Califórnia da Canção Nativa
A Califórnia da Canção Nativa é um evento artístico musical que ocorre no Rio Grande do Sul desde 1971, considerada patrimônio cultural do Estado, sendo modelo de divulgação da música regional gaúcha. [1]
Ocorrendo durante o ano provas eliminatórias em diversas cidades gaúchas, e por fim, após a triagem de mais de 500 músicas[2], as finais ocorrem na cidade de Uruguaiana, fronteira oeste do Rio Grande do Sul, onde, conforme o grau de vitórias, é concebido o prêmio máximo: a Calhandra de Ouro.
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[editar] História
O evento surgiu em 1971 em meio aos anos de chumbo, reunindo as mais diversas variações musicais nativas do Rio Grande do Sul organizada pelo CTG Sinuelo do Pago e prefeitura municipal, ambos de Uruguaiana. Inicialmente, sua primeira edição não teve tanta repercussão porém, algumas edições tiveram mais de 60 mil pessoas[3] e atualmente é o maior evento cultural regional do Brasil.
Conforme Cícero Galeno Lopes, em artigo publicado no livro RS índio: cartografia sobre a produção do conhecimento, Leopoldo Rassier conseguiu pela censura prévia e cantar a música Tema de marcação, (poema de Luiz Coronel musicado por Marcos Aurélio Vasconcellos), no festival de 1975, através de uma ambiguidade entre dois personagens históricos: o lunar de Sepé Tiaraju e a estrela de Che Guevara, já que ambos lutaram por liberdade, tinham "uma estrela na testa" e foram "pra baixo desse chão"[4].
[editar] Composições vencedoras
- 1971 - Reflexão (Colmar Duarte e Júlio da Silva Filho)
- 1972 - Pedro Guará (Cláudio Boeira Garcia e José Cláudio Machado)
- 1973 - Canto de Morte de Gaudêncio Sete Luas (Luiz Coronel e Marco Vasconcelos)
- 1974 - Canção dos Arrozais (José Hilário Retamozzo)
- 1975 - Roda Canto (Aparício Silva Rillo e Mario Barbará)
- 1976 - Um Canto para o Dia (Ernani Amaro Oliveira)
- 1977 - Negro da Gaita (Gilberto Carvalho e Airton Pimentel)
- 1978 - Pássaro Perdido (Gilberto Carvalho e Marco Aurélio Vasconcelos)
- 1979 - Esquilador (Telmo de Lima Freitas)
- 1980 - Veterano (Antonio Augusto Ferreira e Everton dos Anjos Ferreira) - interpretado por Leopoldo Rassier
- 1981 - Desgarrados (Sérgio Napp e Mario Barbará)
- 1982 - Tertúlia (Leonardo)
- 1983 - Guri (João Batista Machado e Júlio Machado da Silva Neto)
- 1984 - O Grito dos Livres (José Fernando Gonzales)
- 1985 - Astro Aragano (Jerônimo Jardim)
- 1986 - Tropeiro do Futuro (Armando Vasquez e Adão Quintana Vieira)
- 1987 - Pampa Pietá (Dilan Camargo e Newton Bastos)
- 1988 - Toada de Mango (Mauro Ferreira e Elton Saldanha)
- 1989 - Mandala das Esporas (Vaine Darde e Elton Saldanha)
- 1990 - Mostra das Composições Antológicas dos Vinte Anos
- 1991 - Florêncio Guerra e seu Cavalo (Mauro Ferreiro e Luiz Carlos Borges)
- 1992 - O Minuano e o Poeta (Louro Simões e Clóvis de Souza)
- 1993 - Domador dos Sesmarias (Elmo de Freitas)
- 1994 - Milonga-me (Vinícius Brum)
- 1995 - Querências (Silvio Aymone Genro e Getúlio Rodrigues)
- 1996 - Canto e Reflexão para a Província (Sérgio Rojas)
- 1997 - O Forasteiro (Vinicius Brum, Mauro Ferreiro e Luiz Carlos Borges)
- 1998 - O Nada, (Rodrigo Bauer e Chico Saratt)
- 1999 - Poema Não Escrito (Tadeu Marfins e Lenin Nuñes)
(material extraído do Livro de Poemas Oficial da XXX Califórnia da Canção Nativa)
- 2001 - Rastros de Ausência (Adão Quevedo e Mauro Marques)
- 2002 - Feito o Carreto (Mauro Moraes)
[editar] Presidentes
- Henrique Dias de Freitas Lima - 1971 a 1973
- Colmar Pereira Duarte - 1974 a 1976
- Mauro Dante Aymone Lopes - 1977 a 1979
- Carlos Alberto da Rosa - 1980 a 1981
- Ricardo Pereira Duarte - 1982 a 1984
- Nelson José Pereira da Silva - 1985 a 1986
- Lourival Araújo Gonçalves - 1987 a 1989
- Mauro Dante Aymone Lopes - 1990
- Carlos Alberto da Rosa - 1991
- Luiz Machado Stabile - 1992
- José Mário Rodrigues de Freitas - 1993 a 1995
- José Antonio Marques Fagundes - 1996
- José Mário Rodrigues de Freitas - 1997 a 1998
- Lourival Araújo Gonçalves - 1999 a 2000