Club Sport Marítimo

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Marítimo
Logo CS Maritimo.png
Nome Club Sport Marítimo
Alcunhas Verde-rubros,
Maior das Ilhas,
Leões do Almirante Reis,
Leões da Madeira
Torcedor/Adepto Maritimistas
Mascote Garras
Fundação 20 de setembro de 1910 (103 anos)
Estádio Estádio dos Barreiros,
FNC.png Funchal
Capacidade 9 117
Presidente José Carlos Pereira
Treinador Portugal Leonel Pontes
Patrocinador Portugal Banif
Portugal Coral
Portugal Turismo da Madeira
Material esportivo Portugal Lacatoni
Competição Portuguese shield.svg Liga Zon Sagres
2013/14 6.º lugar
2012/13 10.º lugar
2011/12 5.º lugar
Website www.csmaritimo.pt
Kit left arm.png Kit body csmaritimo1213h.png Kit right arm.png
Kit shorts.png
Kit socks.png
Uniforme
titular
Kit left arm.png Kit body csmaritimo1213a.png Kit right arm.png
Kit shorts.png
Kit socks.png
Uniforme
alternativo
Temporada atual
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O Club Sport Marítimo CvC[1]OB[2]MHM[3] é um clube de futebol da ilha da Madeira, tendo cerca de 24 000 sócios inscritos.[4] Fundado em 20 de setembro de 1910, a sua principal modalidade é o futebol, mas conta ainda com andebol, automobilismo, atletismo, basquetebol, futsal, hóquei em patins, patinagem, karaté, natação, pesca desportiva, tiro e voleibol.

Considerado o maior clube da Madeira, fruto de uma maior mobilidade social, conta com a maioria da população da sua região como adepta. É a instituição desportiva madeirense com maior palmarés a nível regional e nacional.

Sendo uma das referências do desporto nacional e mantendo no futebol a sua principal modalidade, conquistou o Campeonato de Portugal de 1925–26 [5] . Após um longo período sem poder participar nos campeonatos nacionais, volta a disputá-los em 1973 [6] . Desde então marcou presença por trinta e três vezes na I Divisão/I Liga, alcançou por duas vezes a final da Taça de Portugal e participou por oito vezes na Taça UEFA/Liga Europa. O clube venceu ainda por duas vezes a II Divisão.

Com uma posição consolidada nas competições nacionais e lutando sempre por um lugar na classificação que dê acesso a uma competição europeia, já disputou eliminatórias na Taça UEFA/Liga Europa com alguns clubes históricos, como foi o caso da Juventus FC, do Leeds United, do Rangers FC e do Valencia CF. Na temporada de 2012–2013 qualificou-se pela primeira vez para a fase de grupos da Liga Europa.

De acordo com o ranking da Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), o Club Sport Marítimo é o quinto melhor clube português da primeira década do século XXI.[7] Este ranking confirma igualmente o estatuto do Club Sport Marítimo de melhor clube da Região Autónoma da Madeira no século XXI. No ranking europeu surge na 239.ª posição e no ranking mundial na 442.ª posição.

O Club Sport Marítimo ganhou o Campeonato de Portugal de 1925–26.

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

Tendo a sua formação estado ligada ao mar e aos que daí tiravam o seu sustento, desde cedo foi adoptado como a voz e a principal força desportiva das camadas mais baixas da população a contrapor com o carácter monárquico e elitista do Club Sports Madeira o seu principal rival nos primeiros tempos.[8] Fundado por Cândido Gouveia,[9] tem uma data de fundação algo incerta, sendo no entanto consensualmente apontado o dia 20 de Setembro de 1910.[9] Dada a crença numa nova ordem de progresso e liberdade (os ecos republicanos já se faziam fortemente sentir, levando a que a 5 de Outubro de 1910 fosse instaurada a República), adopta as cores conotadas com o Partido Republicano Português.[10]

Os primeiros tempos[editar | editar código-fonte]

Equipa que venceu o primeiro Campeonato da Madeira (1916–1917)

Desde cedo começa a evidenciar-se, primeiro em jogos de exibição, depois já com a disputa a partir de 1916 do Campeonato da Madeira, tendo ganho os dois primeiros títulos e perdido de forma inglória o terceiro para o Clube Futebol União, clube formado depois de uma cisão dentro do próprio Marítimo em 1914[11] e que cedo se tornaria durante épocas o seu principal rival. Contudo, foi o União que impediu que o Marítimo viesse a fechar as portas mais tarde, devido a uma grave crise financeira, cedendo-lhe as suas instalações temporariamente.

