Cachoeirinha (distrito de São Paulo)

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Distrito paulistano de
Cachoeirinha
Área 13,3 km²
População (23°) 157.408 hab. (2010)
Densidade 118,35 hab/ha
Renda média R$ 874,21
IDH 0,802 - elevado (71°)
Subprefeitura Casa Verde
Região Administrativa Norte
Área Geográfica 2 (Norte)
Distritos de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg

Cachoeirinha é um distrito localizado na zona norte do município de São Paulo. Também é conhecido como Vila Nova Cachoeirinha (nome de um bairro do distrito), nome que foi posteriormente abreviado no uso popular.

História[editar | editar código-fonte]

A região da Cachoeirinha tem sua data de aniversário oficial no dia 5 de agosto de 1933 – a mesma da fundação da Associação Nipo Brasileira, a primeira organização popular local e que foi criada por antigos donos de chácaras, de origem nipônica, com o objetivo de organizar e unir a população local e preservar a sua cultura.

Cachoeira[editar | editar código-fonte]

A história de um bairro revela aspectos interessantes e elucidativos que explicam a atualidade. O nome da Cachoeirinha, por exemplo, deve-se ao fato de ter existido uma cachoeira que foi soterrada para dar passagem à avenida Inajar de Souza, e que servia como área de lazer e de piquenique para os moradores.

Riacho[editar | editar código-fonte]

Moradores antigos consultados lembraram que existia, onde é hoje o Largo do Japonês, um riacho que desembocava mais à frente, onde hoje passa a avenida Inajar de Souza (córrego Cabuçu). "Perto da Maternidade existiam lagos e a Cachoeirinha, que atraía muita gente nos finais de semana".

Primeiro loteamento[editar | editar código-fonte]

O primeiro loteamento da Cachoeirinha teve início em junho de 1941. Um dos primeiros terrenos vendidos foi o da esquina das hoje denominadas avenidas Deputado Emílio Carlos e Imirim, mas já havia por ali um núcleo de moradores, arrendatários e trabalhadores das chácaras, que plantavam batatas e hortaliças.

Comércio e serviços[editar | editar código-fonte]

Classes Sociais[1]
Classe A
1%
Classe B
26%
Classe C
63%
Classe D
9%
Classe E
1%

Por volta de 1944 nasceu no Largo do Japonês a primeira casa comercial do bairro, e pertencente à família de imigrantes Sugiyama. Outra antiga "venda", como eram conhecidos os mercadinhos daquela época, foi a de Shigheioshi Otiai, no largo da Parada (onde funcionou o Supermercado Otiai).Próximo ao Largo do Japonês. o bairro viu surgir também a primeira loja da rede Marabraz, da família Fares. A esta mesma família, pertence também a Clínica Fares. Na mesma região estão presentes ainda, lojas de grandes redes, como Casas Bahia, Extra Eletro, Magazine Luiza e Besni e lanchonetes das redes McDonald's e Habib's. Indo em direção ao Horto Florestal há ainda o Hipermercado Andorinha. Acompanhando toda movimentação do comércio local, o bairro é servido por cerca de dez agências bancárias.


Na saúde pública, a região é atendida pelo Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha e pelo Hospital Municipal Maternidade Escola. Fundado em 1972, o Hospital Maternidade-Escola de Vila Nova Cachoeirinha é considerado referência nacional no atendimento à Saúde da Mulher, da Gestante e do Recém Nascido de Alto Risco, atendendo uma média de 3.700 pacientes por mês.

Nipônicos[editar | editar código-fonte]

A região da Cachoeirinha tem forte ligação com a colônia japonesa, ali presente bem antes de o bairro ser loteado. Só a Associação Cultura Esportiva Nipo Brasileira, sediada na Avenida Penha brasil, tem 67 anos de atividades. Foi fundada em 1933, pelas famílias Otiai, Fujihara, Okuyama, Tabusi, Oshimoto, Omae, Tanaka, Yoshita, Kodato, Sato, Ishimoto e Fumura. O primeiro presidente foi Kishi Sodato, tendo como vice Okuyama Shogoro.

