Brasil na Copa do Mundo FIFA

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Seleção Brasileira de Futebol
Brasil.
Alcunhas?  Verde-Amarela
Canarinho
Associação Confederação Brasileira de Futebol (CBF)
Confederação CONMEBOL
Material desportivo?  Estados Unidos Nike
Treinador Luiz Felipe Scolari[1] [2]
Capitão Lúcio
Mais participações Cafu (148)
Artilheiro Pelé (95)
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Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
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A Seleção Brasileira é a única a participar de todas as copas do mundo de futebol. É também a única seleção pentacampeã mundial.

Uruguai 1930[editar | editar código-fonte]

No Uruguai, em 1930, o Brasil esteve presente para a disputa da 1ª Copa do Mundo, mas um desentendimento entre times do Estado do Rio de Janeiro e times do Estado de São Paulo, ao preparar a escolha de seus jogadores, fez com que os melhores jogadores não participassem. A seleção entrou em um triangular com Iugoslávia e Bolívia, onde somente o primeiro do grupo se classificaria. A Iugoslávia venceu o Brasil por 2 gols a 1 e a Bolívia por 4-0, e se classificou, eliminando na primeira fase o Brasil.

Itália 1934[editar | editar código-fonte]

Na Copa do Mundo de 1934, o Brasil foi eliminado ainda na primeira partida, no jogo contra a Espanha, onde perdeu por 3 a 1. Assim, a Seleção Brasileira aproveitou a viagem para realizar dois jogos amistosos. O primeiro em Belgrado, onde perdeu para a Seleção da Iugoslávia pelo placar 8 a 4. O segundo em Zagreb, onde empatou sem gols com o Gradjanski, uma equipe local.

França 1938[editar | editar código-fonte]

Na França, a Seleção Brasileira obteve o terceiro lugar, sua melhor colocação até então nas Copas do Mundo. Eliminou a Polônia nas oitavas de final e a Tchecoslováquia nas quartas, perdendo para a Itália na semifinal. Ganhou da Suécia na disputa do 3º lugar. Leônidas da Silva conhecido como Diamante Negro, foi o artilheiro da competição com 7 gols.

Brasil 1950[editar | editar código-fonte]

Na Copa do Mundo de 1950 a Seleção Brasileira era tido como favorito ao título. Se classificou em 1º em seu grupo e, no quadrangular final, goleou Suécia pelo placar de 7-1 e Seleção Espanhola por 6-1. Precisava somente de um empate contra o Uruguai para obter o título, porém, o Uruguai venceu o Brasil por 2-1 de virada. A partida foi realizada no estádio Maracanã, construído especialmente para a Copa. A tragédia foi tão grande que o fato passou a ser chamado de "Maracanazo" pela imprensa hispânica.

Suíça 1954[editar | editar código-fonte]

Na Copa do Mundo de 1954, o Brasil, pela primeira vez, usou o uniforme com a camisa amarela e o calção azul. Depois da derrota no Mundial de 1950, o uniforme antigo (camisa branca e calção azul usado desde 1919) foi considerado azarado. A Seleção Brasileira estava em um período de entressafra, e a desorganização era tão grande, que os jogadores mal sabiam o regulamento da competição. O Brasil conseguiu se classificar, vencendo o México e empatando com a Iugoslávia, mas nas quartas-de-final enfrentou a poderosa Hungria de Kocsis e Puskás, sensação daquela Copa, e perdeu de 4-2, sendo eliminada. O

Suécia 1958[editar | editar código-fonte]

O primeiro título do Brasil. A seleção ficou em 1º lugar num grupo forte, que tinha Inglaterra, União Soviética e Áustria. Ganhou com dificuldade do País de Gales, que utilizava um esquema fortemente defensivo, nas quartas-de-final. Na semifinal, goleou por 5-2 a França. A final foi disputada no Estádio Råsunda entre Brasil e Suécia. O Brasil perde o sorteio e joga de azul, ambos os times tinham o uniforme nº 1 em amarelo. A Seleção Brasileira vence por 5-2, mesmo placar que aplicara na semifinal. Nesta partida, a seleção tinha jogadores como: Pelé, Vavá, Zito, Mazzolla, Garrincha, Didi, Gilmar, Zagallo, entre outros. Assim o Brasil sagrava-se pela primeira vez Campeão Mundial de Futebol. Marcando para o mundo o surgimento de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.

Chile 1962[editar | editar código-fonte]

A seleção faz seu bicampeonato nesta Copa. O Brasil se classificou em 1º do grupo. Eliminou a Inglaterra nas quarta-de-final e o Chile na semifinal. Na final, o Brasil venceu a Tchecoslováquia por 3-1 gols. Os jogadores Garrincha, Nilton Santos, Zagallo e Vavá foram grandes destaques.

Inglaterra 1966[editar | editar código-fonte]

Na busca pelo tricampeonato, o Brasil apresentou um time desorganizado e extremamente confuso, chegando a convocar mais de 40 jogadores. A Seleção acabou eliminada ainda na primeira fase, após perder para Portugal por 3-1 gols. Partida marcada pelas jogadas violentas contra Pelé.