Com uma combatividade e raça fora do normais e evidenciada pelos jornais da época,[12] [13] o Marítimo exerce a sua supremacia a seu bel-prazer dentro das provas domésticas, quer em jogos de exibição que ia fazendo com equipas de fora do espaço da região. Era o modo de a população descarregar as frustrações de um dia-a-dia árduo, numa terra pobre como era a Madeira.

Campeão nacional[editar | editar código-fonte]

Equipa que venceu o Campeonato de Portugal (1925–1926)

A partir da época 1921–22 é instituído o campeonato nacional português, chamado Campeonato de Portugal, jogado num sistema de eliminatórias (semelhante à actual Taça de Portugal), para o qual estavam habilitados a competir os respectivos vencedores dos campeonatos regionais das associações recentemente criadas. Naturalmente, e fruto do seu domínio a nível interno, os verde-rubros marcam inúmeras presenças na prova — 13 presenças em 17 edições desta competição.[14] Depois de algumas tentativas, na época de 1925–26 , o clube sagra-se campeão nacional, tendo vencido na final o Clube de Futebol Os Belenenses por 2–0 depois de uma caminhada épica, em que derrotou o Futebol Clube do Porto na meia-final por um concludente 7–1. A final seria disputada no Campo do Ameal, na cidade do Porto. Estava criado o epíteto de "Maior das Ilhas", que mantém-se até aos dias de hoje. Na década de 20, o clube ainda conquistou por 8 vezes o Campeonato da Madeira e deu os dois primeiros internacionais à Seleção Portuguesa de Futebol: José Ramos [15] e Pinga. [16]

Exclusão das equipas insulares[editar | editar código-fonte]

No início da década de 1930, o clube entra numa grave crise financeira, não tendo no entanto a sua supremacia interna ter sido beliscada, fruto da abegnação dos seus atletas e simpatizantes.

Vivia-se em pleno Estado Novo e provavelmente a Revolta da Madeira ocorrida ainda durante o período de ditadura militar em 1931, dificultou o acesso das equipas fora do espaço continental português ao então recém criado Campeonato da I Liga (1934). A partir de 1938–39 restava às equipas insulares o acesso à Taça de Portugal, tendo o vencedor madeirense que disputar uma espécie de liguilha com o vencedor açoriano.

Os clubes insulares são impedidos de esgrimir os seus argumentos, tendo de se voltar para as suas competições internas, conseguindo nesta altura o clube a impressionante marca de 12 vitórias seguidas no Campeonato da Madeira de 1944–45 a 1955–56. No entanto, o contacto com equipas de fora prossegue, tendo na década de 1950 a equipa feito uma espantosa digressão por África, elevando bem alto o nome da região e enchendo de orgulho os seus naturais. A nível interno, no final dos anos 50 e o início da década de 1960, a equipa passa por um período menos bom, assistindo a boas performances por parte do seu rival União.

