Cáceres (Mato Grosso)

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Município de Cáceres
"Princesinha do Paraguai"
"Cidade Portal do Pantanal"
Foto do Rio Paraguai, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Foto do Rio Paraguai, um dos principais pontos turísticos da cidade.
Bandeira de Cáceres
Brasão de Cáceres
Bandeira Brasão
[Hino de Cáceres|Hino]
Aniversário 6 de outubro
Fundação 6 de outubro de 1778
Gentílico cacerense
Lema Ad Sum (Aqui Estou)
Prefeito(a) Francis Maris Cruz (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Cáceres
Localização de Cáceres no Mato Grosso
Cáceres está localizado em: Brasil
Cáceres
Localização de Cáceres no Brasil
16° 04' 16" S 57° 40' 44" O16° 04' 16" S 57° 40' 44" O
Unidade federativa  Mato Grosso
Mesorregião Centro-Sul Mato-Grossense IBGE/2008 [1]
Microrregião Alto Pantanal IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Mirassol d'Oeste, Barra do Bugres, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Porto Esperidião, Curvelândia, Glória d'Oeste, Porto Estrela.
Distância até a capital 214 km
Características geográficas
Área 24 398,399 km² (BR: 44º)[2]
População 90 106

MT 6º hab. Censo IBGE/2014[3]

Densidade O numerador (dividendo) tem que ser um número! hab./km²
Altitude 176 m
Clima Tropical subúmido Aw
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH-M 0,801 muito alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 820 206,727 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 9 448,84 IBGE/2008[5]
Página oficial

Cáceres é um município do estado brasileiro de Mato Grosso localizado na mesorregião Centro-Sul do estado e na microrregião do Alto Pantanal. Tem uma população de 86.805 segundo o IBGE em 2008, faz fronteira com a Bolívia.

Cáceres é o principal município matogrossense abrangido pelo Pantanal.

Popularmente conhecida como a "Princesinha do Paraguai".

Geografia[editar | editar código-fonte]

Distritos[editar | editar código-fonte]

Cáceres/Sede, Santo Antonio do Caramujo, Horizonte D´Oeste, Vila Aparecida e Vila Sadia.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é tropical subúmido, apresentando temperatura média anual de 24 °C. Possui duas estações bem definidas, o inverno de Maio á Setembro caracterizado pelo clima mais seco, e o verão entre Outubro e Abril caracterizado pelo clima mais chuvoso.

As temperaturas diminuem gradativamente entre maio e Julho, entretanto temperaturas mais baixas ocorrem também em outros meses do ano. No inverno as massa polares atingem com frequência a cidade causando o fenômeno da friagem ,onde temperatura cai bruscamente, não sendo difícil registrar tamperaturas mínimas inferiores a 10°C, e em alguns casos inferiores aos 5°C. Oficialmente a menor temperatura registrada na cidade foi de -1 °C em 29 de Junho de 1996, extraoficialmente foi de -7,3 °C em Julho de 1915. Em anos como 1915, 1933, 1934, 1949, 1955, 1975, 1977, 1979, 1981, 1985, 1988, 1994, 1996, 2010, entre outros, foram registradas temperaturas próximas ou iguais á 0 ºC. Casos de geadas são esporádicos, em média de uma á três por década. No final desta estação o clima se torna muito seco com umidade ao redor dos 10%, e é neste período que as queimadas se alastram. O verão é quente e úmido onde chove com frequência, não sendo raro registros de chuvas torrenciais e invernadas. Apesar de o verão ser quente é entre agosto e outubro (no auge da estiagem) que se registram os valores mais elevados de temperatura, sendo frequentes temperaturas acima dos 37 °C e em alguns dias acima dos 40 °C. A máxima oficial é de 42 °C registrada em outubro de 2008. A precipitação média anual é de 1350mm.

História[editar | editar código-fonte]

A vila de São Luís de Cáceres foi fundada em 6 de outubro de 1778 pelo tenente de Dragões Antônio Pinto Rego e Carvalho, por determinação do quarto governador e capitão-general da capitania de Mato Grosso, Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres.

