Cachaça

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temática culinária do Brasil
Cachaça

Cachaça, pinga, cana ou caninha é o nome dado à aguardente de cana, uma bebida alcoólica tipicamente brasileira. É usada como coquetel na mundialmente conhecida "caipirinha". É obtida com a destilação do caldo de cana de cana-de-açúcar fermentado. A fermentação do melaço, também utilizada, também dá origem ao rum. A cana-de-açúcar, elemento básico para a obtenção, através da fermentação, de vários tipos de álcool, entre eles o etílico. É uma planta pertencente à família das gramíneas (Saccharum officinarum) originária da Ásia, onde teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da história.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Seu nome pode ter sido originado da velha língua ibéricacachaza – significando vinho de borra, um vinho inferior bebido em Portugal e Espanha, ou ainda, de "cachaço", o porco, e seu feminino "cachaça", a porca. Isso porque a carne dos porcos selvagens, encontrados nas matas do Nordeste – os chamados caititus – era muito dura e a cachaça era usada para amolecê-la.[1]

Na produção colonial de açúcar, "cachaça" era o nome dado à primeira espuma que subia à superfície do caldo de cana que estava sendo fervido. Ela era fornecida aos animais ou descartada. A segunda espuma era consumida pelos escravos, principalmente depois que fermentasse e também passou a ser chamada cachaça. Posteriormente, com a destilação da espuma e do melaço fermentados e a produção de aguardente de baixa qualidade, esta passou a ser também denominada de cachaça e era fornecida a escravos ou adquirida por pessoas de baixa renda.[2]

História[editar | editar código-fonte]

A cachaça é uma bebida de grande importância cultural, social e econômica para o Brasil, e está relacionada diretamente ao início da colonização portuguesa do país e à atividade açucareira, que, por ser baseada na mesma matéria-prima da cachaça, possibilitou a implantação dos estabelecimentos cachaceiros.[3]

Os primeiros relatos sobre a fermentação vem dos egípcios antigos. Curam várias moléstias, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado. Os gregos registram o processo de obtenção da acqua ardens. A "água que pega fogo" - "água ardente" (al kuhu). Alquimistas tomam conhecimento da "água ardente", atribuindo-lhe propriedades místico-medicinais. Transforma-se em "água da vida", e a eau de vie (termo francês para "água da vida") é receitada como elixir da longevidade.

Caipirinha, tradicional drinque brasileiro produzido com cachaça, açúcar, gelo e limão

A aguardente, então, vai da Europa para o Oriente Médio, pela força da expansão do Império Romano. São os árabes que descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje. Eles não usam a palavra al kuhu e sim al raga, originando o nome da mais popular aguardente da península Arábica: arak, uma aguardente misturada com licores de anis e degustada com água. A tecnologia de produção espalha-se pelo Velho e pelo Novo Mundo. Na Itália, o destilado de uva fica conhecido como grappa. Em terras Germânicas, se destila a partir da cereja o Kirsch; na antiga Tchecoslováquia, atualmente dividida em República Tcheca e República Eslovaca, a destilação da Sleva (espécie de ameixa) gera a slevovice (lê-se "eslevovitse"). Na Escócia, se populariza o whisky, destilado da cevada sacarificada. No Extremo Oriente, a aguardente serve para esquentar o frio das populações que não fabricam vinho. Na Rússia a vodca, de centeio. Na China e no Japão, o saquê, produzido a partir da fermentação do arroz, é frequentemente confundido com uma aguardente devido ao seu elevado teor alcoólico, mas é, na verdade, um vinho. Portugal também absorve a tecnologia dos árabes e destila, a partir do bagaço de uva, a bagaceira.

Já em 1530 os primeiros donatários portugueses decidem começar empreendimentos nas terras orientais do Novo Mundo, implementando o engenho de açúcar com conhecimento e tecnologia adquiridos nas Índias Orientais, vindas do sul da Ásia. Assim, surgem, na nova colônia portuguesa, os primeiros núcleos de povoamento e agricultura.

A geração inicial de colonizadores portugueses no Brasil apreciava a bagaceira portuguesa e o vinho do porto. Assim como a alimentação, grande parte da bebida era importada da metrópole portuguesa. Em algum engenho de açúcar, foi, então, descoberto o vinho de cana-de-açúcar, que é o resultado do caldo de cana fermentado, como também dos subprodutos da produção do açúcar, como as espumas e o melaço misturados à água. É uma bebida limpa, em comparação com o cauim - vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação da mandioca. Os senhores de engenho passam a servir o tal caldo, denominado cagaça, para os escravos. Em 1584, o Memorial de Gabriel Soares de Sousa faz referências a "oito casas de cozer méis" na Bahia.

Dos meados do século XVI até metade do século XVII, as "casas de cozer méis" se multiplicam. Inicialmente "casa de cozer méis" era o nome dado aos engenhos produtores de açúcar e, posteriormente, foi também aplicado aos alambiques produtores de cachaça. O primeiro registro histórico da cachaça aparece apenas na década de 1620 na Bahia, coincidindo com o rum nas possessões inglesas nas Américas, da aguardiente de caña nas espanholas e da tafia nas francesas. Ou seja, a cachaça, o rum, a aguardiente de caña e a tafia foram todas criadas a partir dos mesmos subprodutos da produção de açúcar: o melaço e as espumas.[2] A cachaça torna-se moeda corrente para compra de escravos na África. Alguns engenhos passam a dividir a produção entre o açúcar e a cachaça. A descoberta de ouro nas Minas Gerais traz uma grande população de migrantes, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A cachaça ameniza a temperatura.

