Campanha Nacional das Escolas da Comunidade

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A Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ou Rede CNEC foi criada em João Pessoa pelo educador Felipe Thiago Gomes em 1943, a qual mantém hoje 268 escolas de Educação Básica e 19 instituições Cenecistas de Ensino Superior em todo o Brasil, atendendo 113.541 alunos.

História[editar | editar código-fonte]

A Campanha Nacional das Escolas da Comunidade foi fundada em 1943, na cidade de João Pessoa, pelo picuiense Felipe Tiago Gomes que juntou-se a outros estudantes universitários e fundaram no Recife-PE, Em 1943, fundou a Campanha do Ginasiano Pobre, célula embrionária da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade - CNEC. Assim se estendendo para vários estados do Brasil, adentrando o interior de cada um deles, em cidades e lugarejos onde na sua maioria, a presença do ensino público não se fazia presente. Hoje, constitui-se como a maior rede de ensino do país.  que nasceu no dia 1º de maio de 1921, no Sítio Barra do Pedro, no Município de Picuí - Paraíba; filho caçula de Elias Gomes Correia e de Dona Ana Maria Gomes. Felipe Tiago Gomes deixou uma frase que foi eternizada pelo povo de Picuí-PB sua terra natal e por todos os Cenecista: "Picuí é a terra mais bonita, porque é a minha terra".

A Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC) é uma rede brasileira de educação que atende desde a pré-escolaridade até a pós-graduação, passando por cursos de graduação em Faculdades independentes.

A CNEC tem 20 faculdades, 77 cursos superiores, 264 escolas, 15.649 universitários, 130.800 alunos de educação básica e é presente em 21 estados brasileiros.

Em 1928, foi alfabetizado por sua irmã Francisca. De 1933 a 1935, estudou na Escola Pública de Picuí. Em 1936, ingressou no Colégio Pio XI, em Campina Grande – PB. Fundou e presidiu o Grêmio Lítero Cultural Humberto de Campos em Picuí, no ano de 1938. Concluiu o Curso Ginasial no Colégio Pio XI, em 1940. Em 1941 foi para o Ginásio Pernambucano, em Recife e no ano seguinte nomeado Secretário de Assistência da Casa do Estudante. Em 1943, fundou a Campanha do Ginasiano Pobre, célula embrionária da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade - CNEC.

Ingressou na Faculdade de Direito do Recife em 1944. No ano seguinte foi eleito representante da turma junto ao Diretório da Faculdade. Em 1946 foi nomeado Prefeito de Picuí. Foi Presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Pernambuco, em 1947 e fundou o Teatro Universitário de Pernambuco.

Formou-se Bacharel em Direito em 1948, dois anos depois tornou-se Integrante da Campanha de Erradicação do Analfabetismo no Estado do Rio de Janeiro e organizou o Movimento Popular de Alfabetização, em 1951.

Foi colaborador do Movimento Cívico Contra o analfabetismo no Estado do Espírito Santo em 1954. Em 1958 foi nomeado Diretor do Departamento de Ensino Médio da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro e em 1960 torna-se Membro Diretor da Associação Brasileira de Educação. A partir desse momento, passou a dedicar-se exclusivamente as ações da CNEC. Foi concedido a ele o título de Comendador da Educação Brasileira pelo Ministério da Educação.

No dia 21 de setembro de 1996, Felipe Tiago Gomes faleceu em Brasília, vítima de complicações cardíacas. Deixou milhares de órfãos, cenecistas e estudantes, que tiveram na Campanha Nacional das Escolas da Comunidade, um meio de integrarem-se com a educação comunitária e de qualidade. Um meio de tornarem-se cidadãos.

Por esse infindo legado, todo o Brasil é grato a Felipe Tiago Gomes. Um homem comum que se tornou ídolo para milhares de pessoas, e jamais será esquecido das mentes daqueles que conhecem o verdadeiro sentido de educar.

