CMMI

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O CMMI (Capability Maturity Model - Integration ou Modelo de Maturidade em Capacitação - Integração) é um modelo de referência que contém práticas (Genéricas ou Específicas) necessárias à maturidade em disciplinas específicas (Systems Engineering (SE - Engenharia de Sistemas), Software Engineering (SW - Engenharia de Software), Integrated Product and Process Development (IPPD - Desenvolvimento Integrado de Processo e Produto), Supplier Sourcing (SS)). Desenvolvido pelo SEI (Software Engineering Institute) da Universidade Carnegie Mellon, o CMMI é uma evolução do CMM e procura estabelecer um modelo único para o processo de melhoria corporativo, integrando diferentes modelos e disciplinas.

O CMMI foi baseado nas melhores práticas para desenvolvimento e manutenção de produtos. Há uma ênfase tanto em engenharia de sistemas quanto em engenharia de software, e há uma integração necessária para o desenvolvimento e a manutenção.

A versão atual do CMMI (versão 1.3) foi publicada em 27 de outubro de 2010 e apresenta três modelos:

  • CMMI for Development (CMMI-DEV), voltado ao processo de desenvolvimento de produtos e serviços.
  • CMMI for Acquisition (CMMI-ACQ), voltado aos processos de aquisição e terceirização de bens e serviços.
  • CMMI for Services (CMMI-SVC), voltado aos processos de empresas prestadoras de serviços.

Uma das premissas do modelo é "A qualidade é influenciada pelo processo", e seu foco é "Melhorar processo de uma empresa".

Histórico[editar | editar código-fonte]

O CMMI surgiu durante a década de 1980 como um modelo para avaliação de risco na contratação de empresas de software pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos que desejava ser capaz de avaliar os processos de desenvolvimento utilizados pelas empresas que concorriam em licitações como indicação da previsibilidade da qualidade, custos e prazos nos projetos contratados. Para desenvolver esse processo, o DOD constituiu junto a Carnegie-Mellon University o SEI (Software Engineering Institute), o qual além de ser responsável pela evolução da família CMM, realiza diversas outras pesquisas em engenharia de software.


Os processos de melhoria nasceram de estudos realizados por Deming (Out of the Crisis), Crosby (Quality is Free: The Art of Making Quality Certain) e Juran, cujo objetivo principal era a melhoria da capacidade dos processos. Entende-se por capacidade de um processo a habilidade com que este alcança o resultado desejado.

Um modelo tem como objetivo estabelecer - com base em estudos, históricos e conhecimento operacional - um conjunto de "melhores práticas" que devem ser utilizadas para um fim específico.

O CMMI tem como origens em três outros modelos de maturidade - SW-CMM (SEI Software CMM), EIA SECM (Electronic Industries Alliances's Systems Engineer Capability Model) e IPD-CMM (Integrated Product Development CMM).

Dimensões[editar | editar código-fonte]

O CMMI foi construído considerando três dimensões principais: pessoas, ferramentas e procedimentos. O processo serve para unir essas dimensões.

Disciplinas[editar | editar código-fonte]

O processo inclui três disciplinas ou corpos de conhecimento (body of knowledges), sendo elas:

  • Engenharia de sistemas
  • Engenharia de software
  • Engenharia de hardware

A engenharia de software é similar à engenharia de sistemas em relação às áreas de processo, apenas com enfoque diferente nos processos. As áreas de processo requeridas para engenharia de sistemas são as mesmas para engenharia de software, mas o nível de maturidade que é diferente.

Representações[editar | editar código-fonte]

O CMMI possui duas representações: "contínua" ou "por estágios". Estas representações permitem à organização utilizar diferentes caminhos para a melhoria de acordo com seu interesse.

Representação Contínua[editar | editar código-fonte]

Possibilita à organização utilizar a ordem de melhoria que melhor atende os objetivos de negócio da empresa. É caracterizado por: Níveis de Capacidade (Capability Levels):

  • Nível 0: Incompleto (Ad-hoc)
  • Nível 1: Executado
  • Nível 2: Gerenciado / Gerido
  • Nível 3: Definido
  • Nível 4: Gerenciado quantitativamente --- REMOVIDO DA v.1.3
  • Nível 5: Em otimização --- REMOVIDO DA v.1.3

Nesta representação a capacidade é medida por processos separadamente, onde é possível ter um processo com nível um e outro processo com nível cinco, variando de acordo com os interesses da empresa.

  • No nível 1(um) o processo é executado de modo a completar o trabalho necessário para a execução de um processo.
  • No nível 2(dois) é sobre planejar a execução e confrontar o executado contra o que foi planejado.
  • No nível 3(três) o processo é construído sobre as diretrizes do processo existente, e é mantido uma descrição do processo.
  • No nível 4(quatro) é quando o processo é gerenciado quantitativamente através de estatísticas e outras técnicas.
  • No nível 5(cinco) o processo gerido quantitativamente é alterado e adaptado para atender às necessidades negociais/estratégicas da empresa.

