Brasil, País do Futuro

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Brasil, País do Futuro, é o título em português da obra do autor judeu-austríaco Stefan Zweig, que no final da metade do século XX radicou-se na cidade fluminense de Petrópolis, fugindo do nazismo.

Segundo seu principal biógrafo, Alberto Dines, a obra constitui-se em "caso único de livro convertido em epíteto nacional"; foi recebida fora do país como uma revelação, mas também com incompreensão.[1] Dines publicou, ainda, um histórico do próprio livro, intitulado "Stefan Zweig no país do futuro – a biografia de um livro".

Histórico[editar | editar código-fonte]

Zweig fugira para o Brasil em junho de 1940, fugindo do avanço nazi sobre a França. Estivera no país antes, em 1936, quando teria declarado que seria "o camelot do Brasil na Europa", após ter passado 12 dias no país, entre as cidades de Rio de Janeiro, Santos e São Paulo.[2]

Durante algum tempo no país, onde obteve o visto de residência em novembro de 1940, percorreu por seis dias a região Nordeste em pesquisa. Durante todo o tempo manteve correspondência com seu editor brasileiro Abraham Koogan.[2]

Embora a II Guerra já estivesse em seu auge, em 1941, Zweig conseguiu realizar a proeza de fazer o lançamento simultâneo da obra em vários idiomas: alemão, sueco, inglês, francês e duas edições em português - no Brasil e em Portugal; a edição espanhola saiu posteriormente.[2]

Repercussão inicial[editar | editar código-fonte]

A obra foi um sucesso de vendagem, mas a crítica o recebeu de modo bastante negativo. Isto se deu, em grande parte, por o livro ser ufanista, elogiativo demais, para um país que se achava sob uma ditadura.[2]

Excerto[editar | editar código-fonte]

"Desde a adolescência ansiei por ver o Amazonas, o rio mais caudaloso, desde a adolescência, desde que pela primeira vez li alguma coisa acerca de Orelhana, que, na mais memorável de todas as viagens, foi o primeiro a descê-lo numa pequena canoa, partindo do Peru — desde a adolescência, quando no Jardim Zoológico de Viena vi os papagaios que ostentavam o brilho de suas cores, e os ágeis macaquinhos, e li nas tabuletas: Amazonas. Agora me acho na foz do Amazonas, ou melhor, numa das suas fozes, das quais cada uma é mais larga do que a de qualquer dos nossos rios da Europa."
Zweig, in: Brasil, País do Futuro

Referências

  1. Alberto Dines (julho de 2007). Stefan Zweig, aquele que volta Revista NOAH/NOAJ: N. 16-17, p. 157-169. Visitado em novembro de 2011.
  2. a b c d Júlia Dias Carneiro (30.04.2009). Revivendo o país do futuro de Stefan Zweig Deutsche Welle (em português). Visitado em maio de 2011.
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