Bunge

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Bunge
Bunge Limited Logo.svg
Slogan Compromisso com o Brasil, do campo à mesa[1] ,
Indústria Agronegócio, Alimentos e Bioenergia
Fundação 1818 em Amsterdam, 1905 atividades noBrasil[2]
Fundador(es) Johannpeter G. Bunge
Sede Estados Unidos White Plains, EUA
Áreas servidas Mundo
Presidente Soren Schroder[3] , Presidente e CEO Mundial
Pedro Parente[4] ,Presidente e CEO Brasil.
Empregados 22.000
Página oficial Site internacional
Site do Brasil

Bunge é uma das principais empresas de agronegócio e alimentos do Brasil. É a terceira maior exportadora do país e a primeira do Agronegócio [5] . De forma integrada, ela atua do campo à mesa do consumidor, comercializando e processando grãos como (soja, trigo e milho), produzindo alimentos (óleos, margarinas, maioneses, azeites, arroz, atomatados e farinhas), atuando em serviços portuários e produzindo açúcar e bioenergia[6] . Hoje, conta com mais de 20 mil colaboradores, atuando em cerca de 120 instalações, entre fábricas, usinas, moinhos, portos, centros de distribuição e silos, em 19 estados e no Distrito Federal. Marcas como Salada, Soya, All Day, Cyclus, Delícia, Primor, Etti, Salsaretti e Bunge Pro estão profundamente ligadas não apenas à história econômica brasileira, mas também aos costumes, à pesquisa científica, ao pioneirismo tecnológico e à formação de gerações de profissionais.

História[editar | editar código-fonte]

Bunge no Mundo[editar | editar código-fonte]

A história da Bunge começa em 1818, quando foi fundada a Bunge & Co,em Amsterdã, Holanda, por um negociante de origem alemã, Johannpeter G. Bunge, para comercializar produtos importados das colônias holandesas e grãos. Alguns anos depois, a sede da empresa muda-se para Roterdã e são abertas subsidiárias em outros países europeus.

Em 1859, a convite do rei do recém-criado Reino da Bélgica, a Bunge transfere sua sede para Antuérpia, tornando-se o braço comercial da expansão internacional do novo Reino. Inicia negócios na Ásia e África, já sob o comando de Edouard Bunge, neto do fundador.

Em 1884, Ernest Bunge, irmão de Edouard, muda-se para a Argentina, onde, com outros sócios, cria uma empresa coligada com o nome de Bunge Y Born, com o objetivo de participar do mercado de exportação de grãos do país.

Hoje, a Bunge Limited é uma empresa global, com sede em White Plains, Nova York,líder do agronegócio e produtos alimentícios, com aproximadamente 35.000 funcionários em mais de 40 países[7] .

Bunge no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a trajetória da empresa tem início em 1905, quando ela começa a participar minoritariamente do capital da S.A. Moinho Santista Indústrias Gerais, empresa de compra e moagem de trigo de Santos (SP - Brasil). É o início de uma rápida expansão no País com a aquisição de diversas empresas nos ramos de alimentação e agribusiness.

Alguns anos depois, 1923, a Bunge compra a empresa Cavalcanti & Cia., em Recife (PE- Brasil), que resultou na formação da Sanbra, posteriormente denominada Santista Alimentos. Em 1938, ela passa a comercializar fertilizantes, com a constituição da Serrana S.A. de Mineração. Para aumentar sua participação neste mercado, em 1997, ela compra a IAP, tradicional empresa do ramo no país. Nos anos seguintes, outras duas grandes empresas de fertilizantes são incorporadas à Bunge: a Ouro Verde e a Manah. Para a área de alimentos, 1997 também foi um ano importante, marcado pela aquisição da líder no processamento de soja e produção de farelo e óleos, Ceval Alimentos.

Em 2007, a empresa adquire sua primeira usina de cana-de-açúcar em Santa Juliana, MG. Um ano depois assume o controle da Usina Monteverde em Ponta Porã, MS, e inicia a construção de uma terceira usina em Pedro Afonso[8] , TO. Em 2010, a empresa unifica suas atividades sob o comando do ex-ministro Pedro Parente, vende sua área de Nutrientes para fertilizantes para a Vale e adquire a Moema Par, holding com cinco usinas de cana-de-açúcar, localizadas em São Paulo e Minas Gerais. Em 2013, a Bunge vende o negócio Fertilizantes para a Yara.

Hoje, a empresa atua em toda a cadeia produtiva de alimentos.

Bunge e a questão indígena no Mato Grosso do Sul[editar | editar código-fonte]

A Usina Monteverde foi envolvida em discussões da sociedade civil sobre a questão de terras indígenas no Estado do Mato Grosso do Sul.

A Usina, que fica localizada entre Dourados/MS e Ponta Porã/MS e pertence à Bunge desde 2008, possuía contratos legais de compra de cana-de-açúcar (contratos anteriores à aquisição de Monteverde pela Bunge) de cinco fazendas instaladas dentro de uma área então sob estudo para Terra Indígena Jatayvary, da etnia Guarani Kaiowá. Grande parte daquela área já foi posse da Companhia Matte Laranjeiras.

