Cambuci (distrito de São Paulo)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Distrito paulistano do
Cambuci
Cambucisp.jpg
Cambuci.png
Área 3,9 km²
População (89°) 36.948[1] hab. (2010)
Densidade 76,44 hab./ha
Renda média R$ 1.604,97
IDH 0,903 - muito elevado (24°)
Subprefeitura
Região Administrativa Centro
Área Geográfica Centro expandido
Distrito do Cambuci e arredores
[[Ficheiro:|240px]]
Distritos de São Paulo São Paulo City flag.svg

Cambuci é um distrito situado na região central da cidade de São Paulo. O censo de 2000 acusou uma população de 28.717 habitantes. Trata-se de um distrito predominantemente residencial da capital, com alguns pontos de forte concentração comercial e de serviços, especialmente, nos arredores do Largo do Cambuci, das ruas do Lavapés e da Independência e na Avenida Lins de Vasconcelos.

Esse distrito (e também o bairro) têm esse nome devido à fruta homônima, um componente da Mata Atlântica, cobertura vegetal original da região.

O distrito é atendido pela Linha 10 da CPTM (Estação Mooca) e pelo Expresso Tiradentes da SPTrans.

[editar] Formação

Bairro de formação antiga, o Cambuci foi entrada da cidade para quem subia a serra e passava pelo Córrego do Lavapés, que tem este nome justamente por ser, na época, onde se lavava os pés e se descansava por algum tempo dando comida e água aos animais de carga, antes de entrar na área urbana. A partir de 1850 formou-se um pequno núcleo de chácaras e algum comércio em torno da trilha, culminando com a contrução da capela de Nossa Senhora de Lourdes em 1870, réplica da original francesa, hoje pegada à atual Igreja da Glória[2]. Nos anos 1880 a cidade passava por uma fase de intenso crescimento e novas ruas ligavam os bairros da Liberdade, Glória ao Cambuci, como a rua Luís Gama, que, inaugurada em 1882, ligava a Mooca ao Cambuci[3].

Nas primeiras décadas do século XX o Cambuci serviu de moradia aos imigrantes, especialmente italianos, que trabalhavam como operários nas fábricas da região, e foi um dos berços do anarquismo e das greves. Na Revolta Paulista de 1924 a igreja foi ocupada pelas forças rebeldes, lideradas pelo general Isidoro Dias Lopes, que tentavam derrubar o presidente Arthur Bernardes. A igreja foi ponto estratégico por situar-se num lugar alto, de onde era possível ver o movimento das tropas na cidade. O Cambuci foi um dos bairros mais afetados pelos combates, e as forças legalistas destruíram a torre de ardósia, avariaram o altar e deixaram perfurações nas paredes[4].

Atualmente é um distrito predominantemente de classe média, com predominância de áreas residenciais e ainda algumas regiões fisicamente degradadas, com predominância de moradores de baixa renda, como nas proximidades da Avenida do Estado e da Linha 10 da CPTM.

O bairro se tornou foco das incorporadoras e construtoras no boom imobiliário paulista, por ser próximo ao centro e ainda apresentar um custo de terreno viável (aprox R$1300/m²), possibilitou diversos lançamentos de apartamento de classe média de 50 a 150 m²

[editar] Limites

  • Norte: Rua da Mooca.
  • Leste: Linha 10 da CPTM, Viaduto São Carlos, Rua Presidente Batista Pereira, Avenida do Estado, Rua Almirante Pestana, Rua Leandro de Carvalho, Rua Ari Cajado, Rua Engenheiro Prudente, Rua Gaspar Fernandes, Rua Basílio da Cunha.
  • Sul: Rua Coronel Diogo.
  • Oeste: Avenida Lacerda Franco, Rua Alves Ribeiro, Rua Miguel Teles Júnior, Rua Francisco Justino Azevedo, Rua do Lavapés, Rua Teixeira Mendes, Rua Otto de Alencar, Praça Nina Rodrigues, Avenida Prefeito Passos, Rua Antônio de Sá, Avenida do Estado, Rua da Figueira e Rua Alexandre Levi.

[editar] Distritos limítrofes

Ícone de esboço Este artigo sobre Geografia de São Paulo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.


Erro de citação existem tags <ref>, mas nenhuma tag <references/> foi encontrada

Ferramentas pessoais
Espaços nominais

Variantes
Ações
Navegação
Colaboração
Imprimir/exportar
Ferramentas
Noutras línguas