Bugs Bunny

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Bugs Bunny PT / Pernalonga BR
Personagem de Looney Tunes
FB-111 Bugs Bunny Nose Art.jpeg
Bugs Bunny em Falling Hare (1943)
Nome original Bugs Bunny
Nascimento 27 de Julho 1940, Brooklyn, Nova York
Origem  Estados Unidos
Sexo Masculino
Espécie Coelho ou lebre
Cabelo Ralo
Olhos Negros
Família Ace Bunny (membro dos Loonatics)
Dublagem (Brasil)
Ronaldo Magalhães
Ary de Toledo
Cauê Filho
Mário Monjardim
Alexandre Moreno
Flávio Dias
Luis Sérgio (Baby Looney Tunes)
(Portugal)
Paulo Oom
Criado por Tex Avery (personagem)
Virgil Ross (1ª versão)
Robert McKimson (2ª e 3ª versão)
Voz Mel Blanc (1940–1989)
Jeff Bergman (1989-1996)
Billy West (actualidade)
Joe Alaskey (actualidade)
Primeira aparição Porky's Hare Hunt (1938) (protótipo)
The Wild Hare (1940) (oficial)
IMDb IMDb
TV.com TV.com
Projecto Banda desenhada  · Portal Cinema
Portal Televisão

Bugs Bunny (conhecido como Pernalonga antigamente em Portugal e atualmente no Brasil) é um personagem fictício, uma lebre antropomórfica, que aparece em vários curta-metragens de animação das séries Looney Tunes e Merrie Melodies, produzidos pela Leon Schlesinger Productions, que se tornaria a Warner Bros. Cartoons em 1945. Ao todo,ele estrelou 163 curtas durante a Era de Ouro da animação estadunidense e fez pequenas pontas em mais três desenhos, além de várias aparições em outros filmes. Atualmente, ele é o mascote corporacional da Warner Brothers, especialmente do seu departamento de animação. É um dos personagens mais famosos no mundo, sendo que, em 2002, foi escolhido pela revista TV Guide como o maior personagem de desenho animado de todos os tempos.[1]

De acordo com o livro Bugs Bunny: 50 Years and Only One Grey Hare, ele "nasceu" em 1940, no Brooklyn, Nova York, e foi criado por Tex Avery, que dirigiu The Wild hare (O Coelho Selvagem - 1940), a estréia de Pernalonga no cinema; e Robert McKimson, que criou o design definitivo do personagem. De acordo com Mel Blanc, seu dublador original, Pernalonga tem um sotaque característico de Flatbush, uma equilibrada mistura entre os dialetos do Condado de Bronx e do Brooklyn. Seu famoso bordão é a pergunta "Eh… What's Up, Doc?" ("Eh… o que é que há, velhinho?" no Brasil/"Eh… qual é, meu?" em Portugal), geralmente dito enquanto mastiga uma cenoura.

Influencias[editar | editar código-fonte]

Muitos historiadores de animação nos EUA acreditam que o Pernalonga pode ter tido sua personalidade influenciada por um personagem anterior de Walt Disney, um coelho chamado "Max Hare", desenhado por Charlie Thorson. Que apareceu pela primeira vez em um desenho de Sinfonias Tolas ("Silly Synphonies") chamado "The Tortoise and the Hare", dirigido por Wilfred Jackson. Tex Avery, um dos criadores do Pernalonga, admitia ter copiado um pouco da personalidade do coelho "Max Hare" para o Pernalonga, embora o design de Avery para o Pernalonga, tenha ficado com uma aparência mais inocente, do que o coelho de Thorson, que acabou se encaixando melhor com o seu comportamento sarcástico.

A maneira que Pernalonga morde sua cenoura com o canto da boca, também lembra muito o jeito que o comediante Groucho Marx fumava seu charuto. Um dos bordões mais populares do Pernalonga, Of course you know, this means war! ("É claro que você sabe, que isso significa guerra!") também foi inicialmente dito por Groucho, em filmes como Duck Soup e Uma Noite na Ópera.

