Buda de Ouro

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Detalhe do Buda de Ouro
Buda de Ouro

O Buda de Ouro, cujo nome oficial em Língua tailandesa é Phra Maha Suwan Phuttha Patimakon, (พระพุทธ มหา สุวรรณ ปฏิมากร, grande estátua do Buda de Ouro), é a maior estátua de ouro maciço no mundo,[1] e um dos mais preciosos tesouros da Tailândia e do budismo.

Ele está localizado no Wat Traimit, um pequeno templo do Budismo teravada localizado no distrito de Samphanthawong, no Yaowarat, na Chinatown de Bangkok, na Tailândia.

Características[editar | editar código-fonte]

A estátua é de 3 metros de altura, e sem o pedestal 2,54 m, pesa entre 5 e 5,5 toneladas, representando Buda sentado no chão de pernas cruzadas, na posição de Bhumisparsamudra, que assumiu quando ele recebeu o Bodhi (iluminação), com os dedos da mão direita tocando a terra, a qual prestam homenagem, e a mão esquerda pousada nas pernas na frente do osso púbico com a palma da mão para cima.

O estilo da protuberância em forma de chama no topo da cabeça, chamado ushnisa, que representa o esplendor da energia espiritual, é típico do período Sukhothai, bem como a forma dada ao cabelo, as sobrancelhas e nariz. Os lóbulos alongados, indicando o anterior status de príncipe, as três rugas no pescoço, a largura dos ombros e peito inchado no ato de respirar, fazem parte do simbolismo budista.

Além do valor econômico e simbólico, a estátua transmite, às centenas de visitantes diários, a serenidade e a energia que as características do Buda emitem, tornando-o um dos mais amados e reverenciados na Tailândia.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Wat Traimit

Figuras de metal do Buda feitas na Índia, costumavam serem levadas para vários países da Asia para a instalação. A estátua do Buda de Ouro foi provavelmente construida na Índia em partes, e montada no local. Posterioramente foi completamente colada para impedir que fosse roubada.

De acordo com algumas hipóteses, a obra foi realizado durante o período Sukhothai (1238-1438),[2] e estava localizada em um wat de Ayutthaya até a segunda metade do século XVIII.

Quando os birmaneses sitiaram a cidade, em 1765, o valor da estátua foi oculto com um revestimento grosso de estuque e pintada diversas vezes com tinta cor de ouro. Foi assim que foi salva do saqueamento, quando a cidade foi completamente destruida em abril de 1767, um evento que encerrou o glorioso reino de Ayutthaya.

O real valor da estátua permaneceu em segredo durante quase dois séculos.[1]

Durante o reinado de Rama III (1824-1851) a estátua foi levada para o Wat Phrayakrai, no Yaowarat em Bangkok, e mesmo conservando o revestimento áspero de estuque era a estátua principal.[2]

No início dos anos 1930, obras de reconstrução nos bancos do rio Chao Phraya perto Chinatown, exigiu a demolição do antigo templo. Apesar do fato de que a estátua não era tão atraente, sua destruição não foi uma opção. Assim, decidiu-se move-la para o recem construido Wat Traimit, um pagode de menor relevância situado na mesma área. Como o templo não tinha um edifício suficientemente amplo para abrigar a estátua, ela foi conservada no pátio sob um telhado de zinco por 20 anos.

Em 1955  um novo edifício foi construído e os monges decidiram instalar a estátua dentro dele. Ao ser movida por cabos, um destes se rompeu e a estátua caiu, um evento que foi visto como um mau presságio pelos trabalhadores, que fugiram do local, deixando a estátua sobre o solo. Era a época das chuvas e, como para confirmar o mau presságio, uma tempestade inundou parcialmente a cidade durante a noite.

Wat Traimit[editar | editar código-fonte]

Wat Traimit não tem elementos particulares de arquitetura,[2] e está longe do esplendor de outros templos de Bangkok, tais como Wat Phra Kaew e Wat Arun. Ele está localizado na homonima estrada Traimit distante a pé alguns minutos da estação ferroviária principal de Hualamphong, na parte oriental de Chinatown, onde os habitantes pertencem à etnia chinesa que da séculos está enraizados na cidade.

É um dos poucos wat em Bangkok, onde é permitido chegar perto de estátuas de valor. Em 14 de fevereiro de 2010, o Buda de ouro foi movido para o novo edifício, oficialmente aberto ao público, do Wat Traimit chamado "Phra Maha Mondop".[3]

O primeiro andar do prédio é o Centro do Património Yaowarat Chinatown onde os turistas podem conhecer a história dos imigrantes chineses na Tailândia, bem como a sua cultura que se tornou parte da cultura tailandesa. O segundo andar tem uma exposição sobre a origem do Buda de Ouro. E no terceiro andar do museo é onde a maior imagem de Buda de ouro do mundo está consagrada.[1]

A entrada para ver apenas o Buda de Ouro é de 40 Baht (1,34 USD). O custo adicional para o acesso ao museo é de 100 Baht (3,34 USD). O templo está aberto 08:00 - 17:00 todos os dias, mas o museu fecha às segundas-feiras.[4]

Referências

  1. a b c (em inglês)Wat Tramit www.orientalarchitecture.com
  2. a b c d Miller,Jeffrey. [1].
  3. (em inglês)[2] www.thaiwaysmagazine.com
  4. (em inglês)[3] www.thailandforvisitors.com

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • (em inglês)Aasen, Clarence. Architecture of Siam: A Cultural History and Interpretation, Oxford University Press, 1998. Oxford
  • (em inglês)Cummings, Joe. Thailand, Lonely Planet Publications, 1990. Singapore
  • (em inglês)Lassus, Pongkwan (Sukwattana). Architectural Heritage in Thailand, Amarin Printing and Publishing, 2004. Bangkok
  • (em inglês)Matics, K. I. Introduction to the Thai Temple, White Lotus Co., 1992. Bangkok
  • (em inglês)Ringis, Rita. Thai Temples and Temple Murals, Oxford University Press, 1990. Kuala Lumpur
  • (em inglês)Sthapitanonda, Nithi e Mertens, Brian. Architecture of Thailand: A Guide to Traditional and Contemporary Forms
  • (em inglês)Suksri, Naengnoi. Palaces of Bangkok: Royal Residences of the Chakri Dynasty, Thames and Hudson Ltd., 1996. Londra

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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