Incomodada com a queda do comércio da bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe, a partir de 1635, por várias vezes, a produção, comercialização e até o consumo da cachaça. Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado. Em 1756, a aguardente de cana-de-açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, destruída no grande terremoto de 1755. Para a cachaça, são criados vários impostos conhecidos como subsídios, como o literário, para manter as faculdades da Corte.

Com o passar dos tempos, melhoram-se as técnicas de produção. A cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas - o famoso quentão. Devido ao seu baixo valor e associação às classes mais baixas (primeiro, os escravos; e depois, os pobres e miseráveis), a cachaça sempre deteve uma aura marginal. Contudo, nas últimas décadas, seu reconhecimento internacional tem contribuído para diluir o índice de rejeição dos próprios brasileiros, alçando um status de bebida chique e requintada, merecedora dos mais exigentes paladares.

O total de produtores de cachaça em 2011 alcançou, no Brasil, os 40 000, sendo que apenas cerca de 5 000 (12%) são devidamente registrados. Por ser uma bebida popular que vem há séculos acompanhando o povo brasileiro, é conhecida por inúmeros sinônimos, como: abre, abrideira, abençoada, aca, a-do-ó, aço, água-benta, água-bruta, água-de-briga, água-de-cana, água-que-gato-não-bebe, água-que-passarinho-não-bebe, aguardente, aguardente de cana, aguarrás, águas-de-setembro, alpista, aninha, arrebenta-peito, assovio-de-cobra, azougue, azuladinha, azulzinha, bagaceira, baronesa, bicha, bico, boas, borgulhante, boresca, branca, branquinha, brasa, brasileira, caiana, calibrina, cambraia, cana, cândida, canguara, caninha, canjebrina, canjica, capote-de-pobre, catuta, caxaramba, caxiri, caxirim, cobreira, corta-bainha, cotreia, cumbe, cumulaia, amnésia, birita, codório, conhaque brasileiro, da boa, delas-frias, danada, dengosa, desmancha-samba, dindinha, dona-branca, ela, elixir, engasga-gato, divina, espevitada, de-pé-de-balcão, do balde, espírito, esquenta-por-dentro, filha-de-senhor-de-engenho, fruta, gás, girgolina, fava de cheiro, fia do sinhô de engenho, gasolina de garrafa, geribita, goró, gororoba, gramática, guampa, homeopatia, imaculada, já-começa, januária, jeribita, jurubita, jinjibirra, junça, jura, legume, limpa, lindinha, lisa, maçangana, malunga, mavalda, mamãe-de-aluana, mamãe-de-aruana, mamãe-de-luana, mamãe-de-luanda, mamãe-sacode, lambida, levanta velho, lisa, malta, mandureba, mundureba, marafo, maria-branca, mata-bicho, meu-consolo, minduba, miscorete, moça-branca, monjopina, montuava, morrão, morretiana, óleo, orontanje, otim, panete, patrícia, perigosa, pevide, piloia, piribita, porongo, prego, pura, purinha, mé, néctar dos deuses, oleosa, parati, pitu, preciosa, queima goela, quebra-goela, quebra-munheca, rama, remédio, restilo, retrós, roxo-forte, samba, sete-virtudes, sinhaninha, sinhazinha, sipia, siúba, sumo-da-cana, suor-de-alambique, supupara, tafiá, teimosa, terebintina, refrigério da filosofia, rum brasileiro, salinas, semente de arenga, suor de alambique, terebintina, tinguaça, tira-teima, tiúba, tome-juízo, três-martelos, não-sei-quê, veneno, xinapre, zuninga, uca, uma que matou o guarda, vinho de cana, vocação, ypióca etc.[4] Seus sinônimos passam de 2 000 e a cachaça é, sem dúvida, a palavra com mais sinônimos na língua portuguesa e talvez em qualquer outra língua.[5]

Atualmente, várias marcas de boa qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo.

Produção da cachaça[editar | editar código-fonte]

Colheita da cana-de-açúcar

A cachaça pertence à família das aguardentes, da eau-de-vie ou aquavit. Trata-se de um destilado feito à base de cana-de-açúcar, leveduras e água.

Com o desenvolvimento do parque industrial brasileiro a partir da primeira metade do século XX, os subprodutos dos engenhos de açúcar, que antes eram utilizados na fabricação da cachaça, começaram a ser empregados em outras áreas como suplemento para forragens para animais, adubação orgânica, confecção de moldes na indústria de fundição e refratários, para dar consistência ao papelão e à casquinha de sorvete, além dos seus empregos na alcooquímica, cosméticos, bebidas e na indústria farmacêutica e de tintas e vernizes. A adoção do álcool como combustível, principalmente a partir da década de 1970, implicou na total escassez da matéria prima para os produtores de cachaça. Eles foram obrigados a plantar cana e obter a cachaça do caldo de cana fermentado.[2]

O processo de produção inicia-se com a escolha da variedade adequada da cana de açúcar e seu plantio. Conforme a região, existem variedades que melhor se adaptam às condições geoclimáticas, além do cuidado em se fazer um plantio com variedade de cana com maturação precoce, média e tardia, visando a colher esta matéria-prima sempre no ponto adequado, nos diferentes meses de produção. Quanto à colheita da cana de açúcar, não é indicada a queima do palhiço, pois, além das consequências ambientais, a queima prévia da cana resulta no aumento do composto furfural e hidroximetilfurfural na bebida final; ambos são compostos carcinogênicos e sua soma não pode ultrapassar 5 mg/100 mL AA.

Durante o processo de moagem da cana, é importante a análise da eficiência da extração do caldo, que deve ser próxima a 92% em moendas de três eixos. Ainda durante o processo de moagem, é importante o uso de um filtro para recolher os bagacilhos presentes no caldo, já que estes, quando chegam até o processo de fermentação, resultam no aumento do teor de metanol. É importante também a correção do Brix, ou teor de açúcar no caldo, para valores entre 16 e 18° Brix, visando a uma maior eficiência do processo fermentativo.