O nome "Bugs Bunny"[editar | editar código-fonte]

Segundo o dublador Mel Blanc, o Pernalonga inicialmente seria chamado de "Happy Rabbit", somente depois é que ele ganharia o nome de Bugs Bunny nos Estados Unidos. Charlie Thorson, foi o responsável pelo coelho ter recebido este nome. O personagem acabou ganhando esse nome, por causa de um "model sheet" (papel com modelos de vários ângulos do personagem) desenhado por Ben Hardaway (que tinha o apelido de Ben "Bugs" Hardaway ou somente "Bugs"). Charlie Thorson escreveu na folha do desenho: "Bugs' bunny" ("o coelho de Bugs"), ele escreveu assim para creditar os desenhos do coelho, como de propriedade de Ben "Bugs" Hardaway. Então quando foram feitos cartazes promocionais para o cinema anunciando o curta que estavam produzindo, o nome que estava escrito na folha do "model sheet", foi usado para se tornar o nome oficial do coelho: "Bugs Bunny", também como uma homenagem à "Bugs" Hardaway.

História[editar | editar código-fonte]

Happy Rabbit[editar | editar código-fonte]

Happy Rabbit, o protótipo do Pernalonga, apareceu pela primeira vez no curta animado "Porky's Hare Hunt", lançado em 30 de abril de 1938. Co-dirigido por Ben Hardaway e creditado por Cal Dalton (que era responsável pela concepção inicial do coelho), este curta tinha um tema quase idêntico ao desenho de 1937 "Porky's Duck Hunt" (dirigido por Tex Avery), que tinha introduzido o Patolino. Neste desenho o coelho ainda era totalmente diferente do que o Pernalonga viria a ser, em vez de ter o pelo da cor cinza, ele era um coelho branco, e tinha uma personalidade bem mais amalucada, como se fose um "Patolino em roupa de coelho". O dublador americano Mel Blanc foi quem fez a voz do coelho, que inicialmente tinha um sotaque caipira, e que perdeu depois ao se transformar oficialmente em Pernalonga. Blanc inicialmente, também havia dado uma risada ao coelho (ha, ha, ha,HA, ha!), que mais tarde ele viria a utilizar para o personagem Pica-Pau de Walter Lantz. Este coelho inspirou os estúdio de Leon Schlesinger a continuarem a desenvolver o personagem em outros curtas animados.

Happy Rabbit teve sua segunda aparição em 1939 no desenho "Prest-O Change-O" dirigido por Chuck Jones, onde ele é o coelho de estimação de um mágico chamado: "Sham-Fu the Magician", e incomoda dois cachorros que bisbilhotam no material do mágico.

Sua terceira aparição foi em 1939 no desenho: "Hare-um Scare-um". Este curta, foi o primeiro em que ele apareceu como um coelho de cor cinza, em vez de branco.

Em "Elmer's Candid Camera", produzido por Chuck Jones em 1940, o coelho encontrou pela primeira vez Hortelino Troca-Letras. Este curta foi também o último em que o coelho deu a risada criada por Mel Blanc, que no mesmo ano passaria a ser usada para o Pica-Pau de Walter Lantz no episódio Knock Knock.

Happy Rabbit também fez uma aparição no filme Looney Tunes: Back in Action, quando Pernalonga foi atingido pelo raio do macaco azul, que o transformou na sua forma primitiva (Happy Rabbit). Disponível somente nos extras do DVD.

Bugs Bunny[editar | editar código-fonte]

A primeira aparição oficial do Pernalonga em um desenho animado, com o nome de "Bugs Bunny" foi no curta The Wild Hare, dirigido por Tex Avery e lançado em 27 de julho de 1940. Foi neste desenho animado que ele disse pela primeira vez o seu famoso bordão "What's up, Doc?"(O Que que há, velhinho?) para o Hortelino. Foi também o primeiro encontro de Pernalonga e Hortelino em suas formas completamente desenvolvidas. O historiador de animação Joe Adamson considera The Wild hare como o primeiro desenho "oficial" do Pernalonga com o nome de "Bugs Bunny". E é também o primeiro desenho animado onde Mel Blanc usa a "voz padrão" para o Pernalonga.

A Voz do Pernalonga[editar | editar código-fonte]

Estrela do Pernalonga na Calçada da Fama.

