Cabeça de Block

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A cabeça de Block (Blockhead) é o nome de um sistema de computação teórica inventado como parte de um experimento mental do filósofo Ned Block, que apareceu em um artigo intitulado "Psicologismo e Comportamentalismo".[1] [2]

Um computador seria capaz de passar no teste de Turing, apesar do fato dele não ser inteligente?

Neste trabalho, o Block defende que o mecanismo interno de um sistema é importante para determinar se esse sistema é inteligente, e também faz reivindicações para mostrar que um sistema não-inteligente poderia passar o teste de Turing.[3] Block nos pede para imaginar uma conversa que dura qualquer quantidade de tempo. Ele afirma que, dada a natureza da linguagem, há um número finito de frases sintaticamente e gramaticalmente corretas que podem ser usadas para iniciar uma conversa. Deste modo segue o ponto de que há um limite para quantas respostas corretas podem ser dadas a esta primeira frase, e depois novamente para a segunda sentença, e assim por diante até que a conversa termine.

A partir daí, Block argumenta que tal máquina poderia continuar uma conversa com uma pessoa sobre qualquer assunto, porque o computador seria programado com cada frase que fosse possível ser usada. Dentro desta base, o computador seria capaz de passar no teste de Turing, apesar do fato (segundo Block) que não é inteligente.

Block diz que isso não mostra que há apenas uma estrutura correta para a geração de inteligência interna, mas simplesmente que há algumas estruturas internas não geram inteligência.[4]

O argumento da cabeça de Block está relacionado com quarto chinês de John Searle.[5]

Esse argumento de Ned Block encontra uma objeção no argumento de Hanoch Ben-Yami. Ele argumenta contra Block que não é a natureza dos processos do agente, mas o comportamento lingüístico que é responsável pela falta de inteligência da máquina.

Ben-Yami diz que não só Block não conseguiu estabelecer que a natureza dos processos internos é conceitualmente relevante para a psicologia, na verdade seu exemplo máquina realmente apoia alguma versão de comportamentalismo. Como Wittgenstein argumenta, naquilo que diz respeito a psicologia, pode haver caos dentro dentro dela.[6]

Referências

  1. "Superveniencia, materialismo e experiencia"
  2. Psychologism and Behaviorism. por Ned Block (23 de outubro de 2002)
  3. O Teste de Turing por Marina Gaspar
  4. Popper e os problemas fundamentais da epistemologia (cadernos UFS - filosofia) por Wagner Lopes Machado de Oliveira (2001) [1]
  5. O Experimento de Pensamento do Quarto Chinês: a Crítica de John searle à Inteligência Artificial Forte por Maxwell Morais de Lima Filho (2010) [2]
  6. Behaviorism and psychologism: Why block's argument against behaviorism is unsound Hanoch Ben-Yami(2006)
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