Códex Sinaiticus

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Uncial 01
Livro de Ester

Livro de Ester
Nome Sinaiticus
Sinal א
Texto Antigo e Novo Testamento
Data c. 330-360
Escrito grego
Achado Sinai 1844
Agora está Brit. Libr., Leipzig University, St. Catherine's Monastery, Russian Nat. Libr.
Citado Lake, K. (1911).Codex Sinaiticus Petropolitanus, Oxford.
Tamanho 38 x 34 cm
Tipo Texto-tipo Alexandrino
Categoria I
Nota muito perto do Papyrus 66

O Codex Sinaiticus, também conhecido como Manuscrito 'Aleph' (primeira letra do alfabeto hebraico), é um dos mais importantes manuscritos gregos já descobertos, pois além de ser um dos mais antigos (século IV), e o único codex que contém o Novo Testamento inteiro. Atualmente acha-se no Museu Britânico (Additional 43725).[1] Juntamente com o Codex Vaticanus, é um dos mais importantes manuscritos gregos para o Criticismo Textual, além do texto da Septuaginta.

É escrito em quatro colunas por página, 48 linhas por página. As letras não contem acentos e respirações.[2] Contém as Seções Amonianas, e os Cânones Eusebianos.

Descoberta[editar | editar código-fonte]

O Codex Sinaiticus foi descoberto por Constantin von Tischendorf, em sua terceira visita ao Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina, no sopé do Monte Sinai (Egipto), em 1859. Nas duas primeiras viagens, ele conseguiu partes do Antigo Testamento, encontrados num cesto que continha pedaços de vários manuscritos. Tischendorf teria ouvido de um bibliotecário que aqueles manuscritos eram lixo, e que seriam queimados no forno do mosteiro. O imperador da Rússia Alexandre II o enviou para procurar os demais manuscritos, os quais ele estava convencido de que estariam no próprio mosteiro.

A história de como Tischendorf localizou o manuscrito, que continha a maioria do Antigo Testamento e todo o Novo Testamento, tem todo o drama de um romance. Tischendorf chegou no mosteiro em 31 de janeiro de 1859; mas suas buscas pareciam infrutíferas. Em 4 de fevereiro, ele tinha resolvido retornar para casa. Eis o seu próprio relato sobre sua grande descoberta:

Na tarde deste dia eu estava caminhando com o comissário de bordo do convento na vizinhança, e quando retornamos, em direção ao ocaso, ele implorou-me para que tomasse um refresco com ele nos seus aposentos. Mal entramos no lugar, quando, resumindo nosso assunto anterior de conversa, ele disse: "E eu, demais, li um Septuaginta" -- isto é, uma cópia da tradução grega do Antigo Testamento feito pelos Setenta. Depois de dizer isto, ele baixou-se e, num canto do seu quarto pegou um grande volume, embrulhado num pano vermelho, e o colocou diante de mim. Quando desenrolei o volume, para minha grande surpresa, descobri não só cópia dos mesmos fragmentos que eu havia achado quinze anos antes naquele cesto de lixo, como também outras partes do Antigo Testamento, o Novo Testamento completo, e além disto, a Epístola de Barnabé e uma parte do Pastor de Hermas.

Depois que algumas negociações, ele obteve a posse deste fragmento precioso e o enviou ao Imperador Alexandre II, que logo percebeu a sua importância. O czar da Rússia enviou 9000 rublos ao mosteiro como compensação pelo manuscrito.

Embora esta história seja considerada verdadeira pela maioria dos estudiosos, existem algumas controvérsias que envolvem a transferência deste manuscrito para a Rússia. Algumas versões desta história dão conta que este manuscrito teria sido roubado do mosteiro. Num espírito mais neutro, Bruce Metzger, um acadêmico de Novo Testamento escreve: "Certos aspectos das negociações que levaram à transferência do codex para a posse do Czar estão abertos a interpretações diversas, mas a história reflete a franqueza de Tischendorf e a boa fé dos monges do mosteiro de Santa Catarina".

Durante muitas décadas, foi conservado na Biblioteca Nacional da Rússia. No dia de natal de 1933, a então União Soviética vendeu o Codex à Biblioteca Britânica pela incrível soma de £100,000 (libras esterlinas).

Em maio de 1975, durante um trabalho de restauração, os monges do mosteiro de Santa Catarina descobriram um cômodo em baixo da capela de São Jorge e, neste local, uma grande quantidade de fragmentos de pergaminho. Entre estes fragmentos, foram achadas doze cópias perdidas do Antigo Testamento do Codex Sinaiticus.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Kurt Aland, Barbara Aland, The Text of the New Testament: An Introduction to the Critical Editions and to the Theory and Practice of Modern Textual Criticism, transl. Erroll F. Rhodes, William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Michigan, 1995, p. 107.
  2. Jongkind, Dirk (2007), pp. 22-50. Scribal Habits of Codex Sinaiticus, Gorgias Press LLC, pp. 67-68.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Konstantin von Tischendorf, Fragmentum Codicis Friderico-Augustani ex Iesaia et Ieremia in: Monumenta sacra inedita (Leipzig 1855), vol. I, pp. 211 ff.
  • Konstantin von Tischendorf, When Were Our Gospels Written?, An Argument by Constantine Tischendorf. With a Narrative of the Discovery of the Sinaitic Manuscript, New York: American Tract Society, 1866.
  • Anderson, H. T.. The New Testament Translated from the Sinaitic Manuscript Discovered by Constantine Tischendorf at Mt. Sinai. [S.l.]: The Standard Publishing Company, 1910.
  • Jongkind, Dirk. Scribal Habits of Codex Sinaiticus. [S.l.]: Gorgias Press LLC., 2007.
  • Tischendorf, Constantin von. Die Sinaibibel ihre Entdeckung, Herausgabe, und Erwerbung. Leipzig: Giesecke & Devrient, 1871.
  • Kirsopp Lake, Codex Sinaiticus Petropolitanus: The New Testament, the Epistle of Barnabas and the Shepherd of Hermas, Clarendon Press, Oxford 1911.
  • H. J. M. Milne and T. C. Skeat, Scribes and Correctors of the Codex Sinaiticus, British Museum, 1938.