Nos EUA[editar | editar código-fonte]

Seu dublador original foi Mel Blanc, que definiu a voz do coelho como "um mistura do sotaque do Bronx e do Brooklyn". Depois da morte de Blanc, foi dublado por Jeff Bergman (1990-1993), Greg Burson (1993-1996), e desde o filme Space Jam é dublado por Billy West (que também faz o Hortelino, é conhecido também por dublar o Pica-Pau nos novos episódios de 1999 e por dubla Philip J. Fry na série Futurama), embora em ocasiões como o filme Looney Tunes: Back in Action seja dublado por Joe Alaskey.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, Bugs Bunny é dublado pelo ator Paulo Oom.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o Pernalonga foi dublado na "Cinecastro" e pela "TV Cine-Som", durante os anos 60. A primeira voz do coelho, inicialmente foi feita por Ronaldo Magalhães, que o dublou em pouquíssimos episódios como: "Coelho Hipnotizador" e "Duendes, Pois Sim", sendo substituído por Ary de Toledo, que dublou vários episódios como "Rabbit Hood" e "Ali Baba Bunny". No período em que Ary dublou o Pernalonga, a Cinecastro sempre utilizava trilhas sonoras de dois episódios de Tom e Jerry ("The Flying Cat" e "Cue Ball Cat").

Ary de Toledo faleceu e foi substituído por Cauê Filho que dublou vários episódios na Cine-Som, onde já eram usadas as trilhas originais dos curtas da Warner. Alguns episódios dublados por Cauê foram "O Refúgio" (na Cinecastro) e "O Coelho de Sevilha" (já na Cine-Som). Na Cine-Som, Cauê deu lugar ao dublador Mário Monjardim, que dublou o coelho apenas no episódio da "Espada Cantante" neste estúdio. Monjardim seguiu dublando o Pernalonga também na Herbert Richers nos anos 70 em vários especiais de Natal, Páscoa, e Dia das Bruxas dos Looney Tunes, e depois no estúdio Sincrovídeo, para episódios lançados em VHS pela "Warner Home Video" no final da década de 80, e depois no filme "Uma Cilada para Roger Rabbit".

Mário também dublou o coelho nos anos 90 em "Tiny Toon", e no filme "Space Jam - O Jogo do Século", e também em comerciais de ovo de Páscoa do Pernalonga, em vinhetas do Cartoon Network, e nos episódios da Hora Warner feitos para o SBT. Também fez o Pernalonga em uma aparição especial em um desenho intitulado: "Astros do Desenho Animado contra as Drogas", produzido pelo Mc Donald's; neste desenho, as vozes de vários outros personagens além do Pernalonga, também foram feitas por seus dubladores mais comuns no Brasil, por exemplo: Garfield (Carlos Marques) e Alf (Orlando Drummond).

Durante os anos de 1995, 1996 e 1997, Mário Monjardim também fez a voz do Pernalonga nos primeiros episódios em que o coelho apareceu, e que ainda eram inéditos no Brasil, eram episódios produzidos no início dos anos 40 que traziam um Pernalonga com uma personalidade bem mais louca e agitada, e que ainda não tinham sido dublados antes pela Cinecastro, são alguns deles: "A Câmera de Hortelino", "O Velho Coelho Grisalho", "Super Coelho" e "O Caso do Coelho Desaparecido", entre outros episódios desta época. Também durante o final dos anos 90, Monjardim fez o Pernalonga na dublagem de alguns dos episódios produzidos no final dos anos 40 e início dos anos 50, em que o Pernalonga já era mais calmo e pacífico. Alguns destes episódios da década ainda eram inéditos no Brasil, como: "Ingenuidade Hereditária", "Visitantes do Espaço", e "Uma Experiência Chocante", mas havia outros que eram dos que já haviam sido dublados antes na época da Cinecastro e Cine-Som. Um dos possiveis motivos que fizaram os episódios serem dublados novamente, é que alguns dos episódios dos Looney Tunes que a Cinecastro e Cine-Som dublaram, eram versões editadas para a televisão, com cortes em algumas cenas, e nesse caso as cenas cortadas, não chegaram a ser dubladas antes, e como as novas versões remasterizadas em 1998, continham essas cenas, tiveram que redublar alguns destes episódios. Um exemplo disso, é no episódio "Long-Haired Hare", no qual aparece um cantor de ópera chamado "Giovanni Jones". Neste episódio, a versão antiga dos anos 60, não continha uma cena em que o Pernalonga se disfarça de uma fã adolescente, e vai pedir um autógrafo a Giovanni com uma caneta explosiva, mas já na versão dublada em 1998, esta cena estava incluida. Curiosamente, o SBT chegou a passar esse episódio uma vez, mixado com o áudio da Cinecastro (com Cauê Filho na voz do Pernalonga), e no momento da cena cortada, com a dublagem de 1998 (com Mário Monjardim dublando Pernalonga).

