Caio Terêncio Varrão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Caio Terêncio Varrão (em latim Caius Terentius Varro) foi um militar e cônsul romano do século III a.C.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Varrão foi pretor em 218 a.C. e procônsul em Piceno, de 215 a 213 a.C.. Entre 208207 a.C., como propretor na Etrúria, lutou contra o irmão de Aníbal, Asdrúbal.

Eleito cônsul em 216 a.C., comandou, com seu colega consular, Lúcio Emílio Paulo, as forças romanas que enfrentaram Aníbal na Batalha de Canas. Nessa batalha, Roma sofreu sua mais dura derrota na Segunda Guerra Púnica, tendo o cônsul Emílio perdido a vida. Varrão escapou da morte retirando-se para Venúsia, trinta milhas adiante, junto com um pequeno grupo de cavaleiros aliados. O historiador Políbio, que o responsabiliza pelo desastre romano, diz que "ele desgraçou a si mesmo com tal fuga" e que "o exercício do seu mandato tinha sido o menos proveitoso possível para o seu país". Todavia, ao retornar a Roma, foi recebido festivamente pelo povo, que o congratulou por não ter perdido sua esperança na República.

Em 200 a.C., foi enviado como embaixador à África.

Revisão histórica[editar | editar código-fonte]

Tradicionalmente, Varrão tem sido apontado como o principal responsável pelo desastre de Canas, sobretudo pelo ataque romano ter sido deflagrado em seu dia de comando.

Todavia, historiadores modernos vêm promovendo uma revisão de sua imagem, observando que ela resulta dos escritos de Tito Lívio e Políbio, que ressaltam sua condição de plebeu, em contraposição ao patrício Emílio Paulo. Ademais, ao escrever a história da batalha, Lívio louvou-se em Políbio que, por seu turno, teve como principal informante o filho do cônsul patrício, Lúcio Emílio Paulo Macedônico. Observam também que, à época do acontecimento, Varrão não foi anatematizado pelo povo romano, antes pelo contrário, foi festejado ao retornar à cidade.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Cneu Servílio Gêmino, Caio Flamínio Nepote
e Marco Atílio Régulo
Cônsul da República Romana
com Lúcio Emílio Paulo
216 a.C.
Sucedido por
Tibério Semprônio Graco
e Lúcio Póstumo Albino