 CNEC[editar | editar código-fonte]

"Um dia, em 1943, Felipe nos chama para uma conversa e expõe seu pensamento de nos unirmos – ele mesmo, Carlos eu e outros – para promover um movimento semelhante ao de Haya de La Torre. Pretendia fundar um Ginásio do qual seríamos os professores...", são essas palavras de Joel Pontes, um dos fundadores, que resume o nascer da Campanha do Ginasiano Pobre, atual Campanha Nacional de Escolas da Comunidade.

A Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC) foi criada em 29 de julho de 1943, pelo paraibano de Picuí, Felipe Tiago Gomes, na cidade do Recife-PE, com o objetivo de oferecer um ginásio gratuito para estudantes pobres. A Entidade foi, originalmente denominada Campanha do Ginasiano Pobre – CGC. Posteriormente, passou a ser a Campanha dos Educandários Gratuitos – CEG, depois, Campanha Nacional dos Educandários Gratuitos – CNEG, e atualmente é a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade – CNEC.

É uma das entidades mais sérias deste País, reconhecida de utilidade pública por decreto do Governo. Tem sede na Capital da República e ação em todo o território nacional. Inspirada na necessidade de tornar a educação nacional acessível a todos os brasileiros, visa, como principal finalidade, fundar e manter em todo o Brasil, com a participação da comunidade e a cooperação do poder público, escolas para seus sócios e dependentes, bem como para estudantes desprovidos de recursos. Não admite discriminações religiosas, raciais ou econômicas, aceita o apoio do poder público, mas principalmente apela para a iniciativa particular, como elemento primordial das suas realizações.

A CNEC não é escola particular nem pública e sim, procura reunir o que há de positivo nos dois modelos resultando num terceiro gênero: a Escola Comunitária. Através do Parecer 3987/75, o Conselho Federal de Educação declara que: "juridicamente a CNEC se enquadra como entidade particular, mas de fato tal categoria não se pode lhe aplicar, por lógica, nas circunstâncias em que se criam e se mantêm seus estabelecimentos. Suas escolas surgem por iniciativa comunitária (...) e têm, evidentemente, características muito peculiares. Prestam evidente serviço público e não são estabelecimentos oficiais."

Uma das características da CNEC é o fato de ela nascer das aspirações das lideranças da comunidade a que irá servir, tendo como base as necessidades educacionais geradas pela própria comunidade. A partir daí, as lideranças comunitárias recorrem à CNEC, que viabiliza os meios para a implantação das escolas. É esse interesse da própria população que torna a participação mais efetiva e mais determinante dos rumos a serem seguidos. A comunidade se responsabiliza pela maior parte das despesas de funcionamento das unidades educacionais.

Os professores vêm das comunidades, o que significa um conhecimento muito maior da realidade onde irão atuar, ao mesmo tempo em que se consegue uma valorização sem precedentes dos recursos disponíveis naquele meio, gerando novos empregos e promovendo o bem-estar social. A política de construção de escolas, sempre em regime de mutirão, onde participam alunos, pais, autoridades e profissionais liberais, requer solidariedade e conscientização coletiva, ingredientes indispensáveis ao progresso social. Graças à participação de todos os interessados no funcionamento da escola cada real aplicado se multiplica por cinco.

As escolas da CNEC começam, geralmente, com as séries iniciais do ensino fundamental (antigo 1º grau), evoluindo depois até chegar ao ensino médio (antigo 2º grau), sendo que, desde 1963, têm sido criadas também unidades de ensino superior. A primeira delas foi a Faculdade de Direito de Santo Ângelo, uma vitória para um movimento que pretendia apenas dar oportunidade para que jovens pobres pudessem completar o curso ginasial.

A CNEC hoje pode ser considerada como um marco referencial de difusão educativa no Brasil, atuando nas mais diversas regiões do país e mantendo instituições diversificadas na área de educação, sempre buscando aprimorar a qualidade dos serviços que vem prestando. Ganhando a aceitação das comunidades, a CNEC representa uma das maiores organizações de ensino do país com unidade e direção. Sua filosofia está baseada na prestação de serviços à comunidade, atuando com 373 escolas, 15.010 professores e empregados, 142.561 alunos e 18 faculdades.

