Cafuzo

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Representação de uma criança cafuza na "Pintura das Castas", do Vice-Reino da Nova Espanha, no século 18. A pintura ilustra: "De um negro e uma índia sai um lobo", que é sinônimo para cafuzo.

Cafuzo, caburé, cafuz, carafuz e carafuzo[1] são designações dadas no Brasil aos indivíduos resultantes da miscigenação entre índios e negros africanos ou seus descendentes.[2] [3] Suas características físicas são tão variadas quanto as de filhos de quaisquer uniões inter-raciais, mas, em geral, têm pele escura, cabelos lisos e grossos e lábios carnudos.[4]

Oficialmente, os cafuzos representam uma minoria importante nos países da América Central e do noroeste da América do Sul, como Colômbia, Venezuela, Guianas, Honduras e Belize.[5] Em muitas regiões do Brasil, são muito comuns, como no Maranhão, na Bahia e em algumas regiões do Pará e do Amapá, estados nos quais são também conhecidos como taioca, cafuçu e cariboca.[6] Noutros países da América Latina, são denominados zambo (Colômbia), lobo (México) e garifuna (Honduras, Belize e Guatemala).[5] Em Angola e Moçambique, o termo designa um "mulato escuro de cabelos lisos e espessos".[3]

Em alguns países da América hispanófona, o filho de um ameríndio com um cafuzo é denominado cambujo.[7]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Caburé" procede do tupi kabu'ré.[8] "Cafuzo", "cafuz", "carafuz" e "carafuzo" podem proceder de "cara fusca".[9]

Busto de Jimi Hendrix na Polônia. Um cafuzo mundialmente conhecido.

Cafuzos famosos[editar | editar código-fonte]

Os cantores Jimi Hendrix e Tina Turner, o ex-presidente Hugo Chávez, o músico violonista Robson Miguel e a atriz e modelo Suyane Moreira são alguns cafuzos publicamente conhecidos.[10] [11] [12]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 312.
  2. "Cafuzo" Moderno Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa. Visitado em 27 de junho de 2009.
  3. a b Redação (2009). Cafuzo Dicionário Caldas Aulete. Visitado em 27 de dezembro de 2013.
  4. Nei Lopes. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. [S.l.]: Selo Negro, 2004. 715 pp. ISBN 85-87478-21-4.
  5. a b K. Stevens (2000). Garifuna Cultural History Stanford Center for Latin American Studies. Visitado em 27 de dezembro de 2013.
  6. Arthur Ramos, Waldir Freitas Oliveira. A mestiçagem no Brasil. [S.l.]: UFAL, 2004. 179 pp. ISBN 8571771812.
  7. Manuel Payno. The Bandits from Río Frío: A Naturalistic and Humorous Novel of Customs, Crimes, and Horrors. [S.l.]: Wheatmark, Inc., 2007. 644 pp. ISBN 1587368234.
  8. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 304.
  9. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 347.
  10. Editores (2010). Born Again Indian The Free Library. Visitado em 27 de dezembro de 2013.
  11. Edwin Paladino (12 de março de 2001). Iracema Fashion Istoé Gente. Visitado em 27 de dezembro de 2013.
  12. Robson Miguel. Robson Miguel Robson Miguel. Visitado em 11 de janeiro de 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]


Ligações externas[editar | editar código-fonte]