Engenho banguê em funcionamento na década de 1950.
Engenho Espadas, em Pernambuco, no Brasil.

O caldo de cana é composto por água (85 a 95%), álcool etílico (4 a 12%), ácido lático, ácido acético, ácido butírico, os ésteres desses ácidos, glicerina, os álcoois superiores (o propílico, isopropílico, butílico, isobutílico, amílico, isoamílico), furfural (aldeído piromúcico), açúcares, materiais nitrogenados, bagacilhos, células de levedura, bactérias, etc.[6]

O processo de fermentação é, sem dúvida, o mais importante para a qualidade do produto final. A fermentação ocorre por ação de leveduras, principalmente a Saccharomyces cerevisae, levedura que apresenta a melhor resistência a altos teores alcoólicos. Ao caldo de cana destinado à fermentação dá-se o nome de mosto.

É neste processo que ocorre a transformação da glicose em etanol e outros compostos secundários, como butanol, isobutanol, acetato de etila (benéficos ao sabor) e ácido acético, propanol, acetaldeído etc. (maléficos ao sabor da bebida). O controle apurado desta etapa, como monitoração de temperatura (entre 28 e 33°C), pH (entre 4,5 e 5,5), contagem de leveduras, tempo de fermentação e formação de excessiva de bolhas é fundamental para a eficiência do processo. O processo de fermentação dura em torno de 24 horas, sendo o teor de sólidos solúveis o indicativo do final do processo. É imprescindível a assepsia deste processo, já que a contaminação bacteriana pode resultar em compostos indesejáveis no produto final.

Esquema de um alambique

Em seguida, é realizado o processo de destilação, quando o Brix se iguala a zero. Se existirem ainda açúcares presentes no mosto, a oxidação destes compostos durante a destilação resultará também na formação de furfural e hidroximetilfurfural. O processo de destilação pode ser realizado em alambiques de cobre ou inox (produção artesanal) ou em colunas de destilação (produção industrial), sendo que no primeiro ocorre uma melhor separação dos compostos, produzindo uma cachaça com menos compostos secundários quando comparada com a cachaça industrial. Durante a destilação, são coletadas três frações: cabeça (15% do volume destilado), coração (60% do volume destilado) e cauda (15% do volume destilado). A composição de cada fração está correlacionada com a temperatura de ebulição dos compostos presentes no mosto. A fração cabeça é rica em metanol e ácidos, e não deve ser comercializada nem utilizada para consumo. Na fração coração são coletados os principais compostos e mais desejáveis na aguardente. Já na fração cauda, também chamada de óleo fúsel ou caxixi, são encontrados os compostos com altas temperaturas de ebulição.

A cachaça obtida da fração coração pode ser comercializada depois do período de maturação (três meses) ou ser envelhecida em tonéis de madeiras, por um período mínimo de um ano.

Durante o processo de envelhecimento, há modificação das características originais da cachaça, dependendo da madeira com a qual o barril é fabricado. Em barris de carvalho, sassafrás e umburana há um aumento do teor alcoólico, enquanto que em barris de ipê, grapia e jequitibá há uma diminuição. Em barris de algumas madeiras como amendoim, jequitibá e louro-freijó, a cor da cachaça não é alterada. Já em barris de cabreúva, castanheira, cedro, ipê-amarelo e jatobá a bebida adquire tom amarelado. Em barris de sassafrás, o tom fica amarronzado, e em de vinhático ele fica amarelo-ouro.[2]

Cachaças armazenadas em local com temperatura ambiente alta tendem a apresentar maior evaporação, o mesmo ocorrendo quando a umidade é baixa. O ambiente onde se encontram os recipientes (tonéis ou barris) deve apresentar umidade relativa do ar em torno de 73% e temperatura entre 9 e 15 °C. A altura do local deve ser de 4 metros ou mais alto, as telhas de barro e as paredes e piso de pedra. Pode também ser subterrâneo. Para manter a umidade elevada pode-se fazer circular água corrente em valetas ou molhar constantemente o ambiente e os barris. Pode-se obter cachaça de melhor qualidade misturando-se bebidas de diferentes idades.[7]

A cachaça foi tradicionalmente transportada em barril de madeira. Apenas no início do século XIX é que há as primeiras notícias de cachaça em garrafas e litros de vidro. Não se sabe se eram recipientes reaproveitados de bebidas importadas ou aqui fabricados, uma vez que a primeira fábrica de vidros no Brasil surgiu em 1810 na Bahia. Contudo, a obrigatoriedade da utilização de recipientes de vidro foi imposta apenas no final da década de 1930, com o Decreto-Lei 739 de 24 de setembro de 1938. Nela a comercialização da bebida só era permitida a produtores devidamente registrados e deveria ser acondicionada em recipientes de, no máximo, um litro e ter afixado rótulo com informações sobre o produtor e a bebida.[2]

Composição da cachaça[editar | editar código-fonte]

Entram na composição da cachaça mais de 300 substâncias, das quais noventa e oito por cento (98%) consistem de água e etanol. Os restantes dois por cento (2%), os compostos secundários, são os que conferem à bebida suas características organolépticas. As substâncias contidas no mosto, extraídas do colmo da cana, sofrem reações entre sí e em decorrência dos processos de fermentação, destilação e envelhecimento.