Nos anos 90 houve também redublagem feita no antigo estúdio da "TV Cine-Som", onde Monjardim participou da redublagem de alguns episódios dublados na década de 60 pela própria TV Cine-Som (curiosamente no curta "Hare We Go", onde Pernalonga encontra Cristovão Colombo, foi reaproveitada uma música cantada por Cauê Filho na dublagem antiga da Cine-Som dos anos 60).

No ano de 2003, a Warner resolveu substituír Mário Monjardim por Alexandre Moreno, alegando que sua voz já estava envelhecida demais para o personagem. Alexandre Moreno dublou Pernalonga no filme Looney Tunes de Volta a Ação, e em alguns episódios para os DVDs da "Coleção Looney Tunes" (alguns que já haviam sido dublados por Mário Monjardim em 1996). Alexandre Moreno também dublou o coelho em um especial de Natal, chamado "Bah, Humduck! A Looney Tunes Christmas" de 2007. Curioso é que no início de 2009 em um comercial do Cartoon Network, onde Wile Coiote faz imitações do Pernalonga e do Salsicha, a voz do Coiote imitando o Pernalonga dizendo: "O que é que há, velhinho?", não foi dublada por Alexandre, mais sim por Monjardim, que em seguida dublou também a imitação do Salsicha gritando: "Scooby-Doo, cade você meu filho?!". A partir de 2011, Alexandre Moreno passou a dublar Pernalonga também a nova série "O Show dos Looney Tunes".

Existem também alguns episódios do Pernalonga que estavam em domínio público, e foram lançados em fitas de VHS pela "Opção Vídeo" nos anos 90, que tem uma dublagem diferente, feita em São Paulo no estúdio Dublavídeo, onde a voz do Pernalonga foi feita pelo dublador Flávio Dias. O Pernalonga também foi dublado por Flávio Dias na primeira dublagem paulista do filme "Uma Cilada Para Roger Rabbit", que saiu em VHS.

Outro dublador do coelho, foi Luis Sérgio na série de desenhos animados "Baby Looney Tunes" de 2002, onde aparece a versão bebê do Pernalonga.

Lista de episódios[editar | editar código-fonte]

Na TV brasileira[editar | editar código-fonte]

Episódios dos anos 40 na Globo[editar | editar código-fonte]

Os primeiros episódios dos anos 40 em que o Pernalonga aparece, não eram muito conhecidos no Brasil até os anos 90, quando foram dublados muitos deles na Herbert Richers. Nessa época a Rede Globo exibiu vários destes episódios do Pernalonga de 1940 (incluindo "Elmer's Candid Camera "A Câmera de Hortelino", em que Pernalonga ainda aparece na forma de "Happy Rabbit"), junto com vários outros episódios (que ainda eram inéditos no Brasil), onde vários personagens dos Looney Tunes fizeram sua estreia nos anos 40. Como o episódio Uma História de dois Gatinhos ("A Tale of Two Kitties"), onde Piu-Piu tem sua primeira aparição, sem nenhuma pena, e ainda todo cor de rosa, e sendo perseguido não pelo Frajola ainda, mas por dois gatos chamados "Babbit" e "Catstello". Havia também o primeiro episódio em que o Pernalonga encontra Eufrazino Puxa-Briga intitulado de Hare Trigger ("Rápido no Gatilho"), e também os cinco episódios onde aparece o "Hortelino Gordo", entre outros não conhecidos no Brasil até então. A Globo os exibiu até 1999, e depois os deixou fora do ar durante algum tempo, só voltando a passa-los novamente em 2004. Eles voltaram dentro da TV Globinho, e algumas vezes de madrugada como tapa buraco, antes da exibição do Telecurso 2000, e continuaram até 2005 quando a Globo deixou de exibi-los.

