Bridewell Palace

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A Casa de Passe no Bridewell Palace, desenhada por Thomas Rowlandson e Augustus Pugin para o Microcosm of London de Ackermann (1808–1811).1

O Bridewell Palace foi um palácio londrino que serviu de residência ao Rei Henrique VIII, tendo mais tarde sido transformado em albergue e prisão. O seu nome tornou-se sinónimo de esquadra de polícia e instalação de detenção na Inglaterra e na Irlanda.

História[editar | editar código-fonte]

O palácio foi construído no sítio da estalagem medieval St Bride's Inn, pelo custo de £39.000, para Henrique VIII, o qual viveu ali entre 1515 e 1523. Erguendo-se nas margens do Rio Fleet, recebeu o nome (Bridewell - Poço de Bride) em referência ao vizinho poço dedicado a Santa Brígida de Kildare (St Bride). A delegação papal enviada pelo Papa Clemente VII realizou aqui encontros preliminares, em 1528, para discutir o divórcio entre o Rei e Catarina de Aragão. Sendo um projecto destinado a servir os interesse pessoais do Cardeal Thomas Wolsey, o palácio foi abandonado pelo rei depois da queda em desgraça de Wolsey, em 1530. Foi, então, arrendado ao Embaixador da França entre 1531 e 1539.

Em 1553, Eduardo VI concedeu o palácio à City of London para alojamento das crianças sem-abrigo e para punição das mulheres desordeiras. A City tomou posse total em 1556 e transformou o palácio em prisão, hospital e oficinas. Desde a sua doação à cidade, passou a funcionar, também, no Bridewell Palace uma escola conhecida como Bridewell Royal Hospital.

O nome "Bridewell" também foi adoptado por outras prisões em Londres, incluindo a Clerkenwell Bridewell, inaugurada em 1615, e a Tothill Fields Bridewell, em Westminster. Instituições semelhantes espalhadas pela Inglaterra, Irlanda e Canadá [1] também tomaram de empréstimo o nome Bridewell. Actualmente, o termo refere-se frequentemene ao principal estabelecimento de detenção de uma cidade, habitualmente contígua ao tribunal, como acontece em Nottingham, Leeds, Gloucester, Bristol, Dublin e Cork.

A maior parte do palácio foi destruída no Grande Incêndio de Londres, ocorrido entre 2 e 5 de Setembro de 1666, sendo o edifício reconstruído entre o resto de 1666 e 1667. Em 1700 tornou-se na primeira prisão a recrutar profissionais de saúde (um médico). A prisão foi encerrada em 1855 e o edifício destruído entre 1863 e 1864. A escola mudou-se para um novo local no Surrey, e alterou o nome para "King Edward's School, Witley",2 a qual celebrou, em 2003, o seu 450º aniversário.

A maior parte do terreno onde se erguia o antigo palácio está agora ocupado pelo Edifício Unilever, construído em 1931.

Nota

  1. Nesta época, os pobres vindos de fora de Londres apreendidos pelas autoridades podiam ser aprisionados durante sete dias antes de serem enviados de volta às suas paróquias. Ackermann refere-se à sala aqui representada como sendo destinada a "uma classe de mulheres miseráveis" entre os pobres; presumivelmente a existência de mães solteiras seria inaceitável para os seus leitores.
  2. Escola do Rei Eduardo, Witley

Referências[editar | editar código-fonte]

  • 'Tom Jones', Henry Fielding (1749)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]