Brazil (filme)

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Brazil
Brazil - O Outro Lado do Sonho (PT)
Brazil - O Filme (BR)
 Reino Unido
1985 • cor • 132 min 
Direção Terry Gilliam
Produção Arnon Milchan
Roteiro Terry Gilliam
Tom Stoppard
Charles McKeown
Elenco Jonathan Pryce
Robert De Niro
Katherine Helmond
Ian Holm
Bob Hoskins
Michael Palin
Ian Richardson
Peter Vaughan
Kim Greist
Jim Broadbent
Gênero Ficção científica, comédia, drama, distopia
Idioma Inglês
Música Michael Kamen
Efeitos especiais George Gibbs
Cinematografia Roger Pratt
Edição Julian Doyle
Estúdio Embassy International Pictures
Distribuição França 20th Century Fox
Brasil Flashstar Home Vídeo
Lançamento França 20 de fevereiro 1985
Brasil 17 de outubro 1985
Receita US$ 9,929,135[1]
Página no IMDb (em inglês)
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Brazil (br: Brazil - O Filme) é um filme de comédia britânico de 1985. Caracteriza-se como uma comédia distópica dirigida por Terry Gilliam, um dos integrantes do grupo Monty Python. Lançado em 20 de Fevereiro de 1985, foi escrito por Terry Gilliam, Charles McKeown, e Tom Stoppard. Estrelando Jonathan Pryce, Kim Greist, Michael Palin, Katherine Helmond, Bob Hoskins, e Ian Holm. Robert De Niro tem uma participação especial.

O filme Brazil continua uma linha de produções (literárias e cinematográficas) que exploram as possibilidades de uma suposta sociedade futura formada pela perpetuação (muitas vezes absurda) dos valores e dos costumes da modernidade, como foi feito com Laranja Mecânica, 1984, entre outros, mas enveredando para uma comédia explícita, ainda que com certo teor de tragédia. O filme Brazil, desta forma, encadeia uma série de montagens e gags normalmente associadas ao non-sense, mas que retratam uma interpretação absurda de uma sociedade burocrática e tecnocrática.

Com grande orçamento para a época (cerca de 15 milhões de dólares), o filme foi considerado um fracasso, tendo angariado apenas metade de seu valor investido. Apesar disso, Brazil se tornou um filme de culto.

Além da óbvia associação do nome do filme com a trilha sonora de Ary Barroso, pouco se sabe o porquê do nome do filme ter sido escolhido, a não ser pelos absurdos brasileiros. Muito pouco conhecido no Brasil, com exibição na TV aberta (fraquíssima em cultura) praticamente nula, a obra infelizmente parece ignorada pela grande imprensa e até por catálogos (brasileiros) de filmes.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

O herói (ou anti-herói) do filme, Sam Lowry (Jonathan Pryce), vive numa sociedade opressiva do futuro, recorrendo frequentemente a formas de escapismo, representado por sonhos de um paraíso distante, referência ao Brasil atual ou ainda a lendária ilha de Hy Brazil[carece de fontes?], sempre com a música Aquarela do Brasil soando ao fundo. Daí o título do filme.

Mas o Brasil também pode ser o país de Brazil, onde se desenvolveu essa estranha sociedade. Há algumas similaridades no roteiro com a cultura brasileira da época,como a burocracia estatal ineficiente, etc. Um bom exemplo é a quantidade de cirurgias plásticas feitas pelas mulheres idosas do filme.

Assim, em um futuro não muito distante, existe o Brazil: composto por uma sociedade à margem dos grandes centros mundiais, a conviver com o ancestral problema de luta de classes, onde envereda a personagem principal, um jovem alienado que, conseguindo um emprego burocrático por indicação de uma influente mãe que mal o conhece, acaba se apaixonando por uma militante terrorista.

Em meio às constantes festas promovidas pela elite, bombas estouram, causando uma desproporcional e autoritária reação do governo, que prende e tortura - um paralelo à ditadura militar que à época vigia realmente no país.

Sam Lowry perpassa pelos dois polos opostos da sociedade de Brazil, totalmente perdido em meio à burocracia inoperante e ordens sem nexo, enviadas através de obsoletos computadores e máquinas de estranhos formatos. Encontrando-se com a terrorista Jill (Kim Greist), que via em sonhos confusos, ele passa de ignorada peça do sistema a alvo de perseguições.

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Premiações[editar | editar código-fonte]

  • Brazil concorreu a dois Oscars, sem sucesso: Melhor Roteiro Original e Melhor Direção de Arte.
  • Venceu, no BAFTA, os prêmios de efeitos especiais e desenho e produção.

Referências

  1. Brazil (1985) (em inglês). Box Office Mojo. Página visitada em 6 de junho de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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