Composição do colmo da cana[editar | editar código-fonte]

Valores em g/100g[8]

Composição do mosto[editar | editar código-fonte]

  • O mosto, ou caldo de cana, ou ainda a garapa, é uma mistura complexa contendo 80% de água e 20% de sólidos solúveis. Neste caso está sendo admitido que a moagem e a filtração do mosto eliminaram sólidos não solúveis como bagacilhos e outras impurezas. Os sólidos solúveis compreendem os açúcares e os não açúcares.[9]
Açúcares

Sacarose 18%, glicose 0,4% e frutose 0,1%

Não açúcares orgânicos

Proteínas, gorduras, ceras, pectinas, ácidos livres, ácidos combinados (málico, succínico, aconítico, oxálico, fumárico, etc.) e substâncias corantes (clorofila, anticianina e sacaretina)

Não açúcares inorgânicos

Cinzas: sílica, potássio, fósforo, cálcio, sódio, magnésio, enxofre, ferro, alumínio, cloro, etc.

Composição do mosto fermentado[editar | editar código-fonte]

Durante a fermentação do mosto seus componentes são transformados em etanol, gás carbônico, glicerina e compostos secundários. A variedade e quantidade destes determinarão se a cachaça será ou não de boa qualidade.[9]


Etanol, gás carbônico, glicerina, ácidos carboxílicos, metanol, ésteres, aldeídos e alcoóis superiores são formados pela ação das leveduras sobre os açúcares presentes no mosto.

A presença de pouca quantidade de ácidos orgânicos é benéfica para a bebida, enquanto em grande quantidade provoca um sabor indesejável, agressivo. O ácido acético, presente na cachaça, é produzido pelas próprias leveduras que provocam a fermentação ou por bactérias acéticas contaminantes. Os ácidos oxaloacético, cítrico, pirúvico, málico e maleico são resultado do metabolismo das leveduras. As leveduras excretam para o meio os ácidos que para elas não tem utilidade, como o butírico, caproico, caprílico e cáprico.

No início da fermentação o acetaldeído e outros aldeídos são produzidos pelas leveduras e a quantidade dos mesmos vai diminuindo à medida que o processo avança. Com a degradação parcial de aminoácidos são formados alcoóis superiores. Estes reagem com o oxigênio, produzindo outros aldeídos. A produção de aldeído]s é aumentada também quando ocorre aeração durante a fermentação.

Os alcoóis superiores, ou óleo fusel, são formados pela degradação de aminoácidos como o álcool d-amílico proveniente da d-leucina, o isoamílico da l-leucina e o isobutílico da valina. Alguns são formados durante o metabolismo do açúcar no interior da levedura. A formação dos alcoóis superiores é incrementada pelo pH do mosto e pela aeração e temperatura do mosto durante a fermentação.

O éster, como o acetato de etila, que confere à cachaça um sabor frutado, é o resultado da reação entre o etanol e o ácido acético. A presença de micronutrientes do solo, como o zinco, que são absorvidos pela planta, favorecem a formação de ésteres. [9] .[10]

Reações de hidrólise ácida ou enzimática que ocorrem durante a fermentação liberam o metanol, preso ao ácido galacturônico, que constituem a pectina. É extremamente tóxico ao ser humano.

O carbamato de etila, o éster etílico do ácido carbâmico, é formado pela reação do etanol com alguns compostos nitrogenados, reação que é influenciada por fatores como temperatura, pH, luz e tempo de armazenagem. É tido como carcinogênico.

Composição do destilado[editar | editar código-fonte]

  • Os tipos e quantidades de compostos secundários que vão se formar dependem: [9]
    • das particularidades do caldo de cana fermentado
    • de quais frações de corte serão efetuadas na destilação
    • do tipo e tamanho do aparelho utilizado na destilação
    • do material do qual é feito o aparelho
    • da limpeza do aparelho
  • Alguns compostos secundários com pontos de ebulição bem mais elevados do que o álcool ou a água podem aparecem no destilado. Isto se explica porque uma vez que se encontram em baixas concentrações no mosto fermentado, a chance deles se associarem entre si é bem menor do que com o álcool ou com a água, presentes em relativas grandes concentrações. Desta forma, eles evaporam no ponto de ebulição do álcool ou da água. .[10]
  • O acetaldeído e o acetato de etila apresentam baixo ponto de ebulição, 21 °C e 77 °C, respectivamente, e são encontrados em alta concentração na fração cabeça. Podem também serem encontrados no início da fração coração. [9]
  • Ácidos graxos e seus ésteres mesmo tendo alto ponto de ebulição podem aparecer na cabeça e no coração por serem solúveis em álcool. Alguns exemplos são caprilato de etila (208 °C), caprato de etila (244 °C), laurato de etila (269 °C), caproato de etila (166,5 °C) e acetato de isoamila (137,5 °C). [9]
  • O metanol (65,5°C) e os alcoóis superiores 1-propanol, isobutanol, 2-metil-butanol e 3-metil-butanol por serem solúveis em álcool e parcialmente em água, são encontrados na cabeça e no coração. [9]
  • O ácido acético (110 °C), o 2-fenil-etanol, o lactato de etila e o succinato de dietila, mesmo tendo ponto de ebulição acima do da água, começam a destilar na metade da fração coração por serem total ou parcialmente solúveis em água. [9]
  • O furfural (167 °C) por ser muito solúvel em água é encontrado nas frações coração e cauda. [9]
  • A parte da cabeça do destilado é a que concentra a maior quantidade de aldeídos, que não são desejáveis, e também a de ésteres, desejáveis. Fica, portanto, difícil evitar que aldeídos migrem para o coração ou que ésteres permaneçam na cabeça. .[10]

Alguns componentes da cachaça são: [8] [9] .[10] .[2]

