Bus Rapid Transit

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ônibus do TransMilenio em Bogotá, Colômbia
Estação de transferência da Rede Integrada de Transporte de Curitiba, Brasil
Estação de transferência da Rede Integrada de Transporte de Curitiba, Brasil

Bus Rapid Transit (BRT ou em português: veículo leve sobre pneus - VLP) é um sistema de transporte público baseado no uso de ônibus. Um verdadeiro sistema BRT geralmente tem design, serviços e infraestrutura especializados para melhorar a qualidade do sistema e remover causas típicas de atrasos. Às vezes descrito como um "metrô de superfície", o BRT visa combinar a capacidade e a velocidade do veículo leve sobre trilhos (VLT) ou do metrô com a flexibilidade, baixo custo e simplicidade de um sistema de linhas de ônibus.[1]

Para ser considerado um BRT, o sistema de transporte público de ônibus deve operar por uma faixa de rodagem exclusiva (corredor de ônibus) para evitar o congestionamento do tráfego. Além disso, um verdadeiro sistema de BRT deve ter os seguintes elementos:

  • Alinhamento no centro da via (para evitar atrasos típicos do lado do meio-fio)
  • Estações com cobrança de tarifa fora do veículo (para reduzir o atraso do embarque e desembarque relacionado com o pagamento ao motorista)
  • Estações com o nível do piso do ônibus (para reduzir o atraso do embarque e desembarque causado por escadas)
  • Prioridade de ônibus nos cruzamentos (para evitar a atraso em intersecções rodoviárias)

O primeiro sistema de BRT foi a Rede Integrada de Transporte (RIT), no município de Curitiba, Paraná, Brasil, que entrou em operação em 1974. Este sistema inspirou muitos outros semelhantes em todo o Brasil e no mundo, como o TransMilenio, em Bogotá, Colômbia, inaugurado em 2000. Em novembro de 2013, mais de 166 cidades tinham implementado sistemas BRT, respondendo por 4.336 quilômetros de corredores ônibus. Estima-se que cerca de 27 milhões de passageiros utilizam este sistema de transporte público em todo o mundo diariamente, dos quais cerca de 17 milhões estão na América Latina, região que tem a maioria dos sistemas (55).[2]

As muitas diferenças e características distintas entre os sistemas de BRT existentes fez o Institute for Transportation and Development Policy formar um comitê técnico para definir padrões para os sistemas BRT em 2011 e em 2013. O comitê criou uma definição mínima de quais recursos devem ser parte de um sistema para que ele possa ser qualificado como BRT e criou um padrão BRT para avaliar os sistemas existentes no mundo.[3]

Tecnologia[editar | editar código-fonte]

O BRT pode utilizar veículos dos mais diversos tipos como:

Características principais[editar | editar código-fonte]

Os sistemas BRT normalmente possuem a maioria das seguintes características:

Prioridade[editar | editar código-fonte]

Para a operação eficiente do serviço, são necessários corredores ou faixas exclusivas para os ônibus, sem que sejam afetadas pelo congestionamento do tráfego típico do trânsito das grandes cidades. Faixas separadas podem ser elevadas, em depressão ou por dentro de túneis, que podem ser compartilhadas com metrôs ou até mesmo táxis (como em Amsterdã, Pitsburgo e Seattle).

Estações de qualidade[editar | editar código-fonte]

Os sistemas BRT geralmente recebem grande investimento em estações fechadas, que incorporam portas de vidro, guichês de venda de passagem e de informação, e mais outros recursos. Na maioria das vezes também incluem embarque em nível, usando ônibus de piso baixo ou plataformas elevadas, além de múltiplas portas para acelerar embarques e desembarques e melhorar o acesso a deficientes físicos. A validação do bilhete na entrada da estação ao invés de no momento do embarque também é comum, principalmente em estações mais movimentadas.

Melhor itinerário[editar | editar código-fonte]

Uma rede BRT de cobertura considerável pode servir diversas áreas ao transportar grandes quantidades de pessoas rápida e eficientemente durante todo o dia, proporcionando ao mesmo tempo uma viagem confortável.

Veículos de alta capacidade[editar | editar código-fonte]

Veículos de alta capacidade, como ônibus biarticulados podem ser usados, os quais geralmente possuem diversas portas para acelerar a entrada e saída.

Comparação com serviços tradicionais[editar | editar código-fonte]

Os sistemas convencionais de transporte público se utilizam das faixas comuns do trânsito, que podem ser lentas devido a congestionamentos, e a velocidade média dos ônibus é reduzida mais ainda por causa do tempo gasto em embarques e desembarques nas paradas (o que inclui o tempo necessário para pagar o motorista ou cobrador) e na volta ao tráfego.

Em 2013 as autoridades de Nova Iorque constataram que os ônibus na 34th Street, em Manhattan, que transportavam cerca de 33.000 passageiros por dia através de rotas locais e expressas viajavam a 6,5km/h, pouco mais rápido que a velocidade de uma caminhada.[4] Nos anos 1960, Reuben Smeed, pesquisador inglês de transportes, previu que a velocidade média de tráfego no centro de Londres seria de 14 km/h. Quando o pedágio urbano de Londres foi introduzida em 2003, a velocidade média de tráfego era de fato 14 km/h, a maior desde os anos 1970.[5]

Para fins de comparação, a velocidade típica dos sistemas BRT varia entre 27 e 48 km/h.[6]

Sistemas BRT[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]

Trecho da Avenida Brasil fechado ao tráfego para obras de construção do arco do Viaduto Pedro Ernesto, estrutura que integrará o BRT TransCarioca, no Rio de Janeiro
Em Curitiba o Sistema de Transporte se tornou símbolo da cidade.
Ônibus biarticulado e estações tubo do sistema RIT, Curitiba, o primeiro BRT implantado no mundo.
Trecho da Avenida Brasil fechado ao tráfego para obras de construção do arco do Viaduto Pedro Ernesto, estrutura que integrará o BRT TransCarioca, no Rio de Janeiro

Canadá[editar | editar código-fonte]

Metrobús na "Avenida de los Insurgentes" Cidade do México.
O sistema BRT de Trólebus do Quito tem faixas exclusivas a desnível para evitar atrasos nos cruzamentos.
Linha do sistema BRT de Ahmedabad, Índia.
Estação do sistema BRT de Cantão, na China
Interior de um veículo do Metrobüs de Istambul, Turquia.

Colômbia[editar | editar código-fonte]

Chile[editar | editar código-fonte]

China[editar | editar código-fonte]

Espanha[editar | editar código-fonte]

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

França[editar | editar código-fonte]

México[editar | editar código-fonte]

Equador[editar | editar código-fonte]

Peru[editar | editar código-fonte]

Turquia[editar | editar código-fonte]

Venezuela[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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