Regresso aos nacionais[editar | editar código-fonte]

O Marítimo retoma entretanto nos finais da década de 1960 a senda das vitórias, vincando toda a sua hegemonia. As competições internas já eram demasiado pequenas para as justas ambições do clube. O Marítimo começa a interceder junto de vários canais, para se começar a equacionar o acesso dos clubes insulares às divisões nacionais, facto que foi vedado durante décadas. Na mesma altura, de modo a criar uma equipa suficientemente competitiva para representar o futebol madeirense nos campeonatos nacionais, a Associação de Futebol da Madeira faz a proposta de junção dos 4 maiores clubes madeirenses da altura — Marítimo, União, Nacional e Sporting da Madeira. O Marítimo não se opõe à criação dessa equipa, mas recusa aderir ao projecto, indicando que quer ter a hipótese de conseguir o acesso por seu mérito. Após árduas negociações, nas quais se estabeleceu que o clube que obtivesse o primeiro lugar no campeonato regional de 1972–73, disporia de uma vaga para disputar a liguilha entre os últimos da II Divisão e os primeiros da III Divisão, mas ficando o clube encarregue das despesas das viagens das equipas adversárias e das respectivas equipas de arbitragem. O Marítimo garante essa vaga, vencendo o seu último Campeonato da Madeira nessa época, sendo a primeira equipa insular a aceder aos nacionais. Destaque-se que a supremacia do Marítimo na Madeira fica vincada nos 35 Campeonatos da Madeira conquistados, disputando esta competição apenas até à época 1972–73.[17] De referir que o clube continuou a disputar até aos dias de hoje uma outra competição de cariz regional em seniores, a Taça da Madeira tendo obtido até ao momento 25 vitórias em 62 edições desta prova, a última das quais em 2008–09.[18]

Consolidação nacional[editar | editar código-fonte]

Foi a primeira colectividade fora do espaço continental português a conseguir aceder à I Divisão. Desde aí acumulou 32 presenças no escalão maior do futebol português — 10.º clube com mais participações, num total de 78 edições.[19] As sequelas de longos anos sem poder competir de forma regular nos nacionais, são visíveis nos primeiros tempos. O facto de os clubes insulares terem sido arredados de participar nas provas nacionais, mostram as discrepâncias existentes a nível de infraestruturas e de organização de uma realidade regional face a uma realidade nacional. Mesmo assim, em 1976–77, o clube ascende à I Divisão, mantendo-se por lá mais três épocas, fruto da abnegação e raça dos seus jogadores. Face ao semi-profissionalismo existente e a algumas dificuldades de nível logístico, o clube desce de divisão em 1980–81, subindo logo na época seguinte. No entanto este sobe-e-desce, viria a ter mais uma etapa, descendo de divisão na época 1982–83. Ao fim de duas épocas, o clube regressa ao convívio dos grandes, mantendo-se aí ininterruptamente até aos dias de hoje,[20] consolidando o seu estatuto primodivisionário e sendo visto como um clube que normalmente almeja alcançar as competições europeias.

Estatuto europeu[editar | editar código-fonte]

Até ao início da década de 1990, a melhor classificação do clube tinha sido o 9.º lugar na época 1987–88.[21] A entrada de um jovem treinador de 35 anos, o ambicioso brasileiro Paulo Autuori, aliado a uma maior organização interna, fazem com que em 1991–92 o clube atinja o 7.º lugar, ficando mesmo às portas de um possível qualificação europeia. Na época 1992–1993 vivia-se os tempos do chamado trio-maravilha (Ademir, Edmilson e Jorge Andrade), apostando Autuori num futebol atractivo e com o terceiro melhor ataque do campeonato (56 golos). A qualificação chega na última jornada, depois de um embate considerado pelo comentarista Gabriel Alves como um os melhores desafios daquela época, frente ao Boavista Futebol Clube, com vitória final do Marítimo por 3–2. Nessa mesma época realce-se ainda as vitórias em casa frente ao Sporting Clube de Portugal (4–2) e frente ao Gil Vicente Futebol Clube (7–0). Novamente o clube era pioneiro, sendo a primeira equipa insular portuguesa a conseguir uma qualificação para uma prova europeia, em virtude do 5.º lugar alcançado. Desde aí o clube tem sido presença assídua nas competições europeias, tendo participado por oito vezes na Taça UEFA/Liga Europa.

