Célula exterminadora natural

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Tem aparência similar aos outros linfócitos com as quais atua em conjunto e possui origem comum.[1]

As células exterminadoras naturais ou células NK (do inglês Natural Killer Cell) são um tipo de linfócitos (glóbulos brancos responsáveis pela defesa específica do organismo). Têm um papel importante no combate a infecções virais e células tumorais. Identificadas pela primeira vez em 1975, foram rotuladas de Exterminadoras Naturais (Natural Killer), pela sua actividade citotóxica contra células tumorais de diferentes linhagens, sem a necessidade de reconhecimento prévio de um antigénio específico, contrariamente ao funcionamento dos linfócitos T[2] .

Origem[editar | editar código-fonte]

Partilham um progenitor comum com os outros linfócitos, também sendo originados de linfoblastos. São produzidos na medula óssea e em análises histológicas são descritos como grandes e granulares.

Ativação[editar | editar código-fonte]

Elas são ativadas em resposta a diversos estímulos, nomeadamente por citocina produzidos por outros elementos do sistema imunitário, por estimulação dos receptores de Imunoglobulinas FcR, presentes na sua membrana celular, e pelos receptores de activação ou inibição, específicos das células NK.

Estas células são activadas em resposta a interferons ou a citocinas provenientes de macrófagos. A sua principal função está relacionada com as infecções virais e o seu controle, através da eliminação das células infectadas, evitando assim a multiplicação dos vírus.

Função[editar | editar código-fonte]

Defesa inata[editar | editar código-fonte]

As células NK são componentes importantes na defesa imunitária não especifica. Estas células não destroem os microorganismos patogénicos directamente, tendo uma função mais relacionada com a destruição de células infectadas ou que possam ser cancerígenas. Não são células fagocíticas. Destroem as outras células através de mecanismos semelhantes aos usados pelas T CD8+ (T Citotóxicas), através da degranulação e libertação de enzimas que activam os mecanismos de apoptose da célula atacada. São quimicamente caracterizadas pela presença de CD56 e ausência de CD3.[3]

Citotóxicas[editar | editar código-fonte]

As células NK são citotóxicas, ou seja, identificam as células que exibem um sinal de mal funcionamento e as destroem.[1]

Células reguladoras[editar | editar código-fonte]

As NKC podem atuar como células reguladoras quando envolvidas em interações recíprocas com células dendríticas, macrófagos, linfócitos T e células endoteliais.[1]

Defesa específica[editar | editar código-fonte]

Novas pesquisas indicam que células NK também atuam secundariamente como defesa específica ao estimular a produção de células de memória. [4]

Pesquisas[editar | editar código-fonte]

Pesquisas com manipulação de células NK tem resultado indicam promissora capacidade de utilização dessas células para melhorar a eficiência de transplante de órgãos hematopoiéticos e sólidos, para promover a imunoterapia antitumoral e no controle de doenças inflamatórias e auto-imunes.[1]

Referências

  1. a b c d Vivier E, Tomasello E, Baratin M, Walzer T, Ugolini S. Functions of natural killer cells. Nat Immunol. 2008 May 9(5):503-10. doi: 10.1038/ni1582. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18425107
  2. "Natural" killer cells in the mouse. I. Cytotoxic cells with specificity for mouse Moloney leukemia cells. Specificity and distribution according to genotype. Kiessling R, Klein E, Wigzell H. Eur J Immunol. 1975.
  3. Natural cytotoxic reactivity of mouse lymphoid cells against syngeneic acid allogeneic tumors. I. Distribution of reactivity and specificity.Herberman RB, Nunn ME, Lavrin DH.Int J Cancer. 1975 Aug 15;16(2):216-29.PMID: 50294
  4. Pyzik, M. & Vidal, S.,M. (2009). "'NK cells stroll down the memory lane'". Immunology and Cell Biology 87 (4): 261–263. doi:10.1038/icb.2009.10