México 1970.[editar | editar código-fonte]

Brasil e Itália duelaram no estádio de Azteca, México, disputando o título de Primeira Seleção Tricampeã Mundial. Brasil venceu a competição por 4 x 1 gols, conquistando a Taça Jules Rimet. A Seleção Brasileira da época, que, para evitar a repetição do fiasco de 1966, realizou grande preparo físico e organização antes da Copa, foi considerada uma das melhores da História.

Alemanha Ocidental 1974[editar | editar código-fonte]

Zagallo e sua equipe, agora sem o Pelé, tentaram o tetracampeonato com um time muito discutido pela imprensa brasileira. Mas a Seleção não resistiu à inovação colocada em campo pela Laranja Mecânica da Holanda, e acabou em quarto lugar após perder para a Polônia.

Argentina 1978[editar | editar código-fonte]

A Copa da Argentina é certamente a mais suspeita das copas. O Brasil conquistou o terceiro lugar, invicto, mais empatando do que vencendo. Só não chegou à final por causa da suspeitíssima goleada de 6 a 0 da Argentina contra o Peru. Depois da vitória argentina, torcedores brasileiros foram humilhados e agredidos por torcedores locais: numa agência da Varig, sob ameaça de agressão. Nesta Copa, o técnico Cláudio Coutinho criou uma das jóias do anedotário futebolístico ao afirmar que o Brasil foi o campeão moral da competição, frase que virou motivo de gozação.

Espanha 1982[editar | editar código-fonte]

A Seleção Brasileira era considerada a melhor equipe do mundo, recheada de craques como Zico, Sócrates e Falcão, comandados por Telê Santana. Mas na partida contra a Itália, Paolo Rossi marca três gols e decreta a tragédia do Sarriá.

México 1986[editar | editar código-fonte]

Problemas variados atrapalharam o Brasil na Copa de 1986. Várias lesões atrapalharam a formação de um time tão forte quanto o de 1982: Cerezo foi cortado, Zico e Falcão não tinham condições de serem titulares. Renato Gaúcho foi cortado por indisciplina e Leandro o acompanhou, em solidariedade. No desembarque no México, Zico fazia tratamento intensivo para poder se recuperar a tempo de jogar; Júnior e Sócrates não estavam em suas melhores condições físicas. No início da Copa do México, a esperança era de repetir a campanha de 1970. Zico e companhia ganharam sofrendo os 2 primeiros jogos; o primeiro contra uma surpreendente (para a época) Espanha, e com a ajuda do juiz que não viu que o arqueiro brasileiro Carlos retirou uma bola de dentro do gol. O segundo contra a Argélia que diferente da copa anterior, não surpreendeu ninguém, o jogo poderia e deveria ter sido facil, mas não foi. Jogaram melhor nos outros dois, contra a Irlanda e depois contra a Polonia, o Brasil mostrou sua superioridade no futebol mundial. Mas acabaram eliminados nas quartas-de-final pela França de Platini nos pênaltis. Apesar dos pesares, no final das contas teve uma efetividade melhor que a poderosa seleção de 1982, mesmo apresentando um futebol inferior, mas não foi suficiente para passar pelas França. Telê Santana ganhava de vez a fama de pé frio. .

Itália 1990[editar | editar código-fonte]

O Brasil havia ganho a Copa América de 1989, após 40 anos sem o título, e havia animação quanto ao possível desempenho do Brasil na Copa. Mas, treinada por Sebastião Lazaroni, a Seleção Brasileira não foi bem. Utilizando pela primeira vez o esquema 3-5-2, o time foi considerado muito defensivo e com um futebol ultrapassado. A Seleção obteve magras vitórias na primeira fase. O confronto entre Brasil e Argentina pelas oitavas de final foi um dos piores jogos da historia da copa. A lesão de Romário e a falta de união do grupo de jogadores foi apontada como a principal causa para a eliminação. Com o ambiente interno dividido por intrigas entre jogadores e comissão técnica. O futebol sofreu um grande abalo emocional apos esta copa. Tendo reflexo inclusive nos espaços na midia.

Estados Unidos 1994[editar | editar código-fonte]

Após um jejum de 24 anos sem conquista, a equipe brasileira foi para a Copa do Mundo dos Estados Unidos em 1994 desacreditada. Seu técnico, Carlos Alberto Parreira, com fama de turrão, convocou Romário, que era unanimidade nacional, apenas nas últimas partidas das eliminatóras na partida , onde Romário marcou varias vezes. A dupla Romário e Bebeto fez grandes apresentações e levaram o Brasil à final. Numa partida sem gols, Brasil e Itália fizeram a primeira final de Copa do Mundo definida por pênaltis. O tetracampeonato veio após Roberto Baggio mandar a bola aos ares e finalizar 3 a 2 . O campeonato serviu como uma redenção a quem ja desacreditava no futebol como esporte nacional.