Idas ao Jamor[editar | editar código-fonte]

Na época de 1994–95, o clube consegue a qualificação para a final da Taça de Portugal, após derrotar nas meias-finais da provas o Futebol Clube do Porto. Disputa a final com o Sporting Clube de Portugal, que já não vencia qualquer troféu nacional há mais de dez anos. Num clima adverso, perde por duas bolas sem resposta, tendo o seu guarda-redes Everton efectuado uma exibição de sonho. Volvidos seis anos, em 2000–01, volta a atingir a final da Taça de Portugal, desta feita frente ao Futebol Clube do Porto, após ter derrotado o Boavista Futebol Clube nas meias-finais disputada no Estádio do Bessa. Estabeleceu-se então a maior ponte aérea alguma vez registada até então entre a Madeira e Lisboa. Apoiado por mais de 5 000 madeirenses que se deslocaram de propósito para ver a final, averba apesar de tudo nova derrota por duas bolas desta feita contra o Futebol Clube do Porto. É o único clube madeirense a registar presenças na final da prova-rainha do futebol português.

Clube único e criação da SAD[editar | editar código-fonte]

O forte investimento feito no início da década de 1990 levou a que em finais da mesma as finanças do clube estivessem no vermelho. Entretanto o Presidente do Governo Regional Alberto João Jardim, ressuscita a ideia do clube único, anseando juntar os três maiores clubes do Funchal — que já haviam estado juntos na I Divisão no início da década de 1990 — de modo a dispor de uma equipa capaz de lutar pelo título nacional. O projecto suscitou forte oposição da enorme massa adepta, assim como dos seus corpos sociais. Depois do União e do Nacional concordarem, votando favoravelmente em assembleias gerais esta proposta, os sócios do Marítimo recusam por esmagadora maioria o projecto do clube único. Fica famosa a vaia que Alberto João Jardim sofre em pleno Caldeirão dos Barreiros, ficando provado que o clube é de longe a maior instituição da Região Autónoma da Madeira.

Face ao enorme desgoverno das contas existente e talvez como consequência da recusa popular em aderir à ideia do clube único, o Governo Regional corta com as verbas disponibilizadas para o desporto profissional.

Entretanto a nova direcção, seguindo o advento das recentes sociedades anónimas desportivas, estabelece com o Executivo madeirense a criação de uma SAD (Sociedade Anónima Desportiva) — sendo esta criada em 1999 — ficando o clube com 40%, a Região Autónoma da Madeira com outros 40% e os restantes 20% a ficarem na posse de outros accionistas. Ficariam assim regulamentadas as transferências orçamentais e as contrapartidas existentes (naming e promoção da região, assim como a promoção do desporto e bem estar da região).

A 28 de Junho de 2001 foi feito Membro-Honorário da Ordem do Mérito.[22]

Tempos actuais e o futuro[editar | editar código-fonte]

O Club Sport Marítimo continua a ser o clube madeirense com maior palmarés, popularidade e ecletismo, tendo apostado nos últimos anos no apetrechamento do seu património, procurando criar assim bases de sustentação para a prática dos mais variados desportos, fazendo um crescimento sustentado e contribuindo para o bem estar da Região Autónoma da Madeira, de que é exemplo a construção do seu complexo com pavilhão.

Estão lançadas as bases, para a equipa de futebol voltar a ter um espaço próprio e condigno, depois da saída do mítico campo Almirante Reis, berço de inúmeras glórias que pontificaram no futebol madeirense, sendo que estava projectado esse espaço nascer na Praia Formosa, a oeste do concelho do Funchal, numa zona para onde está projectada uma nova centralidade da cidade. No entanto dificuldades logísticas a nível da aquisição de terrenos aliadas a uma nova realidade financeira da Região Autónoma da Madeira, fizeram abandonar este ambicioso projecto, fazendo com que o actual Estádio dos Barreiros seja objecto de futura reconstrução, passando este recinto das mãos da Região Autónoma da Madeira para o clube.[23] Estima-se que no seu centenário a obra já esteja concluída, oferecendo à região um recinto com todas as condições, para poder acolher eventos internacionais.