A Campanha Nacional de Escolas da Comunidade já desenvolveu projetos voltados para a criação de escolas agrícolas, espaços esportivos, execução de serviços de editoração, comunicação social e radiodifusão, intercâmbios culturais e artesanato, além de unidades comunitárias de produção, comercialização e prestação de serviços. Ressalta-se a importância da construção de um bairro habitacional com 60 casas na cidade de Picuí – PB, com o apoio dos órgãos SENAR e SEHAC.

Em 1989, quando a CNEC completava 46 anos, era o seu criador, Felipe Tiago Gomes, que definia a importância e a força da ideologia que originou a Campanha: "Há cenecistas que não sabem o que é passar um domingo em casa. Operários que dão gratuitamente dias ou horas de trabalho, estendendo as mãos uns aos outros, formando uma forte cadeia, no afã da solidariedade para o bem comum. Nesta caminhada há o evidente propósito da realização, do que consideramos melhor entre nós, para que façamos do Brasil um país respeitável culturalmente. O tipo de escola que defendemos é uma idéia vitoriosa, que encontra poucos adversários entre os resquícios de uma época em que o ensino era dominado pela filosofia da escola privada. Situando-nos entre a escola pública e a particular, pretendemos cultivar o que há de melhor nas duas e assim, palmo a palmo, vamos consolidando a escola da comunidade."

No período de atuação de seu fundador, a CNEC foi presidida por personagens influentes no cenário político e social brasileiro. Foram presidentes da Instituição: ex-Senador Henrique La Roque, ex-Deputado Paulo Sarasate, ex-Ministro Alcides Vieira Carneiro, ex-Senador Aderbal Jurema, dentre outras pessoas ilustres que abraçaram a causa cenecista. Anos antes de seu falecimento, o Professor Felipe Tiago Gomes dimensionou a Presidência da Entidade para ex-alunos da CNEC. Como exemplo, pode-se citar o Professor Augusto Ferreira Neto e o Senador da República Renan Calheiros. Atualmente, a CNEC é presidida por Alexandre Santos, ex-aluno e Deputado Federal.

O Apóstolo da Educação Comunitária.[editar | editar código-fonte]

Fundador da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC), Felipe Tiago Gomes consagrou-se na Educação Brasileira por criar uma das entidades que, em datas pretéritas, foi considerada a maior Instituição Filantrópica das Américas.

De origem humilde e nascido em Picuí, sertão paraibano, Felipe Tiago Gomes desenvolveu um projeto voltado à Educação Comunitária, na tentativa de democratizar o ensino e atender o estudante pobre. Em 1943, cria na cidade do Recife-PE, a Campanha do Ginasiano Pobre (CGP), sediada no Ginásio Castro Alves, que viria a ser o primeiro ginásio gratuito operando como uma iniciativa totalmente particular.

Em sua jornada como idealizador da Escola Comunitária, Felipe Gomes difundiu suas idéias por todo o Brasil. Com a incessante ajuda dos amigos que constituía a cada investida pelos Estados da Federação, ele fez de sua vida o espelho da esperança de um País mais justo. Mais de 2100 escolas construídas, centros esportivos, comunitários, de lazer e radiodifusão, gráficas, carpintarias, marcenarias, fazenda-escolas, lapidarias, bairros habitacionais, hospitais, enfim, sua obra esteve presente nos mais diversos campos sociais.

Por essas e outras razões, essa página virtual dedica-se a prestar simples, mas valorosa homenagem, ao homem que fez dos seus sonhos a concretização de milhares de outros.

E sendo a INTERNET um instrumento democrático e propício à discussão de temas importantes, esse espaço virtual será foro permanente de exposição e registro de idéias "felipianas" e cenecistas. Será o ponto de encontro dos grandes idealistas, dos verdadeiros cenecistas.

Essa página é mantida e desenvolvida por Felipe Tiago Lira Severiano e Ranieri José Dantas Severiano, sobrinhos netos do Professor Felipe Tiago Gomes.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]