1,4-butanodiol; 2-fenil-etanol; 2-metil-butanol; 3-metil-butanol; acetaldeído; acetato de etila; acetato de isoamila; acetato de metila; acetato de metila; acetato de propila; acetona; ácido acético; ácido butírico; ácido cáprico; ácido caprílico; ácido láurico; água; álcool 2-feniletílico; álcool amílico; álcool butílico; álcool cetílico; álcool cinâmico; álcool etílico; álcool isoamílico; álcool isobutílico; álcool isopropílico; álcool metílico; álcool n-propílico; álcool propílico; álcool sec-butílico; aldeído acético; benzaldeído; benzoato de etila; butirato de propila; caprato de etila; caprilato de etila; caproato de etila; carbamato de etila; cobre; formaldeído; furfural; geraniol; glicerina; heptanoato de etila; hidroximetilfurfural; iámílico; i-butanol; isobutanol; lactato de etila; laurato de etila; mentol; metanol; n-butanol; n-butiraldeído; n-dodecanol; n-propanol; n-tetradecanol; propanol; propionato de amila; propionato de metila; succinato de dietila; tanino; valeraldeído; valerato de isoamila

Descanso e envelhecimento[editar | editar código-fonte]

  • Durante o período de descanso, ou maturação da cachaça, que vai de três a seis meses, ocorre a oxidação dos aldeídos, responsáveis pelo odor forte que incomoda as vias nasais. .[10]
  • Durante o envelhecimento da cachaça pode ocorrer na interação entre a bebida e a madeira da qual é feito o recipiente: [9]
  • Há também outras transformações químicas, físicas e sensoriais:[10]
    • interações químicas das substâncias da destilação entre si
    • etanol reage com o oxigênio
    • ácidos fenólicos são formados a partir da oxidação de aldeídos
    • formação de ácidos fenólicos em decorrência da decomposição em monômeros da hemicelulose e da celulose
    • surgem aromas agradáveis na bebida devido à formação de ésteres fenólicos, em decorrência de reações entre alcoóis da bebida e ácidos fenólicos
    • aumento da viscosidade e oleosidade da bebida
    • alteração da cor, dependendo do tipo de madeira com a qual é feito o recipiente.
  • Quando há microaerações durante o envelhecimento da cachaça os aldeídos convertem-se em seus ácidos correspondentes, o mesmo ocorrendo com os aldeídos fenólicos, provenientes da madeira do tonel. Se a bebida fica armazenada por mais de um ano, começa a esterificação desses ácidos com o etanol. [9]


Composição da vinhaça[editar | editar código-fonte]

A vinhaça, subproduto da destilação do mosto fermentado, é composta aproximadamente de: Matéria orgânica (23,44 kg/m3), N (0,28 Kg/m3), P2O5 (0,20 kg/m3), K2O (1,47 km/m3), CaO (0,46 km/m3), MgO (0,29 kg/m3), SO2 (1,32 kg/m3), Fe (69,00 ppm), Cu (7,00 ppm), Zn (2,00 ppm) e Mn (7,00 ppm). pH 3,70.[11]

Geração e aproveitamento de resíduos[editar | editar código-fonte]

Antiga moenda de madeira para cana-de-açúcar em Goiás

Durante o processo de produção da cachaça, são gerados os seguintes resíduos: Ponteira da cana, vinhoto e bagaço.

A ponteira da cana-de-açúcar pode ser utilizada em silagem para alimentação animal. Já o bagaço é rico em fibras, porém pouco nutritivo, especialmente se o processo de moagem foi eficiente. O indicado é utilizá-lo depois de seco, nas caldeiras como substituto de parte da madeira, ou mesmo para a produção artefatos artesanais.

Além de sua utilização como combustível para caldeiras e geração de energia elétrica,[12] o bagaço de cana vem sendo utilizado na alimentação de bovinos[13] , na remoção de poluentes da água[14] , na produção de enzimas ligninocelulolíticas[15] , na substituição da areia na construção civil[16] , na confecção de luminárias[17] , na produção de fertilizantes[18] , como substrato no cultivo de mudas de orquídeas[19] , na produção do fibrocimento[20] , do etanol de segunda geração[21] , de chapas de partículas[22] , de briquetes[23] , como aditivo do asfalto[24] e na confecção de nanotubo de carbono[25] .

O vinhoto é comumente utilizado como fertilizante e também na produção de biogás em algumas destilarias. Entretanto, este subproduto não deve, de forma alguma ser jogado em rios ou leitos de água sem tratamento prévio por ser altamente poluente. A cachaça pode ser redestilada para produção de etanol, mas não é aconselhável o retorno deste produto ao destilador para ser reprocessado.

O vinhoto, vinhaça, tiborna ou restilo também se mostra boa alternativa para ser utilizado na compostagem de resíduos agroindustriais[26] , no preparo de cuba de fermentação alcoólica[27] , como aditivo na dieta da alimentação de aves[28] como substrato para produção de biomassa protéica e lipídica por leveduras e bactérias[29] , para tratar poluentes da indústria têxtil[30] , na produção de biogás (metano) [31] e para produção de biodiesel[32]

Legislação no Brasil[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Decreto 4 851, de 2003, o artigo 92 diz o seguinte sobre a cachaça:

Cquote1.svg Cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de trinta e oito a quarenta e oito por cento em volume, a vinte graus Celsius (°C), obtida pela destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro, expressos em sacarose. Cquote2.svg

O texto regulamentar básico editado pelo Governo brasileiro para disciplinar a produção e comercialização de cachaça no Brasil é a Instrução Normativa nº 13, de 29 de junho de 2005, baixada pelo Ministro da Agricultura e publicada no Diário Oficial da União de 30 de junho de 2006. A IN nº13/2005, como é conhecida, "Aprova o Regulamento Técnico para Fixação dos Padrões de Identidade e Qualidade para Aguardente de Cana e para Cachaça".

