Cabo Quelidônia

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Farol na costa do Cabo Quelidônia.

Cabo Quelidônia (em turco: Gelidonya Burnu ou Taşlık Burnu, do em grego: Χελιδωνία - Chelidonia), perto de Finike, Turquia, é o local de um antigo naufrágio da Idade do Bronze (ca. 1200 a.C.). Tendo em vista a natureza da carga e sua composições, os arqueólogos propuseram uma origem levantina[1] . Os restos do navio estavam a uma profundidade de 27 metros[2] , sobre um fundo de rochas irregulares. Ele foi localizado em 1954 e a escavação começou em 1960, liderada por Peter Throckmorton, George F. Bass e Frédéric Dumas. Entre os artefatos recuperados estão cerâmicas micenas, lascas de cobre, barras de estanho e pesos de balança.

História[editar | editar código-fonte]

O fotojornalista Peter Throckmorton, de Nova Iorque, chegou ao local em meados da década de 50 após uma controversa campanha na qual ele analisava a Guerra da Argélia do ponto de vista dos rebeldes argelinos contra as tropas coloniais francesas, que levaria levar a uma suposta altercação entre ele e outro membro do time, Claude Duthuit, que estava lutando com os franceses. Throckmorton chegou na pequena cidade de Bodrum, no sudoeste da Turquia, construída sobre a antiga cidade de Halicarnasso e onde estão as ruínas de uma das [[Sete Maravilhas do Mundo Antigo|maravilhas do mundo antigo], o Mausoléu de Halicarnasso. Ele então ficou sabendo que uma estátua de bronze do deus grego Deméter foi recuperada por pescadores e deixada numa praia. Porém, quando ele chegou ao local, a estátua já havia sido levada e seria posteriormente encontrada no museu de Izmir, ao norte de Bodrum.

Throckmorton acabou conhecendo o capitão Kemal, do navio de pesca de esponjas "Mandlinci". O capitão contou a Throckmorton que ele conhecia diversos sítios antigos no fundo do mar e de um que ele planejava dinamitar no ano seguinte. Throckmorton implorou para que ele preservasse o local e o convenceu a desenhar um mapa, supostamente num guardanapo. Ele retornaria em 1958 sob a égide do Clube dos Exploradores e acompanhado do cineasta Stan Waterman entre outras pessoas. Eles visitaram diversos sítios arqueológicos submersos e finalmente chegaram ao Cabo Quelidônio, onde passaram a maior parte do tempo tentando identificar o sítio. Finalmente, no último dia, eles o localizaram num das ilhotas na costa do Cabo.

Ele convenceu o Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade da Pensilvânia a financiar a escavação do sítio. Na época, o jovem arqueologista George Bass estava trabalhando em sua tese para o PhD na Universidade e foi enviado para supervisionar a escavação. Ele retornou em 1960 e completou a primeira escavação arqueológica de um naufrágio inteiramente submersa. Na época, era também o mais antigo naufrágio conhecido e só foi superado pela descoberta do Naufrágio de Uluburun no início dos anos oitenta. Este foi também um dos projetos que levaram ao desenvolvimento do campo da arqueologia náutica, juntamente com a escavação dos barcos vikings de Skuldelev em Roskilde em 1962 e a descoberta e recuperação do navio de guerra sueco Vasa em 1961.

Referências

  1. Sarah P. Morris, Daidalos and the origins of Greek art, Princeton University Press (19952), p.103.
  2. Cline, Eric H.. The Oxford Handbook of the Bronze Age Aegean. [S.l.]: Oxford University Press, 2012. 797 p. ISBN 0-19-987360-7

Ligações externas[editar | editar código-fonte]