Caixa (instrumento musical)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo não cita fontes confiáveis e independentes (desde novembro de 2010). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
A Bateria
Drum set.svg

1 Prato de condução | 2 surdo | 3 Tom-tom

4 Bumbo | 5 Caixa | 6 Chimbau

Outros componentes

Prato de ataque | Prato chinês |
Pandeirola | Bloco sonoro | Caneca

Caixa, tarola, tarol, caixeta clara ou, na designação original em inglês, snare drum é um tipo de tambor bimembranofone composto por um corpo cilíndrico de pequena seção, com duas peles fixadas e tensionadas através de aros metálicos, uma esteira de metal, constituída por pequenas molas de arame colocada em contato com a pele inferior, que vibra através da ressonância produzida sempre que a pele superior é percutida, produzindo um som repicado, característico das marchas militares.

Popularmente, distingue-se o tarol da caixa pelo formato do corpo. O tarol tem geralmente uma distância menor das membranas, algo em torno dos 10cm, e a caixa pode ter acima de 15cm.

De uma maneira geral, e dependendo dos modelos, a esteira pode ser afastada da pele inferior através de uma alavanca, permitindo também a execução de ritmos sem a presença do som repicado.

Estilos musicais[editar | editar código-fonte]

Uma caixa de samba

A caixa teve a sua origem na europa do século XV, onde a sua utilização básica surgiu com a marcação de ritmos em marchas militares.

Atualmente seu uso se estendeu a praticamente todos os estilos musicais ocidentais, sendo elemento essencial na bateria, onde é usada geralmente na marcação dos contratempos ou na executação de células rítmicas ou exercícios musicais mais complexos.

Seu uso é freqüente no rock, pop e no jazz, sendo também presença habitual nas seções de percussão das orquestras.

O uso de estilos afro-brasileiros tem suas raízes nos desfiles militares portugueses, desempenhando seu papel principal nas marchas, batucadas, e outros estilos do carnaval, apesar de ser também incluída em diversas outras formas de música.

As caixas fazem parte integrante da escola de samba.

Execução[editar | editar código-fonte]

Músicos da Storyville Stompers Brass Band tocando caixas.

O percussionista executa a caixa munido de duas baquetas, geralmente de madeira ou com pequenas escovas, também designadas por vassourinhas.

Nas bandas de marchas ou desfiles, é hábito apoiar a caixa ao ombro ou à cintura do percussionista através de um talabarte (alça). Quando utilizada na bateria, é montada sobre um pedestal, geralmente, em forma de tripé.

Sons[editar | editar código-fonte]

Com esteira[editar | editar código-fonte]

O músico pode produzir vários tipos de sons. Com as esteiras encostadas à pele inferior o som é repicado e brilhante, como neste exemplo:

Sem esteira[editar | editar código-fonte]

Quando a esteira é solta através da alavanca, o som é brilhante (ressonante) mas sem a presença dos repiques:

Tocar no aro[editar | editar código-fonte]

O músico pode bater no aro metálico que fixa a pele, produzindo um som seco e metálico:

Abafando[editar | editar código-fonte]

É também possível utilizar um abafador que elimina totalmente a ressonância da pele inferior, tornando o som seco e curto.
(ainda sem exemplo disponível)

Vassourinhas[editar | editar código-fonte]

O som produzido muda drasticamente quando a caixa é tocada com o auxílio de vassourinhas. Neste caso os sons são mais suaves e o músico pode também raspar a pele produzindo um som de fricção. Este tipo de execução é muito comum no jazz.

(ainda sem exemplo disponível)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]