Cáceres, com o nome de Vila-Maria do Paraguai, em homenagem à rainha reinante de Portugal. No início, o povoado de Cáceres não passava de uma aldeia, centrada em torno da igrejinha de São Luiz de França(Luís IX de França). A Fazenda Jacobina destacava-se na primeira metade do século XIX por ser a maior da província de Mato Grosso em termos de área e produção. Foi lá que Sabino Vieira, chefe da Sabinada, a malograda Conjuração baiana, refugiou-se e veio a morrer em 1846.

O historiador Natalino Ferreira Mendes conta em seus livros que, em meados do século passado, Vila-Maria do Paraguai experimentou algum progresso, graças ao advento do ciclo da indústria extrativa, que tinha seus principais produtos no Gado, na Borracha e na Ipecacuanha, o Ouro negro da floresta, e à abertura da navegação fluvial.

As razões paraa fundação do povoado foram a necessidade de defesa e incremento da fronteira sudoeste de Mato Grosso; a comunicação entre Vila Bela da Santíssima Trindade e Cuiabá e, pelo Rio Paraguai, com a capitania de São Paulo; e a fertilidade do solo no local, com abundantes recursos hídricos

Em 1860, Vila-Maria do Paraguai já contava com sua Câmara Municipal, mas só em 1874 foi elevada à categoria de cidade, com o nome de São Luiz de Cáceres, em homenagem ao padroeiro e ao fundador da cidade. Em 1938, o município passou a se chamar apenas Cáceres. Em fevereiro de 1883, foi assentado na Praça da Matriz, atual Barão do Rio Branco, o Marco do Jauru, comemorativo do Tratado de Madrid, de 1750. Junto com a Catedral de São Luís - cuja construção teve início em 1919, mas só foi concluída em 65 -. os dois monumentos estão até hoje entre os principais atrativos turísticos da cidade.

A navegação pelo Rio Paraguai desenvolveu o comércio com Corumbá, Cuiabá e outras praças, e o incremento das atividades agropecuárias e extrativistas fez surgir os estabelecimentos industriais representados pelas usinas de açúcar e as charqueadas de Descalvados e Barranco Vermelho, de grande expressão em suas épocas

Em 1914, São Luís de Cáceres recebeu a visita do ex-presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, que participava da Expedição Roosevelt-Rondon. Conta-se que ele ficou encantado com o comércio local, cujo carro-chefe era a loja "Ao Anjo da Ventura", de propriedade da firma José Dulce & Cia, que também era dona do vapor Etrúria. As lanchas que deixavam Cáceres com destino a Corumbá levavam poaia (ou ipecacuanha), borracha e produtos como charque e couro de animais e voltavam carregadas de mercadorias finas, como sedas, cristais e louças vindas da Europa.

No início de 1927, Cáceres viveu dois acontecimentos marcantes: a passagem da Coluna Prestes por seus arredores, que provocou a fuga de muitos moradores, e o pouso do hidroavião italiano Santa Maria, o primeiro a sobrevoar Mato Grosso. .

A partir de 1950, as mudanças passaram a ser mais rápidas.No início dos anos 60, foi construída a ponte Marechal Rondon, sobre o Rio Paraguai, que facilitou a expansão em direção ao noroeste do Estado. A chegada de uma nova leva migratória,causada pelo desenvolvimento agrícola que projetou pólo de produção no Estado e no pais, mudou o perfil de Cáceres, cuja ligação com a capital, Cuiabá, foi se intensificando à medida que melhoravam as condições da estrada ligando as duas cidades. É nesse período que ocorre a emancipação dos novos núcleos sócios-econômicos.

Assim, emanciparam-se de Cáceres: o distrito de Mirassol d'Oeste, Salto do Céu, Jauru, Porto Esperidião,São José dos Quatro Marcos, Araputanga, Reserva do Cabaçal, Figueirópolis d'Oeste, Porto Estrela,Lambari d'Oeste e Rio Branco.

Dependência genealógica[editar | editar código-fonte]

Cuiabá deu origem a Cáceres no século XIX.

Economia[editar | editar código-fonte]

Segue abaixo informações sobre a economia de Cáceres.

Tráfico de Drogas[editar | editar código-fonte]

A cidade de Cáceres é uma das maiores portas de entrada de drogas do país, pois faz fronteira com a Bolívia

Agropecuária[editar | editar código-fonte]

A pecuária é a principal atividade econômica da cidade, que possui um dos maiores rebanhos de gado bovino do Brasil.

