Cúpula geodésica
Cúpulas geodésicas ou domos geodésicos são estruturas cuja invenção é atribuída a Richard Buckminster Füller.
Estas cúpulas apresentam extraordinária resistência e leveza. A sua estrutura consiste em barras de qualquer material, e o domo pode ser feito em qualquer tamanho, desde que o tamanho das suas barras sejam calculadas corretamente.
A sua resistência deve-se ao formato esférico, e aos triângulos que compões sua estrutura. Qualquer força aplicada no domo se distribui igualmente até sua base, assim como os arcos na engenharia e arquitetura.
A arquitectura, para Fuller, deveria ter como objectivo criar abrigos versáteis, leves e flexíveis: máquinas de habitar capazes de se modificar consoante as necessidades de quem as habitava. Para alcançar esta meta, Fuller desenvolveu, como suporte teórico da sua experiência empírica, o que chamou de "geometria energético-sinergética". Esta base teórica envolve conceitos diversos onde filosofia e geometria se entrelaçam num todo que faz lembrar as próprias malhas das cúpulas que lhe deram fama. O termo "sinergia" é hoje aplicado numa infinidade de situações, querendo significar que o comportamento da totalidade de um sistema não é previsível a partir do comportamento das suas partes consideradas isoladamente. É, pois, uma visão holística, em que o todo é "maior que a soma das suas partes".
Estas características fizeram com que estruturas deste tipo passassem a ser utilizadas em muitas construções como, por exemplo, o que abrigou o pavilhão americano na expo-67 em Montreal no Canadá. As cúpulas podem ser construídas com toda a sorte de materiais, desde o bambu até os tirantes de fibras de aço-carbono.
Esta estrutura foi usada, por exemplo, na construção de algumas estações de radar do sistema de alarme à distancia (DEW line) mantido pelos Estados Unidos e pelo Canadá.