Célula-tronco pluripotente induzida

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Um esquema de geração de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS). (1)As células doadoras são isoladas e cultivadas. (2)Transferem-se os genes das células-tronco associadas para as células doadoras por meio de vetores virais. As células vermelhas indicam as células que manifestam os genes exógenos. (3)As células cultivadas são colhidas de acordo com estratégias de cultivo de células-tronco, pela utilização de fibroblastos mitoticamente inativos (cor cinza claro) (4)Um pequeno subgrupo dessas células transfectadas tornam-se células-tronco pluripotente induzidas e a partir desse momento produzem colônias de células-tronco.

As células-tronco pluripotentes induzidas, também conhecidas como células iPS ou iPSCs pela sua origem do inglês induced pluripotent stem cells[1] , são um tipo de célula-tronco pluripontente artificialmente derivada de uma célula-tronco não-pluripotente, tipicamente de uma célula somática adulta, pela indução de uma manifestação "forçada" de certos genes. Para sua correta identificação é necessário ter alguma habilidade. Recentemente pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram uma ferramenta web que auxilia nessa identificação. [2]

Estas células representam uma grande promessa para a medicina, uma vez que, tendo a capacidade de se diferenciar em qualquer tecido de um organismo adulto, dão esperança de que um dia seja possível reconstruir tecidos ou órgãos de pacientes e ainda auxiliar no desenvolvimento de fármacos para as mais diferentes moléstias humanas.

Comparadas ás suas equivalentes em potência celular (as embrionic stem cells), as iPSCs possuem a vantagem, do ponto de vista terapêutico, de serem empregadas no próprio indivíduo que as forneceu. Essa possibilidade (de realizar transplantes autólogos) é muito interessante pois descarta o problema de imuno-compatibilidade do órgão do doador e do transplantado, coisa que as células tronco embrionárias não são capazes de fornecer, pois o doador é um embrião que tem de ser destruído para a obtenção das células[3] . Do ponto de vista ético as células induzidas são mais adequadas pois são células derivadas de um indivíduo adulto, enquanto que as células tronco embrionárias são obtidas de um embrião em desenvolvimento, culminando com sua morte.

Contudo, apesar de toda a potencialidade do uso terapêutico das iPSCs, seu emprego ainda é uma perspectiva para o futuro. Uma vasta pesquisa científica está sendo produzida neste sentido, mas ainda depende do aprimoramento de várias técnicas, como o modo de inserção dos genes nas células (o uso de vírus apresenta muitos riscos), técnicas de diferenciação celular e de seleção em cultura (a injeção de células tronco pluripotentes em indivíduos adultos causa o desenvolvimento de teratomas).

Referências

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