Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (português brasileiro) ou Comissão Económica para a América Latina e Caraíbas (português europeu) (CEPAL) foi criada em 1948 pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas com o objetivo de incentivar a cooperação econômica entre os seus membros. Ela é uma das cinco comissões econômicas da Organização das Nações Unidas (ONU) e possui 44 estados e oito territórios não independentes como membros. Além dos países da América Latina e Caribe, fazem parte da CEPAL o Canadá, França, Japão, Países Baixos, Portugal, Espanha, Reino Unido, Itália e Estados Unidos da América.
A atual secretária-executiva da CEPAL é a economista mexicana Alicia Bárcena.
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Atuação[editar]
A CEPAL é uma organização que reúne grandes nomes do pensamento desenvolvimentista latino-americano. Ela postulava que a industrialização era o principal caminho para superação do subdesenvolvimento dos países da América Latina. Em um de seus primeiros trabalhos mais influentes, de autoria do economista argentino Raul Prebisch cujo título traduzido para o português é O desenvolvimento econômico da América Latina e alguns de seus principais problemas, 1949 1 , defendeu-se o abandono do que seria a divisão do trabalho internacional que relegava a América Latina a "periferia" da economia mundial, ou seja, apenas como "produtora de matérias-primas para os grandes centros industriais", e indicava-se o caminho da industrialização como forma de "captar uma parte do fruto do progresso técnico e elevar progressivamente o nível de vida das massas".
Outro de seus economistas, o brasileiro Celso Furtado, coordenou ações da Cepal em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para elaboração de um estudo, que ficou conhecido como "Esboço de um programa de desenvolvimento para a economia brasileira no período de 1955 a 1960". Esse estudo serviu de base para elaboração do Plano de Metas, que, entretanto, não considerou como prioridade uma de suas principais recomendações: a reforma agrária.
Críticas à chamada "visão clássica cepalina" foram bastante numerosas a partir da década de 1960, destacando-se dentre as mesmas os argumentos da teoria da dependência.
Estados membros[editar]
Alemanha
Antígua e Barbuda
Argentina
Bahamas
Barbados
Belize
Bolívia
Brasil
Canadá
Chile
Colômbia
Costa Rica
Cuba
Dominica
El Salvador
Equador
Espanha
Estados Unidos
França
Granada
Guatemala
Guiana
Haiti
Honduras
Itália
Jamaica
Japão
México
Nicarágua
Países Baixos
Panamá
Paraguai
Peru
Portugal
Reino Unido
República Dominicana
Santa Lúcia
São Cristóvão e Nevis
São Vicente e Granadinas
Suriname
Trinidad e Tobago
Uruguai
Venezuela
Membros associados[editar]
Anguilla
Antilhas Holandesas
Aruba
Ilhas Virgens Americanas
Ilhas Virgens Britânicas
Montserrat
Porto Rico
Turcas e Caicos
Secretários-executivos[editar]
| Secretario | País | Período |
|---|---|---|
| Gustavo Martínez Cabañas | México | Dezembro de 1948 - Abril de 1950 |
| Raúl Prebisch | Argentina | Maio de 1950 - Julho de 1963 |
| José Antonio Mayobre | Venezuela | Agosto de 1963 - Dezembro de 1966 |
| Carlos Quintana | México | Janeiro de 1967 - Março de 1972 |
| Enrique V. Iglesias | Uruguai | Abril de 1972 - Fevereiro de 1985 |
| Norberto González | Argentina | Março de 1985 - Dezembro de 1987 |
| Gert Rosenthal | Guatemala | Janeiro de 1988 - Dezembro de 1997 |
| José Antonio Ocampo | Colômbia | Janeiro de 1998 - Agosto de 2003 |
| José Luis Machinea | Argentina | Dezembro de 2003 - Julho de 2008 |
| Alicia Bárcena | México | Julho de 2008 - Presente |
Escritórios[editar]
- Santiago, Chile (sede)
- Cidade do México, México (Sede sub-regional da América Central)
- Port of Spain, Trinidad e Tobago (Sede sub-regional do Caribe)
- Buenos Aires, Argentina (Escritório nacional)
- Brasília, Brasil (Escritório nacional)
- Montevidéu, Uruguai (Escritório nacional)
- Bogotá, Colômbia (Escritório nacional)
- Washington, DC, Estados Unidos da América (Escritório nacional)
Referências
- ↑ Publicado no Brasil na Revista Brasileira de Economia, setembro de 1949, pgs. 47-48, conforme citação na Introdução do livro "Formação Econômica do Brasil - A Experiência da Industrialização", Ed. Saraiva, 1977 - série de textos organizada por Flávio Rabelo Versiani e José Roberto Mendonça de Barros