Brejo Grande

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Município de Brejo Grande
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 02 de outubro de 1926
Gentílico brejo-grandense
Prefeito(a) Ânderson[1] (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Brejo Grande
Localização de Brejo Grande em Sergipe
Brejo Grande está localizado em: Brasil
Brejo Grande
Localização de Brejo Grande no Brasil
10° 25' 28" S 36° 27' 44" O10° 25' 28" S 36° 27' 44" O
Unidade federativa  Sergipe
Mesorregião Leste Sergipano IBGE/2008 [2]
Microrregião Propriá IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Ilha das Flores, Pacatuba
Distância até a capital 137 km
Características geográficas
Área 149,952 km² [3]
População 8 110 hab. IBGE/2013[4]
Densidade 54,08 hab./km²
Altitude 6 [5] m
Clima Tropical seco e semi-úmido [5]  BSh, As´
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,54 baixo PNUD/2010[6]
PIB R$ 41 066,038 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 5 132,61 IBGE/2008[7]
Página oficial

Brejo Grande é um município brasileiro localizado no extremo nordeste do estado de Sergipe, em zona de planície litorânea, junto a foz do rio São Francisco.

História[editar | editar código-fonte]

Os índios Tupinambás viviam na Ilha de Paraúna, doada a Antônio Cristóvão de Barros em 1590. Pertencendo inicialmente a Província de Pernambuco, passou em 1812 para a Capitania da Bahia, também graças à ação de José Alves Tojal, um homem local e influente que aterrou parte do canal do rio São Francisco, unindo a ilha à margem sul.

Em 1824, nos terrenos alagadiços da outrora ilha, perto da foz do São Francisco, migrantes alagoanos, pernambucanos e cearenses se estabeleceram e com o apoio do Barão Bento de Melo fundaram o povoado de Brejo Grande. Em 1826 houve no local um movimento pró-república, graças aos imigrantes pernambucanos que vieram para o povoado, mas que foi logo contido. Em 02 de outubro de 1926 foi desmembrado de Vila Nova (atual Neópolis) e elevado à categoria de cidade, com a denominação de São Francisco; em 1943 passou a chamar-se Parapitinga e somente em 1954 voltou a denominar-se Brejo Grande[8] .

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município tem um dos menores IDH do Brasil e o 3° menor do Estado.[9] . Possui temperatura média anual de 26ºC, e precipitação média de chuvas de 1200mm/ano[5] .

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Ao sul o município limita-se com o oceano Atlântico e ao leste com o rio São Francisco. O canal principal do São Francisco mostra uma derivada à direita, quase junto à foz, conhecida como canal do Parapuca, que se estende por quase 30 km através de um manguezal de cerca de 10.000 ha, indo desaguar mais ao sul da foz principal. Esta segunda foz é bastante móvel, permutando em geral entre a costa à frente do povoado de Ponta dos Mangues (pertencente ao município vizinho de Pacatuba) e um trecho da costa conhecido como Costinha, mais ao norte, mas ainda cerca de 10 km da foz principal. A cada mudança da linha da costa, pelos efeitos dos ventos, marés e da força do rio São Francisco, a foz secundária abre-se em outro ponto. Há, como consequência, a destruição e a recriação de extensos trechos do manguezal próximo à praia e da vegetação às margens do oceano.

Nas margens do rio São Francisco havia uma aldeia de pescadores chamada pelos nativos de "Cabeço", que foi destruída pela invasão do mar (a diminuição da vazão do São Francisco devido ao seu represamento em 1994 para construção de Xingó, causou um desequilíbrio na foz entre as forças do rio e do oceano). Hoje esse mesmo local é habitado por moradores que se deslocaram mas continuam habitando a mesma região, ainda que corram o risco de perderem novamente suas casas para o oceano.

O delta sergipano do Rio São Francisco é, portanto, quase todo pertencente ao município de Brejo Grande. Por sua formação geológica, o município é quase todo formado de dunas e restingas, entremeadas por lagoas e apicuns.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação é de manguezal (nas partes sob influência da água do mar), vegetação de restinga, vegetação típica de lagoas de água doce, campos limpos e campos sujos[5] . Uma parte substancial deste ecossistema ainda está preservado (no final de 2005).