Em respeito à legislação nacional, até o final de 2013, a Bunge comprava cana-de-açúcar de quatro fazendas remanescentes na terra em questão: Santa Luzia, Três Marias, El Shadai e Fazenda Dependência. A Coca-Cola, por ser uma grande cliente da empresa, foi implicada no problema, mas teria afirmado à Oxfam que o açúcar que compra da Bunge vem de outras usinas, não de Monteverde, uma vez que esta não produz açúcar.

Em 2010, o Ministério Público Federal, especificamente a Procuradoria da República de Mato Grosso do Sul, apelou à Usina Monteverde para não comprar mais cana-de-açúcar de terras em processo de demarcação. No entanto, a Bunge declarou que seguirá honrando os contratos legais assinados com agricultores, firmados antes da compra desta usina pela empresa, antecipando apenas a finalização dos contratos no caso do processo ser favorável aos indígenas e concluído antes dos vencimentos originais.

A terra Indígena de Jatayvary é reconhecida por um estudo da Funai desde 2004, porém o processo para a definição de terra indígena é feito pelo governo federal, em um ciclo composto por outras fases ainda não concluídas. Até esta data, não houve parecer final do governo federal, homologando ou não as terras como sendo indígenas. Contudo, a Bunge se comprometeu a não renovar esses contratos quando eles expirarem. Isso já vem acontecendo. Mesmo sem definição governamental sobre o futuro de tais áreas, a safra atual (2014) é a última para tais contratos remanescentes.

Sustentabilidade[editar | editar código-fonte]

A Bunge busca o desempenho econômico respeitando o meio ambiente e responsabilidade social. É regida pela política de sustentabilidade, política de meio ambiente e política de biodiversidade, entre outras, que direcionam todos os negócios da empresa. A gestão é a única do setor com reconhecimento por 4 anos (2009, 2010, 2011 e 2012) no Guia Exame de Sustentabilidade [9] . Também, foi premiada pela Época (revista) - Mudanças Climáticas e Época - Empresas-Verde [10] , além de já ter sido apontada como Top 10 em sustentabilidade no Brasil pela FBDS / SustainAbility[11] .

A gestão baseia-se no controle de riscos e oportunidades de negócio para a empresa. Dentro deste conceito, realiza consulta de stakeholders regularmente, sendo a única do setor a publicar o relatório de sustentabilidade [12] , padrão GRI A+ já por 5 anos consecutivos.

A Bunge estabeleceu uma plataforma de sustentabilidade na condução de suas atividades, que compreende:

  • Agricultura Sustentável (promoção de melhores práticas agrícolas e garantia de suprimento sem restrições ambientais e sociais, como devido à Moratória da Soja e Trabalho Análogo ao Escravo. Ainda, rege as certificações de reconhecimento no mercado, como a Bonsucro ®[13] , que já certificou 3 usinas da Bunge;
  • Mudanças climáticas (com metas de redução de emissões e promoção de projetos no mercado de carbono, como o novo projeto da Florestal Santa Maria, que gera 1 milhão de toneladas anuais de carbono retido);
  • Dietas Saudáveis (com parcerias como a IPAS[14] e gestão em linha com o suplemento especial do GRI[15] );
  • Redução de resíduos (com metas de redução e promoção de reciclagem de resíduos. Nesse aspecto, a parceria com o Instituto Triangulo[16] permite que cerca de 1.100 pontos de entrega voluntária de óleo de cozinha usado possam ser reciclados para biodiesel e sabão. Desde 2006, mais de 1 milhão de quilos foram recicladas pelo programa Soya Recicla[17] ).

Fundação Bunge[editar | editar código-fonte]

Em comemoração aos 50 anos de atuação no Brasil, foi instituída, em 1955, a Fundação Moinho Santista, atual Fundação Bunge [18] , com o objetivo de incentivar as Ciências, Letras e Artes. Hoje, a Fundação Bunge tem como missão contribuir para o desenvolvimento da cidadania, por meio de ações de valorização da educação e do conhecimento.

Marcas Bunge[editar | editar código-fonte]

Alimentos[editar | editar código-fonte]

  • All Day
  • Cajamar
  • Cardeal
  • Delícia
  • Etti
  • Primor
  • Salada
  • Salsaretti
  • Soya

Panificação, confeitaria e refeição[editar | editar código-fonte]

No mercado food service, a Bunge trabalha com produtos derivados de trigo (farinhas, reforçadores e misturas para pães bolos e panetone), derivados de soja (óleos, margarinas, maioneses, gorduras, cremes), azeites, arroz e atomatados. As principais marcas da linha profissional Bunge Pro para esse segmento são: Suprema Soberana, Pré-Mescla, Bentamix, Gradina, Ricca, Cukin, Primor, Soya, Etti e Cardeal.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]