César Tralli

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César Tralli
César Tralli em Istambul
Nascimento 23 de dezembro de 1970 (43 anos)
São Paulo
 São Paulo
Ocupação Jornalista
Cônjuge(s) Cassia Avila (2006-2007)

Flávia Freire (2007-2013) Ticiane Pinheiro (2014-atual)

Nacionalidade Brasil brasileiro
Atividade 1991—presente

César Tralli (São Paulo, 23 de dezembro de 1970) é um jornalista de televisão brasileiro. Atualmente é repórter especial e âncora do telejornal SPTV.

Carreira[editar | editar código-fonte]

O jornalista iniciou sua carreira televisiva em 1991, aos 20 anos, apresentando o programa turístico independente Flórida On Line, da Rede Record, pouco depois foi para o SBT, onde foi repórter do Aqui Agora. Desde 1993 está na Rede Globo, onde atuou em programas como o extinto São Paulo.[1]

Aos 24 anos, assumiu o posto em Londres, onde passou cinco anos, de 1995 a 2000, tornando-se o correspondente mais jovem da Rede Globo.[1] Neste período, fez reportagens em mais de trinta países. Cobriu conflitos no Oriente Médio, o assassinato do primeiro-ministro de Israel Yitzhak Rabin, os dez anos do acidente nuclear de Chernobyl, o terremoto que destruiu cidades da Turquia e a morte da princesa Diana. Esses e outros episódios deram origem ao livro Olhar Crônico, composto de quarenta crônicas, e que foi lançado em 2001, quando de seu retorno ao Brasil.[1]

Como repórter especial, Tralli cobriu ainda os ataques de 11 de setembro de 2001, em Nova York, as Copas do Mundo da França em 1998, CoréiaJapão em 2002, Alemanha em 2006, Africa do Sul em 2010, bem como as Olimpíadas de Atenas em 2004 e de Pequim em 2008.

Como repórter investigativo, ajudou a desvendar escândalos nacionais de corrupção como os do Juiz Nicolau dos Santos Neto, a prisão de Paulo Maluf e seu filho Flávio Maluf, as prisões dos empresários Law King Chong e Armando Mellão Neto, além a do banqueiro Edemar Cid Ferreira, casos de corrupção na justiça, como a Operação Anaconda, a Máfia do Apito nos campeonatos brasileiro e paulista de futebol, a atuação do crime organizado dentro e fora das cadeias, a máfia do Sindicato dos Motoristas de Ônibus em São Paulo, bem como muitos outros casos de corrupção no poder público.

Em 2007, ele cobriu irregularidades nas obras do Metrô de São Paulo que resultaram na demissão do presidente da empresa, fez uma série de reportagens especiais sobre a máfia da gasolina adulterada, com a descoberta de fraudes em grandes postos de combustíveis, e revelou as perigosas ligações de traficantes colombianos, presos no Brasil, com autoridades policiais e judiciais do país. No mesmo ano, também cobriu a prisão do megatraficante Juan Carlos Ramírez Abadía e foi à Colômbia mostrar o «poder de fogo» dos cartéis de cocaína. Nessa mesma época, viajou para Miami e entrevistou a viúva do mais temido barão das drogas colombiano, Pablo Escobar.

O jornalista cobriu um dos maiores escândalos financeiro-político do Brasil, o caso Satiagraha, em 2008, que resultou nas prisões do banqueiro Daniel Dantas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e do empresário Naji Nahas. No mesmo ano, ele ajudou a desvendar a máfia do gás veicular. Um esquema de furto e desvio de gás em grandes postos da capital paulista.

Atualmente, é o âncora do novo SPTV — 1° edição, em substituição a Chico Pinheiro e Mariana Godoy, desde outubro de 2011. O telejornal é exibido de segunda a sábado sempre ao meio-dia para 39 municípios da Grande São Paulo.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

O comunicador ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo na categoria «Televisão» pelos casos de corrupção envolvendo o ex-prefeito Paulo Maluf, assim como o Prêmio Comunique-se como melhor repórter de vídeo brasileiro e o Grande Prêmio Rede Globo de Televisão por sua investigação nos casos «Máfia dos motoristas», «Acidente avião da TAM» e «Prisão Law». Mais recentemente, conquistou o Troféu Barbosa Lima Sobrinho, maior premiação concedida pelo Prêmio Imprensa Embratel, por uma série de reportagens exibidas no Jornal Nacional sobre a adulteração de combustíveis. Também foi finalista do Emmy Awards, em Nova York, pela cobertura do sequestro e assassinato da estudante Eloá.

Em 2011, já havia recebido o prêmio Tim Lopes Embratel por uma série de reportagens especiais exibidas no Jornal Nacional, as quais mostravam a falta de fiscalização nas fronteiras secas brasileiras, da Amazônia ao Uruguai.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Tralli sempre estudou em escola pública e trabalha desde os doze anos. Ainda adolescente, atuou em revistas, rádio e jornais.

Bacharel em jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero de São Paulo, o jornalista é também mestre em Ciências Sociais. Fluente em inglês, tendo estudado dez anos na Cultura Inglesa de São Paulo, foi bolsista da Fundação Eurocentres, na Inglaterra, onde desenvolveu pesquisa sobre o poder dos tabloides sensacionalistas britânicos.

Tralli foi casado com a empresária Adriana Pavan, com a ex-modelo Cassia Avila e também com a jornalista Flávia Freire.

Referências

  1. a b c Da redação (27 de março de 2002). César Tralli lança livro nos EUA Jornal O Estado De S.Paulo. Página visitada em 16 de junho de 2004.