Há 13 anos foi reunido no Clube Nipo-Brasileiro pelo editor deste jornal, Célio Pires, seis filhos dos imigrantes japoneses pioneiros. Noriyochi Fukuiya, Sozi Omae, Tyoki Yara, Takeyoshi Yamashita, Nelson Otiai e Schigueyoshi Yamashita. Eles lembraram o tempo de criança, quando a Vila Nova Cachoeirinha "era só mato" e eles tinham que ir a pé até o bairro do Limão para estudar.

"Eram mais de cinco quilômetros para ir e outro tanto para voltar, todos os dias, e a gente tinha a idade de oito anos, não havia outra opção", lembrou Kozi Omae.

Durante a época da Segunda Guerra Mundial, os pequenos japoneses eram perseguidos e xingados por outras crianças no caminho, enfrentando a ignorância e o preconceito existente então contra "japoneses". Tyoki Yara disse que agora a situação é outra, "é reconhecido o valor dos japoneses e essa é a nossa pátria, não tem outra".

Todos eles fizeram questão de destacar as dificuldades sofridas por suas famílias nos primeiros anos de Brasil e a obstinação dos imigrantes pelo trabalho e pela ordem. A força de vontade foi tão grande, disse Tyoki Yara, "que não existia nenhum analfabeto entre os filhos dos imigrantes, apesar de termos que andar mais de 10 quilômetros diários para irmos á escola".

Noriyochi Fukuiya, que na época era presidente da Associação Nipo-Brasileira, disse que o clube levava adiante as propostas iniciais dos fundadores e antecessores: a preservação da cultura tradicional japonesa, através de atividades culturais e esportivas, como ensino do idioma japonês, formação de equipes de vôlei, futebol de salão, tênis de mesa e judô.

A associação foi fundada em 1933 e a nova sede tem dois andares, com 530 m² de área construída; foi inaugurada em 1985, durante a gestão de Kozi Omae, filho de Gunzaburo Omae, um dos fundadores.

Crescimento urbano[editar | editar código-fonte]

Atualmente, o bairro apresenta um forte crescimento na atividade econômica, tendo atraído a presença de grandes redes varejistas como Casas Bahia, Magazine Luiza e Besni, assim como bancos e financeiras, além de já contar com a presença do Supermercado Andorinha (que também abriga um shopping center) e redes de fast-food como o Mc Donalds e Giraffas. Devido a essas facilidades em comércios e serviços, o bairro tem atraído também vários empreendimentos imobiliários nos últimos anos, o que tem contribuído para a verticalização da região, fenômeno este que já havia sido observado décadas atrás em outros bairros mais tradicionais de São Paulo.

Embora o crescimento tenha trazido uma melhora no perfil sócio econômico dos moradores da Vila Nova Cachoeirinha, por outro lado tem sido uma das razões do aumento no tráfego de veículos na região, tornando frequentes os congestionamentos em horários de pico, sobretudo na Av. Parada Pinto e nos cruzamentos com outras vias importantes, como por exemplo as Av. Conselheiro Moreira de Barros, Rua Domingos José Sapienza, Rua Said Saad; estas ruas são rotas importantes de ônibus dos moradores que sai ou se dirige ao Jardim Pery, Cohab Antartica, Pedra Branca e outras localidades mais próximas a Serra da Cantareira.

O crescimento populacional do bairro, aliado à oferta de serviços e comércios do Largo do Japonês, também tem sido um dos responsáveis pelo aumento do fluxo de pedestres e consequente demanda por serviços de transportes. Atualmente, tal demanda é atendida nos limites da capacidade em horários de pico pelo Terminal V.N.Cachoeirinha.

Metrô[editar | editar código-fonte]

Dentre os planos de expansão do Metrô, foi apresentado na gestão do governador José Serra um plano para construção de uma nova linha de Metrô, partindo da Vila Nova Cachoeirinha em direção ao bairro da Lapa, fazendo interligações com estações da CPTM e outras linhas metroviárias. O projeto inicial previa a utilização de veículos do tipo Monotrilho, que circulariam em trilhos aéreos a serem construídos sobre a Av. Inajar de Souza. Na ocasião de seu anúncio, havia a expectativa da entrega até 2014, ano em que o Brasil sediará a [[Copa do Mundo FIFA|Copa do Mundo].[2]