A representação contínua é indicada quando a empresa deseja tornar apenas alguns processos mais maduros, quando já utiliza algum modelo de maturidade contínua ou quando não pretende usar a maturidade alcançada como modelo de comparação com outras empresas.

Representação Por Estágios[editar | editar código-fonte]

Disponibiliza uma seqüência pré-determinada para melhoria baseada em estágios que não deve ser desconsiderada, pois cada estágio serve de base para o próximo. É caracterizado por Níveis de Maturidade (Maturity Levels):

  • Nível 1: Inicial (Ad-hoc)
  • Nível 2: Gerenciado / Gerido
  • Nível 3: Definido
  • Nível 4: Quantitativamente gerenciado / Gerido quantitativamente
  • Nível 5: Em otimização

Nesta representação a maturidade é medida por um conjunto de processos. Assim é necessário que todos os processos atinjam nível de maturidade dois para que a empresa seja certificada com nível dois. Se quase todos os processos forem nível três, mas apenas um deles estiver no nível dois a empresa não irá conseguir obter o nível de maturidade três.

Esta representação é indicada quando a empresa já utiliza algum modelo de maturidade por estágios, quando deseja utilizar o nível de maturidade alcançado para comparação com outras empresas ou quando pretende usar o nível de conhecimento obtido por outros para sua área de atuação.

Áreas de Processo[editar | editar código-fonte]

O modelo CMMI v1.2 (CMMI-DEV) contém 22 áreas de processo. Em sua representação por estágios, as áreas são divididas da seguinte forma:

Nível 1: Inicial (Ad-hoc)

Não possui áreas de processo.

Nível 2: Gerenciado / Gerido

  • Gerenciamento de Requisitos - REQM (Requirements Management)
  • Planejamento de Projeto - PP (Project Planning)
  • Acompanhamento e Controle de Projeto - PMC (Project Monitoring and Control)
  • Gerenciamento de Acordo com Fornecedor - SAM (Supplier Agreement Management)
  • Medição e Análise - MA (Measurement and Analysis)
  • Garantia da Qualidade de Processo e Produto - PPQA (Process and Product Quality Assurance)
  • Gerência de Configuração - CM (Configuration Management)

Nível 3: Definido

  • Desenvolvimento de Requisitos - RD (Requirements Development)
  • Solução Técnica - TS (Technical Solution)
  • Integração de Produto - PI (Product Integration)
  • Verificação - VER (Verification)
  • Validação - VAL (Validation)
  • Foco de Processo Organizacional - OPF (Organizational Process Focus)
  • Definição de Processo Organizacional - OPD (Organizational Process Definition)
  • Treinamento Organizacional - OT (Organizational Training)
  • Gerenciamento Integrado de Projeto - IPM (Integrated Project Management)
  • Gerenciamento de Riscos - RSKM (Risk Management)
  • Análise de Decisão e Resolução - DAR (Decision Analysis and Resolution)

Nível 4: Quantitativamente gerenciado / Gerido quantitativamente

  • Desempenho de Processo Organizacional - OPP (Organizational Process Performance)
  • Gerenciamento Quantitativo de Projeto - QPM (Quantitative Project Management)

Nível 5: Em otimização

  • Gestão de Processo Organizacional - OPM (Organizational Process Management)
  • Análise Causal e Resolução - CAR (Causal Analysis and Resolution)

Modelos e áreas de processo[editar | editar código-fonte]

As áreas de processo variam com base no modelo escolhido, não sendo as mesmas áreas para todos os modelos (CMMI-DEV, CMMI-ACQ ou CMMI-SVC).

ISO/IEC 15504[editar | editar código-fonte]

A ISO/IEC 15504, também conhecida como SPICE, define um "processo para relatórios técnicos no assessoramento em desenvolvimento de software", e similarmente ao CMMI possui níveis de maturidade para cada processo. O CMMI não é baseado nesta norma, mas sim compatível.

Histórico de Avaliações[editar | editar código-fonte]

Até o ano de 2002, os EUA tinham realizado 1,5 mil avaliações de CMMI, a Índia feito 153, o Reino Unido 103 e o Brasil apenas 15. Em 2004 a TATA Consultancy Services (empresa indiana) alcançou o nível 5 em todas as unidades da empresa, tendo sido avaliada inclusive a unidade brasileira (a primeira empresa presente no Brasil a receber o nível máximo na avaliação).

Entre abril de 2002 e junho de 2006 foram conduzidas 1581 avaliações em 1377 organizações. Segue abaixo o resultado obtido pelas empresas na avaliação (resultados encaminhados para o SEI até 30 de junho de 2006):

  • 18,2%: nível 5 (Optimizing);
  • 4,4%: nível 4 (Quantitatively Managed);
  • 33,8%: nível 3 (Defined);
  • 33,3%: nível 2 (Managed);
  • 1,9%: nível 1 (Initial);
  • 8,4%: sem qualificação (Not Given).

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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