César Peixoto
| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Paulo César Silva Peixoto | |
| Data de nasc. | 12 de Maio de 1980 (33 anos) | |
| Local de nasc. | Caldas das Taipas, Guimarães, |
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| Altura | 1,82 m | |
| Pé | Canhoto | |
| Informações profissionais | ||
| Clube atual | ||
| Número | 25 | |
| Posição | Lateral-Direito | |
| Clubes profissionais1 | ||
| Anos | Clubes | Jogos (golos) |
| 1999-2001 2001-2002 2002-2004 2004-2005 2005-2006 2006-2007 2007-2009 2009-2012 2012- |
→ → |
15 (2) 22 (7) 19 (5) 19 (1) 16 (4) 0 (0) 44 (5) 15 (1) 0 (0) |
| Seleção nacional3 | ||
| 2006 2007 2008 |
3 (0) 2 (0) 1 (0) |
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Paulo César Silva Peixoto, mais conhecido por César Peixoto, (Caldas das Taipas, 12 de Maio de 1980) é um futebolista português. Namora com a modelo, actriz e apresentadora de televisão Diana Chaves.
É um extremo esquerdo catapultado para a ribalta após a transferência do clube da sua terra Caçadores Taipas para o CF Belenenses onde apontou diversos golos e que lhe valeu a transferência para o F.C. Porto na época seguinte.
Índice |
Biografia [editar]
Vem de uma família "humilde" - como o próprio diz - foi criado pela avó e é o mais velho de três irmãos. Os pais sempre fizeram os possíveis para que o filho pudesse concretizar o sonho de ser "profissional de futebol".
Aos dez anos, o pai, adepto do Vitória de Guimarães, levou-o aos treinos de captação dos minhotos.
Duas sessões bastaram para que os dotes do pequeno César cativassem os técnicos vitorianos que o aceitaram na equipa de infantis, onde começou por jogar a defesa-esquerdo, passando depois a actuar como médio interior esquerdo.
No primeiro ano de júnior foi emprestado ao Brito, um clube da região. "Quando estive no Brito a situação foi um pouco complicada. O V. Guimarães deu a minha carta àquele clube e eu queria jogar no Taipas. Assim, durante essa época fui trabalhar para uma fábrica de calçado perto de casa. Entrava às 8 horas da manhã e, por vezes, saía às 19 horas. Os meus pais fizeram um esforço e acabei por largar a fábrica e dedicar-me só aos estudos, tendo acabado o 10º ano. Depois assinei contrato e foi difícil conciliar o futebol e as aulas."
De regresso a Guimarães, César Peixoto fez uma excelente temporada no segundo ano como júnior, marcando 16 golos. Na altura, foi-lhe dito que poderia ficar no plantel, mas no final da época quiseram-no emprestar ao Fafe. O jogador não quis e foi para o Caçador das Taipas.
A primeira época não correu de feição. Uma pubalgia afastou-o algum tempo da competição. A segunda temporada correu bem melhor. César despertou a cobiça de alguns clubes, entre os quais o Belenenses e o Gil Vicente. Em Dezembro de 2000 chegou a acordo com o Belenenses e o sonho da I Liga "tornou-se realidade".
Chegou ao Restelo como um ilustre desconhecido. O início da temporada não foi dos melhores, já que o jogador esteve lesionado. Como tal, a estreia só aconteceu a 23 de Setembro, na 6ª jornada, frente ao Benfica.
As boas exibições no Belenenses levaram o seleccionador de sub-21, Agostinho Oliveira, a apostar no jovem esquerdino. A estreia com a camisola das quinas surgiu no jogo de preparação frente à República Checa. E foi também noutro jogo particular, cerca de um mês antes do início do Europeu sub-21, que César Peixoto contraiu uma entorse na tibiotársica esquerda, tornando assim impossível a concretização de um sonho – e um dos principais objectivos da temporada – ou seja, representar Portugal naquele campeonato.
A exibição e o golo apontado ao FC Porto, na última época, catapultaram o esquerdino para as primeiras páginas dos jornais chamando a atenção de grandes clubes incluindo o próprio F.C. Porto. E foram mesmo os dragões que, após várias e longas conversações com os dirigentes do Belenenses, asseguraram a contratação do médio por um milhão e meio de euros (cerca de 300 mil contos), num acordo de cinco épocas.