Os episódios que passavam na Globo, também eram exibidos em canais de TV a Cabo, como o Cartoon Network e Boomerang, mas hoje em dia são mais raros de serem vistos no Cartoon Network, que à alguns anos, exibe em maior quantidade somente os episódios feitos após os anos 50 (que eram mais comus de se ver no SBT). No Boomerang, os episódios dos anos 40, foram muito exibidos no ano de 2005, durante a tarte, dentro da "Hora Boomerang", junto com episódios do Popeye produzidos pelos Fleischer Studios e Paramount, Mister Magoo, e A Pantera Cor de Rosa. Em 2006, o Boomerang mudou toda a sua grade de programação, e passou a exibi-los de madrugada.

Uma diferença entre a exibição da Rede Globo e estes canais por assinatura, é que a Globo quase sempre cortava as aberturas, e os creditos finais com a famosa frase dos desenhos dos Looney Tunes: Isso é Tudo, pessoal! ("That's All, Folks!"). Outra diferença, são as músicas dos episódios, que no Cartoon Network, e Boomerang são em inglês, e na Globo em português. Isso acontece porque a Rede Globo geralmente não gosta de exibir desenhos com músicas cantadas em inglês em sua programação infantil, por isso chamaram os dubladores de alguns personagens, para traduzirem e dublarem algumas das canções em inglês, que eram cantadas em certos episódios. Um caso parecido também acontece nos desenhos do Máskara, que ao sairem da TV Globo e irem para o SBT, algumas músicas cantadas dentro dos episódios passaram a ser em inglês, pois as dublagens das canções pertenciam somente a Globo.

Existem situações em que algumas cenas dos Looney Tunes que passavam na Globo, não passavam no Cartoon Network, como por exemplo, cenas em que os personagens imitavam negros, e pintavam o rosto de preto, eram consideradas racistas, e não são exibidas pelo Cartoon Network até hoje. Ou também cenas em que os personagens aparecem com uma arma na própria cabeça, por causa da violência.

Episódios do final dos anos 40 e início dos 50 no SBT[editar | editar código-fonte]

Antes da Globo comprar os episódios do início da década de 1940, o público brasileiro conhecia mais o Pernalonga pelos episódios produzidos entre o final dos anos 40 e início dos anos 50, que eram muito exibidos no SBT com a dublagem da Cinecastro e Cine Som dentro do Eliana & Cia e Festolândia. Mas mesmo assim, ainda havia alguns episódios produzidos após a década de 1950, que não eram conhecidos no Brasil, e só foram comprados e exibidos pelo SBT entre 1999 e 2001, por exemplo um episódio chamado "Comportamentos Alterados", onde a personalidade de Pernalonga e Hortelino muda quando eles trocam de chapéus; e o episódio "Uma Experiência Chocante", onde um cientista quer fazer um transplante de cérebros, usando o Pernalonga e uma galinha como cobaias. Estes passaram a ser exibidos também, junto com os outros que o SBT já possuia.

Por algum motivo, mesmo depois que a Globo deixou de passar os primeiros desenhos da década de 1940 da turma do Pernalonga, o SBT nunca conseguiu os direitos de exibição dos episódios antigos dos anos 1940, mesmo tendo contrato com a Warner, ou talvez a Globo ainda tenha os direitos sobre estes episódios, e mesmo assim não os exibe em sua programação. Por esse motivo, até hoje o SBT sempre repete os mesmos episódios produzidos no final dos anos 40 e início dos 50, alguns com a dublagem antiga da Cinecastro e Cine Som, e outros com a dublagem de 1998, mas nunca chegou a passar os dos anos 40, com a dublagem de 1995 e 1996.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Bugs Bunny: 50 Years and Only One Grey Hare, por Joe Adamson (1990), Henry Holt, ISBN 0805018557
  • Looney Tunes and Merrie Melodies, por Jerry Beck and Will Friedwald (1989), Henry Holt, ISBN 0805008942
  • Chuck Amuck: The Life and Times of an Animated Cartoonist por Chuck Jones, published by Farrar Straus & Giroux, ISBN 0374123489
  • That's Not All, Folks! por Mel Blanc, Philip Bashe. Warner Books, ISBN 0446390895
  • Of Mice and Magic: A History of American Animated Cartoons, por Leonard Maltin, ISBN 0452259932

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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