O Club Sport Marítimo é um clube com um estatuto estabelecido no futebol nacional, já que luta todas as épocas com o objectivo de chegar às competições europeias. Embora haja algum distanciamento entre o clube e a sua enorme massa adepta, este possui todas as condições para almejar e acreditar num futuro com novas e mais ambiciosas conquistas.

Símbolos e Cores[editar | editar código-fonte]

O primeiro símbolo

Desde os primórdios que as cores oficiais do clube são o verde e o vermelho. Esta escolha ficou a dever-se ao facto de as primeiras equipas dos "marítimos" usarem faixas verde e vermelhas como forma de as distinguir nos jogos que disputavam entre si. Para além disso, os ideais republicanos começavam a ganhar força em oposição ao regime monárquico da época. O facto do grande rival Club Sports Madeira utilizar as cores monárquicas (azul e branco) também contribuiu para a adopção das cores republicanas (verde e vermelho).

O primeiro símbolo aludia claramente às origens marítimas do clube. Para além de uma bandeira com as inicias do clube, estavam presentes no emblema do clube um remo, uma bóia, um arpão, e uma âncora. A bola de futebol também contida no símbolo representava a modalidade desportiva praticada pelo clube.

Mais tarde, na época 1916–17, José Inês Ramos, um desenhador da Casa de Bordados Hughs, foi encarregue de desenhar um novo símbolo para o clube do Almirante Reis. Nele mantiveram-se as raízes marítimas, bem expressas no leme, mas passou também a figurar no seu centro a figura de um Leão. No cimo do leme encontrávamos ainda duas faixas com a cor verde e vermelha e as iniciais do clube.[24] Com o tempo o símbolo sofreu ligeiras alterações sem alterar a sua forma original.

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

Ao longo da história os grandes rivais do Marítimo sempre foram o União e o Nacional. Se durante o século XX o grande rival foi o União, com a chegada do século XXI o Nacional passou a assumir esse protagonismo, fruto da subida à I Liga. Se inicialmente a origem social marcou as diferenças entre os clubes, com o passar do tempo essas diferenças foram-se esbatendo. O Marítimo hoje é tido com um clube inter-classista.

Mesmo com as mudanças que foram ocorrendo ao longo dos tempos, o Marítimo continua muito destacado em relação aos dois rivais, pois é o clube madeirense com maior palmarés, detendo o dobro dos títulos em relação ao União e ao Nacional, nas diversas competições em participou.

Estádio[editar | editar código-fonte]

Estádio dos Barreiros

O Club Sport Marítimo disputa os seus jogos no Estádio dos Barreiros. O Estádio fica localizado na zona oeste da cidade do Funchal, na Ilha da Madeira. Originalmente construído em finais dos anos 20 pelo Nacional, este passaria para as mãos da Junta Geral do Funchal, devido a dificuldades financeiras do clube. Uma vez nas mãos da Junta Geral do Funchal, foi feito um projecto para a construção de um novo Estádio naquele espaço. As obras de construção de um novo Estádio teriam início a 27 de Abril de 1953 e estariam concluídas em 18 de Fevereiro de 1956.

O actual Estádio dos Barreiros seria inaugurado no dia 5 de Maio de 1957. Esta inauguração foi presidida pelo Ministro das Obras Públicas da altura, o Engenheiro Arantes de Oliveira. A inauguração teve uma assistência de 12 mil espectadores e contou com uma receita de bilheteira de cerca de 254 contos.

A 14 de Setembro de 2007, o Governo Regional da Madeira cedeu o espaço do actual Estádio dos Barreiros ao Marítimo, com o intuito de este construir naquele espaço o seu novo Estádio. As obras tiveram início a 20 de Julho de 2009, mas devido a diversas dificuldades, nomeadamente economico-financeiras, a conclusão do novo Estádio está atrasada, não havendo ainda uma data para a sua conclusão definitiva. Apesar das dificuldades, o Marítimo continua a realizar os seus jogos oficiais no Estádio dos Barreiros.

