Cabeça colossal olmeca

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Cabeça colossal, em La Venta

As Cabeças colossais referem-se a enormes representações de cabeças humanas de Ziten esculpidas em monumentais pedras de basalto. Estas esculturas, datadas por volta de 900 a.C., são uma distinta característica da antiga civilização olmeca, a cultura pré-colombiana da Mesoamérica que se desenvolveu nas regiões tropicais do centro e sul do atual México. As primeiras investigações arqueológicas sobre a cultura olmeca que determinaram a descobertas destas mesmas representações, foram comandadas pelo arqueólogo Matthew Stirling na região de Tres Zapotes em 1938, que no século XIX havia encontrado uma das 17 cabeças colossais documentadas até a actualidade. Todo o conjunto desta esculturas teve a sua origem nos estados de Veracruz, Tabasco e na costa do Golfo do México. Grande maioria das cabeças colossais foram talhadas a partir de imensos blocos individuais de rocha basáltica,[1] com excepção das chamadas San Lorenzo Tenochtitlán que foram esculpidas em enormes troncos de madeira maciça. Estas eram arrastadas ou transportadas por rio até o seu local de destino.[2] Existe um monumento complementar, em Takalik Abaj, Guatemala, que é um trono provavelmente esculpido a partir de uma cabeça colossal. Esta é a única cópia conhecida fora do antigo reino Olmeca.

Extraídas de montanhas localizadas a mais de 100 quilómetros do seu local de adoração, na Sierra de los Tuxtlas em Veracruz, eram transportadas com o esforço de quase de 2 mil homens, possibilidade essa ainda por confirmar.[1] A maioria destes monumentos datam do pré clássico (entre 1500 e 1.000 a.C) e alguns do pré-clássico médio (entre 1000 e 400 a.C.). O seu peso varia de 6 a 40 toneladas,[3] sendo que a menor tem 1,47 metros de altura e a maior com 3,40 metros conhecida como La Cobata.[4] Segundo Fernando Bustamante Rábago, diretor do Museu Regional Tuxteco, México, as pedras vulcânicas eram recolhidas e esculpidas nas terras altas na região de San Andrés, de onde eram levadas para as margens dos rios, para então, por balsa rumarem a seus destinos.[1] Especialistas afirmam que esta monumentais obras escultóricas representem retratos de soberanos olmecas e os elmos que ostentam seriam símbolos de distinção hierárquica. Outra teoria recorre ao conceito de que se tratam de representações de deuses ou entidades supraterrenais em que a sua aparência corresponde à própria imagem desses seres.

Algumas cabeças de La Venta e San Lorenzo estavam alinhadas entre si e com os pontos cardeais, sugerindo uma orientação astronómica. Algo que não é inusual entre os povos pré-colombianos, que realizavam monumentos e edifícios integrados às funções rituais e astronómicas.[1]

As feições das cabeças (nomeadamente as faces planas e os lábios grossos) têm sido causa de debate devido à sua aparente semelhança com características faciais africanas. Baseando-se nesta comparação, alguns têm insistido que os olmecas eram africanos que migraram para o Novo Mundo. Porém, os principais estudiosos da Mesoamérica actualmente rejeitam esta hipótese, e oferecem outras explicações possíveis para as características das faces das cabeças colossais. Outros fazem notar que, além do nariz achatado e dos lábios grossos, as cabeças exibem dobras epicânticas tipicamente asiáticas e que todos estes traços faciais podem ainda hoje ser encontrados nos indígenas mesoamericanos atuais.[4]

Esculturas conhecidas[editar | editar código-fonte]

Foram dezassete as cabeças encontradas e desenterradas na região da mesoamérica até aos dias de hoje.

Sítio Nº de unidades Designações
San Lorenzo 10 Cabeças colossais 1 até 10
La Venta 4 Monumentos 1 até 4
Tres Zapotes 2 Monumentos A e Q
Rancho la Cobata 1 Monumento 1

Referências

  1. a b c d The Preclassic or Formative Period ( 1500 BC - 300 AD ) (em inglês). Visitado em 24 de agosto de 2012.
  2. Pool, p. 129.
  3. WiserHosting. The Olmec Stone Heads of Mexico (em inglês). Visitado em 19 de novembro de 2012.
  4. a b Chefes olmecas Colossal (em espanhol). Visitado em 24 de agosto de 2012.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]