Cúspio Fado

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Cúspio Fado (latim: Cuspius Fadus) governou a província romana da Judeia, na condição de Procurador, de 44 a 46, sendo substituído por Tibério Alexandre.

Governadores da Judeia
Prefeitos

Copônio - Ambíbulo - Rufo - Grato - Pilatos - Marcelo - Marulo
Procuradores

Cúspio Fado - Alexandre - Cumano - Félix - Festo - Albino - Floro

Biografia[editar | editar código-fonte]

Após a morte do rei Herodes Agripa I, o imperador Cláudio foi dissuadido, por seus conselheiros, a designar o príncipe Agripa (que se encontrava em Roma) para o trono de seu falecido pai, argumentando que ele era jovem demais (17 anos) para arcar com tamanha responsabilidade.[1] Por conta disso, Cláudio reverteu a Judeia, outra vez, à condição de província,[2] designando o membro da classe equestre, Cúspio Fado, seu governador (Procurador) .

Disputas internas[editar | editar código-fonte]

Ao chegar à província, o procurador encontrou os habitantes da Peréia em estado de hostilidade contra os de Filadélfia (uma das cidade da Decapolis, no norte da Palestina, localizada às vizinhanças do oásis de Fayum), devido a disputas de fronteira.

Fado chamou para si a arbitragem da questão e, amparado na força militar, impoz sua decisão, acabando com a polêmica.

A questão das vestes acerdotais[editar | editar código-fonte]

Em seguida, ele provocou a irritação dos judeus, ao exigir que as vestes sagradas do Sumo Sacerdote fossem entregues ao procurador, para serem guardadas em Cesareia (capital da província), prática que fora implantada quando os romanos assumiram o governo direto da Judeia (ano 6), provavelmente para dar ao governador algum controle sobre as festas judaicas, que podiam se transformar em manifestações populares anti-romanas. Como essas festas necessitavam da presença do Sumo Sacerdote, devidamente paramentado, ao suspeitar que a festividade iria se degenerar em protestos contra Roma, o governador podia impedir sua realização, negando-se a liberar as vestes sacerdotais.[3]

Essa prática durara até o ano 36, quando fora abolida pelo governador da Síria, Lúcio Vitélio. Agora, que a situação na província estava se tornando ameaçadora, Fado decidira restaurar a prática. A situação tornou-se bastante tensa, com crescente protesto dos judeus e a chegada de uma tropa enviada pelo legado da Síria, Cássio Longino, para reforçar as forças romanas.

Afinal, decidiu-se que a questão seria resolvida pelo imperador. Os judeus enviaram uma embaixada a Roma e, com a ajuda do jovem Agripa, conseguiram que Cláudio revogasse a exigência.

Teudas[editar | editar código-fonte]

Foi ainda no governo de Fado que surgiu na Judeia um dos vários "profetas" desse tempo, cujo nome era Teudas (provavel abreviação de Teodosios). Segundo Flávio Josefo, considerando-se um segundo Moisés, ele convenceu uma grande quantidade de pessoas a segui-lo até o rio Jordão, cujas águas seriam por ele fendidas, abrindo-se uma passagem para o povo atravessar até a outra margem[4] ). Cientificado do que estava acontecendo, e entendendo que a mobilização popular era um risco potencial para a segurança de seu governo, Fado mandou um destacamento de cavalaria, que caiu de surpresa sobre a massa humana, matando muitos e fazendo vários prisioneiros. Capturado vivo, o "messias" foi degolado e sua cabeça levada a Jerusalém.

Há uma referência a Teudas no Novo Testamento (Atos, 5, 36).

Notas

  1. John Allegro. O Povo Eleito, pg. 205.
  2. Que, à essa época, era maior em tamanho do que nos tempos da deposição de Herodes Arquelau, pois também abrangia as antigas tetrarquias.
  3. John Allegro. O Povo Eleito, pg. 206.
  4. Flávio Josefo, Antiguidades, XX v 1.97

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Josefo, Flávio. Antigüidades Judaicas e Guerra Judaica.
  • Schlatter. Zur Topogr. und Gesch Palästinas.
  • Allegro, John. O Povo Eleito. São Paulo: Ed. Três Ltda, 1976
Precedido por
Herodes Agripa I
Governadores da Judéia
Cúspio Fado (44-46)
Sucedido por
Tibério Alexandre
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