No entanto, com a entrada do governador Geraldo Alckmin, tal projeto foi abandonado e novos estudos foram contratados para três novas linhas na zona norte além da linha 6 que ligará a Brasilândia à S.Joaquim.[3] Em uma delas, a futura linha 16, são previstas estações para ligar a região da Vila Nova Cachoeirinha ao Ipiranga, via Casa Verde e Luz. As outras duas são a linha 19, que deve passar pela Vila Maria, ligando Guarulhos até Campo Belo na zona sul, e a linha 23, que deve ligar a Lapa à Rodovia Presidente Dutra, cruzando a Zona Norte paralelamente à Marginal Tietê. No momento, as licitações foram abertas para os projetos iniciais e não há previsão para o início das obras, mas sabe-se que deve demorar.

Evolução demográfica do distrito de Cachoeirinha [4]

Lazer e cultura[editar | editar código-fonte]

O bairro tem como vizinho o Parque Estadual Alberto Löfgren, mais conhecido como Horto Florestal. Apesar de localizado em área urbana, o parque mantém extensas áreas de Mata Atlântica, constituindo uma importante referência para a população da Zona Norte da Capital. A biodiversidade do parque é rica e representativa, possui importantes coleções arbóreas e inúmeras espécies exóticas como eucalipto, pinheiro-do-brejo com suas raízes esculturais (algumas centenárias) e nativas como o pau-brasil, carvalho-nacional, pau-ferro, jatobá entre outras. É comum observar bandos de tucanos, maritacas, jacus, capivaras, esquilos, bugios, macacos-prego, garças, socó, mergulhões. Há lagos e bicas d’água potável que brotam de seu solo, além de belas alamedas, oferecendo ao visitante um acolhedor espaço para práticas esportivas, piqueniques ou uma simples caminhada, respirando ar puro, ao som de pássaros e cigarras.

Na parte cultural, há o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, localizado na av. Deputado Emílio Carlos, próximo ao Largo do Japonês. Inaugurado em 27 de março de 2006, e sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura, é o maior centro público dedicado aos interesses da juventude paulistana. São 8.000 metros quadrados de arquitetura moderna e arejada, reunindo biblioteca, anfiteatro, teatro de arena, sala de projetos, Internet Livre em banda larga, laboratório de idiomas, laboratório de pesquisas, estúdio para gravações musicais, ilhas de edição de vídeo e de áudio, ateliê de artes plásticas, sala de oficinas e galeria para exposições, além de uma ampla área de convivência.

Na esquina da rua Franklin do Amaral com a av. Conselheiro Moreira de Barros, ao lado da torre de água da Sabesp, foi criada em 2012 a Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha, sob responsabilidade da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

Principais vias[editar | editar código-fonte]

As avenidas Deputado Emílio Carlos, Parada Pinto, Inajar de Souza e Imirim são as artérias principais da Cachoeirinha. também para a famosa praça que é conhecida na região como Largo do Japonês, que até então era oficialmente denominada Praça Manuel da Costa Negreiros.

Na Avenida Deputado Emílio Carlos estão: o Hospital de Vila Nova Cachoeirinha, do Estado, e a Maternidade-Escola municipal, pontos referenciais da população, assim como o cemitério municipal e o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso.


Na Avenida Parada Pinto concentram-se o centro bancário e o comércio, do pequeno bazar até grandes supermercados, como o Andorinha, que também abriu na expansão do seu terreno um shopping, que contém lojas de grandes redes.

Na avenida Inajar de Souza, a mais nova das vias principais, o é onde está o corredor e o terminal de ônibus Terminal Vila Nova Cachoeirinha, é principal saída para o centro da capita; inaugurados na gestão de Luiza Erundina, mas que ainda não atendem com eficiência a grande demanda de todas os bairros e municípios próximos.[carece de fontes?]

A Avenida Imirim é outra via eminentemente comercial e principal ligação entre a Cachoeirinha e o metrô em Santana.

Vista Panorâmica da Região[editar | editar código-fonte]

Vista a partir da Vila Brasilândia.

Referências

  • Jornal Freguesia News/Santana News/Folha do Limão - 6 de agosto de 2000

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Destaque destaque