Economia[editar | editar código-fonte]

Principais receitas na agricultura (cultivado e comercializado o arroz, coco e a exploração do petroleo) e na pecuária de bovinos, equinos, ovinos e suínos. Existe ainda uma avicultura pouco desenvolvida[5] .

Povoados[editar | editar código-fonte]

Nas limitações de Brejo Grande são existentes diversos povoados,onde destacam-se:

  • Terra Vermelha

O povoado de Terra Vermelha, os moradores desse povoado mantém características dos invasores holandeses[carece de fontes?]: brancos;olhos azuis e loiros. Esse povoado é rico em belezas naturais. É dado o nome de terra vermelha por causa das características de seus habitantes, que em geral tem o rosto vermelho, causa da invasão holandesa no povoado, onde mora um pouco mais de 200 familias.

  • Brejão

Localizado a leste da sede do municipio de Brejo Grande e a 130 km da capital Aracaju, seguindo pela BR 101 norte ( sentido Maceió) e a SE 306, Brejão é o maior povoado da região, com cerca de 3 mil habitantes é cercado por afluentes que desaguam na Foz do São Francisco. Possui umas das mais belas paisagens do litoral nordestino. Sua economia é baseada na cultura do coco, arroz, pecuaria e turismo. Na decada de 60, o comercio local entrou em crise,fato ocorrido também em outras cidades da região. Recentemente, o comercio está dando sinais de recuperação com a instalação de bares, restaurantes, lanchonetes e pequenas lojas. De acordo com o historiador e professor da Universidade Federal de Sergipe, Mauricio Neves, "a colonização em Brejão surgiu de forma espontânea, as pessoas atraidas pelas terras férteis foram chegando de diversos lugares e povoando a localidade.

  • Saramém

Povoado localizado nas margens do Rio São Francisco, onde é habitado em sua maioria por pescadores que tiram o sustento do próprio rio. Esse povoado é pouco alagadiço se comparado aos outros .É famoso na região por suas festas de fim de ano e pelos turistas que querem banhar-se no "Velho Chico".

Quando o mar encobriu a vila do Cabeço, os moradores foram transferidos para Saramém. Na cidade, percebemos a preocupação com a força da água do mar. A força do mar vem comendo terra, tirando pedaços inteiros do barranco. O mar avança porque o São Francisco enfraqueceu. O volume de água que chega à foz começou a cair nos anos 80 com a construção, rio acima, de hidrelétricas que represaram a água. São nove hidrelétricas só no São Francisco, 33 somando todas as construídas nos afluentes. Para evitar nova tragédia, Saramém foi erguida longe da foz, a quase um quilômetro da margem do rio. Mas é na beira do São Francisco que tudo continua acontecendo. Na Ilha do Cabeço, todos viviam da pesca. Em Saramém, foi preciso improvisar. Os moradores revelam que agora a comunidade vive de pesca e turismo.


  • Farol do Cabeço

A partir de 1876 e durante muito tempo, o navegante que chegasse pelo mar à foz do Rio São Francisco sabia que podia confiar em um ponto de referência sólido, que estava lá sempre, piscando a noite inteira, indicando o caminho: é o Farol do Cabeço. Hoje, ele está fora de combate. Praticamente, metade dele está debaixo d’água. A água do Atlântico avançou sobre a foz do São Francisco e hoje ele foi substituído por outro farol, que fica do lado alagoano. O velho farol ficava na Ilha do Cabeço, em uma comunidade sergipana, que se chamava Cabeço e que hoje está totalmente submersa. Em 1988, metade do vilarejo já tinha sumido. Em 2000, saíram os últimos moradores. Fora d’água ficaram só a ponta do farol e um pequeno pedaço mais alto da ilha, que não era habitado.

Referências

  1. Prefeito eleitos no Sergipe. Página visitada em 22/01/2013.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Estimativa Populacional 2013. Estimativa Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (4 de outubro de 2013). Página visitada em 4 de outubro de 2013.
  5. a b c d e Projeto Cadastro da Infra-Estrutura Hídrica do Nordeste, Diagnóstico do Município de Brejo Grande-SE, 2002.
  6. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 26 de agosto de 2013.
  7. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  8. Acervo Biblioteca IBGE, Acervo documentação territorial: Brejo Grande-SE.
  9. Índice de Desenvolvimento Humano - Municipal, 1991 e 2000, Todos os municípios do Brasil.
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