Conforme este Regulamento Técnico, a "cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 38% vol (trinta e oito por cento em volume) a 48% vol (quarenta e oito por cento em volume) a 20°C (vinte graus Celsius), obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até 6 g/l (seis gramas por litro), expressos em sacarose" e a "Aguardente de Cana é a bebida com graduação alcoólica de 38% vol (trinta e oito por cento em volume) a 54% vol (cinqüenta e quatro por cento em volume) a 20°C (vinte graus Celsius), obtida do destilado alcoólico simples de cana-de- açúcar ou pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar, podendo ser adicionada de açúcares até 6 g/l (seis gramas por litro), expressos em sacarose"[33] .

Dia nacional da cachaça[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2009, no 12º Expocachaça, o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) oficializou o dia 13 de setembro como o Dia Nacional da Cachaça.


Degustação[editar | editar código-fonte]

Degustação é uma avaliação que se faz da cachaça para estipular se ela é boa ou ruim. Consiste em exame visual da cachaça na garrafa e no copo, seguido do exame olfativo e depois pelo gustativo da bebida.[34]

Exame na garrafa:

  • A garrafa deve apresentar rótulo contendo dados sobre o produtor, graduação alcoólica, selo de produção e data do envasamento.
  • Ela deve ser agitada levemente para que seja observada a formação de colar (círculo de pequenas bolhas) no gargalo.
  • O líquido deve estar isento de partículas sólidas ou viscosas.

Exame no copo

  • No copo, o líquido deve apresentar limpidez, ou seja, ser transparente e sem partículas.
  • Deve apresentar brilho vivo e não opaco. O brilho pode ser brilhante, límpido, velado, opaco ou turvo.
  • A cor pode ser amarela, dourada, âmbar ou branca, quando a cachaça não é envelhecida ou o é em tonéis que não alteram a coloração da bebida.
  • A viscosidade, ou seja, a presença de glicerol, pode ser observada agitando levemente o copo em movimentos circulares. Da parte superior do copo onde o líquido alcançou, começam a escorrer "lágrimas". Quanto mais lento o deslizamento da lágrima, maior é a viscosidade.

Exame olfativo

Primeiro, aproxima-se o copo om a cachaça em repouso das narinas, tampa-se uma delas e inspira-se com a outra. Se "queimar", significa presença de alto teor alcoólico. Em seguida, agita-se levemente o copo para que aromas sutis sejam liberados e inspira-se com as duas narinas. Por último, o copo deve ser agitado vigorosamente para que outros aromas sejam liberados.

Os tipos de aroma são:

  • Primário (da cana-de-açúcar)
  • Secundário (liberado pelos ésteres na fermentação)
  • Terciário (liberados pela madeira durante o envelhecimento - não devem existir em cachaças não envelhecidas).

As característica dos aromas são:

  • Intensidade: aroma variando de sutil até imperceptível.
  • Fineza: aroma variando de notável, agradável e rude.
  • Natureza: é a analogia com aromas conhecidos como pimenta, noz moscada, baunilha, menta, anis, funcho, etc.
  • Persistência: é o intervalo de tempo em que a sensação do aroma permanece na memória olfativa.

Principais aromas:

  • Alcoólico: deve ser moderado
  • Frutado: quando lembra o aroma de frutas agradáveis.
  • Ácido: deve ser discreto, não ocasionando a excessiva produção de saliva.
  • Adocicado: deve ser moderado, não prevalecendo sobre o aroma da fruta.
  • Estranho: como aroma de mofo, papel molhado, acre, sulfatos, etc., o que demonstra presença de componentes indesejáveis.


Alguns aromas indesejáveis e causas prováveis:

Não aceitáveis:

  • Vinagre: ácido acético
  • Verniz: Acetato de etila
  • Ovo em decomposição: ácido sulfídrico
  • Gerânio: ácido sórbico

Aceitáveis quando leves:

  • Metálico: Acetaldeídos
  • Queijo ou chucrute: ácido lático
  • Fósforo queimado: anidrido sulfuroso
  • Mofo ou bolor: diversos sulfatos

Exame gustativo

Este exame confirma ou não as sensações deixadas pelo exame olfativo. Coloca-se uma pequena quantidade da cachaça na boca e revolve-a com a língua, de maneira que alcance todas as partes da boca e da língua. Procura-se então identificar os aromas provocados pelo exame olfativo. Em seguida o líquido é ingerido.

As características obtidas com este exame são:

