Cólera de Deus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Golda Meir, importante primeira ministra de Israel que autorizou a operação Cólera de Deus.

Cólera de Deus (em hebraico: מבצע זעם האל‎, Mivtza Za'am Ha'el) foi o nome de código de uma operação militar espiã atribuída ao serviço de inteligência israelita, o Mossad cujo objectivo era eliminar todos os responsáveis do Massacre de Munique nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972.

Os alvos da operação incluíam membros do grupo terrorista palestiniano Setembro Negro, que foram responsáveis pelo ataque de Munique, e membros da Organização de Libertação da Palestina (OLP), também acusada de estar envolvida. Com o aval da primeira-ministra israelita Golda Meir, no Outono de 1972, a operação começou e pode ter continuado por mais de 20 anos.

Durante esse tempo, unidades secretas de assassinos israelitas mataram dezenas de conspiradores suspeitos em toda a Europa, incluindo o assassinato acidental de um garçom em Lillehammer, na Noruega, que ficou conhecido como o caso Lillehammer.

Um assalto militar adicional foi lançado pelo exército israelita no interior do Líbano para matar vários alvos palestinianos de alta "patente". Essa sequência de assassinatos estimulou ataques de retaliação pelo Setembro Negro contra uma variedade de alvos do governo de Israel em todo mundo.

Houve também muitas críticas a Israel sobre a sua escolha de alvos, tácticas de assassinio e de eficácia. Devido à natureza secreta da operação, alguns detalhes são verificáveis para além de uma única fonte, incluindo a história de um israelita que afirma ter liderado um esquadrão da morte.


Planejamento

Motivado pelo assassinato de onze atletas da delegação israelense nos Jogos Olímpicos de 1972, na Alemanha pelo grupo nacionalista palestino Setembro Negro (grupo), o governo israelense procurou adotar medidas para prever e neutralizar possíveis ataques futuros. Logo após o incidente, a primeira-ministra israelense Golda Meir criou o comitê X, um grupo de oficiais do governo israelense encarregados de dar uma resposta aos ataques promovidos por grupos radicais contra o Estado de Israel, encabeçados por ela e pelo ministro da defesa Moshe Dayan. Juntamente com o assessor para assuntos de contra-terrorismo Aharon Yariv e o ex-chefe da Mossad Zvi Zamir desenvolveram um plano para garantir a segurança do Estado. Desde o início, o comitê chegou a conclusão de que para deter ataques posteriores seria necessário deter todos aqueles que organizaram e que deram apoio aos ataques em Munique, por terem dado notoriedade a tais ações. Pressionada pela opinião publica e por membros do parlamento israelense, a primeira ministra aprovou as ações.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre política, partidos políticos ou um político é um esboço relacionado ao Projeto Ciências Sociais. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.