Caio Flamínio

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Circus Flaminius. Desenho de Bartoli, 1699

Caio Flamínio Nepos (em latim Gaius Flaminius Nepos; ? — 217 a.C.) foi um político e cônsul da República Romana no século III a.C..

Biografia[editar | editar código-fonte]

Principal responsável pela expansão romana no norte da península Itálica, [1] Flamínio destacou-se como o primeiro líder a desafiar a aristocracia patrícia, concentrada no Senado, 150 anos antes das lutas sociais travadas pelos irmãos Graco (133 a.C.) O prestígio que gozava junto aos plebeus, garantiu-lhe uma carreira de sucesso e a conquista de posições importantes na República, mas atraiu-lhe a hostilidade dos senadores que, sobretudo após sua morte, procuraram denegrir sua memória, acusando-o de demagogo e irresponsável.[1]

O primeiro sucesso de Flamínio ocorreu em 223 a.C., quando se tornou Tribuno da Plebe e fez aprovar a distribuição de terras públicas em Rimini (Ariminium), para famílias pobres, cujas fazendas se haviam arruinado durante a Primeira Guerra Púnica.

Tendo governado a Sicília (227 a.C.), elegeu-se cônsul (223 a.C.), junto com Públio Fúrio Filuseu. No cargo, atacou os gauleses que viviam ao sul do rio Pó (Gália Cisalpina). Depois, cruzando o rio, venceu os ínsubres, conquistando o Vale de Clesis (Venécia) e Milão (Mediolano), cujos habitantes nativos submeteram-se ao domínio de Roma. Essas vitórias garantiram-lhe as honras de um triunfo, apesar da oposição dos optimates do Senado.

Elegendo-se censor, em 220 a.C., Flamínio realizou as seguintes obras:

Sua popularidade cresceu mais ainda quando, em 218 a.C., apoiou a proposição do tribuno Quinto Cláudio, que proibia aos senadores dedicarem-se a qualquer negócio comercial. Obviamente, isso lhe granjeou maior hostilidade da aristocracia senatorial.

Em 217 a.C., Flamínio foi novamente eleito cônsul (com Cneu Servílio Gêmino) e marchou à frente de suas legiões para enfrentar Aníbal, que havia invadido a península Itálica.

Atraído para uma armadilha engendrada pelo general cartaginês, ele e a maioria do exército romano pereceram na batalha travada às margens do Lago Trasimeno. Seu corpo, em meio aos 15 mil legionários que tombaram na batalha, jamais foi encontrado.

Referências

  1. a b Diana Bowder, Quem foi quem na Roma Antiga, Art Editora Ltda/Círculo do Livro S.A., São Paulo, SP, 1980, 122
  • Diana Bowder, Quem foi quem na Roma Antiga, Art Editora Ltda/Círculo do Livro S.A., São Paulo, SP,1980.
  • Enciclopédia Universal Ilustrada Europeo-Americana, Tomo XXIV, Edit.Espasa-Calpe S/A, Madrid
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