Assistências[editar | editar código-fonte]

Desde finais dos anos 90 que a média das assistências têm vindo a decrescer nos jogos disputados no Estádio dos Barreiros. Nas últimas épocas, fruto das obras que o Estádio tem sofrido, a média das assistências diminuiu para cerca de metade.[25] [26]


 
Época Assistências
1999-00 7,412
2000-01 5,353
2001-02 4,559
2002-03 5,147
2003-04 4,735
2004-05 3,882
 
Época Assistências
2005-06 4,324
2006-07 4,167
2007-08 5,825
2008-09 4,941
2009-10 3,490
2010-11 3.440
 
Época Assistências
2011-12 3.827
2012-13 3.706
2013-14 3.550

Palmarés[editar | editar código-fonte]

Títulos no Futebol[editar | editar código-fonte]

Nacional
Competição Títulos Temporadas
Portugal Campeonato de Portugal 1 1925-26
Portuguese shield.svg II Divisão 2 1976-77 e 1981-82
Regional
Competição Títulos Temporadas
Região Autónoma da Madeira Campeonato da Madeira 35 1916-17; 1917-18; 1921-22; 1922-23; 1923-24; 1924-25; 1925-26; 1926-27; 1928-29; 1929-30; 1930-31; 1932-33; 1935-36; 1939-40; 1940-41; 1944-45; 1945-46; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1949-50; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1954-55; 1955-56; 1957-58; 1965-66; 1966-67; 1967-68; 1969-70; 1970-71; 1971-72; 1972-73.
Região Autónoma da Madeira Taça da Madeira 25 1946-47; 1947-48; 1949-50; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1954-55; 1955-56; 1958-59; 1959-60; 1965-66; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1969-70; 1970-71; 1971-72; 1978-79; 1980-81; 1981-82; 1984-85; 1997-98; 2006-07; 2008-09

Futebol de formação[editar | editar código-fonte]

Modalidades[editar | editar código-fonte]

Jogadores[editar | editar código-fonte]

Plantel do futebol (2014/2015)[editar | editar código-fonte]

Guarda-Redes
Jogador
78 França Salin
91 Portugal José Sá
1 Brasil Wellington
Defesas
Jogador Pos
21 Portugal Briguel Capitão DD
2 Portugal João Diogo DD
4 Brasil Igor Rossi DC
12 Alemanha Patrick Bauer DC
14 Cabo Verde Gegé DC
3 Países Baixos Kaj Ramsteijn DC
5 Portugal Rúben Ferreira DE
18 Portugal Luís Olim Capitão DE
Médios
Jogador Pos
6 Portugal Sérgio Marakis MD
27 Portugal Danilo MD
35 Brasil Fransérgio MD
20 Brasil Bruno Gallo MC
90 Libéria Theo Weeks MC
26 Portugal Alex Soares MO
Avançados
Jogador Pos
Portugal Edgar Costa E
70 Portugal André Ferreira E
74 Cabo Verde Kukula PL
9 Brasil Dyego Sousa PL


Legenda

Capitão: Capitão

Tranferências[editar | editar código-fonte]

Entradas
  Jogador Clube de Origem
Fairytale right.png Países Baixos Kaj Ramsteijn Países Baixos Sparta de Roterdão
Fairytale right.png Portugal Edgar Costa Portugal Moreirense
Fairytale right.png Portugal André Ferreira Portugal Marítimo B
Fairytale right.png Brasil Bruno Gallo Brasil Resende
Fairytale right.png Brasil Dyego Sousa Portugal Portimonense
Saídas
  Jogador Clube de Destino
Fairytale left red.png Brasil Márcio Rozário Tailândia Suphanburi Fim de contrato.
Fairytale left red.png Portugal Artur Portugal Arouca Fim de contrato.
Fairytale left red.png Brasil Danilo Dias Azerbaijão Qarabağ Fim de contrato.
Fairytale left red.png Guiné-Bissau Sami Portugal Porto Fim de contrato.
Fairytale left red.png Portugal Semedo Portugal Olhanense Emprestado.
Fairytale left red.png Brasil Derley Portugal Benfica
Fairytale left red.png Suíça Johnny Leoni Portugal Olhanense
Fairytale left red.png Portugal Ricardo Ferreira Portugal Portimonense
Fairytale left red.png Portugal Fábio Santos Portugal Beira-Mar
Fairytale left red.png Brasil João Luiz Portugal Olhanense
Fairytale left red.png Brasil Fidélis Portugal Portimonense