Cáceres possui o único frigorífico de jacaré da América Latina, a COOCRIJAPAN. A estrutura conta com 3 criatórios comerciais, um frigorífico e um curtume. Com o apoio do Sebrae em Mato Grosso por meio do Projeto Animais Silvestres, objetivos vêm sendo obtidos para o desenvolvimento dessa atividade. O projeto iniciado em 2006, além de fomentar a atividade, tem capacitado os produtores, implementando novas tecnologias e principalmente a preservação do meio ambiente. Cáceres possui ainda indústrias de couro (abate diário de cinco mil cabeças de gado bovino em cinco frigoríficos, quinze laticínios e três curtumes), cana-de-açúcar (duas usinas com produção de oitenta e cinco milhões de litros de álcool), madeira (vinte e três mil hectares com plantação de teka e extração de borracha) e mineral (calcário e brita).

ZPE-MT (Zona de Processamento e Exportação)[editar | editar código-fonte]

A ZPE de Cáceres é vista como uma das mais importantes do país, e consequentemente de Mato Grosso. As Zonas de Processamento de Exportação são consideradas áreas de livre comércio destinadas à instalação de empresas industriais voltadas à produção de bens cujos produtos são comercializados exclusivamente no mercado externo; 20% da produção da área pode ser comercializada no mercado interno, e esses produtos passam por encargos e taxas tributárias como qualquer outro importado para o Brasil.

Com a implantação da ZPE no município, empresas poderão instalar-se isentas de qualquer tipo de imposto convencional às indústrias. A área doada destinada à ZPE possui 247 hectares no distrito industrial, e já conta com a instalação de empresas no ramo de: couro, cana-de-açúcar, madeira e mineral. Segundo o Sebrae, são esperados cerca de 10.500 postos de trabalho diretos e indiretos com a implantação da ZPE. A ZPE de Cáceres, além de proporcionar a atração de investimentos estrangeiros (e andinos), irá atender o critério de desenvolvimento regional.

Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

Nos últimos anos, Cáceres vem estruturando-se como importante porto fluvial matogrossense, incorporando-se à política de Integração Latino-Americana, buscando a implantação do sistema de transporte intermodal, e a ligação por rodovia com a Bolívia, terminando no Oceano Pacífico, no Chile.A hidrovia Paraguai-Paraná, em Cáceres, é um modal alternativo às exportações estaduais.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Rádios[editar | editar código-fonte]

  • Rádio Difusora FM
  • Rádio Difusora AM
  • Rádio Centro América Hits FM
  • Rádio Jornal AM

Turismo[editar | editar código-fonte]

Cáceres se destaca no turismo histórico e esportivo. Encontra-se situada numa das regiões mais privilegiadas do pantanal matogrossense, visto que ostenta uma das maiores potencialidades turísticas do estado, ou seja, a grandiosidade e a beleza do Rio Paraguai e seus afluentes. Se desenvolve em torno da pesca esportiva sendo sede de um evento mundial: o Festival Internacional de Pesca (FIP), registrado no Guinness Book como o maior campeonato de pesca do mundo em águas fluviais.

Política[editar | editar código-fonte]

Comarca[editar | editar código-fonte]

  • Comarca de Cáceres

Eleitores[editar | editar código-fonte]

  • 60.000 (TRE/MT/2010) aproximadamente

Religião[editar | editar código-fonte]

Diocese[editar | editar código-fonte]

A principal ramificação cristã é o catolicismo romano, Diocese de São Luís de Cáceres.

Tendo também como grande influência, com seus grandes trabalhos sociais (ABENE), Centro de Recuperação

" Renascendo com Cristo", atendimento Médico e Odontológico entre outros, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

Curiosidade[editar | editar código-fonte]

Apesar de ser considerada uma típica cidade pantaneira, Cáceres está situada dentro da Amazônia Legal, que compreende, além de todo o estado de Mato Grosso, mais 8 estados brasileiros (o Pantanal Norte, onde fica Cáceres, é chamado também de Pantanal Amazônico por estar totalmente inserido na Amazônia Legal).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

GIANEZINI, Quelen. O processo de expansão do ensino superior em Mato Grosso. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFRGS, 2009. 250p.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]