  • Estrutura: sensação de travo ou amargor indica bebida de má qualidade. A boa cachaça deixa uma sensação aveludada.
  • Acidez: se a tendência for fazer careta como quando se come limão ou se bebe vinagre, é uma indicação de que a cachaça é de má qualidade.
  • Alcoolidade: cachaça de má qualidade provoca uma sensação de ardência ou queimação na boca e na garganta.
  • Encorpo: é a sensação de que passou algo encorpado pela boca, como se fosse uma calda.[34]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. A cachaça...
  2. a b c d e f Cavalcante, Messias Soares. A verdadeira história da cachaça. São Paulo: Sá Editora, 2011. 608p. ISBN 9788588193628
  3. Ceribeli, diego et al (Revista de política Agrícola, Ano XIX, N° 3, Jul./Ago./Set. 2010, pag 20-32). Orientação regional e competitividade do agronegócio da cachaça para a Alemanha e os Estados Unidos (em Português). Visitado em março de 2011.
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 306.
  5. Cavalcante, Messias Soares. Todos os nomes da cachaça. São Paulo: Sá Editora, 2011. 392p. ISBN 9788588193895
  6. Crispim, Jack Eliseu. Manual de produção de aguardente de qualidade. Guaiba: Agropecuária. 2000. 333p. ISBN 8585347694
  7. Trindade, Alessandra Garcia. Cachaça: um amor brasileiro. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2006. 165p. ISBN 8506048133
  8. a b Espinoza, Leandro J. S. Tecnologia de produção de cachaça – princípios de produção de cachaça de qualidade. Disponível em http://www.crq4.org.br/downloads/tec_cachaca.pdf. Consulta em 23/01/2012.
  9. a b c d e f g h i j k l m n Bosqueiro, Angelo Cesar. Composição química da aguardente de cana-de-açúcar ao longo do processo de dupla destilação em alambique simples. Tese de mestrado. Piracicaba: Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”. Orientador Prof. Dr. André Ricardo Alcarde, 2010. 84 p.
  10. a b c d e f g Maia, Amazile Biagioni Ribeiro de Abreu e Campelo, Eduardo Antonio Pinto. Tecnologia da cachaça de alambique. Belo Horizonte: Sebrae/MG; Sindbebidas, 2005. 129p.
  11. Luz, Pedro Henrique de Cerqueira. Novas tecnologias no uso da vinhaça e alguns aspectos legais. 5 e 10 de junho de 2005. Disponível em http://www.ipni.net/ppiweb/pbrazil.nsf/1c678d0ba742019483256e19004af5b8/6d4452a7dc2e1483032570d8003f1509/$FILE/Anais%20Pedro%20Henrique%20de%20C%20Luz.pdf. Consulta 31/01/2012.
  12. Diretoria de Política Agrícola e Informações Superintendência de Informações do Agronegócio. A Geração Termoelétrica com a Queima do Bagaço de Cana-de-Açúcar no Brasil - Análise do Desempenho da Safra 2009-2010. Março de 2011. Técnico responsável: Ângelo Bressan Filho. Disponível em http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/11_05_05_15_45_40_geracao_termo_baixa_res..pdf. Consulta em 27/01/2012.
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  14. Freitas, Ana Luiza. Projeto utiliza coco na remoção de poluentes de água. 26/09/2011. Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo. Disponível em http://www.fapes.es.gov.br/default.asp. Consulta 30/01/2012.
  15. Menezes, Cristiano Ragagnin; Ilva, Isis Serrano e Durrant, Lucia Regina. Bagaço de cana: fonte para produção de enzimas ligninocelulolíticas. Estudos Tecnológicos - Vol. 5, n° 1:68-78 (jan/abr 2009) doi: 10.4013/ete.2009.51.05. ISSN 1808-7310. Disponível em http://www.estudostecnologicos.unisinos.br/pdfs/106.pdf. Consulta 30/12/2012.
  16. Webioenergias. Bagaço de cana pode substituir areia na construção civil. 06/02/2011. Disponível em http://www.webioenergias.com.br/noticias/biocombustiveis/779/bagaco-de-cana-pode-substituir-areia-na-construcao-civil.html. Consulta 30/01/2012.
  17. PatentesOnline.com.br. Luminária de bagaço de cana e madeira reciclados. Disponível em http://www.patentesonline.com.br/luminaria-de-bagaco-de-cana-e-madeira-reciclados-96822.html. Consulta 30/01/2012.
  18. Barbieri, Romulo Heitor Tozi e Barcelos, Iatahanderson de Souza. Produção de fertilizante orgânico a partir do bagaço de cana-de-açúcar: Uma alternativa para o gerenciamento do resíduo oriundo de indústrias sucroalcooleiras. Disponível em http://www.cobeqic2009.feq.ufu.br/uploads/media/110919171.pdf. Consulta 30/01/2012.
  19. Meurer,Fernanda Medeiros; Barbosa, Cristiane; Zonetti, Patrícia Da Costa e Munhoz, Roxelle Ethienne Ferreira. Avaliação do uso de bagaço de cana-de-açúcar como substrato no cultivo de mudas de orquídeas. SaBios: Rev. Saúde e Biol., v.3, n.2, p.45-50. Disponível em http://revista.grupointegrado.br/revista/index.php/sabios2/article/viewFile/130/49. Consulta 30/01/2012
  20. Tecnologia Verde. Bagaço da cana-de-açúcar é reaproveitado para a fabricação de cimento. Postado em 13/12/2010 às 11h38. Disponível em http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/1653/bagaco_da_canadeacucar_e_reaproveitado_para_a_fabricacao_de_cimento/. Consulta em 29/012012.
  21. Reynol, Fábio. Bagaço de cana vira matéria-prima para etanol de segunda geração. 06/01/2010. Disponível em http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bagaco-cana-vira-materia-prima-etanol-segunda-geracao&id=010115100106. Consulta 29/01/2012.
  22. Battistelle, Rosane Aparecida Gomes, Marcílio, Carolina e Lahr, Francisco Antonio Rocco. Emprego do bagaço de cana-de-açúcar (Saccharum officinarum) e das folhas caulinares do bambu da espécie Dendrocalamus giganteus na produção de chapas de partículas. Minerva, 5(3): 297-305. Disponível em http://www.fipai.org.br/Minerva%2005(03)%2009.pdf. Consulta em 29/01*2012.
  23. Quirino, Waldir Ferreira. Briquetagem de resíduos ligno-celulósicos. Disponível em http://www.funtecg.org.br/arquivos/briquetagem.pdf. Consulta 27/01/2012.
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  26. Fernandes, Fernando e Silva, Sandra Márcia Cesário Pereira da. Compostagem de resíduos agroindustriais utilizando tecnologia de compostagem de baixo custo. 19o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental III – 005. Disponível em http://www.bvsde.paho.org/bvsacd/abes97/custo.pdf. Consulta 01/02/2012
  27. Pereira, Thaís Johnson. Estudo da utilização de vinhaça no preparo da cuba e na fermentação alcoólica. Ribeirão Preto, 2009. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Tecnologia Ambiental do Centro de Ciências Exatas, Naturais e Tecnologias da Universidade de Ribeirão Preto, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Mestre em Tecnologia Ambiental. Disponível em http://www.unaerp.br/index2.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=621&Itemid=1. Consulta 31/01/2012.
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  33. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: Regulamento Técnico para Fixação dos Padrões de Identidade e Qualidade para Aguardente de Cana e para Cachaça, acessado em 01 de junho de 2012
  34. a b Novo, Manoel Agostinho Lima. Viagem ao mundo da cachaça. São Paulo: Newbook, 2011. 264p. ISBN 9788589275255.