Legenda
  • Vindo de Empréstimo.: Jogadores que chegaram por empréstimo
  • Emprestado.: Jogadores emprestados pelo Marítimo
  • Regresso após empréstimo.: Jogadores que voltaram após serem emprestados
  • Fim de contrato.: Jogadores que saíram após o fim do contrato

Club Sport Marítimo B[editar | editar código-fonte]

Plantel do Club Sport Marítimo B

Equipa técnica[editar | editar código-fonte]

Equipa Técnica
  Nome Função
Portugal Leonel Pontes Treinador principal
Portugal Ivo Vieira Treinador adjunto
Portugal Tiago Leal Treinador adjunto
Portugal Pedro Ilharco Preparador Físico
Portugal José Manuel Técnico de guarda-redes

Antigos treinadores[editar | editar código-fonte]

Histórico das competições[editar | editar código-fonte]

Competições nacionais[editar | editar código-fonte]

Qualificação à divisão superior
Desqualificação à divisão inferior

Competições europeias[editar | editar código-fonte]

Época Competição Eliminatória País Clube Casa Fora Agregado PCU
1993-94 Taça UEFA 1 Bélgica Royal Antwerp FC 2–2 0–2 2–4 1.0
1994-95 Taça UEFA 1 Suíça FC Aarau 1–0 0–0 1–0 3.0
2 Itália Juventus FC 0–1 1–2 1–3
1998-99 Taça UEFA 1 Inglaterra Leeds United AFC 1–0 0–1 1–1 (1-4 p) 2.0
2001-02 Taça UEFA E Bósnia e Herzegovina FK Sarajevo 1–0 1–0 2–0 4.0
1 Inglaterra Leeds United AFC 1–0 0–3 1–3
2004-05 Taça UEFA 1 Escócia Rangers FC 1–0 0–1 1–1 (2-4 p) 2.0
2008-09 Taça UEFA 1 Espanha Valencia CF 0–1 1–2 1–3 0.0
2010-11 Liga Europa 2 E República da Irlanda Sporting Fingal FC 3–2 3–2 6–4 4.0
3 E País de Gales Bangor City FC 8–2 2–1 10–3
Play-off Bielorrússia FC BATE Borisov 1–2 0–3 1–5
2012-13 Liga Europa 3 E Grécia Asteras Tripolis FC 0–0 1–1 1–1 (a) 8.0
Play-off Geórgia FC Dila Gori 1–0 2–0 3–0
Fase de Grupos França FC Girondinos de Bordeús 1–1 0–1
Inglaterra Newcastle United FC 0–0 1–1
Bélgica Club Brugge K.V. 2–1 0–2
  • E = Eliminatória de Qualificação
  • PCU = Pontos do Coeficiente Uefa

Estatísticas e recordes[editar | editar código-fonte]

Velhas glórias[editar | editar código-fonte]

