Integral
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Nota: Se procura o telescópio espacial INTErnational Gamma-Ray Astrophysics Laboratory (INTEGRAL), veja INTEGRAL.
No cálculo, a integral de uma função foi criada originalmente para determinar a área sob uma curva no plano cartesiano[1] e também surge naturalmente em dezenas de problemas de Física, como por exemplo na determinação da posição em todos os instantes de um objeto, se for conhecida a sua velocidade instantânea em todos os instantes. [carece de fontes]
O processo de se calcular a integral de uma função é chamado de integração.
Diferentemente da noção associada de derivação, existem várias definições para a integração, todas elas visando a resolver alguns problemas conceituais relacionados a limites, continuidade e existência de certos processos utilizados na definição. Estas definições diferem porque existem funções que podem ser integradas segundo alguma definição, mas não podem segundo outra.[1]
A integral também é conhecida como antiderivada.
Índice |
[editar] Definição formal e notação
[editar] Integral definida
Seja f uma função contínua definida no intervalo [a,b]. A integral definida desta função é denotada como[2]:
| Em linguagem matemática | Em Português |
|---|---|
![]() |
S é a integral da função , no intervalo entre a e b. é o sinal da integral, é o integrando e os pontos e são os limites (inferior e superior, respectivamente) de integração. |
Onde ![]() |
é uma função com domínio no espaço fechado [a,b] (com ) e com imagem no conjunto dos números reais |
A ideia desta notação utilizando um S comprido é generalizar a noção de somatório[3]. Isto porque intuitivamente a integral de
pode ser entendida como a soma de pequenos retângulos de base
tendendo a zero e altura
, onde o produto
é a área deste retângulo. A soma de todas estas pequenas áreas, ou áreas infinitesimais, fornece a área total abaixo da curva. Mais precisamente, pode-se dizer que a integral acima é o valor limite da soma:[2]
| Em linguagem matemática | Em Português |
|---|---|
![]() |
A integral de no intervalo [a,b] é igual ao limite do somátório de cada um dos valores que a função f(x) assume, de 0 a n, multiplicados por . O que se espera é que quando n for muito grande o valor da soma acima se aproxime do valor da área abaixo da curva e, portanto, da integral de no intervalo. Ou seja, que o limite esteja definido. A definição de integral aqui apresentada é chamada de soma de Riemann, mas há outras formas (equivalentes). |
onde ![]() |
comprimento dos pequenos subintervalos nos quais se divide o intervalo [a,b]. Os extremos destes intervalos são os números . |
onde ![]() |
Valor ("altura") da função quando x é igual ao ponto amostral , definido como um ponto que está no subintervalo (podendo até mesmo ser um destes pontos extremos do subintervalo). |
Uma integral definida pode ser própria ou imprópria, convergente ou divergente. Neste último caso, ela representa uma área infinita.
[editar] Integral indefinida
Integral indefinida é uma função (ou família de funções), assim definida [4] [5]:
se e somente se
, ou, o que é a mesma coisa, 
[editar] Relação entre integral definida indefinida
A integral definida
é um número; não depende da variável x. A integral indefinida, ao contrário, é uma função ou família de funções. A conexão entre elas é dada pelo Teorema Fundamental do Cálculo. Se
for contínua em [a,b], então [6].
Ou seja, a integral indefinida, calculada no intervalo [a,b], resulta no valor da integral definida.
[editar] Teorema fundamental do Cálculo
Caso se resolva a integral acima entre os limites a e b, o resultado final pode ser escrito como:
onde a função F(x) é a função resultante da integração da função f(x). O problema da integração, isto é, de se encontrar a solução para uma integral, se resume portanto a encontrar a função F(x).
O resultado acima é extremamente importante pois ele oferece uma indicação de como obter a integral. Para ver isto, supõe-se que o limite superior da integral, isto é, b, seja muito próximo de a, tal que se possa escrever:
Como os pontos limites da integral estão muito próximos, pode-se escrever:
Olhando na definição da integração como um limite, dada acima, pode-se dizer que a integral, neste caso, se resume a apenas um dos termos na soma, e portanto pode-se afirmar, sem causar um erro muito grande, que:
Comparando com a definição da derivada de uma função:
vê-se que a função procurada F(x) é uma função tal que, quando tomada a sua derivada, obtém-se a função f(x). Em outras palavras, ao se calcular a derivada de uma função pode-se também calcular a integral da função resultante. Esta propriedade mostra que a integração na verdade é a operação inversa da derivação, pois se uma função for derivada e em seguida o resultado integrado, obtém-se a função original. Esta propriedade é chamada de Teorema fundamental do Cálculo.
[editar] Passo-a-Passo
Integral Definida - Uma integral definida consta basicamente em integrar uma função constante nos intervalos, através das primitivas, que nada mais são do que a função integrada a cada membro.
Fórmula das Primitivas
Exemplo:
Cada membro da função é tratado como uma função em separado, para em seguida ser efetuada a soma entre eles e gerar outra função, a função na qual se substitui o valor de X pelos valores do intervalo. Feito isso, usa-se o teorema do cálculo para chegar ao valor da integral.
- No intervalo (0,3)
Aqui usa-se a Fórmula da Primitiva em cada integral.
Gera-se a outra função, que será usada para substituir os valores do intervalo.
Para x = 0
Para x = 3
[editar] Aplicação do teorema fundamental do Cálculo
[editar] Exemplos de integração
Estas são as integrais de algumas das funções mais comuns:
(Integral da função constante)
(Integral da função f(x) = x )
Por definição a barra
é utilizada com o significado da diferença 
[editar] Definições de integral
Para definições do processo de integração mais rigorosas veja os links abaixo
- Soma de Riemann
- Integral de Riemann
- Integral de Lebesgue
- Integral de Riemann-Stieltjes
- Integral de Henstock–Kurzweil ou integral de Gauge
[editar] Ver também
[editar] Notas
- ↑ a b Charles Doss, An Introduction to the Lebesgue Integral, [em linha]
- ↑ a b Stewart (2002), p. 378.
- ↑ W3C (2006), Arabic mathematical notation (em inglês)
- ↑ Piskounov, Nikolai Semenovich; Cálculo Diferencial e Integral; Edições Lopes da Silva; 12ª edição, 2002; 2 vols.
- ↑ Stewart (2002), p. 401.
- ↑ Stewart (2002), pp. 379 e 401.
[editar] Referências
- STEWART, James. Cálculo - volume I. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2002. 4ª edição. ISBN 85-221-0235-X.

é o sinal da integral,
e
são os limites (inferior e superior, respectivamente) de integração.![{f}: \left [ {a},{b} \right ] \rightarrow \mathbb{R}](http://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/math/f/f/a/ffacc9601121bc4741989390ce6aeaaf.png)
) e com 

.
, definido como um ponto que está no subintervalo
(podendo até mesmo ser um destes pontos extremos do subintervalo).
se e somente se
, ou, o que é a mesma coisa, 

















(Integral da função constante)
(Integral da função f(x) = x )