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  • Cabral, Germana; Sampaio, Giovana e Castello, José. Ypióca 160 anos – A Saga de uma família. A história de uma paixão. O segredo de uma lenda. ITC Garamond e Formata; Gráfica Santa Marta, 2006. 156p.
  • Calazans, José. Cachaça, moça branca.' Salvador: Livraria Progresso Editora, 1951. 112p.
  • Câmara, Marcelo. Cachaça - prazer brasileiro.' Rio de Janeiro: Mauad Editora, 2004. 143p. ISBN 8574781363.
  • Câmara, Marcelo. Cachaças - Bebendo e aprendendo: guia prático de degustação. Rio de Janeiro, 2006. 192p. ISBN 8574781622.
  • Carvalheira, Octávio Pinto. A nossa cachaça. São Paulo: Edição do autor, 2006. 208p.
  • Carvalho, Murilo e Silvestre, P. Silva. Cachaça, uma alegre história brasileira. São Paulo: Caninha 51 Indústria e Comércio de Bebidas, 1988. 157p. ISBN 8585174013.
  • Cascudo, Luís da Câmara. Prelúdio da cachaça. São Paulo: Global, 2006. 86p. ISBN 8526010786.
  • Cavalcante, Messias Soares. A verdadeira história da cachaça. São Paulo: Sá Editora, 2011. 608p. ISBN 9788588193628.
  • Cavalcante, Messias Soares. Todos os nomes da cachaça. São Paulo: Sá Editora, 2011. 392p. ISBN 9788588193895.
  • Costa, Luiz Edmundo M. M. Cachaça, suor de alambique - sua história, sua técnica, seu folclore. Alagoas: Edição do autor. 1987. 173p.
  • Crispim, Jack Eliseu. Manual de produção de aguardente de qualidade. Guaiba: Agropecuária. 2000. 333p. ISBN 8585347694.
  • Feijó, Atenéa e Maciel, Engels. Cachaça artesanal: do alambique à mesa. Rio de Janeiro: Ed. Senac Nacional, 2002. 112p. ISBN 8574580953.
  • Figueiredo, Fernando et all. Cachaça - alquimia brasileira. Rio de Janeiro: 19 Design Editora Ltda, 2005. 124p.
  • Figueiredo, Renato. Estava no seu nariz, mas você não viu: Descubra por que a cachaça brasileira pode ser muito mais suave e saborosa do que você imagina. São José dos Campos: Edição do autor, 2011. 125p. ISBN 9788591184804.
  • Figueiredo Filho, Hercílio B. et all. Recomendações de controle ambiental para produção de cachaça. Vitória: SEBRAE/ES, 2001. 48p.
  • Gravatá, Carlos Eduardo S. Almanaque da cachaça. Belo Horizonte: Edição do autor, 1990. 159p.
  • Gravatá, Carlos Eduardo S. Manual da cachaça artesanal. Belo Horizonte: Uma Editoria, 1999. 4ª edição. 104p.
  • Leite, José Sobreira. Ypióca 1846-1996 - sua história, minha vida. Fortaleza: Gráfica Editora Tiprogresso, 2ª ed. 2001. 84p.
  • Maia, Amazile Biagioni Ribeiro de Abreu e Campelo, Eduardo Antonio Pinto. Tecnologia da cachaça de alambique. Belo Horizonte: Sebrae/MG; Sindbebidas, 2005. 129p.
  • Maior, Mário Souto. Cachaça. Recife: Instituto do Açúcar e do Álcool - Coleção Canavieira nº 3, 1971. 203p.
  • Maior, Mário Souto. Dicionário folclórico da cachaça. Recife: Fundação Joaquim Nabuco; Editora Massangana, 2004. 144p.
  • Morais, Pedro Ferrer. República da cachaça. Vitória de Santo Antão. Engarrafamento Pitú Ltda; Pedro Humberto Ferrer de Morais, 2010. 210p. ISBN 9788590832713.
  • Novo, Manoel Agostinho Lima. Viagem ao mundo da cachaça. São Paulo: Newbook, 2011. 264p. ISBN 9788589275255.
  • Pires, Antonio Carlos Rabelo. Cachaça: análise de um empreendimento. Recife: Sebrae/PE, 2011. 76p. ISBN 8588135086.
  • Sales, Antônio Claret. O agronegócio da cachaça: um diagnóstico da realidade brasileira. Lavras: UFLA, 2006. 57p.
  • Santiago, Roberto Carlos Morais. O mito da cachaça Havana - Anísio Santiago. Belo Horizonte: Cuatiara, 2006. 292p. ISBN 8585319380.
  • Trindade, Alessandra Garcia. Cachaça: um amor brasileiro. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2006. 165p. ISBN 8506048133.
  • Ventura, Sandra e Giraldez, Ricardo. Cachaça - Cultura e prazer do Brasil. São Paulo: Damara Editora Ltda, 2006. 193p. ISBN 8390685209.
  • Villela, Francisco. Ave, cachaça! Nascimento, vida, reza & glória. Brasília: Edição do autor, 2008. 104p. ISBN 9788590827603.
  • Weimann, Erwin. Cachaça - A bebida brasileira. São Paulo, Editora Terceiro Nome, 2006. 151p.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]