França 1998[editar | editar código-fonte]

A esperança do penta estava toda depositada na dupla que havia feito sucesso nos anos anteriores, Ronaldo e Romário. Mas pouco antes da Copa, o Baixinho foi cortado. A Seleção apresentou-se como um bom time, mas havia dúvidas se era forte o suficiente para conquistar o título, pois apresentava deficiências que poderiam ser fatais em algum momento. Após uma difícil semifinal contra a talentosa Holanda, jogo que era considerado por alguns "a final antecipada", parecia que a Seleção conquistaria o penta. Mas a final contra a França foi, talvez, a mais estranha de todas as finais de Copa já realizadas. Ronaldo, o "Fenômeno", então considerado o melhor jogador do mundo, teve problemas que, até hoje, são motivos de controvérsia durante a final contra os donos da casa: citaram-se a possibilidade de convulsões, cansaço ou até mesmo uma má atuação proposital. O Brasil foi goleado pela França de Zidane por 3 a 0 em péssima atuação de todo o time, o que gera até hoje comentários de que a Copa poderia ter sido "vendida".

Coréia do Sul/Japão 2002[editar | editar código-fonte]

A seleção brasileira, na preparação para a Copa, não vinha apresentando bons resultados e a mudança constante de técnicos preocupava. O Brasil havia sido eliminado da Copa das Confederações e da Copa América, perdendo para a fraca seleção de Honduras. As eliminatórias foram sofridas, com o Brasil classificando em 3º lugar. Mas aí chegou o técnico Luís Felipe Scolari, famoso pelo seu pulso firme e seriedade. Ele comandou a seleção na Copa do Mundo de 2002 e não cedeu à pressão popular optando por não convocar Romário. Com um futebol pragmático, buscando o resultado, mas sem negar o talento brasileiro, a Seleção de Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho obteve uma campanha numericamente perfeita: sete vitórias em sete jogos. Ronaldo marca dois gols na final, contra a Alemanha, e espanta o fantasma de quatro anos antes. Brasil pentacampeão mundial de futebol.

Alemanha 2006[editar | editar código-fonte]

A Seleção Brasileira entrou como natural favorita, devido à campanha da última Copa. Seu ataque era chamado de Quadrado Mágico (Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e Adriano). Porém, a seleção não inspirava confiança à todos: havia poucos treinos, farra na concentração e declarações arrogantes. Notava-se, portanto, uma situação inversa à de 2002, onde a seriedade era total. Nos primeiros jogos, o Brasil demonstrava apatia e lentidão em campo, e classificou-se devido à pouca força dos adversários. Os comandados de Carlos Alberto Parreira acabaram caindo novamente diante dos carrascos franceses, liderados por Zidane e Henry. A derrota por um a zero foi decretada com o gol de Thierry Henry.

África do Sul 2010[editar | editar código-fonte]

A Seleção Brasileira, comandada pelo capitão do tetracampeonato de 1994, Dunga, venceu tudo que disputou antes da Copa do Mundo de 2010: a Copa das Confederações, a Copa América, e ficou em 1º das Eliminatórias. O Brasil chegava como favorito. O desempenho do técnico era excelente. Na Copa, ficou em 1º lugar de seu grupo, vencendo duas partidas e empatando uma, contra Portugal. Derrotou o Chile nas Oitavas-de-Final, e nas Quartas-de-Final, contra a Holanda, saiu vencendo por 1x0 no primeiro tempo, porém, a seleção voltou irreconhecível no segundo, não jogando o belo futebol apresentado no começo. Em duas jogadas aéreas do jogador Sneijder, o Brasil cedeu e sofreu a virada por 2 a 1, decretando o fim da segunda Era Dunga e também a eliminação brasileira na Copa. Vários motivos para a eliminação foram apontados pela torcida.

Desempenho[editar | editar código-fonte]

Ano Desempenho Colocação J V E D GP GC
1930
primeira fase
6
2
1
0
1
5
2
1934
primeira fase
14
1
0
0
1
1
3
1938
terceira colocação
3
5
3
1
1
14
11
1950
vice-campeões
2
6
4
1
1
22
6
1954
quartas-de-final
5
3
1
1
1
8
5
1958
campeões
1
6
5
1
0
16
4
1962
campeões
1
6
5
1
0
14
5
1966
primeira fase
11
3
1
0
2
4
6
1970
campeões
1
6
6
0
0
19
7
1974
quarta colocação
4
7
3
2
2
6
4
1978
terceira colocação
3
7
4
3
0
10
3
1982
quartas-de-final
5
5
4
0
1
15
6
1986
quartas-de-final
5
5
4
1
0
10
1
1990
oitavas-de-final
9
4
3
0
1
4
2
1994
campeões
1
7
5
2
0
11
3
1998
vice-campeões
2
7
4
1
2
14
10
2002
campeões
1
7
7
0
0
18
4
2006
quartas-de-final
5
5
4
0
1
10
2
2010
quartas-de-final
5
5
3
1
1
9
4
Total
5/18
9º Lugar (ranking da FIFA Fevereiro de 2014)[4] [5]
97
67
15
15
210
88

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]