"O meu empresário chegou a falar-me do interesse de equipas estrangeiras. Na altura ele não sabia se a cobiça do FC Porto era ou não verdadeira, mas eu disse-lhe que se fosse verdade preferia jogar aqui. Este foi o clube que sempre quis representar. Estou aqui com muito orgulho. É um sonho que veio concretizar-se. O facto de a minha família ser do Norte também influenciou na minha decisão", referiu César.
César Peixoto garante que continua a "ser um rapaz da aldeia" e que o facto de jogar numa equipa como o Futebol Clube do Porto não mudou a sua maneira de ser. "O sucesso não me subiu à cabeça."
Os pais, sobretudo a Mãe, estão sempre ao seu lado. Enquanto a mãe, sempre preocupada, nunca vai ao estádio, o pai é o seu maior crítico. "A minha mãe não gosta de me ver no chão. Fica preocupada. (…) O meu pai é quem mais me aconselha e é um crítico severo, pois foi ele que sempre me acompanhou no futebol".
Apesar de ter protagonizado a contratação "mais suada" daquele verão, César é um rapaz simples. Gosta de estar com os amigos, ouvir música, ir ao cinema, navegar na internet entre outros. Confessa-se dependente do telemóvel e diz que hoje em dia já não consegue estar cinco minutos sem ele. É supersticioso. Joga sempre com a camisola interior virada ao contrário e não pisa o relvado sem antes se benzer. E diz ainda ter muito medo… de andar de avião.
Em duas épocas protagonizou uma ascensão fantástica desde o Taipas (II Divisão B, Zona Norte) ao FC Porto onde conquistou um lugar no onze e no coração dos adeptos. Dono de um pé esquerdo fortíssimo, César Peixoto destacou-se no flanco que mais preocupações tem dado ao futebol português, nomeadamente à selecção nacional. Rápido, forte, decisivo.
Apesar de dotado de elevada estatura, sempre revelou alguns problemas físicos e tem sofrido diversas lesões principalmente ao nível dos joelhos.
Durante a época de 2005/2006, Co Adriaanse adaptou-o com algum sucesso à posição de lateral esquerdo antes de ser vítima de nova lesão que o impossibilitou para o resto da temporada. Quando recuperou,não conseguiu recuperar o lugar no 11 base, em 2006/2007 é emprestado Espanyol de Barcelona,mais uma vez é afectado pelas lesões, somando poucos minutos de jogo naquele clube. Na época seguinte rescinde contrato com o Porto e assina pelo Braga, conseguindo mostrar o seu bom futebol.
No dia 20 de Novembro de 2008 chegou o tão desejado momento, a estreia pela Selecção Nacional de futebol. E logo num jogo amigável com o Brasil. Portugal perdeu por 6-2, mas César Peixoto rubricou uma boa exibição. Após 3 épocas ao serviço do Clube Bracarense, representou o clube Português Sport Lisboa e Benfica,1 tendo sido apresentado a 10 de Agosto de 2009.2
A 6 de Janeiro de 2012, rescindiu o seu contrato com o Sport Lisboa e Benfica, assinando contrato com o Gil Vicente.
Palmarés [editar]
- Taça Uefa: 2002-2003
- Liga dos Campeões da UEFA: 2003-2004
- Campeonato português de futebol: 2002-2003, 2003-2004, 2005-2006
- Taça de Portugal: 2002-2003, 2005-2006
- Supertaça Cândido de Oliveira: 2004
- Taça Intertoto da UEFA: 2008-2009
Referências
- ↑ César Peixoto: «Quero ser campeão». Jornal Record (9 de Agosto de 2009).
- ↑ César Peixoto apresentado na Luz. Sport Lisboa e Benfica (10 de Agosto de 2009).
Ligações externas [editar]
- Nascidos em 1980
- Naturais de Guimarães
- Futebolistas de Portugal
- Futebolistas do Clube Caçadores das Taipas
- Futebolistas do Clube de Futebol Os Belenenses
- Futebolistas do Futebol Clube do Porto
- Futebolistas do Vitória Sport Clube
- Futebolistas do Reial Club Deportiu Espanyol de Barcelona
- Futebolistas do Sporting Clube de Braga
- Futebolistas do Gil Vicente Futebol Clube