Caiapônia

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Município de Caiapônia
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 29 de julho
Fundação 1873
Gentílico caiaponiense
Prefeito(a) Argemiro Rodrigues Santos Neto (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Caiapônia
Localização de Caiapônia em Goiás
Caiapônia está localizado em: Brasil
Caiapônia
Localização de Caiapônia no Brasil
16° 57' 25" S 51° 48' 36" O16° 57' 25" S 51° 48' 36" O
Unidade federativa  Goiás
Mesorregião Sul Goiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Sudoeste de Goiás IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Jataí, Rio Verde, Mineiros, Doverlândia, Montividiu, Bom Jardim de Goiás e Perolândia
Distância até a capital 318 km
Características geográficas
Área 8 653,189 km² [2]
População 16 734 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 1,93 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,693 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 237 892,182 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 14 508,27 IBGE/2008[5]
Página oficial

Caiapônia é um município brasileiro do estado de Goiás.

História[editar | editar código-fonte]

luis Carlos Prestes, retratado por Jorge Amado como "O Cavaleiro da esperança", comemorou o 2° aniversário do movimento popular conhecido como "A Coluna Prestes", no município de Caiapônia. Dizem que Cristiano de Castro, que era um respeitado professor conhecido por sempre andar descalço, esteve presente ao evento. Em outro tempo foi chamada de Torres do Rio Bonito, recebeu o nome de Caiapônia por um decreto do governador. Havia (e ainda há), um município chamado "Rio Bonito" no estado do Rio de Janeiro. Já o antigo saguão do aeroporto do município era uma construção simples, quase rustica. Um velho cata-vento de latão era visto no alto de um mastro de madeira juntamento com o que restava do tecido do aparato, já quase que totalmente deteriorado pelo tempo. Devido à desativação dos voos regulares, o lugar foi esquecido e abandonado. Serviu de abrigo à alguns sem teto que ali se reuniam a beber cachaça e consumir outros tipos de drogas o dia todo. Uma edificação que lembrava bem a época dourada desse pequeno município. Houve os que defenderam sua revitalização e a implantação ali de um museu que guardasse um pouco da história desse lugar e desse povo tão peculiar. Entretanto, com a onda de construções de casas populares o lugar foi demolido em alguns minutos com a ajuda de uma pá mecânica. Ao mesmo tempo, o município que hoje poderia ter o status de 'cidade histórica', tal como Pirenópolis, Cidade de Goias e outros municípios do estado, demolia sua última edificação de inquestionável valor histórico. Predio este construído pelo então presidente da República Federativa do Brasil, Getulio Dorneles Vargas, o preio e área do antigo aeroporto de Caiapônia pertencem a Via Aérea Nacional. Aquela obra foi construída pela Fundação Brasil Central, que tinha base em Caiapônia, na ocasião da tão afamada Marcha Para o Oeste. Restam ainda na cidade talvez 5 construções com algum valor de época, que podem ser demolidas ou remodeladas a qualquer momento, pela sede e impeto do progresso.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2010 era de 16.757 habitantes. Fonte: IBGE,2010.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O município é conhecido pelas inúmeras cachoeiras, como exemplo a Cachoeira de São Domingos, Cachoeira da Jalapa, Cachoeira da Samambaia, ´´Cachoeira do Sereno``,´´Cachoeira da Abóbora``,´´Cachoeira do Rio Verdão``,´´Cachoeira do Rio Bonito``,´´Cachoeira da Santa Márcia``,´´Cachoeira do Pântano``entre muitas outras.

Outra atração turistica são os morros, como o Morro do Gigante e Morro do Peão tendo também varias serras(Uma ótima opção para aventuras). No centro urbano a maior atração é o lago dos Buritis, onde se realiza todas as festas da cidade, como carnaval(Zé Pereira), festa de maio (Barraquinhas), além de outras atrações turísticas. É um município centenário, chegando inclusive a ser linha de rota da Fundação Brasil Central. Seu patrimônio histórico entretanto, foi quase que totalmente destruído, não restando quase nada das antigas edificações do lugar.

Economia[editar | editar código-fonte]

Tem uma importante fonte de recursos na pecuária, sendo o município detentor do 3° maior rebanho bovino do Estado com 415.000 Cabeças, perdendo somente para Nova Crixás (690.665 cabeças); São Miguel do Araguaia (483.000 cabeças). A cidade que viveu estagnada durante os anos 1970 e 80, passou por um processo de reforma administrativa em meados dos anos 1990, experimentando um salto de desenvolvimento, na administração de Antônio Lary, no período de 1997 a 2004 o que na verdade aliviou de certa forma os efeitos de algumas administrações mal sucedidas.

Politica e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Berço de renomados políticos, poucas vezes foi administrada por intelectuais. A frente do destino deste município quase sempre estiveram interesses da elite predominantemente rural. Atualmente sua população passa por um processo de reeducação política em parte causado por uma explicita ausência de alternância dos que exercem o poder em suas diversas formas. Tem o território amplo e rico em água e outros recursos naturais. João Eduardo de Rezende, caiaponiense, lançou candidatura a presidência da república pelo PMDB em 2006, mesmo a revelia do partido. Declarou que gastaria 100.000 (cem milhões de reais) na campanha. teve a candidatura impugnada pelo ministerio público.

Particularidades[editar | editar código-fonte]

Existe nesse lugar, a partir do centro comercial da cidade, uma rua pela qual tradicionalmente, os moradores deste centenário município realizam os cortejos fúnebres em direção a um dos cemitérios locais. Trata-se de uma rua de movimento mediano, originalmente coberta de pedras, recortadas e encaixadas à custa de muito labor dos operários de tempos passados. Obviamente é uma via cheia de simbolismos e os sentimentos empregnados nas edificações do percurso, expressam todo um tom bucólico, poético e belo. O lugar parece assumir um tipo de personalidade; afinal, por ali carregaram e foram carregados em cortejo, vários cidadãos em estados de dor, consternação e descanso, rumo ao campo santo, situado um pouco mais abaixo, em outro lugar da cidade.

O nome desse rua: Rua da Saudade.

Em meados dos anos 1990, substituiram todas as pedras que revestiam a histórica rua, por asfalto. E em 2008 mudaram o nome da rua.

A histórica "Torres do Rio Bonito", tem destrido sua memória e mutilado suas raízes de maneira impressionante e sistemática.

O progresso de uma comunidade, mira alvos mais elevados que a simples produção de bens e meios de consumo. Um povo que encontra o caminho do verdadeiro progredir, entende os valores implícitos nos diversos tipos de relacionamento, bem como os vestígios antepassados, onde se guardam de maneira particular, experiências e saberes importantes à construção sóbria, de um futuro sustentável.

Rua da Saudade

“Enquanto os sinos da Matriz dobravam uma última vez, ao que seguia carregado por amigos e parentes em luto, uma leve brisa molhava as pedras da Avenida Araguaia. Logo as casas e o comércio em volta, ainda de portas cerradas, se enchiam de dor. O silêncio era profundo mesmo quando botas, tamancos e chinelos se arrastavam. Seguiam assim, pela Rua da Saudade, onde logo deixariam em nova morada, mais um dos seus...”

fonte: *Letras e Torres do Rio Bonito

  • Grupo de 6 textos sobre a histórica Torres do Rio Bonito, ainda não publicado.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 31 de julho de 2013.
  5. a b Predefinição:Www.folhadecaiaponia.com.br
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