Bruno Giorgi

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Teorema, mármore, 1987-88

Bruno Giorgi (Mococa, 13 de agosto de 1905Rio de Janeiro, 7 de setembro de 1993), foi um escultor e professor brasileiro.[1]

Filho de imigrantes italianos, em 1911 regressa à terra natal e, em Roma, dedica-se à escultura. Na década de 1920, durante o fascismo italiano, Bruno Giorgi torna-se membro da resistência e é preso em Nápoles. Depois de quatro anos, por sua naturalização, é extraditado para o Brasil.[1]

Participa na Guerra Civil Espanhola ao lado dos republicanos, mas, "no interesse da própria luta", permanece em Paris (1937) e frequenta a Académie de la Grande Chaumière e a Ranson, tendo sido, nessa última, aluno de Aristide Maillol, que passa a orientá-lo. Conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau.[1]

Em 1939, de volta a São Paulo, integra-se ao movimento modernista brasileiro ao lado de Vitor Brecheret e Mário de Andrade. Trabalhou com os artistas do Grupo Santa Helena e participou da exposição do grupo Família Artística Paulista.

Em 1942, a convite do ministro Gustavo Capanema, participou da equipe que decorou o prédio do Ministério da Educação e Saúde (atual Palácio da Cultura), no Rio de Janeiro. Seu trabalho foi feito para o jardim do ministério, planejado pelo paisagista Burle Marx.

Na década de 1950, suas obras passaram a valorizar o ritmo, o movimento, os vazios e a harmonizar linhas curvas e formas angulares. Já no fim dessa década, Giorgi passou a usar o bronze, criando figuras delgadas, em que os vazios são parte integrante da escultura, predominando frequentemente sobre as massas.

Na década seguinte, duas inovações apareceram em sua obra: a forma geométrica, em lugar das figuras, e o mármore branco, em lugar do bronze. [2]

Obras[editar | editar código-fonte]

Escultura, 1970 (mármore; altura: 309 cm)
Bruno Giorgi (1905-1993)
Meteoro, escultura de 1967/1968
Os Candangos, de 1959

Entre as suas obras, as mais conhecidas são "Os Candangos" e "Meteoro".[3]

  • Monumento à Juventude Brasileira, 1947, nos jardins do Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio da Cultura, no Rio de Janeiro;
  • Os Guerreiros, conhecida popularmente como Os Candangos, 1959[4] , na Praça dos Três Poderes, Brasília;
  • Monumento à Cultura, 1965, na Praça Edson Luís, na Universidade de Brasília;
  • Meteoro, 1967, no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília;
  • Integração, 1989, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Referências

  1. a b c MONTEIRO, Salvador, e KAZ, Leonel — Brasília, pgs. 28-32. Edições Alumbramento, Livroarte Editora, Rio de Janeiro (1986)]
  2. PROENÇA, Graça, História da Arte, Editora Ática, 2010
  3. Secretaria de Cultura do Distrito Federal "Praça dos Três Poderes"
  4. Escultura - Os Candangos, de Bruno Giorgi Blog do Noblat (30 de março de 2008).

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