Cambuí (Campinas)

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A Rua Maria Monteiro é uma das principais ruas do Cambuí

Cambuí é o nome de um bairro nobre da Região Central do município de Campinas, no estado de São Paulo, no Brasil. Se estende desde a região da Via Norte-Sul até o Centro de Convivência. Possui uma infraestrutura bastante completa, com mercados, lojas, restaurantes, bares, hotéis, clubes, teatros etc. O Cambuí tem o Centro a oeste, o Bosque ao sul, o Taquaral ao norte, o Guanabara a noroeste, a Nova Campinas, o Jardim Planalto e a Chácara da Barra a leste.

O Cambuí também possui uma das mais altas rendas per capita da cidade. Nele, estão situados alguns dos imóveis mais caros de Campinas. As ruas do bairro, como, por exemplo, a Avenida Júlio de Mesquita, são mais arborizadas que as de outros bairros de Campinas.

História[editar | editar código-fonte]

A história do Cambuí começa junto com a própria história de Campinas. O lugar onde hoje se localiza a Praça 15 de Novembro (antigo Largo de Santa Cruz) foi um dos três descampados (ou campinhos, ou campinas) a partir dos quais o núcleo urbano de Campinas se formou, ainda no século XVIII. Um dos caminhos que ligavam dois desses campinhos (o do futuro Largo de Santa Cruz e o lugar onde, no futuro, seria construído o viaduto "Laurão") passava mais ou menos onde é a atual Rua Coronel Quirino. Ele era repleto dos arbustos denominados cambuís[1] , o que se tornou uma referência para a população, que passou a chamar a região de "cambuizal"[2] [3] .

Durante boa parte do século XIX, a região serviu de moradia para a população marginalizada de Campinas: ex-escravos e prostitutas, que viviam em cortiços e espaços desvalorizados. Ao mesmo tempo, no Largo de Santa Cruz ficavam o pelourinho, a forca, as casas de comércio, olarias, depósitos, entre outros serviços disponíveis aos tropeiros que se deslocavam nos caminhos entre São Paulo e Goiás. Tal situação se modificou radicalmente com a chegada das estradas de ferro da Paulista e da Mogiana, na década de 1870: a elite local e a oriunda de outros municípios passou a se instalar nas ainda poucas ruas do bairro, em chácaras. O século XX surgiu com o Cambuí assumindo uma nova aparência: um bairro de chácaras senhoriais. Nas décadas seguintes, o bairro passou a ter várias mansões e, depois das décadas de 1950 e de 1960, passou por um vertiginoso processo de verticalização, no qual, sem perder as características de bairro nobre, passou de bairro de mansões a bairro de edifícios, em sua maioria de alto e altíssimo padrão.

Em 2011, em uma conversa pela internet, o desenhista brasileiro Maurício de Souza revelou que o fictício bairro do Limoeiro, onde acontecem as histórias da Turma da Mônica, foi inspirado no bairro do Cambuí, bairro no qual o desenhista morou durante alguns anos[4] .

Dados sobre o Cambuí[5] [editar | editar código-fonte]

Fotos[editar | editar código-fonte]

Bairros dentro do Cambuí[editar | editar código-fonte]

Em função do fato de Campinas não ter delimitação legal e precisa dos bairros, há bairros que são desconhecidos da população em geral, em função de seu pequeno tamanho:

  1. Dae (um pouco mais ao norte da Vila Estanislau);
  2. Jardim Novo Cambuí (na confluência dos bairros Taquaral, Jardim Bela Vista e Chácara da Barra);
  3. Vila Estanislau (pequeno bairro que se localiza na confluência da avenida Orozimbo Maia e da Via Norte-Sul);

Artigos relacionados[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. A origem do bairro Guia Raio-X Cambuí, acesso em 29 de julho de 2009.
  2. Na grafia original, Cambuhyzal.
  3. Arborização viária como patrimônio municipal de Campinas/SP: histórico, situação atual e potencialidades no Bairro Cambuí José Hamilton de Aguirre Júnior, Universidade de São Paulo, 13/10/2008, acesso em 29 de julho de 2009.
  4. Bate-papo UOL. Disponível em http://tc.batepapo.uol.com.br/convidados/arquivo/quadrinhos-e-humor/e-facil-criar-personagens-quando-se-tem-uma-familia-grande-diz-desenhista-mauricio-de-sousa.jhtm. Acesso em 15 de maio de 2013.
  5. Verticalização muda cenário do Cambuí Departamento de Comunicação da PUC-CAMPINAS, 14/09/2008, acesso em 29 de julho de 2009.