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Marchas do Marítimo[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. A 4 de Junho de 1956 foi-lhe concedido o grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo
  2. A 27 de Agosto de 1971 foi-lhe concedido o título de Membro-Honorário da Ordem da Benemerência
  3. A 28 de Junho de 2001 foi-lhe concedido o título de Membro-Honorário da Ordem do Mérito
  4. Lisboa 22-06-2007, 8ºAnuário "As Finanças do Futebol Profissional" 2005/2006, jornal A Bola em parceria com a Deloitte, pág. 41
  5. Entre 1922 e 1938, o Campeão Nacional era determinado através de uma competição por eliminatórias, designada de Campeonato de Portugal. Mais tarde, com o surgimento do Campeonato da Primeira Divisão, o Campeonato de Portugal deu lugar à Taça de Portugal.
  6. Entre 1934 e 1973, por razões que se prendiam com as dificuldades em efectuar as viagens, os clubes insulares não participavam nos campeonatos nacionais
  7. O Club Sport Marítimo surge no ranking europeu na posição 144 e no ranking mundial na posição 246 http://www.iffhs.de/?b002ec70a814f4cd003f09
  8. Funchal, "Historial do Club Sport Marítimo" Fascículo n.º 1 — Dos Primórdio à Fundação, edições Diário de Notícias do Funchal, pág. 3 — disponível em csmaritimo.pt
  9. a b Funchal, "Historial do Club Sport Marítimo" Fascículo n.º 1 — Dos Primórdio à Fundação, edições Diário de Notícias do Funchal, pág. 4 — disponível em csmaritimo.pt
  10. Funchal, "Historial do Club Sport Marítimo" Fascículo n.º 1 — Dos Primórdio à Fundação, edições Diário de Notícias do Funchal, pág. 1 — disponível em csmaritimo.pt
  11. Funchal, "Historial do Club Sport Marítimo" Fascículo n.º 2 — Um Clube Imbatível, edições Diário de Notícias do Funchal — disponível em csmaritimo.pt
  12. Lisboa, 1912 — O Jornal O Século escrevia a propósito da 1.ª digressão a Lisboa: "O team do Funchal é o mais forte que nos tem visitado; menos científicos que os bordaleses, mas talvez mais enérgicos e mais homogéneos. O seu halfcenter tem condições excepcionais dum excelente jogador, e o forward da esquerda (…) é muito bom (…)".
  13. Lisboa, 1913 — O Diário de Notícias escrevia a propósito da 2.ª digressão a Lisboa: "O team visitante, além dos seus recursos de jogadores, tem quase todos dotados de bastante rapidez, bom pontapé e robustez, o que os torna adversários perigosos, mas destacaremos, no entanto, as pontas, o half-center Barrinhas e a meia ponta direita (Jusa) como belos jogadores".
  14. Lisboa, Agosto 2007 "Guia de Futebol 2007/2008", editado pelo Jornal Record, pág. 112
  15. http://eu-football.info/_player.php?id=17371
  16. http://eu-football.info/_player.php?id=16680
  17. http://afmadeira.fpf.pt/Portals/29/Documentos/competicao/historico/Seniores1Divisao".pdf
  18. http://afmadeira.fpf.pt/Portals/29/Documentos/competicao/historico/TacaMadeiraSeniores.pdf
  19. Lisboa, Agosto 2007 "Guia de Futebol 2007/2008", editado pelo Jornal Record, pág. 7. Ver também: zerozero.pt
  20. Lisboa, Agosto 2007 "Guia de Futebol 2007/2008", editado pelo Jornal Record, pág. 265 a 274 — contabilizando 22 épocas ininterruptas na divisão mais alta do futebol português.
  21. Lisboa, Agosto 2007 "Guia de Futebol 2007/2008", editado pelo Jornal Record, pág. 266
  22. http://www.ordens.presidencia.pt/
  23. Funchal, 14 de Setembro de 2007, Diário de Notícias da Madeira "O Governo Regional da Madeira propôs ao CS Marítimo prescindir do prometido Estádio para a zona da Praia Formosa e, ao que foi possível apurar, os responsáveis do clube terão aceite a nova/velha ideia de fazer dos 'Barreiros' um novo e moderno espaço desportivo(…)"
  24. Funchal, "Historial do Club Sport Marítimo" Fascículo n.º 25 — Símbolos E Honrarias, edições Diário de Notícias do Funchal, pág. 1 — disponível em [1]
  25. [2] Média das assistências do European-Football-Statistics.co.uk
  26. [3] Média das assistências na Liga Portuguesa de Futebol

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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