Bruxas de Salém

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Ilustração de 1876 da sala de audiências.

Bruxas de Salém refere-se ao episódio gerado pela superstição e pela credulidade que levaram, na América do Norte, aos últimos julgamentos por bruxaria na pequena povoação de Salém, Massachusetts, numa noite de outubro de 1692.[1]

O medo da bruxaria começou quando uma escrava negra chamada Tituba contou algumas histórias vudus (religião tradicional da África Ocidental) a amigas, que, por esse fato, tiveram pesadelos. Um médico que foi chamado para examina-las declarou que as moças deveriam estar "embruxadas".

Os julgamentos de Tituba e de outras foram realizados perante o juiz Samuel Sewall. Cotton Mather, um pregador colonial que acreditava em bruxaria, encarregou-se das acusações. O medo da bruxaria durou cerca de um ano, durante o qual vinte pessoas, na sua maior parte mulheres, foram declaradas culpadas de realizar bruxaria e executadas. Um dos homens, Giles Corey, morreu de acordo com o bárbaro costume medieval de ser comprimido por rochas em uma tábua sobre seu corpo até morrer, levando ao total 3 dias. Foram presas cerca de cento e cinquenta pessoas. Mais tarde, o juiz Sewall confessou que as suas sentenças haviam sido um erro.

As principais testemunhas da acusação foram Elizabeth "Betty" Parris, Maria Jordão e Abigail Williams.

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Caça às bruxas
  • As Bruxas de Salem - peça teatral escrita por Arthur Miller em 1953.
  • As Bruxas de Salém - filme norte-americano de 1996, do gênero drama, dirigido por Nicholas Hytner. É baseado na peça de mesmo nome de Arthur Miller sobre os fatos históricos envolvendo o julgamento das Bruxas de Salém.
  • Salem, um seriado norte-americano, lançado em 2014. Ambientada no Século XVII, Salem acompanhará os julgamentos das mulheres acusadas de bruxaria em Salem, Massachussets, em uma grande aventura repleta de acontecimentos sobrenaturais, romance e ação. 

Referências

  1. Adams, Gretchen A.. The Specter of Salem: Remembering the Witch Trials in Nineteenth-Century America. [S.l.]: Univertsity of Chicago, 2009.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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