira e sua qualidade de guardião das tradições paulistas.

IV - A estrela é símbolo de luz nas trevas da noite, guia seguro, luminoso futuro, aspiração a coisas superiores e a ações sublimes, afirmação de certeza dos munícipes em futuro esplendoroso, por seu diuturno trabalho e sob orientação firme dos administradores. É também peça parlante, pois diz o nome do município.

V - O metal prata representa felicidade, pureza, verdade, franqueza, integridade, equidade, formosura, e temperança, a indicar harmonia reinante no município e as virtudes de seu povo.

VI - A coroa mural é o símbolo da emancipação política e, de prata, com oito torres, das quais apenas cinco estão aparentes, constitui a reservada às cidades. As portas abertas de sable (preto), proclamam o caráter hospitaleiro do povo de Estrela do Norte.

VII - Os ramos de algodoeiro e feijoeiro, atestam a fertilidade das terras generosas de Estrela do Norte, de que há importantes produtos e indicam a agricultura como o fator básico da economia do município.

VIII - No listel, o topônimo "ESTRELA DO NORTE" identifica o município.

Erro de interpretação[editar | editar código-fonte]

A página da prefeitura de Estrela do Norte descreve a peça coroa mural (a peça acima do escudo) quase que corretamente, errando porém em dois pontos: "…coroa mural de prata, de oito torres, suas portas abertas de sable…". Não se utilizam de forma alguma portas abertas nesta peça. É uma simples "licença artística" adotada, sugerindo sinal de espírito acolhedor do cidadão do município. O correto é sempre utilizar portas fechadas, como aliás está representado corretamente no desenho do brasão. O desenho do brasão está correto, o texto da prefeitura comete um erro. O texto ainda apresenta outro equívoco, pois a representação de portas abertas em heráldica é a cor branca, e não a preta (sable). Como já se disse, portas pintadas de preto significam portas fechadas.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • [1] - página da respectiva Prefeitura Municipal, com detalhes sobre o brasão de Estrela do Norte
  • [2]

Ribeiro, Clovis, Brazões e Bandeiras do Brasil, São Paulo Editora, São Paulo, 1933.

Faria, Arcinóe Antônio Peixoto de. Enciclopédia Heráldica Municipalista, São Paulo, 1953,

Mattos, Armando de. Manual de Heráldica, 3ª edição. Porto, Livraria Fernando Machado, 1960.